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17/06/2026
 

Geral

Câmara de Canoas concede Título de Cidadão Canoense a Francisco Biazus

Redação

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Câmara de Canoas concede Título de Cidadão Canoense a Francisco Biazus

A Câmara Municipal de Canoas entregou, na manhã desta quinta-feira (25), durante o Grande Expediente da sessão ordinária, o Título de Cidadão Canoense ao empresário e ex-prefeito Francisco Biazus. A homenagem, proposta pelo vereador Linck (Republicanos), reconhece a trajetória de uma das figuras que representam vida pública e comunitária da cidade.

Francisco Biazus chegou a Canoas em 1958, vindo de Flores da Cunha, e desde então construiu uma história de dedicação à cidade. Atuou no setor empresarial, com destaque para a fundação da Moto Canoas e para sua participação em empresas como a Ciel, além de manter atuação constante no associativismo e no voluntariado. Também teve importante presença na vida pública do município: foi vereador por dois mandatos, presidiu a Câmara Municipal e assumiu a prefeitura de Canoas em 1985. Ainda exerceu funções como secretário municipal de Administração, Esporte e Cultura, sempre com um perfil marcado pela busca por soluções e pela aproximação com a comunidade.

Durante a solenidade, o vereador Linck destacou a importância do momento como um reconhecimento à dedicação de uma vida inteira à cidade. Segundo ele, a entrega do título representava uma forma de celebrar “uma vida marcada pela coragem, pela dedicação, pelo amor à nossa cidade”. Ele reforçou que Biazus é um exemplo de quem “transformou cada desafio em oportunidade e cada conquista em serviço ao próximo”.

A ex-vice-prefeita e Secretária de Educação de Canoas, Beth Colombo, esposa do homenageado, emocionou o plenário ao relembrar momentos que revelam o caráter e a sensibilidade de Francisco no cotidiano, dentro e fora da política. Em seu discurso, disse que “não saberia expressar em palavras o que Chico representa para a cidade, para os amigos e, especialmente, para mim, meus filhos e meus netos”.

Comentou ainda, da atuação do homenageado enquanto prefeito, trazendo valorização do funcionalismo público, quando preferiu conceder aumento real aos servidores ao invés de cestas simbólicas no fim do ano. “Ele disse: ‘não vai ter carne, vai ter dinheiro na conta, e vai ter aumento. Eu não vou dar um presente, vou dar valorização’”, recordou. Segundo Beth, até hoje colegas relembram o impacto daquela decisão.

Em sua fala de agradecimento, Francisco Biazus afirmou estar profundamente tocado pela homenagem e relembrou sua longa trajetória como vereador e prefeito. Disse que nunca buscou cargos públicos por ambição pessoal.

“Nunca quis ser prefeito. Não queria título, não queria nada. Tinha um negócio para tocar”, declarou, afirmando que aceitou entrar na política após insistência de pessoas próximas.

Ao lembrar de sua atuação como gestor, afirmou: “Naquela época era mais fácil resolver as coisas. A gente ligava e conseguia abrir portas para quem precisava”. Francisco também agradeceu aos amigos, colegas e à família, mencionando especialmente o irmão Osório, responsável por sua vinda a Canoas. Fez questão de dizer que, apesar de ter nascido em Flores da Cunha, sente-se canoense há muitos anos.

“Estou há mais de 60 anos em Canoas. Esse título só confirma o que sempre disse: eu sou canoense. Amo Canoas, gosto de Canoas, e tudo o que fiz foi dentro das minhas capacidades. Dei tudo o que pude”, afirmou, emocionado.

A cerimônia contou com a presença de autoridades municipais, familiares, amigos e representantes da comunidade. Ao final da solenidade, Francisco Biazus foi aplaudido em reconhecimento a uma história de vida dedicada à cidade, marcada pela generosidade, pelo espírito público e pelo compromisso com o bem coletivo.

Geral

Canoas realiza mesa temática sobre sistemas de proteção e resiliência na revisão do Plano Diretor

Redação

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A Prefeitura de Canoas promove, na próxima segunda-feira, 15, mais uma etapa de participação popular no processo de revisão do Plano Diretor do município. Desta vez, será realizada a mesa temática sobre Sistemas de Proteção e Resiliência, com o objetivo de discutir estratégias voltadas ao fortalecimento da capacidade de resposta da cidade diante de situações de risco e emergências.

O encontro ocorrerá das 15h às 17h30, na sede da Associação dos Servidores Municipais de Canoas (ASMC), localizada na Rua Nerci Pereira Flores, 179, no Centro.

De acordo com a proposta apresentada pela administração municipal, a atividade servirá como espaço para ouvir a população, identificar desafios e debater alternativas relacionadas aos sistemas de proteção e resiliência da cidade. As contribuições apresentadas pelos participantes deverão subsidiar a elaboração da nova versão do Plano Diretor.

Durante a mesa temática, também serão apresentadas ações e diretrizes relacionadas ao tema. O encontro prevê ainda manifestações da sociedade civil e de demais interessados, além de debates sobre oportunidades e propostas para Canoas.

A participação é aberta ao público. Pessoas que necessitarem de recursos de acessibilidade devem informar a necessidade com antecedência pelo e-mail planodiretor@canoas.rs.gov.br.

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Geral

CPI da Corsan/Aegea realiza última audiência pública na Liga Canoense de Futebol em Canoas

Redação

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Foto: Redes Sociais

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a atuação da Corsan/Aegea realiza nesta quinta-feira, 11, às 18h, a última audiência pública da série de encontros regionais em Canoas. A atividade será realizada na Liga Canoense de Futebol, localizada na Avenida A. J. Renner, nº 1111, bairro Estância Velha, e está aberta à participação de moradores.

O encontro encerra o ciclo de audiências descentralizadas promovidas pela CPI, instaurada pela Câmara Municipal de Canoas para reunir informações, relatos e documentos relacionados à prestação de serviços da concessionária no município.

Durante a audiência, moradores podem relatar problemas relacionados ao abastecimento de água, cobrança de tarifas, esgotamento sanitário, atendimento ao consumidor e execução de obras. Também são aceitos documentos como contas, fotos, vídeos e registros de atendimento que possam ser utilizados na apuração.

Nos encontros anteriores, foram registrados relatos de consumidores sobre cobranças consideradas elevadas, variações significativas em faturas, ausência de leitura regular de hidrômetros, cobrança de taxa de esgoto em locais sem ligação disponível, dificuldades de atendimento, interrupções no abastecimento, vazamentos não resolvidos e impactos de obras em vias públicas, como danos em ruas e calçadas.

A CPI também mantém um canal de comunicação via WhatsApp para recebimento de denúncias e materiais relacionados aos serviços da concessionária. O número informado é (51) 99481-1147.

A investigação parlamentar foi aberta para analisar reclamações sobre abastecimento de água, cobrança de tarifas, execução de obras, esgotamento sanitário e atendimento ao público no município.

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Policial

Polícia Civil deflagra operação contra esquema de lavagem de dinheiro do tráfico no RS

Redação

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 10, a Operação Apakani, uma ampla ação voltada ao combate à lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico de drogas. A ofensiva resultou, até o momento, na prisão de 26 pessoas, na apreensão de R$ 22 mil em espécie e de uma arma de fogo. Além disso, foram bloqueadas 58 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas à investigação.

A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro (DRLD/DINARC) e pela Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal (DIPAC), sob coordenação dos delegados Antônio Carlos Ractz Júnior e Adriano Nonnenmacher de Souza. A ação integra a Operação Narke 6, iniciativa nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo a investigação, a organização criminosa atuava na distribuição de drogas em larga escala no Rio Grande do Sul e em outros estados, utilizando um sofisticado esquema de ocultação patrimonial e movimentação financeira para lavar recursos oriundos do narcotráfico.

Mandados em dois estados e dentro de presídios

Por determinação judicial, foram expedidos 28 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 58 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de 58 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e o sequestro de 14 veículos supostamente vinculados à organização criminosa.

As diligências ocorreram em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Em Santa Catarina, os mandados foram cumpridos em Criciúma, Balneário Rincão, Lauro Müller, Palhoça, São José e Florianópolis.

A operação também alcançou estabelecimentos prisionais no Rio Grande do Sul e no Paraná, incluindo a Penitenciária Estadual de Porto Alegre (PEPOA), a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), o Presídio Regional de Passo Fundo e o Centro de Integração Social de Piraquara, vinculado à Penitenciária Feminina do Paraná II.

Ao todo, 299 policiais civis participaram da ação, sendo 249 do Rio Grande do Sul e 50 de Santa Catarina.

Investigação começou após apreensão de 1,3 tonelada de maconha

As apurações tiveram início em 2023, após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas. A partir dessa ocorrência, os investigadores identificaram uma estrutura criminosa responsável pela distribuição de cocaína e crack em larga escala, utilizando rotas interestaduais e imóveis alugados em áreas nobres para armazenar entorpecentes e dificultar o rastreamento policial.

Durante mais de um ano de investigação, foram executadas 71 medidas cautelares sigilosas, incluindo quebras de sigilo bancário, fiscal, financeiro e telemático.

Organização movimentou mais de R$ 21 milhões

De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa movimentou R$ 21,3 milhões durante o período investigado. O esquema utilizava mecanismos sofisticados para ocultar a origem dos recursos, como fracionamento de depósitos, triangulação financeira, uso de contas de terceiros, contas de passagem, saques rápidos e movimentações em casas lotéricas e caixas eletrônicos.

As investigações apontam que os valores circulavam entre líderes, gerentes e operadores ligados ao tráfico de drogas, além de pessoas interpostas utilizadas para mascarar a origem dos recursos ilícitos.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a utilização de 21 empresas consideradas peças-chave no esquema de lavagem de dinheiro. Essas empresas estavam localizadas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul e, segundo a polícia, serviam para inserir recursos do tráfico na economia formal.

AÇÃO INTEGRADA À OPERAÇÃO NARKE 6

Segundo os delegados responsáveis pela operação, o foco principal da ação é descapitalizar a organização criminosa e responsabilizar seus líderes, além dos operadores financeiros e logísticos envolvidos no esquema.

Para o diretor da DINARC, delegado Alencar Carraro, a relevância da operação está no enfrentamento de grandes distribuidores de drogas com elevado grau de organização e experiência criminosa. Já o diretor do DENARC, delegado Carlos Henrique Wendt, destacou a importância da integração entre o Judiciário, o Ministério Público e as Polícias Civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

“A atuação conjunta entre as instituições foi fundamental para atingir uma estrutura criminosa com conexões interestaduais e forte capacidade operacional, responsável pelo abastecimento de drogas na Região Sul do país”, afirmou.

A Operação Apakani integra a Operação Narke 6, mobilização nacional que reúne ações de inteligência, cumprimento de mandados, prisões, apreensões e bloqueio de bens para combater o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e as organizações criminosas em todo o território nacional.

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