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24/07/2026
 

Educação

Governo orienta escolas sobre implementação da lei que restringe uso de dispositivos eletrônicos no ambiente escolar

Redação

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Governo orienta escolas sobre implementação da lei que restringe uso de dispositivos eletrônicos no ambiente escolar

Após receber contribuições da comunidade escolar, associações de pais e mestres e de especialistas na área educacional, a Secretaria da Educação (Seduc) divulgou, nesta sexta-feira, 7, a portaria que orienta a implementação da Lei 15.100/2025 nas escolas da Rede Estadual.

A legislação trata do uso de celulares e dispositivos eletrônicos no ambiente escolar de todo o Brasil, exigindo que as redes estaduais e municipais determinem regras para regular a utilização desses aparelhos.

As diretrizes foram publicadas no Diário Oficial do Estado e entram em vigor imediatamente para as 2.320 escolas estaduais, que devem aplicar as normas a partir de segunda-feira, 10, quando começa o ano letivo. Com isso, o objetivo é reduzir os impactos negativos da utilização indiscriminada dos aparelhos, favorecendo o aprendizado, a convivência e o desenvolvimento integral dos estudantes.

Conforme a portaria, o uso de celulares e de dispositivos eletrônicos passa a ser vedado em todas as escolas estaduais durante aulas, intervalos, recreios e atividades escolares. As exceções envolvem momentos em que haja uma intencionalidade pedagógica, ou seja, em atividades planejadas e supervisionadas pelos professores, além de casos que demandam os aparelhos para fins de acessibilidade ou inclusão. Também será permitido o uso para atender casos de saúde dos estudantes, desde que devidamente justificados e comunicados à escola.

Além disso, a orientação é que professores e demais profissionais da escola evitem o uso dos dispositivos em sala de aula, salvo para finalidades pedagógicas ou de gestão. As equipes diretivas das escolas devem mobilizar a comunidade escolar para definir procedimentos de proteção e guarda dos aparelhos, estabelecendo sanções pedagógicas para os casos de descumprimentos das normas.

Para incentivar o uso consciente dos dispositivos eletrônicos, as escolas da Rede Estadual devem incluir em seus Projetos Políticos-Pedagógicos ações que promovam a cidadania digital, abordando temas como segurança online, privacidade, combate à desinformação e equilíbrio no uso das telas. A Seduc oferece formação continuada e cursos específicos para os professores, de forma a capacitá-los para o uso pedagógico das tecnologias digitais. Os cursos serão ofertados semestralmente, com abertura e encerramento de turmas a cada trimestre.

A portaria estabelece que, para dar suporte pedagógico, os supervisores escolares serão responsáveis por incentivar e auxiliar os professores no desenvolvimento de práticas que explorem o potencial dos dispositivos eletrônicos. Orientadores educacionais, por sua vez, atuarão como mediadores, promovendo reflexões sobre o uso da tecnologia com alunos, pais e equipe escolar para fomentar o uso consciente e responsável.

As escolas devem informar as famílias e responsáveis pelos estudantes, de modo a assegurar o alinhamento sobre essas diretrizes. As regras sobre o uso dos celulares e demais dispositivos também serão amplamente divulgadas pela Seduc e devem ser adaptadas às particularidades de cada comunidade escolar.

Educação

Canoas assina ordem de início de serviços para reforma da EMEI Ledevino Piccinini, no bairro Fátima

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Bruno Ourique/PMC

A Prefeitura de Canoas assinou, na quinta-feira, 23, a Ordem de Início de Serviços (OIS) para a reforma da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Ledevino Piccinini, no bairro Fátima. A unidade foi uma das mais atingidas pela enchente de 2024 e está sem condições de funcionamento desde então. A previsão é de que a obra seja concluída em janeiro de 2027.

Inaugurada em 2016, a escola permaneceu submersa por cerca de 20 dias durante a enchente, com aproximadamente 2,5 metros de água. Segundo a prefeitura, a estrutura sofreu danos nos painéis modulares, revestimentos, forros, portas, playground e nos sistemas elétrico e hidráulico.

Ainda conforme o município, um laudo técnico classificou o prédio como de alto risco, tornando a edificação inabitável.

A reforma será realizada com investimento de R$ 2,09 milhões em recursos próprios do município. Os primeiros serviços incluem vistoria e testes das redes de infraestrutura, limpeza da área, retirada de materiais danificados e elaboração dos projetos executivos.

O prefeito Airton Souza afirmou que a assinatura da ordem de início representa o cumprimento de um compromisso com a comunidade.

“A assinatura desta ordem de início de serviços representa um compromisso cumprido com a educação e com as famílias de Canoas. Estamos devolvendo à comunidade uma escola que foi duramente atingida pela enchente, garantindo mais vagas na Educação Infantil e oferecendo um espaço seguro, moderno e preparado para acolher nossas crianças”, disse.

Após a conclusão da obra, a EMEI terá capacidade para atender até 224 crianças nos turnos da manhã e da tarde, além de 112 alunos em período integral, conforme a prefeitura.

A secretária municipal de Educação, Beth Colombo, destacou a importância da recuperação da unidade para ampliar a oferta de vagas na região.

“Para nós é um resgate, um resgate de vagas, com certeza, porque nós passaremos a atender 224 alunos nessa escola, mas também o resgate pós-enchente. A escola foi brutalmente atingida pela enchente de 2024. Por isso hoje é um dia muito feliz, estamos resgatando uma escola de Educação Infantil nesta localidade, onde temos poucas escolas para atender essa demanda”, comentou.

A secretária municipal de Projetos e Captação de Recursos, Daniela Fontoura, afirmou que o projeto foi desenvolvido ao longo dos últimos meses para viabilizar a recuperação da escola.

“É um dia muito importante para nós, que trabalhamos neste projeto. Em seis meses, entregaremos uma nova escola para atender mais de 200 crianças. Uma escola que foi fortemente atingida pela enchente e que homenageia uma pessoa que foi muito especial para a nossa cidade, que foi o deputado Ledevino Piccinini”, destacou.

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Educação

Uniforme escolar passa a ser obrigatório nas escolas estaduais a partir de 2026

Redação

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O uso do uniforme escolar fornecido pela Secretaria da Educação (Seduc) será obrigatório para todos os estudantes da Rede Estadual de Ensino a partir do ano letivo de 2026. A medida foi estabelecida por decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) na quinta-feira, 16.

Com a nova regra, alunos que comparecerem às escolas estaduais sem o uniforme poderão ser questionados pelas equipes diretivas. Nesses casos, a família ou o responsável legal deverá apresentar uma justificativa para a ausência da vestimenta.

A obrigatoriedade também se aplica a atividades externas, como visitas oficiais, participação em eventos e viagens organizadas pelas instituições de ensino.

O decreto prevê que, em situações nas quais o estudante não possa utilizar o uniforme por algum motivo, poderão ser usadas roupas adequadas ao ambiente escolar e compatíveis com as atividades realizadas. Durante as aulas de educação física, por exemplo, as peças devem permitir a prática dos exercícios. Caso não seja possível utilizar a bermuda ou a calça do conjunto oficial, será permitido o uso de vestimentas semelhantes, desde que estejam de acordo com as normas da escola.

Casos de exceção

A norma estabelece algumas situações em que o uso do uniforme poderá ser dispensado ou adaptado. Entre elas estão:

estudantes que necessitem de adequações por motivos religiosos;

alunos com condições de neurodiversidade, como o autismo, quando houver hipersensibilidade aos materiais do uniforme e comprovação médica;

integrantes de povos tradicionais que utilizem vestimentas culturais específicas, mediante registro formal;

cursos técnicos que exijam equipamentos de proteção individual ou roupas específicas para atividades práticas;

alunos dos cursos Normal (aproveitamento de estudos) ou Subsequente;

estudantes de unidades da socioeducação, do sistema prisional ou das Escolas Tiradentes, que possuem trajes próprios;

instituições de ensino que ainda não tenham recebido os uniformes.

Solicitações de dispensa, substituição ou adaptação deverão ser encaminhadas formalmente à escola. O decreto também determina que alterações individuais que descaracterizem o padrão do uniforme não serão permitidas.

Alterações no uniforme

A comunidade escolar poderá solicitar a inclusão do nome da escola no uniforme, desde que siga critérios que serão definidos posteriormente pela Seduc. A mudança não poderá ser custeada com recursos públicos e a escola não poderá exigir que os estudantes adquiram a versão personalizada.

A distribuição dos uniformes continuará sendo gratuita e será realizada no início de cada ano letivo, diretamente nas instituições de ensino onde os alunos estão matriculados.

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Educação

Inscrições para o Fies do segundo semestre de 2026 seguem abertas até 17 de julho

Redação

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As inscrições para o processo seletivo do segundo semestre de 2026 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) começaram nesta terça-feira, 14, e seguem abertas até as 23h59 de 17 de julho, no horário de Brasília. O cadastro é gratuito e deve ser feito exclusivamente pela internet, por meio do Portal Acesso Único ao Ensino Superior.Portal Acesso Único ao Ensino Superior.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), estão disponíveis 75,5 mil vagas para o segundo semestre deste ano. Ao todo, o Fies oferta mais de 112 mil vagas em 2026, incluindo oportunidades que não foram preenchidas em seleções anteriores.

Conforme o Edital nº 52/2026Edital nº 52/2026, podem participar os candidatos que realizaram qualquer edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, obtiveram média igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas, não zeraram a redação e não participaram do exame na condição de treineiro. Para contratar o financiamento, também é necessário comprovar renda bruta familiar mensal de até três salários mínimos por pessoa.

Classificação

A classificação dos candidatos será realizada em ordem decrescente das notas obtidas no Enem, considerando o tipo de vaga, o grupo de preferência e a modalidade de concorrência. A seleção seguirá a seguinte ordem de prioridade:

candidatos que não tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados anteriormente pelo Fies;

candidatos que não tenham concluído o ensino superior, já tenham sido beneficiados pelo Fies e tenham quitado o financiamento;

candidatos que já tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados anteriormente pelo Fies;

candidatos que já tenham concluído o ensino superior, tenham sido beneficiados pelo Fies e tenham quitado o financiamento.

Resultado e lista de espera

O resultado da chamada única será divulgado em 30 de julho. Os candidatos pré-selecionados deverão complementar a inscrição entre 31 de julho e 4 de agosto.

Quem não for convocado na chamada única será automaticamente incluído na lista de espera para o preenchimento das vagas remanescentes. As convocações dessa etapa ocorrerão entre 7 de agosto e 24 de setembro.

O processo seletivo também prevê a reserva de 50% das vagas para o Fies Social, destinada a estudantes com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa e inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Nessa modalidade, o financiamento pode chegar a 100% do valor das mensalidades, desde que os candidatos atendam aos critérios previstos no edital.

Os estudantes pré-selecionados pelo Fies Social com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa ficam dispensados da comprovação de renda junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), mas deverão comparecer para a validação das demais informações. Caso sejam identificadas divergências na renda declarada, poderá ser solicitada documentação complementar.

Os candidatos inscritos nas vagas destinadas às pessoas com deficiência, tanto no Fies quanto no Fies Social, deverão apresentar laudo médico com a identificação da deficiência e o respectivo código da Classificação Internacional de Doenças (CID), conforme previsto no edital.

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa do Ministério da Educação destinado ao financiamento de cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior participantes. O programa é voltado a estudantes que atendem aos critérios estabelecidos em edital e busca ampliar o acesso ao ensino superior por meio do financiamento das mensalidades.

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