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28/08/2026
 

Geral

EMEI Julieta Balestro é reinaugurada após nove meses

Redação

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Foto: Vinicius Thormann

Foi reinaugurada, na manhã desta terça-feira, 19, a Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Julieta Balestro, no bairro Igara. A instituição foi interditada no dia 10 de maio do ano passado, após apresentar risco de desabamento. Depois de exigir que a empresa construtora refizesse a estrutura do prédio da escola, com materiais mais resistentes às mudanças do tempo, Executivo Municipal fez melhorias no prédio, para dar mais segurança aos professores e estudantes. Na reinauguração, a Prefeitura também entregou os novos uniformes para os alunos. O evento contou com a participação do prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato, a vice-prefeita, Gisele Uequed, a secretária da Educação, Neka Escobar, representantes da Câmara de Vereadores e a comunidade escolar.

Risco de desabamento

O final da tarde da quinta-feira, 10 de maio de 2018, foi marcado por forte comoção para parte da comunidade do bairro Igara. Aquele que seria mais um dia normal na vida de pais, professores e estudantes da EMEI Julieta Balestro encerrou com sentimento de apreensão. No final da aula, a direção da escola comunicou os pais que o prédio da instituição corria risco de desabamento e precisava ser interditado.

A Prefeitura tomou a decisão após um laudo, feito por engenheiros e arquitetos do município, constatar infiltrações em algumas salas, nos forros e em bases das paredes. Uma análise demonstrou que as estruturas foram construídas com materiais sensíveis à umidade, como gesso e papelão, incompatíveis com o clima do Rio Grande do Sul. Com acúmulo de líquido, houve degradação do material que compõe o prédio. O laudo conclui dizendo que havia “risco iminente de ruptura de placas do sistema construtivo utilizado na escola, que podem causar danos físicos e até risco de morte”. A Prefeitura precisou agir rápido e de maneira organizada para retirar os estudantes e os realocar em outros locais.

Recomeço

A Prefeitura realocou estudantes em outras instituições de ensino e também alugou um prédio, que foi adaptado e virou uma EMEI provisória. “A gente podia escolher onde deixar as crianças, ou numa escola em outro bairro ou no prédio alugado. Foi um alívio para todos os pais ao saber que não ficariam desassistidos, sem ter uma escola para deixar os filhos ou separá-los” diz Roselaine. A construção das alternativas à interdição do prédio da Julieta Balestro foi costurada entre a Prefeitura de Canoas, Câmara de Vereadores e os pais, em várias rodadas de conversa. Os pais tiveram a palavra final na escolha do local onde seria instalada a sede provisória da escola e também na decisão de transferir os filhos para outras EMEIs do município. “A prefeitura trouxe as soluções muito rápido, de forma transparente e democrática”, elogiou Roselaine.

A vice-prefeita de Canoas, Gisele Uequed, ressaltou a importância da aproximação da prefeitura com a comunidade. “Pais e professores estiveram juntos do Poder Público na busca pelas melhores soluções do problema que enfrentamos aqui na escola. Foi uma discussão democrática, que ouviu e atendeu a demanda de todos”, ressaltou Gisele. No mesmo sentido, a secretária da Educação, Neka Escobar, agradeceu o apoio da comunidade durante o período. “A interdição tinha tudo para gerar uma crise, mas foi pelo contrário. Prefeitura e pais se uniram e criaram um espaço muito aberto para o diálogo e participação popular”, observa.

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Policial

Tia de menina de 4 anos morta após agressão é presa por suspeita de omissão em Porto Alegre

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A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira, 27, na zona Sul de Porto Alegre, Beatriz Eduarda Costa Ramiro, de 22 anos, tia de Samylle Valentina Borba Ramiro, de quatro anos. A menina morreu após ser agredida pelo tio, Nicolas Gabriel Almeida Staubuss, também de 22 anos, que está preso desde 20 de agosto.

Beatriz teve a prisão preventiva decretada e, segundo a investigação, também é responsabilizada pela morte da sobrinha por ter se omitido diante das agressões. Ela deverá responder por homicídio qualificado.

De acordo com a delegada Alice Fernandes, responsável pelo caso, a agressão ocorreu no dia 16 de agosto. Beatriz teria aguardado cerca de três horas antes de levar a menina para atendimento médico. Quando chegaram à UPA Bom Jesus, Samylle já estava morta.

Segundo a polícia, a omissão teria contribuído para o resultado morte. A investigação aponta que Beatriz, na condição de responsável pela criança, teria deixado de buscar socorro em tempo hábil.

Nicolas, companheiro de Beatriz, confessou ter agredido a menina. Em depoimento, afirmou que teria dado apenas palmadas na criança após ela fazer cocô nas calças.

Laudos preliminares do Instituto-Geral de Perícias (IGP) apontaram que Samylle morreu em decorrência de politraumatismo. Conforme a polícia, ainda não é possível determinar se todas as lesões identificadas foram provocadas por agressões ou se tiveram outras causas. A hipótese de violência sexual foi descartada.

A Polícia Civil deve concluir o inquérito nos próximos dias.

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Policial

PF investiga fraude de R$ 406 milhões em licitações de máquinas e cumpre mandado em Canoas

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 27, a Operação Terra Arrasada, que investiga um esquema de fraude em licitações para a venda de máquinas pesadas de terraplenagem. A ação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em cinco cidades do Rio Grande do Sul e em Jacareí (SP).

Segundo a investigação, empresas do Rio Grande do Sul firmaram, entre 2017 e 2026, contratos com o poder público que somam mais de R$ 406 milhões para a venda de 724 máquinas. O esquema teria atingido centenas de municípios gaúchos, com cerca de 40% dos contratos envolvendo órgãos federais.

Os mandados foram cumpridos em oito endereços de Venâncio Aires, um em Santa Cruz do Sul, um em Lajeado, um em Canoas, um em Santa Maria e um em Jacareí (SP), totalizando 13 ordens judiciais. Uma das empresas investigadas é a GRA Máquinas, de Venâncio Aires.

Durante a operação, foram apreendidos oito veículos de luxo, além de celulares e documentos. Ninguém foi preso.

Como funcionava o esquema

Conforme a PF, um grupo empresarial utilizava empresas que, apesar de formalmente independentes, seriam controladas pelos mesmos responsáveis. A investigação aponta que as empresas simulavam concorrência em processos licitatórios, apresentavam propostas previamente combinadas e utilizavam adesões a atas de registro de preços para reduzir a competição.

A prática teria permitido manter os preços dos equipamentos artificialmente elevados. Entre as irregularidades investigadas também estão a cobrança de valores acima dos praticados no mercado, o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e a lavagem de dinheiro.

A Justiça Federal determinou o sequestro de imóveis e veículos até o limite de aproximadamente R$ 14 milhões, valor relacionado ao prejuízo apurado em desfavor da União.

Também foi determinada a suspensão do direito de três empresas investigadas de participar de novas licitações e de firmar contratos com o poder público.

Os investigados poderão responder pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de capitais.

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Geral

Prazo para resgatar R$ 17 mil em prêmios da Nota Fiscal Gaúcha termina na próxima semana

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R$ 13 mil em prêmios do Nota Fiscal Gaúcha ainda aguardam resgate; prazo termina no domingo, 21

Os participantes do Programa Nota Fiscal Gaúcha (NFG) têm até 5 de setembro para resgatar os valores premiados no sorteio mensal nº 164, realizado em maio. Após o prazo, os prêmios expiram e não poderão mais ser solicitados.

Ao todo, cerca de R$ 17 mil ainda estão pendentes de resgate. De acordo com as regras do programa, os ganhadores têm 90 dias, contados a partir da homologação do resultado, para solicitar o pagamento.

Para verificar se há algum valor disponível, o participante deve acessar o site ou o aplicativo do NFG, fazer login com a conta gov.br e consultar a aba “Meus prêmios”.

O pagamento pode ser solicitado para uma conta do Banrisul ou para outras instituições financeiras por meio de Pix, desde que a chave cadastrada seja o CPF.

O dinheiro não é depositado imediatamente após a solicitação. No entanto, depois que o pedido de resgate é realizado dentro do prazo, o repasse do valor fica garantido.

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