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28/04/2026
 

Saúde

Estratégias de vacinação contra gripe, covid-19 e dengue são intensificadas no RS

Redação

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Estratégias de vacinação contra gripe, covid-19 e dengue são intensificadas no RS

Em razão da chegada do inverno e das condições decorrentes das enchentes, o governo do Estado reforçou as estratégias de vacinação contra a dengue e doenças respiratórias, como a gripe (influenza) e a covid-19.

Além desses imunizantes, a ação abrangerá uma lista de 27 vacinas que integram os Calendários Nacionais de Vacinação 2024.

Segundo a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Tani Ranieri, a iniciativa visa estimular a população a se imunizar, ampliando a cobertura vacinal e a proteção contra diversas doenças e suas complicações.

“Com as baixas coberturas vacinais e a situação atípica que estamos vivendo em função da calamidade pública, é fundamental estimular as pessoas a se vacinarem. A vacina é segura e eficaz”, afirmou.

Em relação às doenças respiratórias, que apresentam maior incidência nesta época do ano, a preocupação é com as baixas temperaturas e situações ocasionadas pelo estado de calamidade pública no Estado. O confinamento aumenta o contágio entre as pessoas, e uma das medidas de proteção para as doenças imunopreveníveis é a vacinação.

No caso da dengue, embora a taxa de transmissão seja mais alta no verão, os riscos persistem no inverno. Além disso, em razão das inundações que atingiram o Estado, tem ocorrido o acúmulo de entulhos, que podem se tornar depósitos de água e possíveis criadouros do mosquito transmissor, o Aedes aegypti.

Até o momento, já foram aplicadas no Estado, em 2024, mais de 2,57 milhões de doses contra a influenza. A cobertura vacinal chegou a 45,37%. A meta preconizada pelo Ministério da Saúde é vacinar 90% dos grupos prioritários compostos por crianças, gestantes, puérperas, idosos com 60 anos ou mais e povos indígenas vivendo em terras indígenas.

A vacinação contra a dengue no Estado começou em maio e, até o balanço mais recente, realizado em 24 de junho, mais de 50 mil doses foram distribuídas e mais de 5 mil, aplicadas.  No caso da covid-19, os dados deste ano ainda não foram disponibilizados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), pois as doses foram produzidas por uma nova fabricante.

Quem pode se vacinar

Gripe (influenza)

Todas as pessoas a partir dos seis meses de idade podem se vacinar contra a gripe. As doses estão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde no Estado.

Após os alagamentos, a Secretaria da Saúde (SES) realizou também uma força-tarefa de vacinação contra a influenza em abrigos que imunizou, entre 16 e 31 de maio, mais de 23 mil pessoas. As equipes continuarão realizando ações de imunização nesses locais.

Covid-19

Devem ser imunizados contra a covid-19 indivíduos não vacinados ou com esquema vacinal incompleto entre seis meses e quatro anos, 11 meses e 29 dias.

A vacina também contempla os seguintes grupos prioritários: pessoas de 60 anos ou mais; pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores; pessoas imunocomprometidas; pessoas com comorbidades; indígenas; ribeirinhos; quilombolas; gestantes e puérperas; pessoas com deficiência permanente; pessoas privadas de liberdade maiores de 18 anos; funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; e pessoas em situação de rua.

Excepcionalmente no Rio Grande do Sul, estão incluídos como grupos prioritários pessoas que se encontram em situação de abrigamento, socorristas profissionais e voluntários.

Dengue

Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos devem tomar a vacina contra a dengue. Conforme determinação do Ministério da Saúde, no momento, a vacina está disponível apenas em 67 municípios gaúchos, em quatro regiões do Estado:

  • Alto Uruguai, Região Metropolitana, Vale do Rio Pardo e Vale do Sinos. Para ter proteção completa, são necessárias duas doses com intervalo de três meses entre elas.

Lista dos municípios que receberam doses da vacina contra a dengue:

Alto Uruguai

  • Aratiba
  • Áurea
  • Barão de Cotegipe
  • Barra do Rio Azul
  • Benjamin Constant do Sul
  • Campinas do Sul
  • Carlos Gomes
  • Centenário
  • Charrua
  • Cruzaltense
  • Entre Rios do Sul
  • Erebango
  • Erechim
  • Erval Grande
  • Estação
  • Faxinalzinho
  • Floriano Peixoto
  • Gaurama
  • Getúlio Vargas
  • Ipiranga do Sul
  • Itatiba do Sul
  • Jacutinga
  • Marcelino Ramos
  • Mariano Moro
  • Nonoai
  • Paulo Bento
  • Ponte Preta
  • Quatro Irmãos
  • Rio dos Índios
  • São Valentim
  • Severiano de Almeida
  • Três Arroios
  • Viadutos

Região Metropolitana

  • Alvorada
  • Cachoeirinha
  • Glorinha
  • Gravataí
  • Porto Alegre
  • Viamão

Vale do Rio Pardo

  • Candelária
  • Gramado Xavier
  • Herveiras
  • Mato Leitão
  • Pantano Grande
  • Passo do Sobrado
  • Rio Pardo
  • Santa Cruz do Sul
  • Sinimbu
  • Vale do Sol
  • Vale Verde
  • Venâncio Aires
  • Vera Cruz

Vale do Sinos

  • Araricá
  • Campo Bom
  • Dois Irmãos
  • Estância Velha
  • Ivoti
  • Lindolfo Collor
  • Morro Reuter
  • Nova Hartz
  • Novo Hamburgo
  • Portão
  • Presidente Lucena
  • Santa Maria do Herval
  • São José do Hortêncio
  • São Leopoldo
  • Sapiranga

Calendários nacionais de vacinação

De acordo com a SES, é importante que as pessoas atualizem a caderneta de vacinação, recebendo, conforme a idade, todas as vacinas que fazem parte dos Calendários Nacionais de Vacinação definidos pelo Ministério da Saúde.

“Na hora de se vacinar, é importante que as pessoas levem a caderneta junto. A vacinação elimina ou reduz drasticamente o risco de adoecimento ou de manifestações graves, que podem levar à internação e até mesmo ao óbito”, destacou Tani.

“A proteção não é só individual, mas também coletiva. A vacina tem como principal função gerar imunidade, contribuindo diretamente para o controle e eliminação de doenças provocadas por vírus ou bactérias. Quanto mais pessoas estão vacinadas, menor é a ocorrência de novos casos”, acrescentou.

Os calendários vacinais dos diferentes ciclos de vida contemplam 27 vacinas que protegem o indivíduo contra várias doenças, desde o nascimento.

Saúde

Anvisa suspende venda de xarope para tosse por risco de arritmia grave

Redação

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Anvisa suspende venda de xarope para tosse por risco de arritmia grave

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão total de medicamentos que contenham a substância clobutinol no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 27, e tem efeito imediato.

A decisão abrange todas as etapas relacionadas aos produtos, incluindo fabricação, importação, distribuição, comercialização, propaganda e uso, retirando completamente a substância do mercado brasileiro.

Segundo a agência, a medida foi baseada em avaliação técnica da área de farmacovigilância, que identificou riscos relevantes à saúde. De acordo com o parecer, medicamentos com clobutinol podem causar arritmias cardíacas graves, associadas ao prolongamento do intervalo QT – alteração na atividade elétrica do coração que pode resultar em desmaios e, em casos mais graves, morte súbita.

O clobutinol é um princípio ativo utilizado principalmente em antitussígenos, como xaropes indicados para o alívio da tosse e outros sintomas respiratórios. Com a nova determinação, esses medicamentos deixam de ser permitidos no país.

A Anvisa informou que pacientes que utilizam produtos com a substância devem interromper o uso e buscar orientação médica para substituição por alternativas seguras. A agência não especificou marcas afetadas, destacando que a proibição vale para todos os medicamentos que contenham clobutinol, independentemente do fabricante.

A decisão segue o princípio de avaliação de risco-benefício adotado pela regulação sanitária. Conforme o entendimento técnico da agência, os riscos associados ao uso da substância superam seus possíveis benefícios terapêuticos, justificando a suspensão total.

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Saúde

Anvisa amplia uso do Mounjaro para tratamento de diabetes tipo 2 a partir dos 10 anos

Redação

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Foto: martenaba/Adobe Stock

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União (DOU), na quarta-feira ,22, a ampliação da indicação terapêutica do medicamento Mounjaro (tirzepatida) para o tratamento de diabetes mellitus tipo 2. A medida consta na Resolução-RE nº 1.592, de 17 de abril de 2026.

Com a mudança, o medicamento passa a ser indicado também para pacientes pediátricos a partir de 10 anos de idade. Antes, o uso aprovado para diabetes tipo 2 era restrito à população adulta. As demais indicações terapêuticas já autorizadas permanecem sem alteração.

Segundo a Anvisa, pedidos de inclusão de novas faixas etárias ou ampliação de indicações passam por avaliação regulatória, com base em dados técnico-científicos que comprovem qualidade, segurança e eficácia para o uso pretendido.

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Saúde

Direção de hospital confirma controle de surto de bactéria em UTI neonatal em Porto Alegre

Redação

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A presença da bactéria Acinetobacter baumannii na UTI neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre, está sob controle, conforme informou nesta quarta-feira, 22, a diretora de Atenção à Saúde do Grupo Hospitalar Conceição, Rosana Reis Nothen.

“O surto está contido. A gente não tem nenhum indicativo de que ele vai ter qualquer tipo de disseminação para além do que já houve. Consideramos que a situação está totalmente dentro do controle.”

A bactéria identificada é classificada como multirresistente. Até agora, quatro recém-nascidos tiveram diagnóstico positivo. Um deles não resistiu e morreu. Os outros três permanecem internados, em estado grave, mas com quadro estável.

Segundo a direção, esse tipo de microrganismo pode ser encontrado em ambientes hospitalares, porém representa maior risco em pacientes mais frágeis, como prematuros.

“No cenário de pacientes que tenham comprometimento imunológico, principalmente os prematuros, ela tende a causar infecções. Mas identificamos que é sensível a algumas substâncias que já estão sendo administradas nos bebês.”

Outros dois bebês que estavam na mesma unidade são monitorados por terem tido contato com os casos confirmados. Todos seguem isolados, com atendimento realizado por equipes exclusivas.

A UTI neonatal está interditada desde a última quinta-feira, 16, e a previsão é de que permaneça fechada por mais uma semana. A situação é acompanhada pela Vigilância em Saúde do município.

Gestantes de alto risco estão sendo encaminhadas para outras instituições, como o Hospital Materno Infantil Presidente Vargas e a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, conforme a disponibilidade de vagas. Os demais atendimentos do hospital seguem sem alterações.

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