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09/09/2026
 

Saúde

Com nova crise, hospital Nossa Senhora das Graças pode fechar as portas

Redação

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Simers afirma que médicos não receberam pagamentos atendimentos eletivos são suspensos no HNSG

O Hospital Nossa Senhora das Graças, conhecido carinhosamente pelos canoenses como Gracinha, passa por novo momento delicado, que pode culminar com o fechamento de portas da instituição. Em contínua crise e com dívida milionária, a situação do HNSG tem sido debatida em reuniões envolvendo a Prefeitura de Canoas, Ministério Público (MP), Sindicatos e a Sociedade Sulina Divina Providência, que até o momento se oferecia para assumir a gestão do hospital no lugar da atual mantenedora, a Associação Beneficente de Canoas (ABC). Na última semana, um clima de insegurança afastou a Divina das negociações, deixando um panorama de incertezas sobre o futuro do hospital.

Respostas

A reação do Prefeito Luiz Carlos Busato (PTB) diante dessa informação foi imediata. Segundo ele, já está marcada uma reunião com representantes da Divina Providência para tentar reverter a situação. Em conversa com a reportagem do jornal Timoneiro ele criticou a postura da ABC, que, segundo ele, tem dificultado as negociações de recuperação do Graças: “Estamos tentando que a ABC abra mão da gestão do Graças. Agora mais uma vez temos uma demonstração de falta de capacidade deles. Alguns sócios da ABC contaminaram as negociações, criaram um clima que prejudicou”. Ainda, de acordo com o prefeito, caso o Divina confirme seu afastamento, são planejadas duas linhas de atuação: Uma delas é a procura de outras entidades de renome na gestão de saúde que tenham interesse em gerir o Graças. Outro caminho seria por vias judiciais: “Eu posso fazer uma requisição e entregar o hospital para a Divina ou a quem tiver interesse. Se a ABC não sair por bem, sairá por mal”, diz Busato.

Exames

Como exemplo do atual momento do Graças, que é caótico, foram encontrados um volume de aproximadamente 400 exames que detectam câncer (chamados de anatomopatológicos) que estavam parados há dois meses. De acordo com o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias, a situação coloca em risco pessoas que precisam iniciar tratamento oncológico imediatamente e é um dos fatos mais graves que ocorreram no Graças, em seu período de crise. A Prefeitura, na última terça-feira, 29, afirmou que assim que recebeu a denúncia acionou a Vigilância em Saúde. Esta foi até o hospital e passou a fazer o levantamento de todos os casos. Segundo a atual gestão municipal, os materiais foram levados ao Hospital Universitário, onde todos os exames serão feitos, para que as pessoas não sejam ainda mais prejudicadas. A Vigilância também interditou o laboratório de citologia do Graças, até que sejam feitas as adequações solicitadas. Assim que o órgão concluir o relatório da ação, todas as informações serão levadas ao Ministério Público.

ABC e Divina

A reportagem tentou contato com as duas entidades, mas estas preferiram não se manifestar sobre o assunto.

Consenso é de que ABC deve abrir mão do Graças para uma nova gestora

“A gestão da ABC é ineficiente e incapacitada”, afirma Busato. O prefeito afirma que se a ABC não abrir mão do hospital, este se encaminhará para seu fechamento. O Prefeito ainda detalha que não há problemas financeiros com relação à Prefeitura, já que , segundo ele, foram adiantados valores para a instituição. “O melhor serviço que eles poderiam fazer para a comunidade de Canoas neste momento seria a demissão de todos os executivos da ABC”, complementa Luiz Carlos.  O presidente do Simers, Marcelo Matias, também demonstra preocupação com a situação do hospital e sugere que o município busque a intervenção na gestão do hospital via MP. Ele ainda lembra que há médicos trabalhando sem receber há mais de um ano na instituição. “Se quisermos que o Graças dê certo, todos os envolvidos devem trabalhar em conjunto. Vamos usar todos os nossos recursos para interferir na realidade do hospital. Eu dou muita importância para o que está acontecendo na Saúde de Canoas”, complementa Marcelo.

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Saúde

Canoas remarca mutirão e prevê 700 cirurgias de catarata pelo SUS em setembro

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Foto: Vinícius Medeiros/PMC

O Hospital Universitário de Canoas (HU) remarcou para os dias 24, 25 e 26 de setembro a segunda etapa do Programa Nova Visão. A ação prevê a realização de 700 cirurgias de catarata pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com prioridade para pacientes que passaram pela primeira fase do programa e aguardam o procedimento no segundo olho.

A primeira etapa ocorreu em maio, quando foram realizadas 751 cirurgias. Segundo o hospital, mais de 90% dos pacientes tinham indicação para realizar o procedimento nos dois olhos. Por isso, inicialmente, a cirurgia foi feita em apenas um dos olhos, com a segunda intervenção programada para a etapa seguinte.

A nova edição do mutirão é realizada pelo HU, administrado pela Associação Saúde em Movimento (ASM), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, e conta com recursos de emendas parlamentares.

“Temos tido resultados muito positivos com estes mutirões que temos realizado em Canoas desde o ano passado. Estamos reduzindo filas, reorganizando atendimentos e, principalmente, transformando as vidas das pessoas”, celebra o prefeito de Canoas, Airton Souza. “Vamos seguir neste caminho, trabalhando muito para melhorar a nossa saúde e oferecer serviços de qualidade para a nossa população.”

A superintendente do HU, Tatiani Pacheco, explica que os recursos das emendas parlamentares possibilitaram a realização da nova etapa.

“Estamos muito felizes, porque estes recursos permitem ampliar a capacidade de atendimento do HU. Nós vemos como confiança dos governantes no trabalho que realizamos e isso contribui diretamente para a redução da demanda por procedimentos na rede pública”, afirma.

Mudança na data

As cirurgias estavam inicialmente programadas para os dias 24, 25 e 26 de agosto. O cronograma, no entanto, foi alterado por questões operacionais relacionadas à organização e à estrutura necessária para os procedimentos.

Os pacientes que passaram pela primeira etapa haviam recebido o agendamento para o retorno no fim de agosto. Com a mudança, o hospital informa que o setor responsável está entrando em contato para comunicar a nova data.

“Os pacientes saíram da primeira cirurgia com o agendamento de retorno já feito, agora para o final de agosto. Mas eles já estão sendo avisados pelo nosso setor responsável, mas qualquer dúvida, podem entrar em contato diretamente com a recepção do HU”, completa.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (51) 3112-8551.

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Saúde

HU Canoas amplia oferta de consultas especializadas pelo SUS

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O Hospital Universitário de Canoas (HU) ampliou, neste mês de setembro, a oferta de consultas especializadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As novas agendas contemplam as áreas de Cardiologia, Endocrinologia adulta, Neurologia e Gastroenterologia.

Até quinta-feira, 10, estão previstos 135 atendimentos. São 60 consultas em Gastroenterologia, 30 em Cardiologia, 30 em Endocrinologia adulta e 15 em Neurologia.

Com a consolidação das agendas, a previsão é de até 200 consultas mensais em cada uma das quatro especialidades. A oferta total poderá chegar a 800 atendimentos por mês.

Segundo a superintendente hospitalar do HU Canoas, Tatiani Pacheco, a ampliação está relacionada à demanda por consultas de avaliação, retorno e acompanhamento especializado.

“Nosso objetivo é ampliar a capacidade assistencial do HU, otimizar a utilização da estrutura ambulatorial e contribuir diretamente para o enfrentamento da demanda reprimida da rede pública. Cada nova consulta representa uma oportunidade de oferecer diagnóstico, acompanhamento e tratamento no momento adequado. Ampliar o acesso da população à assistência especializada também é fortalecer o papel do Hospital Universitário dentro da rede pública de saúde”, destaca Tatiani.

Nesta primeira etapa, as vagas serão destinadas prioritariamente a pacientes que necessitam de retorno ou acompanhamento, além de pessoas já identificadas e reguladas pelo Sistema Integrado de Gestão de Serviços de Saúde (SIGSS).

Na sequência, as novas agendas serão incorporadas ao fluxo regular de regulação pelo GERCON. Os encaminhamentos serão realizados de acordo com os critérios assistenciais e as necessidades identificadas pela rede pública.

O hospital informa que os pacientes não precisam procurar diretamente a unidade para solicitar o agendamento. As consultas serão destinadas por meio dos sistemas oficiais de regulação do SUS.

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Saúde

Anvisa interdita lote de água mineral Vitoriosa após identificação de coliformes

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Foto: Reprodução/Vitoriosa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar do lote 110426L5 da água mineral natural sem gás da marca Vitoriosa, fabricada pela GEPF Agro Indústria Ltda. A medida entrou em vigor nesta quarta-feira, 2, data da publicação da resolução.

A decisão foi tomada após uma análise microbiológica identificar a presença de coliformes totais em uma amostra de 250 mililitros do produto. O exame foi realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, no Rio de Janeiro.

A interdição tem caráter cautelar e impede a comercialização do lote durante a vigência da medida. O lote afetado tem validade até 11 de abril de 2027.

O que são coliformes?

Coliformes totais são um grupo de bactérias utilizado como indicador das condições sanitárias de alimentos e da água. A presença desses microrganismos pode indicar falhas relacionadas à higiene, ao processamento ou ao armazenamento.

A detecção de coliformes totais, no entanto, não significa necessariamente a presença de bactérias de origem fecal ou de microrganismos causadores de doenças. Para identificar o tipo de contaminação, são necessários testes específicos.

Na resolução que determinou a interdição, a Anvisa não informa a identificação de outras bactérias na amostra nem relata casos de pessoas que tenham apresentado problemas de saúde após o consumo do produto.

O que diz a empresa

Em nota, a GEPF Agro Indústria Ltda. afirma que segue os padrões de qualidade e higiene previstos na legislação sanitária e que realiza análises físico-químicas e microbiológicas diárias dos lotes produzidos.

Segundo a empresa, amostras do lote foram coletadas pela Vigilância Sanitária em 4 de maio de 2026. A análise fiscal inicial teria apontado resultado insatisfatório para coliformes totais. A GEPF afirma, porém, que os testes relacionados à rotulagem, aos parâmetros físico-químicos e aos microrganismos E. coli, enterococos e P. aeruginosa apresentaram resultados satisfatórios.

A empresa também informa que recolheu e reteve preventivamente o lote remanescente no mercado. De acordo com a GEPF, uma perícia de contraprova foi realizada em 27 de julho e apresentou resultado satisfatório para coliformes totais.

A fabricante contesta ainda aspectos do procedimento laboratorial utilizado na análise inicial e afirma ter identificado condições que, segundo sua avaliação, poderiam favorecer a contaminação cruzada das amostras.

O processo administrativo segue em andamento. Uma nova análise, chamada de prova testemunha, está prevista para 8 de setembro de 2026.

A GEPF afirma que seus produtos atendem às normas sanitárias e que adotará as medidas administrativas e judiciais que considerar cabíveis.

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