Clima
Rio Grande do Sul é destaque no Anuário Estadual de Mudanças Climáticas apresentado em Brasília

O Rio Grande do Sul obteve destaque no Anuário Estadual de Mudanças Climáticas, por adotar boas práticas na sua matriz elétrica, segundo documento elaborado pelo Centro Brasil do Clima (CBC) em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS), lançado na quinta-feira, 30, em Brasília.
A secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Marjorie Kauffmann, representou o governador Eduardo Leite no evento, realizado no B Hotel Brasília.
Composta por dados, tabelas e indicadores, a publicação tem como objetivo promover o debate público sobre as políticas climáticas praticadas pelos estados, qualificar as pautas de governos e sociedade civil, fomentar o diálogo construtivo e ampliar a transparência de informações setoriais, inspirando metas climáticas mais ambiciosas às vésperas da COP30, que acontece em Belém (PA), em novembro deste ano.
O documento aponta boas práticas e incentiva uma competição positiva entre os estados brasileiros. O Rio Grande do Sul se destacou por possuir matriz elétrica formada por 83% de fontes renováveis, sendo pioneiro no seu desenvolvimento. A título de comparação, em 2024, as fontes renováveis representavam apenas 49,1% da matriz brasileira, enquanto a média mundial não chega a 15%. Outro destaque gaúcho foi a implementação do Plano de Transição Energética Justa.
Marjorie Kauffmann ressaltou a importância dos estados no processo de mudança climática. Disse que o anuário disponibiliza e centraliza informações que até então estavam espalhadas em muitas fontes, tornando as políticas públicas mais eficientes.
A titular da Sema disse que o documento reforça a existência de boas políticas em todo o país e que elas vêm apresentando bons resultados, como as experiências de sucesso gaúchas.
Segundo Marjorie, “os destaques ao Rio Grande do Sul mostram que não somos um case da tragédia e sim um case de reconstrução, de reconstrução resiliente”.
O Estado também é citado como destaque por conta da participação em acordos internacionais, como o Regions Adapt (COP 21), Coalizão Under 2°, Race to Zero e Race to Resilience, e pelo lançamento, em 2022, do ProClima 2050, com roteiros para descarbonização e normativa climática que assegurem a transversalidade das ações.
Também foi mencionado pelo Programa Estadual de Revitalização de Bacias Hidrográficas, de 2020, voltado à segurança hídrica, e pelo Roadmap Climático, lançado em 2024 e que já conta com a adesão de 220 municípios gaúchos. O Plano Rio Grande, implementado após as enchentes de maio do ano passado, com ações emergenciais, de reconstrução e resiliência climática, foi elogiado no Anuário.
A coordenadora da Assessoria do Clima da Sema, Daniela Mueller De Lara, acompanhou Marjorie Kauffmann no evento. Também estiveram presentes a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, o presidente da COP30, embaixador André Correia do Lago, o presidente do IBAMA, Rodrigo Agostinho, e o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande.
Clima
Temporais avançam pelo RS nesta quarta-feira, 7, com risco de granizo e ventos de 100 km/h

Apesar do tempo firme no início desta quarta-feira, 7, em grande parte do Rio Grande do Sul, a previsão indica retorno da chuva e possibilidade de temporais ao longo da tarde. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja, de perigo, válido das 12h às 23h59.
A instabilidade deve avançar pelo Estado em uma faixa que se estende de Quaraí, na Fronteira Oeste, até Frederico Westphalen, no Norte, atingindo também áreas das Missões e do Noroeste. Há possibilidade de chuva mais intensa nas regiões Centro, Campanha e Sul.
O alerta prevê acumulados entre 30 e 100 milímetros, rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h e possibilidade de queda de granizo.
Na Região Metropolitana, Serra e em parte do Litoral Norte e do Norte, o Inmet mantém alerta amarelo, de perigo potencial, com início às 18h e validade até as 23h59. Nessas áreas, os volumes de chuva podem variar entre 20 e 50 milímetros, com ventos de até 60 km/h e possibilidade de granizo.
A previsão também indica instabilidade nos próximos dias. Conforme a Climatempo, a quinta-feira, 8, deve ter temporais, rajadas superiores a 90 km/h e acumulados que podem chegar a 100 milímetros em pontos das Missões. A condição deve continuar na sexta-feira, 9.
Rios permanecem acima da cota de inundação
Além dos impactos provocados pelas tempestades, a Defesa Civil mantém o monitoramento dos níveis dos rios. Cinco pontos de acompanhamento permanecem acima da cota de inundação no Estado.
No Rio Uruguai, o nível chegou a 9,99 metros em São Borja, quase um metro acima da cota de inundação. Em Itaqui, o rio está em 9,08 metros, enquanto a cota é de 8,30 metros. Em Uruguaiana, o nível registrado é de 9,03 metros, acima da cota de 8,50 metros.
No Rio Ibirapuitã, em Alegrete, o nível é de 10,14 metros, diante de uma cota de inundação de 9,70 metros. Já o Rio Jacuí, em Cachoeira do Sul, está em 10,02 metros, acima da cota de 9 metros.
Com a previsão de novas chuvas, os níveis dos rios seguem sendo monitorados.
Clima
Temporal deixa mais de 54 mil pessoas afetadas e danifica 8 mil casas no RS

O Rio Grande do Sul registrou 146 ocorrências relacionadas às condições meteorológicas adversas desde sexta-feira, 25. Segundo o balanço da Defesa Civil, atualizado até as 17h desta terça-feira, 29, o episódio atingiu 128 municípios e deixou 54.065 pessoas afetadas.
Quatro pessoas ficaram feridas: duas em Pontão, uma em Alegrete e uma em Capão do Cipó. Até o momento, não há registro de mortes ou desaparecidos relacionados ao evento.
Entre as ocorrências estão chuvas intensas, queda de granizo, vendavais, inundações, alagamentos, deslizamentos e corridas de massa, que envolvem o deslocamento de solo e lama.
Ao todo, 6.298 pessoas precisaram deixar suas casas. O levantamento aponta ainda 8.181 residências danificadas. Também foram registrados 171 imóveis destelhados e 46 casas atingidas por alagamentos. Não há registro de casas totalmente destruídas.
Além das residências, os temporais provocaram danos em 38 estabelecimentos de ensino, oito unidades de saúde, 27 prédios públicos e outros 93 estabelecimentos.
Os dados são preliminares e podem mudar à medida que os municípios encaminham novas informações à Defesa Civil. O órgão estadual informou que está auxiliando as cidades mais afetadas com o envio de materiais, como lonas e telhas.
Santiago concentra maior número de pessoas afetadas
Entre os municípios com maior número de pessoas afetadas estão Santiago, Capão do Cipó, Santo Antônio das Missões, Alegrete, Almirante Tamandaré do Sul, Santana do Livramento, Santa Margarida do Sul, Itaara, São Luiz Gonzaga e Casca.
Santiago registra o maior número de pessoas afetadas. Segundo o levantamento, mais de 26 mil moradores foram atingidos pela queda de granizo. O município contabiliza 13 pessoas desabrigadas e cerca de 6 mil desalojadas.
Na cidade, 5 mil residências foram danificadas. Também foram registrados danos em uma unidade de saúde e 20 escolas.
Capão do Cipó aparece entre os municípios mais atingidos tanto em número de pessoas afetadas quanto em danos materiais. Mais de 3 mil pessoas foram atingidas, incluindo uma pessoa ferida. O município registra ainda 12 desabrigados e 120 desalojados.
Na cidade, 500 casas foram danificadas. Também houve danos em duas unidades de saúde, duas escolas, seis estabelecimentos públicos e três estruturas de infraestrutura pública.
Municípios com mais danos materiais
Considerando o número de danos materiais registrados, os municípios que aparecem no levantamento são Santiago, Capão do Cipó, Santana do Livramento, Alegrete, São Luiz Gonzaga, Erval Grande, Santo Antônio das Missões, Catuípe, Benjamin Constant do Sul e Pejuçara.
A relação de pessoas afetadas e de danos materiais é atualizada conforme os municípios enviam novos registros às autoridades estaduais.
Informações sobre abrigos e pessoas acolhidas são reunidas em um painel administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).
Clima
Ciclone extratropical traz risco de temporais e ventos de até 100 km/h no RS

O Rio Grande do Sul enfrenta nesta terça-feira, 29, uma nova rodada de instabilidade causada pela formação de um ciclone extratropical e pela passagem de uma frente fria. A previsão indica chuva forte, possibilidade de granizo e rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h em algumas regiões.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém dois alertas para o Estado. O aviso laranja, que indica perigo, prevê volumes de chuva entre 30 e 100 milímetros, ventos de até 100 km/h e possibilidade de granizo. A área inclui municípios da Fronteira Oeste, Campanha, Missões, Noroeste e Norte, além de pontos da Região Central e da Serra.
Já o alerta amarelo, de perigo potencial, abrange praticamente todo o Rio Grande do Sul. Nessas áreas, são esperados volumes entre 20 e 50 milímetros, rajadas de até 60 km/h e possibilidade de granizo.
A Defesa Civil estadual também alerta para condições de tempo severo, principalmente durante a madrugada e a manhã. As rajadas podem superar 90 km/h, enquanto os acumulados de chuva entre segunda-feira, 28, e terça-feira, 29, podem variar de 80 a 120 milímetros, com possibilidade de volumes acima de 150 milímetros em pontos do Oeste, Centro e Missões.
Risco de elevação dos rios
A sequência de chuvas também aumenta a preocupação com os níveis dos rios. Há risco de inundação nos rios Ibirapuitã, São Sepé, Jacuí, Taquari e Caí.
Na região hidrográfica do Guaíba, os rios Jacuí, Sinos e Gravataí já apresentam níveis acima do limiar de alerta para inundação.
Os acumulados registrados nos últimos dias também são elevados. Entre a sexta-feira, 25, e a manhã de segunda-feira, 28, Santana do Livramento registrou 167 milímetros, enquanto Santa Maria e Rosário do Sul tiveram 156 milímetros cada.
A previsão indica que a instabilidade continuará influenciando o Estado ao longo da semana. Entre 28 de setembro e 5 de outubro, os maiores acumulados de chuva do país estão previstos para a Região Sul, com possibilidade de até 200 milímetros na faixa central do Rio Grande do Sul.

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