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01/05/2026
 

Saúde

Estratégias de vacinação contra gripe, covid-19 e dengue são intensificadas no RS

Redação

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em

Estratégias de vacinação contra gripe, covid-19 e dengue são intensificadas no RS

Em razão da chegada do inverno e das condições decorrentes das enchentes, o governo do Estado reforçou as estratégias de vacinação contra a dengue e doenças respiratórias, como a gripe (influenza) e a covid-19.

Além desses imunizantes, a ação abrangerá uma lista de 27 vacinas que integram os Calendários Nacionais de Vacinação 2024.

Segundo a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Tani Ranieri, a iniciativa visa estimular a população a se imunizar, ampliando a cobertura vacinal e a proteção contra diversas doenças e suas complicações.

“Com as baixas coberturas vacinais e a situação atípica que estamos vivendo em função da calamidade pública, é fundamental estimular as pessoas a se vacinarem. A vacina é segura e eficaz”, afirmou.

Em relação às doenças respiratórias, que apresentam maior incidência nesta época do ano, a preocupação é com as baixas temperaturas e situações ocasionadas pelo estado de calamidade pública no Estado. O confinamento aumenta o contágio entre as pessoas, e uma das medidas de proteção para as doenças imunopreveníveis é a vacinação.

No caso da dengue, embora a taxa de transmissão seja mais alta no verão, os riscos persistem no inverno. Além disso, em razão das inundações que atingiram o Estado, tem ocorrido o acúmulo de entulhos, que podem se tornar depósitos de água e possíveis criadouros do mosquito transmissor, o Aedes aegypti.

Até o momento, já foram aplicadas no Estado, em 2024, mais de 2,57 milhões de doses contra a influenza. A cobertura vacinal chegou a 45,37%. A meta preconizada pelo Ministério da Saúde é vacinar 90% dos grupos prioritários compostos por crianças, gestantes, puérperas, idosos com 60 anos ou mais e povos indígenas vivendo em terras indígenas.

A vacinação contra a dengue no Estado começou em maio e, até o balanço mais recente, realizado em 24 de junho, mais de 50 mil doses foram distribuídas e mais de 5 mil, aplicadas.  No caso da covid-19, os dados deste ano ainda não foram disponibilizados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), pois as doses foram produzidas por uma nova fabricante.

Quem pode se vacinar

Gripe (influenza)

Todas as pessoas a partir dos seis meses de idade podem se vacinar contra a gripe. As doses estão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde no Estado.

Após os alagamentos, a Secretaria da Saúde (SES) realizou também uma força-tarefa de vacinação contra a influenza em abrigos que imunizou, entre 16 e 31 de maio, mais de 23 mil pessoas. As equipes continuarão realizando ações de imunização nesses locais.

Covid-19

Devem ser imunizados contra a covid-19 indivíduos não vacinados ou com esquema vacinal incompleto entre seis meses e quatro anos, 11 meses e 29 dias.

A vacina também contempla os seguintes grupos prioritários: pessoas de 60 anos ou mais; pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores; pessoas imunocomprometidas; pessoas com comorbidades; indígenas; ribeirinhos; quilombolas; gestantes e puérperas; pessoas com deficiência permanente; pessoas privadas de liberdade maiores de 18 anos; funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; e pessoas em situação de rua.

Excepcionalmente no Rio Grande do Sul, estão incluídos como grupos prioritários pessoas que se encontram em situação de abrigamento, socorristas profissionais e voluntários.

Dengue

Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos devem tomar a vacina contra a dengue. Conforme determinação do Ministério da Saúde, no momento, a vacina está disponível apenas em 67 municípios gaúchos, em quatro regiões do Estado:

  • Alto Uruguai, Região Metropolitana, Vale do Rio Pardo e Vale do Sinos. Para ter proteção completa, são necessárias duas doses com intervalo de três meses entre elas.

Lista dos municípios que receberam doses da vacina contra a dengue:

Alto Uruguai

  • Aratiba
  • Áurea
  • Barão de Cotegipe
  • Barra do Rio Azul
  • Benjamin Constant do Sul
  • Campinas do Sul
  • Carlos Gomes
  • Centenário
  • Charrua
  • Cruzaltense
  • Entre Rios do Sul
  • Erebango
  • Erechim
  • Erval Grande
  • Estação
  • Faxinalzinho
  • Floriano Peixoto
  • Gaurama
  • Getúlio Vargas
  • Ipiranga do Sul
  • Itatiba do Sul
  • Jacutinga
  • Marcelino Ramos
  • Mariano Moro
  • Nonoai
  • Paulo Bento
  • Ponte Preta
  • Quatro Irmãos
  • Rio dos Índios
  • São Valentim
  • Severiano de Almeida
  • Três Arroios
  • Viadutos

Região Metropolitana

  • Alvorada
  • Cachoeirinha
  • Glorinha
  • Gravataí
  • Porto Alegre
  • Viamão

Vale do Rio Pardo

  • Candelária
  • Gramado Xavier
  • Herveiras
  • Mato Leitão
  • Pantano Grande
  • Passo do Sobrado
  • Rio Pardo
  • Santa Cruz do Sul
  • Sinimbu
  • Vale do Sol
  • Vale Verde
  • Venâncio Aires
  • Vera Cruz

Vale do Sinos

  • Araricá
  • Campo Bom
  • Dois Irmãos
  • Estância Velha
  • Ivoti
  • Lindolfo Collor
  • Morro Reuter
  • Nova Hartz
  • Novo Hamburgo
  • Portão
  • Presidente Lucena
  • Santa Maria do Herval
  • São José do Hortêncio
  • São Leopoldo
  • Sapiranga

Calendários nacionais de vacinação

De acordo com a SES, é importante que as pessoas atualizem a caderneta de vacinação, recebendo, conforme a idade, todas as vacinas que fazem parte dos Calendários Nacionais de Vacinação definidos pelo Ministério da Saúde.

“Na hora de se vacinar, é importante que as pessoas levem a caderneta junto. A vacinação elimina ou reduz drasticamente o risco de adoecimento ou de manifestações graves, que podem levar à internação e até mesmo ao óbito”, destacou Tani.

“A proteção não é só individual, mas também coletiva. A vacina tem como principal função gerar imunidade, contribuindo diretamente para o controle e eliminação de doenças provocadas por vírus ou bactérias. Quanto mais pessoas estão vacinadas, menor é a ocorrência de novos casos”, acrescentou.

Os calendários vacinais dos diferentes ciclos de vida contemplam 27 vacinas que protegem o indivíduo contra várias doenças, desde o nascimento.

Saúde

Anvisa proíbe repelentes e protetores solares da Henlau Química por irregularidades na fabricação

Redação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na quarta-feira, 29, a proibição da fabricação, distribuição, venda, divulgação e uso de repelentes e protetores solares produzidos pela Henlau Química. A decisão foi tomada após a identificação de que os produtos estavam sendo fabricados com fórmula diferente da autorizada.

Devem ser recolhidos do mercado os seguintes itens:

Repelente Gel Baby Amorável

Sunlau FPS 30 – loção de proteção solar UVA/UVB com vitamina E

Protetor Solar FPS 30 Wurth

Sunlau Spray repelente Deet

Needs Repelente de Insetos com Icaridina Spray Kids

Needs Repelente de Insetos com Icaridina Gel Kids

Consumidores que possuam algum desses produtos devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) indicado nos rótulos.

A medida foi oficializada por meio da Resolução RE nº 1.743/2026, publicada no Diário Oficial da União, que também determinou o recolhimento e proibiu a fabricação, comercialização e uso de todos os cosméticos produzidos pela empresa.

De acordo com a Anvisa, uma inspeção realizada entre os dias 14 e 17 de abril constatou o descumprimento das normas previstas na RDC nº 48/2013, que estabelece as boas práticas de fabricação para produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes.

Durante a fiscalização, também foram identificadas falhas na produção de saneantes, em desacordo com a RDC nº 47/2013, que trata das boas práticas para esse tipo de produto. Diante das irregularidades, a agência determinou ainda a suspensão da fabricação desses itens.

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Saúde

UTI neonatal do Hospital Fêmina retoma atendimentos após surto de superbactéria em Porto Alegre

Redação

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A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre, retomou o atendimento a pacientes após ficar mais de dez dias fechada.

A interrupção ocorreu devido ao controle de um surto causado por uma superbactéria. Durante o período, foram adotadas medidas de contenção e desinfecção no setor. Com a normalização do ambiente, a unidade voltou a operar regularmente.

Relembre o caso

Um recém-nascido extremamente prematuro, com 26 semanas de gestação, morreu após testar positivo para a bactéria na UTI Neonatal do hospital.

O microrganismo, classificado como pan-resistente, foi identificado no dia 16. Ao todo, 34 pacientes estavam internados na unidade no momento do surto. Quatro bebês testaram positivo, incluindo o recém-nascido que morreu. Os outros três permanecem em estado estável, isolados e sob acompanhamento exclusivo.

Diante da situação, o hospital suspendeu novas internações e passou a encaminhar gestantes de alto risco para outras maternidades da Capital.

Segundo o Grupo Hospitalar Conceição, responsável pela unidade, os órgãos de saúde foram notificados e as equipes seguem atuando para evitar novos casos. A Secretaria Municipal e a Secretaria Estadual de Saúde também acompanham a situação e auxiliam no redirecionamento de pacientes.

Superbactéria

Acinetobacter baumannii é um patógeno associado a infecções hospitalares, com maior risco em pacientes internados por longos períodos e com o sistema imunológico fragilizado. A bactéria também apresenta resistência a antibióticos de última linha, como os carbapenêmicos, o que dificulta o tratamento e aumenta o risco de complicações.

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Saúde

Rio Grande do Sul recebe novo lote de vacinas contra a gripe nesta quarta-feira

Redação

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O Rio Grande do Sul deve receber nesta quarta-feira, 29, um novo lote de vacinas contra a gripe enviado pelo Ministério da Saúde. As doses serão distribuídas pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) na quinta-feira, 30, para as coordenadorias regionais, responsáveis pelo repasse aos municípios.

Até o momento, o Estado já recebeu cerca de 1,8 milhão de doses do imunizante contra o vírus influenza. A previsão é de que, até o fim de maio, sejam encaminhadas aproximadamente 5,2 milhões de doses para atender os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde na campanha de vacinação deste ano.

A campanha de imunização começou em 28 de março e, desde então, cerca de 1,4 milhão de pessoas já foram vacinadas no Estado. Entre os públicos prioritários, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes, a cobertura vacinal está em torno de 30%.

Esses três grupos somam 936 mil doses aplicadas até agora. A meta estabelecida é atingir 90% de cobertura vacinal.

Neste ano, o Rio Grande do Sul já registra 337 internações por complicações causadas pela gripe, número superior ao mesmo período de 2025, quando haviam sido confirmadas 217 hospitalizações. Em relação aos óbitos, foram registrados 21 casos em 2026, enquanto no mesmo período do ano passado o total foi de 25 mortes.

A Secretaria Estadual da Saúde informou que segue monitorando o cenário epidemiológico e reforça a importância da vacinação, principalmente entre os públicos mais vulneráveis, para reduzir casos graves, internações e mortes provocadas pela influenza.

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