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08/09/2026
 

Saúde

Hospital Universitário de Canoas conclui reforma de UTI e amplia capacidade com 10 novos leitos

Redação

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Na manhã de terça-feira, 7, data em que se celebra o Dia Mundial da Saúde, foi concluída a reforma da Unidade de Terapia Intensiva (UTI 1) do Hospital Universitário de Canoas.

Com a reestruturação, o espaço passa a contar com dez novos leitos destinados ao atendimento de pacientes em estado grave, ampliando a capacidade da instituição para procedimentos de alta complexidade.

A obra incluiu a modernização completa da unidade, abrangendo tanto a estrutura física quanto a atualização de equipamentos. Segundo informações do hospital, o investimento direto superou R$ 100 mil, com recursos provenientes do próprio orçamento da instituição.

Após a ampliação, o Hospital Universitário passa a disponibilizar um total de 85 leitos de UTI. A expectativa é de que a nova estrutura contribua para o aumento da capacidade de atendimento e para a realização de procedimentos mais complexos.

O prefeito de Canoas, Airton Souza, destacou o novo momento do HU, que está passando por melhorias importantes, e o esforço da administração municipal, vereadores e comunidade tem sido essencial para garantir o atendimento de saúde de qualidade para toda a população.

“Canoas é de todos nós, e nós todos estamos com este espírito. Através da unidade nós vamos buscar estes resultados”, disse o prefeito, destacando que a articulação com o governo federal e deputados federais e estaduais, em parceria com os vereadores canoenses, já trouxe mais de R$ 200 milhões para a saúde no Município e a integração a programas importantes, como o Agora Tem Especialistas, que poderá ser ampliado com o acréscimo dos leitos entregues nesta terça-feira, 7.

A secretária municipal de Saúde de Canoas, Ana Boll, destacou que a ampliação do número de leitos de UTI no HU contempla uma necessidade da população e demonstra a capacidade do hospital em atender a demanda da região.

“É uma instituição que tem um potencial gigantesco. Uma entrega de dez leitos de UTI é muito importante. É uma grande conquista.”

A superintendente da ASM, empresa gestora do HU, Tatiani Pacheco, ressalta que a reforma é resultado de ações de gestão estratégica da instituição.

“Conseguir reformar todo o espaço e abrir estes leitos significa que a população terá mais acesso à saúde. Para realizar procedimentos de alta complexidade, precisamos ter espaço na UTI. Estes dez leitos vão possibilitar que centenas de procedimentos aconteçam”, celebra.

O diretor técnico do hospital, Fernando Farias, enalteceu o trabalho das equipes de saúde.

“Para abrir leitos a gente precisa de muito mais que camas e travesseiros. Nós precisamos de profissionais multidisciplinares, que vão acolher, atender e cuidar destes pacientes. A reforma é para estas pessoas também, que trabalharão em um ambiente melhor. São eles que salvam vidas”, afirma.

Saúde

Anvisa interdita lote de água mineral Vitoriosa após identificação de coliformes

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Foto: Reprodução/Vitoriosa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar do lote 110426L5 da água mineral natural sem gás da marca Vitoriosa, fabricada pela GEPF Agro Indústria Ltda. A medida entrou em vigor nesta quarta-feira, 2, data da publicação da resolução.

A decisão foi tomada após uma análise microbiológica identificar a presença de coliformes totais em uma amostra de 250 mililitros do produto. O exame foi realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, no Rio de Janeiro.

A interdição tem caráter cautelar e impede a comercialização do lote durante a vigência da medida. O lote afetado tem validade até 11 de abril de 2027.

O que são coliformes?

Coliformes totais são um grupo de bactérias utilizado como indicador das condições sanitárias de alimentos e da água. A presença desses microrganismos pode indicar falhas relacionadas à higiene, ao processamento ou ao armazenamento.

A detecção de coliformes totais, no entanto, não significa necessariamente a presença de bactérias de origem fecal ou de microrganismos causadores de doenças. Para identificar o tipo de contaminação, são necessários testes específicos.

Na resolução que determinou a interdição, a Anvisa não informa a identificação de outras bactérias na amostra nem relata casos de pessoas que tenham apresentado problemas de saúde após o consumo do produto.

O que diz a empresa

Em nota, a GEPF Agro Indústria Ltda. afirma que segue os padrões de qualidade e higiene previstos na legislação sanitária e que realiza análises físico-químicas e microbiológicas diárias dos lotes produzidos.

Segundo a empresa, amostras do lote foram coletadas pela Vigilância Sanitária em 4 de maio de 2026. A análise fiscal inicial teria apontado resultado insatisfatório para coliformes totais. A GEPF afirma, porém, que os testes relacionados à rotulagem, aos parâmetros físico-químicos e aos microrganismos E. coli, enterococos e P. aeruginosa apresentaram resultados satisfatórios.

A empresa também informa que recolheu e reteve preventivamente o lote remanescente no mercado. De acordo com a GEPF, uma perícia de contraprova foi realizada em 27 de julho e apresentou resultado satisfatório para coliformes totais.

A fabricante contesta ainda aspectos do procedimento laboratorial utilizado na análise inicial e afirma ter identificado condições que, segundo sua avaliação, poderiam favorecer a contaminação cruzada das amostras.

O processo administrativo segue em andamento. Uma nova análise, chamada de prova testemunha, está prevista para 8 de setembro de 2026.

A GEPF afirma que seus produtos atendem às normas sanitárias e que adotará as medidas administrativas e judiciais que considerar cabíveis.

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Saúde

Santa Catarina confirma primeira morte por Febre do Nilo Ocidental

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Santa Catarina registrou a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental desde o início dos registros da doença no estado. A confirmação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) na tarde de segunda-feira, 24. A vítima é uma mulher de 77 anos, que morreu no dia 8 de agosto, em Imbituba, no Sul catarinense.

O caso integra os dois primeiros registros da doença em Santa Catarina. O outro paciente é um homem de 56 anos, morador de Caçador, no Oeste do estado, que apresentou a infecção, mas se recuperou e já recebeu alta. As informações foram confirmadas pelo superintendente de Vigilância em Saúde, Fábio Gaudenzi.

A Febre do Nilo Ocidental é provocada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas. Segundo a Secretaria da Saúde, a evolução para óbito é considerada rara.

Os dois pacientes catarinenses apresentaram sintomas neurológicos. Os casos permanecem sob investigação epidemiológica para identificar os possíveis locais onde ocorreu a infecção e compreender melhor a circulação do vírus e sua relação com os quadros clínicos registrados.

No Brasil, em 2026, o Ministério da Saúde contabiliza quatro casos confirmados da doença, além de um caso considerado provável. São dois registros em Santa Catarina, dois em São Paulo e um caso provável no Piauí.

Quais são os sintomas?

A infecção pelo vírus do Nilo Ocidental pode não provocar sintomas. Quando há manifestações, elas variam de quadros leves, com febre e mal-estar, até formas graves que atingem o sistema nervoso central ou periférico.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% das pessoas infectadas apresentam algum sinal da doença. Entre os sintomas mais comuns da forma leve estão:

  • Febre aguda, geralmente de início repentino;
  • Mal-estar;
  • Falta de apetite;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Dor nos olhos;
  • Dor de cabeça;
  • Dor muscular;
  • Manchas avermelhadas na pele;
  • Aumento dos gânglios, conhecido como íngua.

A forma grave é considerada rara. Aproximadamente uma em cada 150 pessoas infectadas pode desenvolver manifestações neurológicas severas, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.

A orientação das autoridades de saúde é procurar atendimento médico diante de febre acompanhada de sinais neurológicos, como confusão mental, alterações no nível de consciência, fraqueza ou outros sintomas semelhantes. Também é importante informar ao profissional de saúde sobre eventual exposição a mosquitos.

O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame de sangue, preferencialmente feito o quanto antes após o surgimento dos sintomas.

Como ocorre a transmissão?

Algumas espécies de aves silvestres são consideradas hospedeiras naturais do vírus. Além dos seres humanos, mamíferos como cavalos e primatas também podem contrair a infecção após serem picados por mosquitos infectados.

A Secretaria de Estado da Saúde ressalta que a Febre do Nilo Ocidental não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra. Também não ocorre transmissão direta de aves para seres humanos.

Existe tratamento?

Até o momento, não há vacina disponível no Brasil nem medicamento antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental. O atendimento é voltado ao controle dos sintomas e à manutenção das condições clínicas do paciente.

Nos casos que exigem internação, podem ser adotadas medidas como repouso, hidratação e reposição de líquidos. Quando há comprometimento do sistema nervoso central, o paciente pode precisar de cuidados em unidade de terapia intensiva (UTI), com acompanhamento para reduzir complicações e o risco de morte.

O tratamento de suporte pode incluir hidratação intravenosa, auxílio respiratório e medidas para evitar infecções secundárias.

Como evitar a doença?

Como não há vacina recomendada no Brasil para prevenir a Febre do Nilo Ocidental, a principal estratégia é reduzir o contato com os mosquitos transmissores e eliminar possíveis criadouros.

Entre as recomendações do Ministério da Saúde estão:

  • Utilizar repelente;
  • Evitar áreas com presença de mosquitos, principalmente nos períodos de amanhecer e entardecer;
  • Instalar telas em portas e janelas;
  • Eliminar água parada;
  • Evitar locais com condições precárias de saneamento;
  • Não jogar lixo em valas, valetas ou nas margens de córregos, rios e riachos;
  • Evitar o contato ou manuseio de animais encontrados mortos.
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Saúde

Dia D de Multivacinação aplica 2,5 mil doses em Canoas

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Foto: Vinícius Thormann/PMC

Canoas aplicou 2.564 doses de vacinas durante o Dia D de Multivacinação, realizado no último sábado, 22, nas unidades de saúde que estiveram abertas no município. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A mobilização teve como público prioritário crianças e adolescentes menores de 15 anos. Adultos também puderam atualizar a caderneta de vacinação durante a ação.

O Dia D integra a Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro. As doses disponíveis são as previstas no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na Unidade de Saúde Harmonia, o casal de empresários Cristiano Neto, 36 anos, e Luísa Parreira, 23, aproveitou o sábado para atualizar a caderneta de vacinação do filho Vicente, de 1 ano e 8 meses. Para Cristiano, a ação facilita o acesso das famílias que têm uma rotina de trabalho intensa durante a semana.

“É uma ótima oportunidade para os pais que trabalham a semana toda e que aproveitam o sábado para vacinar seus filhos. A vacina é uma importante proteção para as crianças”, destaca.

A diretora da Atenção Básica da SMS, Ionara Diniz, reforça que a população ainda pode aproveitar o período da campanha para verificar a situação vacinal e colocar as doses em dia.

“A população ainda pode procurar sua unidade de saúde e levar a caderneta de vacinação para conferir se há alguma dose em atraso e manter as vacinas em dia. A vacinação é uma importante forma de prevenção e cuidado com a saúde, protegendo as pessoas e toda a comunidade. A campanha continua. Vacinar é cuidar e prevenir”, frisa.

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