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Clientes da Sulgás passam a contar com novo portal de autoatendimento; investimentos ampliam rede em municípios da Região Metropolitana e Vale do Sinos

Plataforma digital oferece mais praticidade aos usuários, enquanto companhia avança com investimentos em expansão da infraestrutura de gás natural em diversas cidades gaúchas.
Responsável pela distribuição e comercialização de gás natural canalizado no Rio Grande do Sul, a Sulgás disponibilizou neste mês o novo Portal do Cliente. A novidade, lançada em comemoração ao Dia do Cliente no último dia 15, oferece uma experiência digital mais moderna, intuitiva e prática para os usuários, permitindo consultar consumo, emitir segunda via da fatura, acompanhar o histórico financeiro, atualizar dados cadastrais e abrir solicitações de atendimento.
A plataforma pode ser acessada pelo endereço virtual.sulgas.com.vc e foi desenvolvida para atender diferentes perfis de clientes, com navegação adaptada tanto para computadores quanto para dispositivos móveis. A iniciativa reforça a estratégia da companhia de ampliar a digitalização dos serviços e proporcionar mais agilidade e autonomia aos consumidores.
O portal foi desenvolvido a partir das principais demandas identificadas junto aos nossos clientes. Buscamos oferecer uma ferramenta intuitiva, rápida e segura, que facilite o acesso aos serviços da Sulgás no dia a dia – afirma Luis Carlos Niedersberg, especialista em tecnologia da Sulgás.
Além dos avanços no atendimento digital, a Sulgás segue investindo na expansão da rede de distribuição de gás natural em diferentes regiões do Estado. Para 2026, estão previstos mais de R$ 36 milhões em investimentos na Região Metropolitana e Vale do Sinos, contemplando obras de ampliação da infraestrutura e novas conexões.
Entre os municípios beneficiados estão Canoas, que receberá cerca de R$ 2,7 milhões em investimentos para a implantação de aproximadamente 4,8 quilômetros de rede, e Sapucaia do Sul, onde estão previstos R$ 1,5 milhão para a expansão de cerca de 2,6 quilômetros da infraestrutura de distribuição.
No Vale do Sinos, os aportes também reforçam a estratégia de crescimento da companhia ainda este ano. Novo Hamburgo concentra o maior volume de investimentos da região, com aproximadamente R$ 7,1 milhões destinados à implantação de mais de 12,5 quilômetros de rede. Já São Leopoldo receberá cerca de R$ 640 mil, enquanto Campo Bom terá investimentos da ordem de R$ 1,3 milhão e Sapiranga, aproximadamente R$ 544 mil. Com isso, os municípios do Vale do Sino receberão até o final de 2026 um total de 17,7 quilômetros de novas redes.
A combinação entre novos investimentos em infraestrutura e a modernização dos canais de relacionamento reforça o compromisso da Sulgás com a expansão do acesso ao gás natural e com a melhoria contínua da experiência dos clientes. Com a ampliação da rede e a oferta de serviços digitais cada vez mais completos, a companhia busca atender às necessidades de consumidores residenciais, comerciais e industriais em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.
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Qualidade da água se mede todos os dias, em toda a rede

Investimentos em tecnologia, modernização de laboratórios e monitoramento em mais de 6 mil pontos reforçam a segurança da água distribuída pela Corsan
Água segura é aquela cuja qualidade pode ser medida, acompanhada e comprovada. A água distribuída pela Corsan atende aos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação brasileira e pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, que define os procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano.
Esse controle começa na produção e continua ao longo da rede de abastecimento nos 317 municípios atendidos no Rio Grande do Sul.
Diariamente, são coletadas amostras em mais de 6,1 mil pontos, com apoio de 51 laboratórios móveis, que encaminham o material para os laboratórios certificados da Companhia. São realizadas cerca de 920 mil análises por mês, aproximadamente 1,3 mil por hora, para verificar mais de 190 parâmetros microbiológicos e físico-químicos definidos pela legislação brasileira e por organismos internacionais de saúde. O funcionamento dos sistemas também é acompanhado 24 horas por dia pelo Centro de Operações Integradas.
A estrutura de controle vem sendo modernizada com investimentos em tecnologia, renovação dos laboratórios e aquisição de equipamentos mais modernos e precisos, ampliando a capacidade de detectar contaminantes e acompanhar diferentes parâmetros da água.
A localização dos pontos de coleta também é parte desse processo. As amostras são retiradas em diferentes locais para verificar as condições da água já em circulação pela rede. Por isso, a avaliação da qualidade considera o conjunto dos resultados, o local da coleta, o parâmetro analisado e o histórico do sistema. Uma amostra isolada não representa, por si só, as condições de toda uma rede de abastecimento.
O cuidado continua dentro de casa
Depois que a água entra no imóvel, as condições das instalações hidráulicas também podem interferir na qualidade do que chega à torneira.
Caixas d’água sem vedação adequada, manutenção ou limpeza periódica podem permitir a entrada e o acúmulo de materiais externos. Por isso, quando uma alteração é identificada dentro de uma residência, é importante investigar todo o percurso da água.
A comparação com amostras coletadas na rede pública ajuda a identificar se a ocorrência está no sistema de distribuição ou pode estar relacionada às instalações internas do imóvel. A água chega à residência tratada e monitorada.
A conservação da caixa d’água e das tubulações também integra essa cadeia de cuidado.
Tecnologia torna a desinfecção mais segura
A modernização também alcançou uma das etapas centrais do tratamento.
A Corsan investiu R$ 40 milhões para substituir o cloro gás pelo hipoclorito de sódio nas 134 Estações de Tratamento de Água que ainda utilizavam a tecnologia anterior. A mudança eliminou a necessidade de armazenamento e manuseio de cilindros pressurizados de cloro gás, reduzindo riscos para as equipes e simplificando a operação.
A eficiência da desinfecção foi mantida. Tanto o cloro gás quanto o hipoclorito de sódio formam, em contato com a água, o ácido hipocloroso, responsável pela eliminação de vírus, bactérias e outros microrganismos. Os indicadores de qualidade permaneceram em conformidade após a implantação da nova tecnologia.
Mudou a tecnologia utilizada no processo, com ganho de segurança operacional, sem redução do rigor da desinfecção e do controle da qualidade da água.
Água transparente nem sempre é água segura
O controle também é essencial quando a água vem de fontes subterrâneas. Aparência, cheiro e gosto não são suficientes para determinar sua potabilidade.
Poços rasos ou particulares sem controle técnico e sanitário podem estar mais sujeitos às condições do entorno, especialmente quando próximos a fossas, esgoto irregular, áreas agrícolas ou outras potenciais fontes de contaminação. Mesmo transparente, a água pode conter coliformes, vírus, nitratos, agrotóxicos ou metais sem apresentar sinais perceptíveis.
Por isso, fontes subterrâneas precisam atender às exigências de regularização aplicáveis, incluindo licenciamento e outorga de uso da água. Esses controles protegem tanto a saúde de quem consome quanto os próprios recursos hídricos.
Os poços utilizados nos sistemas da Corsan são poços profundos, implantados a partir de estudos hidrogeológicos que avaliam a qualidade da água e a capacidade dos aquíferos. Contam com licenciamento, outorga e monitoramento permanente de qualidade e vazão.
A água captada nesses poços integra o mesmo sistema de controle da Companhia e precisa atender aos padrões de potabilidade exigidos para a água destinada ao consumo humano.
Seja em mananciais superficiais ou subterrâneos, a segurança está no conjunto formado por controle técnico, tratamento, análise e monitoramento permanente.
Da produção aos pontos de distribuição, esse trabalho acontece todos os dias. São milhares de coletas, centenas de milhares de análises, laboratórios, equipamentos e profissionais dedicados a um compromisso permanente: garantir água tratada, monitorada e dentro dos padrões de potabilidade para a população.
Qualidade da água não se presume pela aparência nem se define por uma análise isolada. Ela se comprova todos os dias, em diferentes pontos da rede, com ciência, controle e responsabilidade.
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Corsan acelera transformação do saneamento no Rio Grande do Sul

Com R$ 6 bilhões investidos em três anos, Companhia amplia obras, incorpora tecnologia e prepara o Estado para a universalização até 2033
O saneamento do Rio Grande do Sul entrou em uma nova escala. Em três anos, a Corsan investiu R$ 6 bilhões e ampliou sua capacidade de transformar recursos em obras, tecnologia e serviços para a população.
O movimento enfrenta um déficit acumulado ao longo de décadas, principalmente no esgotamento sanitário. Dados do Instituto Trata Brasil, referentes a 2022, apontavam que apenas 36% da população gaúcha tinha
coleta de esgoto e somente 26,6% do volume gerado no Estado recebia tratamento. O Censo 2022, do IBGE, indicava cerca de 1,7 milhão de pessoas sem acesso adequado ao serviço.
Desde julho de 2023, a média anual de investimentos da Corsan, historicamente em torno de R$ 499 milhões, passou para aproximadamente R$2,094 bilhões. Para levar esse volume de recursos às cidades, a Companhia ampliou frentes de trabalho, incorporou tecnologia e dados e criou estruturas próprias de apoio às obras. A estratégia busca garantir o ritmo necessário para que os 317 municípios atendidos avancem em direção às metas de 99% de cobertura de água e 90% de esgoto até 2033.
Esgoto avança em ritmo inédito
A mudança aparece com mais força no esgotamento sanitário. A cobertura entre a população atendida pela Corsan passou de 19% para cerca de 30% em três anos, avanço equivalente a aproximadamente metade de tudo o que havia sido construído pela Companhia nas quase seis décadas anteriores.
Com mais de R$ 1,6 bilhão investidos, foram implantados mais de 1,1 mil quilômetros de redes coletoras, construídas 18 Estações de Tratamento de Esgoto, 116 estações elevatórias e mais de 101 quilômetros de emissários e linhas de recalque. As novas estruturas ampliaram o acesso aos serviços para mais de 852 mil pessoas.
A capacidade de tratamento cresceu mais de 911 litros por segundo. Com isso, 17,69 bilhões de litros de esgoto por ano deixam de ser lançados no ambiente sem tratamento, volume equivalente a cerca de 7 mil piscinas olímpicas.
É o saneamento além do que se vê: infraestrutura que se traduz em proteção
dos rios, saúde e qualidade de vida.
Mais segurança para o abastecimento
Os sistemas de água também avançaram. Foram investidos R$ 810 milhões na
ampliação da produção, reservação e distribuição, com 500 quilômetros de novas redes, 186 mil novos imóveis atendidos, sete estações de tratamento, dez reservatórios, oito elevatórias e 296 poços profundos em operação.
As estruturas ampliam a segurança hídrica, acompanham o crescimento das cidades e aumentam a capacidade de resposta em períodos de maior consumo e diante de eventos climáticos extremos.
Tecnologia para antecipar problemas
O Centro de Operações Integradas ampliou de 129 para 312 o número de unidades monitoradas em tempo real. Mais de 4,3 mil ativos, entre poços, reservatórios, estações de tratamento e elevatórias, também são acompanhados permanentemente.
O uso de tecnologia tem papel importante no combate às perdas. Desde o início da nova gestão, o índice caiu de 44% para 40%. Monitoramento por satélite e geofonia permitiram localizar e corrigir 27 mil vazamentos ocultos,
melhorando o aproveitamento da água captada e tratada e reduzindo a pressão sobre os mananciais.
O controle da qualidade também foi reforçado, com R$ 60 milhões investidos em sistemas e equipamentos. Atualmente, são realizadas cerca de 672 mil análises de água e 33 mil de esgoto por mês.
Estrutura própria para acelerar obras
Para dar suporte ao novo ritmo, a Corsan criou em Esteio o Parque de Infraestrutura e Inovação, que reúne fábrica de tubos, usina de asfalto, laboratório de solos e pavimentação e unidade de produção de sulfato de alumínio.
A fábrica tem capacidade para produzir até 200 quilômetros de tubulações por mês. A usina de asfalto acelera a recomposição das vias após as intervenções, enquanto a produção de sulfato de alumínio amplia a autonomia no
fornecimento de um insumo utilizado no tratamento de água.
A estrutura reduz a dependência de fornecedores, amplia o controle de qualidade e dá maior previsibilidade às obras.
Saneamento preparado para um novo clima
As enchentes de 2024 reforçaram a necessidade de adaptar a infraestrutura a eventos climáticos extremos. A partir dessa experiência, a Corsan estruturou o Plano de Resiliência Hídrica, com R$ 1,8 bilhão em investimentos previstos para 55 municípios.
O plano contempla realocação de estruturas em áreas de risco, ampliação da reservação, interligação de sistemas, novas fontes de captação e estoques estratégicos de equipamentos. A proposta é antecipar riscos e aumentar a segurança e a capacidade de recuperação dos sistemas.
Um ciclo que movimenta o Estado
Atualmente, 71 municípios têm intervenções em andamento, com 153 frentes de obras simultâneas e cerca de 3 mil empregos ativos diretamente relacionados a esse ciclo. Considerando os efeitos diretos, indiretos e induzidos, o programa tem potencial para gerar aproximadamente 47 mil empregos por ano no Rio Grande do Sul.
Cada rede implantada produz efeitos que ultrapassam a obra: movimenta fornecedores, gera trabalho, melhora as condições de saúde, protege recursos naturais e cria infraestrutura para o desenvolvimento das cidades.
Mais perto das pessoas
O avanço também passa pela relação com as comunidades. Projetos como De Olho no Óleo, Elo Verde, Saneamento Salva e Patrulha contra os Vilões do Esgoto aproximam o saneamento do cotidiano e estimulam educação ambiental e uso consciente dos sistemas.
A Patrulha já alcançou cerca de 10 mil estudantes em 22 cidades. Outra frente de inclusão é a Tarifa Social, ampliada de 45 mil para 240 mil famílias, alcançando cerca de 640 mil pessoas.
Recuperar o atraso e construir o futuro
A universalização até 2033 ainda exige um longo percurso. O desafio é manter a escala de investimentos e execução necessária para superar um déficit histórico.
“Quando falamos em universalização, falamos de uma transformação que chega à vida das pessoas e ao futuro das cidades. O Rio Grande do Sul não podia mais esperar. Estamos construindo a infraestrutura e a capacidade de
execução necessárias para recuperar esse atraso e levar os benefícios do saneamento a quem ainda não tem acesso”, afirma a presidente da Corsan, Samanta Takimi.
Tecnologia, produção própria, inteligência de dados, planejamento e obras simultâneas formam hoje a base para acelerar as entregas.
O desafio dos próximos anos é manter esse ritmo para transformar o maior ciclo de investimentos da história da Corsan em uma nova realidade para o saneamento do Rio Grande do Sul.
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Como a chuva pode provocar extravasamentos de esgoto

Diante da previsão de novos períodos de instabilidade no Rio Grande do Sul, é importante entender como a chuva pode afetar a rede de esgotamento sanitário.
As cidades possuem redes com funções diferentes. A rede de esgoto transporta a água usada em vasos sanitários, pias e chuveiros até o tratamento. Já a drenagem recebe a chuva que escorre de telhados, calçadas e ruas. Uma não deve ser ligada à outra.
Quando calhas, pátios, ralos externos ou tubulações pluviais são conectados ao esgoto, a chuva entra em uma estrutura projetada para receber um volume menor. Ela também pode ingressar por tampas, redes danificadas ou pontos alagados. Tubulações, estações de bombeamento e unidades de tratamento podem, então, ultrapassar sua capacidade. Isso pode provocar o retorno do esgoto para os imóveis ou extravasamentos nas ruas. Falta de energia e elevação dos rios dificultam ainda mais a operação.
A prevenção depende de responsabilidade compartilhada. Cabe à companhia de saneamento monitorar os sistemas, limpar e manter as redes, inspecionar ligações, ampliar estruturas e mobilizar equipes para responder às ocorrências.
As gestões municipais respondem pela drenagem urbana, conservação das ruas e bocas de lobo, coleta de resíduos, fiscalização de obras e ligações irregulares e coordenação das ações durante eventos climáticos.
A população contribui ao fazer a ligação correta do imóvel e usar adequadamente a rede. A água das calhas e dos pátios deve seguir para a drenagem, nunca para o esgoto. Tampas não devem ser abertas para escoar alagamentos. Lixo, óleo, fraldas e tecidos não podem ser descartados em pias ou vasos sanitários, pois causam entupimentos.
Nem todo extravasamento durante uma chuva intensa decorre de falta de manutenção. Muitas vezes, ele acontece porque a água pluvial entrou em um sistema que não foi dimensionado para recebê-la. A resposta precisa ser rápida, mas a prevenção exige a participação de todos.
Preparar as cidades para eventos climáticos mais frequentes passa por ampliar o saneamento e a drenagem, corrigir ligações inadequadas e fortalecer a cooperação. Cada cuidado ajuda a proteger a saúde, os cursos d’água e a vida nas cidades.

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