Saúde
Prefeitura troca gestão de 3 UPAs e prevê restabelecimento de escalas até domingo

Prefeitura de Canoas troca empresa gestora das UPAs após crise nas escalas médicas
A Prefeitura de Canoas assinou neste sábado, 25, um contrato emergencial com o Instituto Maria Schmitt (IMAS) para assumir a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Guajuviras, Rio Branco e Liberty Dick Conter. A medida foi tomada após semanas de instabilidade no atendimento, causadas por atrasos nos pagamentos a médicos e pelo descumprimento contratual da antiga gestora, o IB Saúde, que teve seu contrato rescindido no mesmo ato da assinatura do novo acordo.
Desde o dia 13 de outubro, médicos das UPAs vinham atendendo apenas casos de urgência e emergência, em protesto pelos honorários atrasados. A Dotmed, empresa subcontratada pelo IB Saúde para organizar as escalas, propôs pagar os valores em parcelas, mas os profissionais recusaram a proposta, relatando ainda pressões para retomarem o atendimento completo sob risco de não receberem os pagamentos e serem excluídos das escalas.
Mesmo após decisão judicial da 5ª Vara Cível de Canoas, emitida em 1º de outubro, que determinava o restabelecimento das escalas médicas completas em até 24 horas, a empresa não regularizou a situação, o que agravou a crise no atendimento.
Com a chegada do IMAS, a Prefeitura anunciou o restabelecimento das escalas médicas ainda durante o fim de semana. O contrato emergencial firmado tem valor de R$ 4,4 milhões por mês. A contratação se deu após análise de propostas de 11 instituições interessadas, com base em um pedido de orçamentos publicado pela Secretaria Municipal da Saúde no dia 17 de outubro e encerrado no dia 22. A administração municipal informa que, enquanto o IMAS estiver à frente das unidades, será conduzida uma licitação para definir a nova gestora de forma permanente.
“Decidimos paralisar os contratos com o IB Saúde e abrir este processo para contratação emergencial. A população tem uma expectativa de melhora dos serviços e este é o momento de tomarmos essa decisão”, afirmou o prefeito Airton Souza (PL). “A assinatura deste contrato é para que possamos entregar serviços de qualidade para a população. Queremos que o cidadão canoense seja bem atendido.”
O vice-prefeito Rodrigo Busato ressaltou a importância do consenso entre diferentes setores da administração:
“O resultado para a população é muito melhor quando se faz com diálogo e união, como foi feito hoje”.
Já a secretária municipal da Saúde, Ana Boll, destacou os esforços anteriores para evitar a ruptura contratual:
“Tentamos resolver esta situação com a empresa anterior por diversas semanas, sem sucesso. O usuário do sistema de saúde precisa ser atendido, as UPAs precisam dar conta da assistência da população.”
Saúde
Organização Mundial da Saúde investiga possível surto de hantavírus em cruzeiro com três mortes

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que está investigando um possível surto de hantavírus a bordo de um cruzeiro no Oceano Atlântico, após a morte de três pessoas.
Segundo a entidade, seis passageiros apresentaram sintomas da infecção durante a viagem. Até o momento, apenas um caso foi confirmado em laboratório, enquanto os outros cinco seguem como suspeitos. Entre os infectados, três morreram e uma pessoa permanece internada em estado grave, em uma unidade de terapia intensiva na África do Sul.
Em comunicado divulgado no domingo, 3, a OMS, vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que o caso ainda está sob análise e que as investigações seguem para identificar a origem das infecções.
O que é o hantavírus
O hantavírus é uma infecção transmitida principalmente por roedores silvestres. A contaminação ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de poeira com urina, fezes ou saliva desses animais. Também pode acontecer pelo contato direto com mucosas ou por mordidas.
Em casos mais graves, a doença pode evoluir para a síndrome pulmonar por hantavírus, que compromete o sistema respiratório e pode ser fatal.
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), os sintomas podem aparecer até oito semanas após a exposição e incluem febre, dores musculares e fadiga.
Autoridades de saúde destacam ainda que fatores como desmatamento, expansão urbana e aumento da população de roedores podem contribuir para o surgimento de novos casos da doença.
Saúde
Anvisa proíbe repelentes e protetores solares da Henlau Química por irregularidades na fabricação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na quarta-feira, 29, a proibição da fabricação, distribuição, venda, divulgação e uso de repelentes e protetores solares produzidos pela Henlau Química. A decisão foi tomada após a identificação de que os produtos estavam sendo fabricados com fórmula diferente da autorizada.
Devem ser recolhidos do mercado os seguintes itens:
Repelente Gel Baby Amorável
Sunlau FPS 30 – loção de proteção solar UVA/UVB com vitamina E
Protetor Solar FPS 30 Wurth
Sunlau Spray repelente Deet
Needs Repelente de Insetos com Icaridina Spray Kids
Needs Repelente de Insetos com Icaridina Gel Kids
Consumidores que possuam algum desses produtos devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) indicado nos rótulos.
A medida foi oficializada por meio da Resolução RE nº 1.743/2026, publicada no Diário Oficial da União, que também determinou o recolhimento e proibiu a fabricação, comercialização e uso de todos os cosméticos produzidos pela empresa.
De acordo com a Anvisa, uma inspeção realizada entre os dias 14 e 17 de abril constatou o descumprimento das normas previstas na RDC nº 48/2013, que estabelece as boas práticas de fabricação para produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes.
Durante a fiscalização, também foram identificadas falhas na produção de saneantes, em desacordo com a RDC nº 47/2013, que trata das boas práticas para esse tipo de produto. Diante das irregularidades, a agência determinou ainda a suspensão da fabricação desses itens.
Saúde
UTI neonatal do Hospital Fêmina retoma atendimentos após surto de superbactéria em Porto Alegre

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre, retomou o atendimento a pacientes após ficar mais de dez dias fechada.
A interrupção ocorreu devido ao controle de um surto causado por uma superbactéria. Durante o período, foram adotadas medidas de contenção e desinfecção no setor. Com a normalização do ambiente, a unidade voltou a operar regularmente.
Relembre o caso
Um recém-nascido extremamente prematuro, com 26 semanas de gestação, morreu após testar positivo para a bactéria na UTI Neonatal do hospital.
O microrganismo, classificado como pan-resistente, foi identificado no dia 16. Ao todo, 34 pacientes estavam internados na unidade no momento do surto. Quatro bebês testaram positivo, incluindo o recém-nascido que morreu. Os outros três permanecem em estado estável, isolados e sob acompanhamento exclusivo.
Diante da situação, o hospital suspendeu novas internações e passou a encaminhar gestantes de alto risco para outras maternidades da Capital.
Segundo o Grupo Hospitalar Conceição, responsável pela unidade, os órgãos de saúde foram notificados e as equipes seguem atuando para evitar novos casos. A Secretaria Municipal e a Secretaria Estadual de Saúde também acompanham a situação e auxiliam no redirecionamento de pacientes.
Superbactéria
A Acinetobacter baumannii é um patógeno associado a infecções hospitalares, com maior risco em pacientes internados por longos períodos e com o sistema imunológico fragilizado. A bactéria também apresenta resistência a antibióticos de última linha, como os carbapenêmicos, o que dificulta o tratamento e aumenta o risco de complicações.

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