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17/08/2026
 

Geral

Canoas conclui reforma elétrica das casas de bombas e reforça proteção contra cheias

Redação

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Canoas conclui reforma elétrica das casas de bombas e reforça proteção contra cheias

A Prefeitura de Canoas entregou, na manhã desta terça-feira, 6, a reforma elétrica das oito casas de bombas do município, essenciais para o sistema de drenagem da cidade. Todas foram atingidas pela enchente de 2024 e passaram por um processo completo de recuperação elétrica. A cerimônia simbólica ocorreu na Casa de Bombas 6, no bairro Mathias Velho.

As obras incluíram o envio dos equipamentos a uma oficina especializada, onde passaram por testes, substituição de componentes danificados e atualização dos sistemas de segurança. Também foi restabelecida a dupla alimentação elétrica em parte das casas de bombas, aumentando a confiabilidade do sistema. Com os reparos, todas voltaram a operar conectadas à rede elétrica da concessionária, o que reduz os custos operacionais — os geradores seguem disponíveis apenas como backup.

O prefeito em exercício, Airton Souza, destacou o empenho da gestão desde o primeiro dia.

“As obras não pararam um segundo desde que assumimos o governo. Quem passar pela região vai ver: são dezenas de caminhões e máquinas trabalhando diariamente para elevar os diques e garantir a segurança da população”, afirmou.

Para o vice-prefeito Rodrigo Busato, a obra representa mais que infraestrutura: é um avanço na reconstrução da cidade.

“A prioridade sempre foi a proteção de Canoas. Agora, para que possamos continuar avançando nas obras dos diques, tão importantes para nossa cidade, precisamos que o governo estadual libere com celeridade os recursos necessários. Temos lutado diariamente para que o repasse ocorra o mais rápido possível”, declarou.

Moradora da região, Maria Madalena Renner, de 67 anos, que vive em frente à Casa de Bombas 6, reconheceu o trabalho. “Eu moro aqui e vejo que está sendo bem feito. Eles socaram, reforçaram tudo com camadas e mantas. A gente sente mais segurança”, disse.

Segundo o secretário de Obras e Reconstrução, engenheiro Victor Hampel, o restabelecimento da energia elétrica representa um marco na operação do sistema.

“Tivemos que operar com geradores, o que tem custo alto e é arriscado. Agora, com a rede restabelecida, ganhamos em eficiência, segurança e capacidade de resposta. As casas de bombas estão em pleno funcionamento”, garantiu.

Policial

Criança de 4 anos morre após dar entrada em UPA com marcas de agressão em Porto Alegre

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Uma criança de 4 anos morreu na madrugada desta segunda-feira, 17, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Bom Jesus, na Zona Leste de Porto Alegre. A menina, identificada como Samylle Valentina Borba Ramiro, chegou à unidade de saúde com marcas de agressões.

De acordo com as informações iniciais, a criança foi levada à UPA por uma tia. A equipe médica acionou a polícia após constatar os sinais de violência. A mulher foi encaminhada pela Brigada Militar à delegacia da Polícia Civil e acabou liberada pelo delegado plantonista.

Testemunhas relataram que o companheiro da tia também esteve na unidade de saúde, mas deixou o local pouco depois. Conforme as informações preliminares, a menina não morava com os pais.

O corpo será submetido a perícia para esclarecer a causa da morte. O caso será investigado pelo Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV) da Polícia Civil.

Até o momento, não há informações sobre a autoria das possíveis agressões. A investigação deverá apurar as circunstâncias da morte e se houve crime de maus-tratos.

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Policial

Idosa de 70 anos perde mais de R$ 37 milhões em golpe com falsa plataforma de investimentos no RS

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Foto: Policia Civil/Divulgação

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira, 13, a Operação Criptoabate para desarticular uma organização criminosa investigada por estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. A investigação começou após uma mulher de 70 anos perder mais de R$ 37 milhões em um golpe envolvendo uma falsa plataforma de investimentos.

Ao todo, são cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e nas cidades de São Paulo e Santos, no estado de São Paulo. A operação tem 18 investigados. Oito são alvo de medidas cautelares diversas da prisão. Até as 7h desta quinta-feira, dois suspeitos haviam sido presos.

Entre os alvos das prisões estão três proprietários de empresas que atuam na movimentação de criptoativos. Segundo a investigação, essas empresas teriam sido utilizadas para movimentar parte dos valores obtidos com as fraudes.

Os investigados também são suspeitos de se apresentarem como funcionários da empresa TDASX, que encerrou as atividades após o início da apuração.

Segundo o diretor do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), delegado Eibert Moreira Neto, a operação busca alcançar tanto os responsáveis pela abordagem das vítimas quanto pessoas que dariam suporte à estrutura financeira do esquema.

“Nossa operação visa atingir não só a camada operacional do esquema, que são pessoas que induzem a vítima ao erro, mas também atacar a camada de cima, que dá os meios para que o crime aconteça”, afirma.

Como o golpe funcionava

De acordo com a investigação, a vítima foi adicionada a grupos de mensagens que simulavam comunidades voltadas ao estudo e aos investimentos no mercado financeiro.

Nos grupos, os criminosos utilizavam perfis que se passavam por especialistas, assistentes e investidores. As interações eram coordenadas para criar uma aparência de credibilidade e segurança.

A vítima recebia supostas análises do mercado, orientações sobre investimentos e informações sobre resultados positivos. Com a impressão de que os aportes estavam gerando lucro, ela passou a transferir quantias cada vez maiores.

Quando tentou retirar o dinheiro, os saques teriam sido bloqueados. Na sequência, os suspeitos passaram a exigir novos pagamentos, apresentados como taxas, impostos ou valores necessários para liberar os recursos.

A cada transferência, uma nova cobrança era apresentada, fazendo com que a vítima continuasse enviando dinheiro na tentativa de recuperar o patrimônio já investido.

A prática é conhecida como “pig butchering”, expressão em inglês usada para descrever golpes nos quais os criminosos estabelecem uma relação de confiança com a vítima antes de convencê-la a realizar transferências de valores elevados.

Durante a investigação, a Polícia Civil identificou pelo menos 140 possíveis vítimas inseridas em ambientes digitais relacionados à mesma dinâmica. Também foram encontrados registros de outras fraudes que teriam ligação com as estruturas financeiras investigadas.

Gerente de banco está entre os alvos

A investigação também identificou possíveis conexões entre o grupo e pessoas ligadas ao sistema bancário. Uma gerente de um tradicional banco brasileiro está entre os alvos de prisão.

Segundo a Polícia Civil, dos 25 primeiros destinatários empresariais que receberam valores transferidos pela principal vítima, 24 mantinham contas na mesma instituição financeira.

Depois de ingressarem nas primeiras contas bancárias, os recursos eram distribuídos para outras empresas e intermediadores financeiros. Parte do dinheiro teria sido posteriormente convertida em criptomoedas.

A Operação Criptoabate é resultado de um ano e seis meses de investigação, que envolveu análise de movimentações bancárias e dados telemáticos, inteligência financeira, técnicas de investigação cibernética e rastreamento de ativos virtuais.

Após o cumprimento das medidas, a Polícia Civil pretende analisar o material apreendido, identificar outras possíveis vítimas e envolvidos e localizar bens e valores que possam ser recuperados.

A Polícia Civil orienta a população a desconfiar de promessas de rentabilidade muito acima do mercado, plataformas de investimento sem credenciais verificáveis e, principalmente, de pedidos de novos depósitos para liberar valores que supostamente já foram investidos.

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Geral

Energia começa a voltar após vendaval deixar Santa Vitória do Palmar e Chuí sem fornecimento por mais de 110h

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Crédito: CEEE/Divulgação

O fornecimento de energia elétrica começou a ser restabelecido em Santa Vitória do Palmar e no Chuí, no Extremo Sul do Rio Grande do Sul, após mais de 110 horas de interrupção provocada pelos danos causados pelo vendaval que atingiu a região na quinta-feira, 6.

As equipes concluíram a instalação de estruturas emergenciais e realizaram uma manobra na subestação para iniciar a religação. O fornecimento voltou inicialmente em fase de testes e está sendo retomado de forma gradual, por localidades.

Segundo o secretário de Defesa Civil de Santa Vitória do Palmar, Daniel Cava, a energia foi restabelecida e permanece estável. Ele alerta, porém, que podem ocorrer oscilações nos próximos dias enquanto os trabalhos de recuperação da rede continuam.

O sistema emergencial utiliza duas torres de menor porte, instaladas provisoriamente para viabilizar o retorno do fornecimento de energia aos dois municípios.

Recuperação da rede continua

Apesar da religação, os trabalhos na rede de transmissão ainda não foram concluídos. As equipes devem continuar atuando, inclusive com apoio de helicóptero, na manutenção e reconstrução das 24 torres de grande porte derrubadas pelo vendaval.

As estruturas fazem parte do sistema de transmissão utilizado pelos parques eólicos da região. Com os danos, os parques do Extremo Sul permanecem sem geração de energia.

Município decretou situação de emergência

Santa Vitória do Palmar decretou situação de emergência nesta terça-feira, 11, devido aos danos provocados pelo vendaval. O decreto considera, entre outros fatores, o período superior a 110 horas sem energia elétrica e a interrupção do abastecimento de água por cerca de 24 horas.

A medida permanece vigente mesmo após o restabelecimento da eletricidade.

A Defesa Civil municipal também solicitou que os geradores utilizados durante o apagão permaneçam disponíveis por pelo menos 15 dias após a religação. O pedido foi encaminhado à Defesa Civil estadual e às concessionárias.

Durante o período sem energia, os equipamentos foram utilizados para manter serviços essenciais em funcionamento, incluindo unidades de saúde, Santa Casa, Prefeitura e sistemas de telefonia.

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