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20/10/2026
 

Economia

BRDE supera R$ 21,5 bilhões em carteira de crédito após crescer mais de 20% em 2024

Redação

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BRDE marcará presença na Mercopar 2025 com foco em fortalecer a sustentabilidade no setor industrial

Após fechar 2024 muito próximo dos R$ 6 bilhões (R$ 5,970 milhões) em novos financiamentos, o maior volume já registrado desde sua fundação, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) superou a marca de R$ 21,5 bilhões no saldo de operações de crédito, com crescimento de 20,6% na comparação ao ano anterior.

Com essa forte expansão da sua carteira, o ativo total do banco registrou um avanço ainda mais expressivo, de 21,3%, chegando a R$ 25,6 bilhões. Os números consolidam o BRDE como a segunda maior instituição de fomento do país, atrás apenas do BNDES, e a maior em termos de atuação regional.

Os resultados constam do balanço financeiro divulgado nesta segunda-feira, 31, e indicam que o lucro líquido do banco fechou em R$ 472,5 milhões, representando uma redução de 8,6% em comparação a 2023.

Mesmo assim, trata-se do segundo melhor resultado operacional da série histórica, impactando num crescimento de 9,6% no patrimônio líquido do banco (R$ 4,96 bilhões), o que permite maior capacidade financeira para novas captações de recursos e novas linhas de crédito.

“Diante de um ano de enormes desafios, desde o esforço para viabilizar um volume tão expressivo em novos financiamentos e passando pela urgência em apoiar os setores mais afetados pelos desastres climáticos, os resultados são positivos em todos os aspectos. Mas acima de tudo, reforçam o nosso papel estratégico para o crescimento da economia em todo o Sul do Brasil”, destacou o diretor-presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior.

Outro indicador positivo que demonstra a gestão sólida e que está expresso no balanço, prossegue o presidente, está na manutenção do índice extremamente baixo de inadimplência, que ficou em 0,64%, mantendo o patamar do ano anterior.

“Sinaliza que o banco oferece crédito, mas igualmente presta assessoria para que o projeto financiado tenha êxito”, acrescentou. Ranolfo lembra ainda que no ano passado o BRDE prorrogou o pagamento de parcelas por parte das empresas atingidas pelas enchentes, justamente para garantir a retomada das atividades e preservar empregos.

Diversificação

Além de seguir operando em parceria com as principais instituições financeiras internacionais, um destaque, a partir da política de diversificação de fundings, foi a captação de recursos no mercado de capitais. A partir de 2024, o BRDE passou a operar através das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), das Letras Financeiras (LF) e das Letras de Crédito de Desenvolvimento (LCD), alcançando investidores do varejo por meio de corretoras e gestoras de ativos.

Ao todo, foram R$ 683,7 milhões captados através dos títulos de renda fixa, com o BRDE sendo pioneiro como a primeira instituição do país a realizar a emissão de LCD.

Como principal parceiro, o Sistema BNDES respondeu por 52,7% dos recursos destinados a novos financiamentos ao longo do ano passado. Já as contratações com recursos de parcerias internacionais representaram 11,6% do total.

Setores

Houve avanço no financiamento para os principais setores econômicos da região Sul, em especial para o agropecuário, com crescimento de 17,4% ao alcançar R$ 1,934 bilhão em novos contratos.

Comércio e serviços ficaram num patamar muito próximo (R$ 1,917 bilhão / 6,5% maior que 2023) e a indústria teve um total de R$ 1,409 bilhão, subindo 15,5% na comparação ao ano anterior. Os investimentos em infraestrutura caíram 38,2% e ficaram em R$ 709 milhões.

Se for considerada toda a cadeia do agronegócio, que abrange cooperativas de produção, produtores rurais de diferentes portes e agroindústrias, o BRDE destinou um total de R$ 2,8 bilhões em 2024. Com o apoio do banco, especificamente as cooperativas agroindustriais destinaram mais de R$ 1,1 bilhão em projetos de expansão e modernização de suas unidades.

Inovação

Principal referência no financiamento ao ecossistema de inovação no Sul do país, o BRDE alcançou R$ 751,1 milhões em crédito para o setor. O banco lidera o ranking nacional em repasses de recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o volume registrado no ano passado representou um crescimento de 12,5%.

Os financiamentos em inovação tiveram uma subida vertiginosa a partir da pandemia: em 2021, o volume de crédito para o setor foi de apenas R$ 37 milhões.

Porte

Os financiamentos concedidos a micro e pequenas empresas (MPE) somaram R$ 799 milhões, enquanto os destinados a produtores rurais atingiram R$ 1,2 bilhão (crescimento de 44% em relação a 2023).

Além disso, as contratações de crédito com prefeituras registraram um crescimento significativo nos últimos dois anos, totalizando R$ 476 milhões em 2024. Os financiamentos para empresas grandes (R$ 2,658 bilhões) e médias (R$ 825 milhões), tiveram pequenos recuos no volume de empréstimos.

O destaque em termos de contratações ficou, mesmo, com os produtores rurais, que alcançaram 78,2% entre mais de 13 mil financiamentos aprovados, seguidos dos micro e pequenos empresários (18,75%). Essa maior capilaridade na atuação do BRDE se deve pelo volume de operações indiretas efetivadas em 2024, através das instituições parceiras, como as cooperativas de crédito, que totalizaram R$ 1,5 bilhão.

Na avaliação do diretor de Planejamento, Leonardo Busatto, a presença cada vez mais forte do BRDE se deve em muito pelo fortalecimento das parcerias.

“De um lado, buscando ampliar nossas fontes para fazer frente à demanda por um modelo de crédito cada vez mais comprometido com a inovação e a sustentabilidade. Mas para chegar na ponta e ter os impactos positivos, tanto econômicos quanto sociais, é importante termos ferramentas que permitam o acesso ao financiamento”, observou Busatto.

Apoio nas enchentes

Um exemplo desta atuação indireta do BRDE foi o lançamento do Em Frente RS, programa destinado a apoiar a retomada dos setores fortemente impactados pela enchente de maio no Rio Grande do Sul. Ao todo, 797 empresas foram contempladas pela linha emergencial, com a liberação de pouco mais de R$ 254 milhões para empreendimentos situados em municípios em calamidade pública.

Os empreendimentos com atuação nas regiões do Vale do Taquari, Serra e área metropolitana de Porto Alegre lideraram a busca pelo programa.

O banco

Com mais de 42 mil clientes, o BRDE está presente em 96,4% dos municípios nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná (são 1.148 municípios com projetos apoiados). Além de ser o segundo maior banco de fomento do país, o ranking do Banco Central classifica o BRDE entre as 30 maiores instituições financeiras do Brasil, considerando a carteira de crédito entre todos os bancos públicos e privados.

Ainda em 2024, o BRDE consolidou sua atuação alinhada à agenda da sustentabilidade. Dos quase R$ 6 bilhões de operações contratadas no ano passado, um total de R$ 4,9 bilhões foi destinado para projetos com vínculo direto a pelo menos um dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). O montante representa 82% do volume de financiamentos com impacto direto em metas que vão desde a produção sustentável de alimentos até a transição energética.

Economia

Bolsa família é antecipado às vésperas do segundo turno; confira calendário

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O governo federal anunciou a antecipação dos pagamentos do Bolsa Família referentes a outubro, concentrando os depósitos em três datas. A parcela deste mês será a primeira a contar com o valor mínimo de R$ 691, anunciado pelo governo em 17 de setembro.

A medida foi divulgada na segunda-feira, 19, seis dias antes do segundo turno das eleições, previsto para 25 de outubro. Segundo o governo, a mudança tem como objetivo reduzir os impactos do super El Niño sobre as famílias em situação de vulnerabilidade social.

A unificação do calendário de pagamentos também está prevista para novembro e dezembro, período em que o fenômeno climático poderá intensificar seus efeitos no país.

A decisão foi tomada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com base em análises sobre o aumento dos desastres climáticos e em previsões para os próximos meses.

Confira o calendário do Bolsa Família de outubro

Com a alteração, os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1 e 2 continuam recebendo nas datas estabelecidas pelo calendário regular. A partir de quarta-feira (21), os pagamentos serão concentrados em uma única data para os demais finais do NIS.

Confira as datas:

  • 19 de outubro: beneficiários com NIS final 1;
  • 20 de outubro: beneficiários com NIS final 2;
  • 21 de outubro: beneficiários com NIS finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.

Famílias que residem em municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal recebem o benefício de forma unificada nesta segunda-feira (19), independentemente do final do NIS.

Quem tem direito ao Bolsa Família?

Para ter direito ao Bolsa Família, a principal exigência é que a renda mensal familiar seja de, no máximo, R$ 218 por pessoa.

O cálculo deve ser feito pela soma de toda a renda mensal dos integrantes da família, dividida pelo número total de moradores. Se o resultado for igual ou inferior a R$ 218 por pessoa, a família atende ao critério de renda do programa, desde que cumpra os demais requisitos.

Além disso, os beneficiários precisam cumprir algumas condicionalidades para manter o recebimento do auxílio, entre elas:

  • Garantir a frequência escolar de crianças e adolescentes;
  • Realizar o acompanhamento pré-natal, no caso de gestantes;
  • Manter a vacinação em dia, conforme o calendário nacional de imunização.

O cumprimento dessas exigências faz parte das regras do programa, que busca assegurar a transferência de renda às famílias de baixa renda e ampliar o acesso à educação e à saúde.

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Economia

Bolsa Família terá reajuste de 15% e piso passará a R$ 691; anúncio ocorre a pouco mais de duas semanas das eleições

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Bolsa Família terá reajuste de 15% e piso passa a R$ 691

O governo federal anunciou nesta quinta-feira, 17, um reajuste de 15,04% nos valores do Bolsa Família. Com a atualização, o benefício mínimo pago às famílias cadastradas no programa passará de R$ 600 para R$ 691. Os novos valores terão efeito financeiro a partir de outubro.

Segundo o governo, o percentual corresponde à inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. A justificativa apresentada é preservar o poder de compra dos beneficiários. O decreto que estabelece a correção foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União e não depende de aprovação do Congresso.

Além do piso, outros valores do programa também serão atualizados. O Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, passará para R$ 164. O Benefício Primeira Infância subirá para R$ 173, enquanto o Benefício Variável Familiar será reajustado para R$ 58. Com as mudanças, o valor médio pago pelo programa deverá passar de R$ 675 para R$ 777.

O impacto financeiro estimado pelo governo é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027. De acordo com o Ministério do Planejamento, os recursos estão previstos dentro do espaço orçamentário e serão incorporados às projeções fiscais dos próximos anos.

O anúncio ocorre a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro. A proximidade com o calendário eleitoral foi destacada por diferentes veículos de comunicação. O governo, porém, afirma que o reajuste corresponde à reposição da inflação prevista na legislação do programa.

A Advocacia-Geral da União declarou que a correção pelo INPC, sem alteração dos critérios de acesso ou ampliação do público atendido, não se enquadra na vedação eleitoral para a criação ou ampliação de benefícios.

O reajuste é a primeira correção dos valores do Bolsa Família desde a retomada do programa, em 2023, segundo informações divulgadas pelo governo.

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Economia

Operação investiga fraude tributária de R$ 14 milhões no setor de telhas metálicas no RS

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Foto: Freepik

A Receita Estadual deflagrou, na quinta-feira, 20, a Operação Tegula para investigar um esquema de fraude tributária envolvendo uma empresa do setor de fabricação e comércio de telhas metálicas. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Região Metropolitana.

Segundo a investigação, o grupo econômico, com sede em São Paulo e filiais em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, teria omitido receitas por meio de duas práticas. Uma delas seria o subfaturamento de mercadorias, com a declaração de valores inferiores aos efetivamente praticados. A outra seria a realização de vendas sem a emissão de documentos fiscais.

Auditorias preliminares apontaram cerca de R$ 40 milhões em vendas que não teriam sido tributadas nos últimos três anos. O ICMS que teria deixado de ser recolhido ao Estado, somado a multas e juros, é estimado em R$ 14 milhões.

A operação contou com a participação de dez auditores-fiscais e quatro analistas tributários, além do apoio da Brigada Militar. Os trabalhos foram coordenados pelo Grupo Especializado Setorial (GES) Metal Mecânico, vinculado à 3ª Delegacia da Receita Estadual, em Caxias do Sul.

As equipes também tiveram apoio da Seção de Informática Forense da Receita Estadual, responsável pelo trabalho de preservação e extração de dados de servidores e computadores apreendidos durante a operação.

A investigação segue para análise dos materiais recolhidos e apuração das possíveis irregularidades tributárias.

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