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17/09/2026
 

Clima

Rio Grande do Sul é destaque no Anuário Estadual de Mudanças Climáticas apresentado em Brasília

Redação

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Rio Grande do Sul é destaque no Anuário Estadual de Mudanças Climáticas apresentado em Brasília

O Rio Grande do Sul obteve destaque no Anuário Estadual de Mudanças Climáticas, por adotar boas práticas na sua matriz elétrica, segundo documento elaborado pelo Centro Brasil do Clima (CBC) em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS), lançado na quinta-feira, 30, em Brasília.

A secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Marjorie Kauffmann, representou o governador Eduardo Leite no evento, realizado no B Hotel Brasília.

Composta por dados, tabelas e indicadores, a publicação tem como objetivo promover o debate público sobre as políticas climáticas praticadas pelos estados, qualificar as pautas de governos e sociedade civil, fomentar o diálogo construtivo e ampliar a transparência de informações setoriais, inspirando metas climáticas mais ambiciosas às vésperas da COP30, que acontece em Belém (PA), em novembro deste ano.

O documento aponta boas práticas e incentiva uma competição positiva entre os estados brasileiros. O Rio Grande do Sul se destacou por possuir matriz elétrica formada por 83% de fontes renováveis, sendo pioneiro no seu desenvolvimento. A título de comparação, em 2024, as fontes renováveis representavam apenas 49,1% da matriz brasileira, enquanto a média mundial não chega a 15%. Outro destaque gaúcho foi a implementação do Plano de Transição Energética Justa.

Marjorie Kauffmann ressaltou a importância dos estados no processo de mudança climática. Disse que o anuário disponibiliza e centraliza informações que até então estavam espalhadas em muitas fontes, tornando as políticas públicas mais eficientes.

A titular da Sema disse que o documento reforça a existência de boas políticas em todo o país e que elas vêm apresentando bons resultados, como as experiências de sucesso gaúchas.

Segundo Marjorie, “os destaques ao Rio Grande do Sul mostram que não somos um case da tragédia e sim um case de reconstrução, de reconstrução resiliente”.

O Estado também é citado como destaque por conta da participação em acordos internacionais, como o Regions Adapt (COP 21), Coalizão Under 2°, Race to Zero e Race to Resilience, e pelo lançamento, em 2022, do ProClima 2050, com roteiros para descarbonização e normativa climática que assegurem a transversalidade das ações.

Também foi mencionado pelo Programa Estadual de Revitalização de Bacias Hidrográficas, de 2020, voltado à segurança hídrica, e pelo Roadmap Climático, lançado em 2024 e que já conta com a adesão de 220 municípios gaúchos. O Plano Rio Grande, implementado após as enchentes de maio do ano passado, com ações emergenciais, de reconstrução e resiliência climática, foi elogiado no Anuário.

A coordenadora da Assessoria do Clima da Sema, Daniela Mueller De Lara, acompanhou Marjorie Kauffmann no evento. Também estiveram presentes a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, o presidente da COP30, embaixador André Correia do Lago, o presidente do IBAMA, Rodrigo Agostinho, e o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande.

Clima

RS entra em alerta para temporais, granizo e ventos acima de 90 km/h nos próximos dias

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Canoas decreta situação de emergência devido a alagamentos e chuvas intensas

A metade Norte do Rio Grande do Sul concentra os principais riscos de temporais previstos entre esta quarta-feira, 9, e sexta-feira, 1. O aviso hidrometeorológico divulgado pela Defesa Civil aponta possibilidade de chuva forte a intensa, rajadas de vento que podem superar 90 km/h, queda de granizo e alagamentos.

Grande parte do Estado permanece em condição de atenção. Os maiores riscos meteorológicos e hidrológicos estão concentrados nas regiões Noroeste, Norte e Nordeste, especialmente próximas à divisa com Santa Catarina.

Temporais devem ganhar força na sexta-feira

Entre quarta, 9, e quinta-feira, 10, há previsão de tempestades em diferentes áreas do Estado, com possibilidade de granizo, ventos fortes e chuva intensa. A instabilidade deve atingir principalmente a metade Norte na quinta-feira.

Na sexta-feira, os temporais podem ser mais intensos. A previsão indica possibilidade de granizo, inclusive de tamanho grande, além de rajadas de vento superiores a 90 km/h e volumes elevados de chuva.

Na área sob alerta, os acumulados entre quarta e sexta-feira podem ultrapassar 150 milímetros em alguns pontos, principalmente nas proximidades da divisa com Santa Catarina. O período de maior risco está previsto para a madrugada e a manhã de sexta-feira.

Chuva aumenta risco de alagamentos e cheias

Os níveis dos rios e arroios estão atualmente próximos da normalidade, com tendência de estabilidade ou queda. A previsão de chuva, no entanto, aumenta o risco de elevação dos níveis e de ocorrência de alagamentos e cheias entre quarta e quinta-feira.

Na sexta-feira, a possibilidade de chuva pontualmente intensa amplia o risco de alagamentos e de cheias em arroios e pequenos rios em boa parte do Rio Grande do Sul, com maior atenção para a metade Norte.

Também há previsão de aumento significativo do nível do rio Uruguai, a partir de Iraí, em razão dos volumes de chuva esperados em Santa Catarina. A situação coloca municípios da região em níveis de atenção e alerta hidrológico.

A recomendação é que moradores de áreas sujeitas a alagamentos, enxurradas e cheias acompanhem a evolução das condições meteorológicas e hidrológicas e sigam as orientações das autoridades locais.

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Clima

Rio Grande do Sul terá semana de extremos: calor de 36°C, temporais e chegada de ar polar

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Foto: Lizele Garcia

O Rio Grande do Sul terá uma semana marcada por calor, chuva e mudanças nas condições do tempo. A previsão indica temperaturas elevadas no início do período, com máximas de até 36°C nesta segunda-feira, 17, além de possibilidade de temporais, granizo e rajadas de vento de até 80 km/h.

O calor começou a ganhar força ainda no domingo, 16, e deve permanecer na segunda-feira. A atuação de um bloqueio atmosférico dificulta o avanço do ar frio sobre a Região Metropolitana, Serra e Litoral Norte. As temperaturas mínimas devem ficar em torno de 13°C.

Entre segunda-feira, 17,  e quarta-feira, 19, Oeste, Campanha e Zona Sul devem concentrar os maiores períodos de instabilidade. Há previsão de chuva, descargas elétricas, vento forte e possibilidade de granizo. Os acumulados podem variar de 10 a 80 milímetros, com volumes pontuais de até 150 milímetros na região Sul.

Na quarta-feira, o bloqueio atmosférico começa a perder força, favorecendo o avanço de uma nova frente fria. As pancadas de chuva devem aumentar principalmente no Oeste e na Campanha. Na Zona Sul, Região Metropolitana, Serra e Costa Doce, a chuva tende a ocorrer de forma mais isolada.

A passagem da frente fria também deve provocar uma queda nas temperaturas. A mudança será mais acentuada entre quinta e sexta-feira, 21, quando uma massa de ar polar deve avançar sobre o Estado.

Com o ar frio, a chuva perde força e o tempo firme começa a retornar ao Rio Grande do Sul. A tendência é de estabilidade ao longo do próximo fim de semana, porém com temperaturas mais baixas.

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Clima

Seis rios seguem acima da cota de inundação em municípios do Rio Grande do Sul

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Dados do Serviço Geológico Brasileiro (SGB) indicam que seis rios permanecem acima da cota de inundação em ao menos 11 municípios gaúchos. A atualização foi divulgada às 7h desta quarta-feira, 29.

Conforme o levantamento, as medições registradas são:

* Rio Caí, em Caxias do Sul: 4,98 metros (cota de inundação: 4,70 metros);
* Rio Caí, em São Sebastião do Caí: 10,80 metros (cota: 10 metros);
* Rio dos Sinos, em São Leopoldo: 4,74 metros (cota: 4,50 metros);
* Rio Jacuí, em Dona Francisca: 8,57 metros (cota: 7,50 metros);
* Rio Gravataí, em Gravataí: 4,80 metros (cota: 4,75 metros);
* Rio Taquari, em Encantado: 12,20 metros (cota: 12 metros);
* Rio Taquari, em Estrela: 21,73 metros (cota: 19 metros);
* Rio Taquari, em Lajeado: 21,90 metros (cota: 19 metros);
* Rio Uruguai, em Uruguaiana: 9,16 metros (cota: 8,50 metros);
* Rio Uruguai, em São Borja: 9,08 metros (cota: 9 metros);
* Rio Uruguai, em Itaqui: 9,08 metros (cota: 8,30 metros).

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