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13/01/2026
 

Economia

BRDE supera R$ 21,5 bilhões em carteira de crédito após crescer mais de 20% em 2024

Redação

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BRDE marcará presença na Mercopar 2025 com foco em fortalecer a sustentabilidade no setor industrial

Após fechar 2024 muito próximo dos R$ 6 bilhões (R$ 5,970 milhões) em novos financiamentos, o maior volume já registrado desde sua fundação, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) superou a marca de R$ 21,5 bilhões no saldo de operações de crédito, com crescimento de 20,6% na comparação ao ano anterior.

Com essa forte expansão da sua carteira, o ativo total do banco registrou um avanço ainda mais expressivo, de 21,3%, chegando a R$ 25,6 bilhões. Os números consolidam o BRDE como a segunda maior instituição de fomento do país, atrás apenas do BNDES, e a maior em termos de atuação regional.

Os resultados constam do balanço financeiro divulgado nesta segunda-feira, 31, e indicam que o lucro líquido do banco fechou em R$ 472,5 milhões, representando uma redução de 8,6% em comparação a 2023.

Mesmo assim, trata-se do segundo melhor resultado operacional da série histórica, impactando num crescimento de 9,6% no patrimônio líquido do banco (R$ 4,96 bilhões), o que permite maior capacidade financeira para novas captações de recursos e novas linhas de crédito.

“Diante de um ano de enormes desafios, desde o esforço para viabilizar um volume tão expressivo em novos financiamentos e passando pela urgência em apoiar os setores mais afetados pelos desastres climáticos, os resultados são positivos em todos os aspectos. Mas acima de tudo, reforçam o nosso papel estratégico para o crescimento da economia em todo o Sul do Brasil”, destacou o diretor-presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior.

Outro indicador positivo que demonstra a gestão sólida e que está expresso no balanço, prossegue o presidente, está na manutenção do índice extremamente baixo de inadimplência, que ficou em 0,64%, mantendo o patamar do ano anterior.

“Sinaliza que o banco oferece crédito, mas igualmente presta assessoria para que o projeto financiado tenha êxito”, acrescentou. Ranolfo lembra ainda que no ano passado o BRDE prorrogou o pagamento de parcelas por parte das empresas atingidas pelas enchentes, justamente para garantir a retomada das atividades e preservar empregos.

Diversificação

Além de seguir operando em parceria com as principais instituições financeiras internacionais, um destaque, a partir da política de diversificação de fundings, foi a captação de recursos no mercado de capitais. A partir de 2024, o BRDE passou a operar através das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), das Letras Financeiras (LF) e das Letras de Crédito de Desenvolvimento (LCD), alcançando investidores do varejo por meio de corretoras e gestoras de ativos.

Ao todo, foram R$ 683,7 milhões captados através dos títulos de renda fixa, com o BRDE sendo pioneiro como a primeira instituição do país a realizar a emissão de LCD.

Como principal parceiro, o Sistema BNDES respondeu por 52,7% dos recursos destinados a novos financiamentos ao longo do ano passado. Já as contratações com recursos de parcerias internacionais representaram 11,6% do total.

Setores

Houve avanço no financiamento para os principais setores econômicos da região Sul, em especial para o agropecuário, com crescimento de 17,4% ao alcançar R$ 1,934 bilhão em novos contratos.

Comércio e serviços ficaram num patamar muito próximo (R$ 1,917 bilhão / 6,5% maior que 2023) e a indústria teve um total de R$ 1,409 bilhão, subindo 15,5% na comparação ao ano anterior. Os investimentos em infraestrutura caíram 38,2% e ficaram em R$ 709 milhões.

Se for considerada toda a cadeia do agronegócio, que abrange cooperativas de produção, produtores rurais de diferentes portes e agroindústrias, o BRDE destinou um total de R$ 2,8 bilhões em 2024. Com o apoio do banco, especificamente as cooperativas agroindustriais destinaram mais de R$ 1,1 bilhão em projetos de expansão e modernização de suas unidades.

Inovação

Principal referência no financiamento ao ecossistema de inovação no Sul do país, o BRDE alcançou R$ 751,1 milhões em crédito para o setor. O banco lidera o ranking nacional em repasses de recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o volume registrado no ano passado representou um crescimento de 12,5%.

Os financiamentos em inovação tiveram uma subida vertiginosa a partir da pandemia: em 2021, o volume de crédito para o setor foi de apenas R$ 37 milhões.

Porte

Os financiamentos concedidos a micro e pequenas empresas (MPE) somaram R$ 799 milhões, enquanto os destinados a produtores rurais atingiram R$ 1,2 bilhão (crescimento de 44% em relação a 2023).

Além disso, as contratações de crédito com prefeituras registraram um crescimento significativo nos últimos dois anos, totalizando R$ 476 milhões em 2024. Os financiamentos para empresas grandes (R$ 2,658 bilhões) e médias (R$ 825 milhões), tiveram pequenos recuos no volume de empréstimos.

O destaque em termos de contratações ficou, mesmo, com os produtores rurais, que alcançaram 78,2% entre mais de 13 mil financiamentos aprovados, seguidos dos micro e pequenos empresários (18,75%). Essa maior capilaridade na atuação do BRDE se deve pelo volume de operações indiretas efetivadas em 2024, através das instituições parceiras, como as cooperativas de crédito, que totalizaram R$ 1,5 bilhão.

Na avaliação do diretor de Planejamento, Leonardo Busatto, a presença cada vez mais forte do BRDE se deve em muito pelo fortalecimento das parcerias.

“De um lado, buscando ampliar nossas fontes para fazer frente à demanda por um modelo de crédito cada vez mais comprometido com a inovação e a sustentabilidade. Mas para chegar na ponta e ter os impactos positivos, tanto econômicos quanto sociais, é importante termos ferramentas que permitam o acesso ao financiamento”, observou Busatto.

Apoio nas enchentes

Um exemplo desta atuação indireta do BRDE foi o lançamento do Em Frente RS, programa destinado a apoiar a retomada dos setores fortemente impactados pela enchente de maio no Rio Grande do Sul. Ao todo, 797 empresas foram contempladas pela linha emergencial, com a liberação de pouco mais de R$ 254 milhões para empreendimentos situados em municípios em calamidade pública.

Os empreendimentos com atuação nas regiões do Vale do Taquari, Serra e área metropolitana de Porto Alegre lideraram a busca pelo programa.

O banco

Com mais de 42 mil clientes, o BRDE está presente em 96,4% dos municípios nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná (são 1.148 municípios com projetos apoiados). Além de ser o segundo maior banco de fomento do país, o ranking do Banco Central classifica o BRDE entre as 30 maiores instituições financeiras do Brasil, considerando a carteira de crédito entre todos os bancos públicos e privados.

Ainda em 2024, o BRDE consolidou sua atuação alinhada à agenda da sustentabilidade. Dos quase R$ 6 bilhões de operações contratadas no ano passado, um total de R$ 4,9 bilhões foi destinado para projetos com vínculo direto a pelo menos um dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). O montante representa 82% do volume de financiamentos com impacto direto em metas que vão desde a produção sustentável de alimentos até a transição energética.

Economia

NF eletrônica passa a ser obrigatória para todos os produtores rurais no RS a partir desta segunda-feira, 5

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A emissão de nota fiscal eletrônica tornou-se obrigatória para todos os produtores rurais do Rio Grande do Sul em operações internas a partir desta segunda-feira, 5. A medida segue norma do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e passa a atingir mais de 800 mil produtores que atuam no Estado. Para operações interestaduais, a exigência já estava em vigor.

Com a mudança, deixa de ser permitido o uso do modelo 4 da Nota Fiscal em papel, conhecido como “talão do produtor”. A partir desta data, transações realizadas sem a emissão do documento eletrônico passam a ser consideradas irregulares, configurando descumprimento da legislação tributária.

Segundo a Secretaria da Fazenda (Sefaz), a adoção da nota fiscal eletrônica no setor agropecuário busca modernizar a documentação fiscal, tornando o processo mais ágil e seguro. A medida reduz burocracias, minimiza erros no preenchimento das informações e evita a perda de documentos físicos. A iniciativa também antecipa o cenário previsto com a Reforma Tributária, que deverá extinguir definitivamente as notas em papel.

Como emitir a NF

Os produtores rurais podem escolher diferentes meios para emitir a nota fiscal eletrônica. Existem soluções disponibilizadas por associações, cooperativas e também sistemas próprios desenvolvidos pelos usuários.

A Sefaz oferece duas alternativas gratuitas. A principal é o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), disponível para celulares e acessado por meio do login gov.br. A ferramenta permite o preenchimento de dados como produto, informações do cliente e transporte, cabendo à Receita Estadual toda a complexidade tributária da operação.

O aplicativo conta ainda com a funcionalidade de uso off-line, voltada especialmente aos produtores que atuam em áreas sem acesso à internet. Nesse modo, é possível emitir até 30 notas fiscais, com limite de R$ 300 mil ou 168 horas. Após esse período, é necessário conectar o aplicativo à internet para autorização das notas.

Outra opção é a Nota Fiscal Avulsa eletrônica (NFA-e), indicada para operações mais complexas, como exportações. O sistema também é gratuito e passa por aprimoramentos para facilitar a utilização pelos produtores.

Implantação gradual

A obrigatoriedade da nota fiscal eletrônica foi implantada de forma escalonada no Estado, com o objetivo de permitir a adaptação dos produtores. O processo teve início em 2021, abrangendo aqueles com faturamento superior a R$ 4,8 milhões.

Em janeiro de 2025, a exigência foi estendida aos produtores com receita bruta anual a partir de R$ 360 mil, além de todas as operações interestaduais. Ao longo desse período, a Receita Estadual manteve diálogo com entidades do setor rural e, em alguns casos, adiou a implementação da norma, como após as enchentes de 2024.

Além disso, servidores da Subsecretaria da Receita Estadual realizaram ações de capacitação ao longo de 2024, com mais de 100 encontros destinados a orientar produtores e representantes do setor sobre o uso das ferramentas digitais.

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Economia

Sorteios diários do Nota Fiscal Gaúcha em janeiro podem distribuir quase R$ 1 milhão em prêmios

Redação

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Sorteios diários do Nota Fiscal Gaúcha em janeiro podem distribuir quase R$ 1 milhão em prêmios

Com valores maiores em relação aos meses anteriores, os prêmios da modalidade Receita da Sorte, do programa Nota Fiscal Gaúcha (NFG), poderão chegar a quase R$ 1 milhão em janeiro. Ao longo do mês, serão distribuídos 15.810 prêmios instantâneos, por meio de sorteios diários realizados pelo aplicativo do programa.

Em janeiro, o Receita da Sorte distribuirá:

  • 500 prêmios de R$ 50 por dia
  • 10 prêmios de R$ 500 por dia

Os resultados são instantâneos e podem ser conferidos diretamente no aplicativo do NFG. Para participar, é necessário estar cadastrado no programa, solicitar a inclusão do CPF em estabelecimentos que emitem a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) e acessar o aplicativo no mesmo dia para validar a nota fiscal.

O consumidor pode clicar na nota fiscal disponível na carteira digital do aplicativo, na aba “Receita da Sorte”, ou escanear o QR Code impresso no documento fiscal para concorrer. Em caso de premiação, o resultado aparece instantaneamente na tela do celular. Para não perder nenhuma oportunidade, é importante manter as notificações do aplicativo ativadas.

Além de premiar os cidadãos, a iniciativa incentiva o hábito de solicitar o CPF na nota, fortalece o comércio local e contribui para o combate à sonegação fiscal. O objetivo é promover mais justiça e equidade tributária.

Outra vantagem de participar do programa é que, ao pedir o CPF na nota, o consumidor também concorre aos sorteios mensais do NFG, realizados sempre após a última quarta-feira de cada mês, e ajuda entidades sociais de diversas áreas. As notas fiscais cadastradas ainda contam para o desconto do Bom Cidadão no IPVA 2027.

Como funciona o sorteio

Cada ciclo do Receita da Sorte permanece aberto durante 24 horas. Nesse período, o sistema gera, de forma aleatória, diferentes números que concorrem aos prêmios.

Ao participar, cada consumidor gera uma combinação única, formada pela soma de dígitos da nota fiscal, da data e do horário de autorização, além do CPF informado. Para ser considerado vencedor, essa combinação deve coincidir com um dos números gerados pelo sistema. Quando não há vencedores, o valor do prêmio é redistribuído em sorteios futuros.

O resgate do prêmio pode ser feito diretamente pelo aplicativo do NFG, na opção “Meus Prêmios”, ou pelo site do programa, mediante login e acesso à mesma aba.

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Economia

Canoas lidera em primeiro lugar o ranking do IPM 2026 e terá o maior repasse de ICMS do Estado

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Foto: Pop Freitas

O município de Canoas obteve a primeira colocação no ranking do Índice de Participação dos Municípios (IPM) para o ano de 2026, garantindo o maior percentual de repasse do ICMS entre as cidades do Rio Grande do Sul. Em 2026, Canoas receberá 6,211071% do total do imposto distribuído pelo Estado às prefeituras.

De acordo com a Secretaria Municipal da Fazenda, a projeção é de que os repasses estaduais superem R$ 860 milhões no próximo ano. O índice é 1,37% superior ao registrado em 2025, conforme os dados consolidados pela Receita Estadual.

Segundo a pasta, o aumento do IPM deve representar cerca de R$ 36 milhões a mais em repasses de ICMS em 2026, em comparação com o valor recebido em 2025. O prefeito Airton Souza afirmou que o resultado está relacionado aos dados econômicos do município e à reorganização das finanças municipais.

“São esforços que vão resultar diretamente em mais investimentos em saúde, educação e no atendimento das necessidades da população”, declarou.

A secretária municipal da Fazenda, Regina Hansen, informou que o desempenho de Canoas no IPM está vinculado a um Valor Adicionado Fiscal (VAF) que ultrapassou R$ 50,5 bilhões. Ela destacou que uma auditoria realizada ao longo de 2025 contribuiu para a correção de inconsistências nos dados utilizados no cálculo do índice.

“Foi um trabalho realizado com muito empenho pela equipe da Unidade de Transferências Governamentais para proteger a receita do município e garantir que Canoas receba o que lhe é de direito”, afirmou Regina Hansen.

Segundo a secretária, as correções somaram mais de R$ 15 bilhões em ajustes no VAF e possibilitaram a recuperação de cerca de R$ 300 milhões, que devem ser incorporados ao orçamento municipal nos próximos dois exercícios.

O Valor Adicionado Fiscal representa a riqueza gerada pelas empresas instaladas no município e é o principal componente do cálculo do ICMS destinado às prefeituras.

Entenda o IPM

O Índice de Participação dos Municípios define o percentual do ICMS destinado a cada município gaúcho. Pela legislação, 25% do imposto arrecadado pelo Estado deve ser repassado às prefeituras. A apuração do IPM é realizada anualmente pela Receita Estadual e considera indicadores como Valor Adicionado Fiscal, população, educação e produtividade primária.

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