Emprego
Governo federal deve pagar salário mínimo por dois meses para trabalhadores gaúchos

O governo federal anunciou nesta quinta-feira, 6, um programa de manutenção do emprego que prevê o pagamento de dois meses de salário mínimo a mais de 430 mil trabalhadores com carteira assinada. A medida abrange empresas do Rio Grande do Sul afetadas pelas enchentes de maio.
O anúncio foi feito pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em Arroio do Meio, no Vale do Taquari, durante a quarta visita do presidente Lula ao estado desde o começo da crise climática.
A iniciativa beneficia trabalhadores em regime CLT (mais de 326 mil pessoas), estagiários (36 mil), trabalhadores domésticos (40 mil) e pescadores artesanais (27 mil).
O programa deve pagar diretamente o salário aos beneficiados. Como contrapartida, as empresas deverão manter os empregos por mais dois meses, o que dará estabilidade de quatro meses.
“Nós vamos oferecer duas parcelas de um salário mínimo a todos os trabalhadores formais do estado do Rio Grande do Sul que foram atingidos. Não são todos os CNPJ dos municípios em calamidade ou emergência, mas os atingidos pela mancha”, enfatizou Luiz Marinho, sobre o perfil das empresas que poderão aderir ao programa.
Para viabilizar o programa, as autoridades federais assinaram uma Medida Provisória (MP) que entra em vigor de forma imediata, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.
O ministro do Trabalho também informou que o governo vai editar uma portaria para prorrogar a validade dos acordos coletivos de trabalho entre empresas e sindicatos.
O anúncio do programa ocorre um dia depois que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ter pedido ao presidente Lula a criação de um programa de manutenção de empregos e complementação do salário, durante uma reunião de ambos no Palácio do Planalto.
Outras medidas
Além disso, o presidente Lula assinou outras duas MPs. Uma delas amplia o número de cidades gaúchas beneficiadas com parcela extra do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), no total de R$ 124 milhões.
Já outra amplia a quantidade de municípios que poderão cadastrar famílias beneficiárias do Auxílio Reconstrução, pago em cota única no valor de R$ 5,1 mil. Até o momento, o apoio financeiro, conforme estimativas oficiais, já foi pago a cerca de 100 mil famílias.
“Nossa missão é evitar que a burocracia trate esse problema do Rio Grande do Sul como se a gente estivesse vivendo um período de normalidade”, afirmou Lula, em discurso a prefeitos da região do Vale do Taquari.
Mais cedo, o presidente conversou com os moradores do bairro Passo de Estrela, no município de Cruzeiro do Sul, um dos mais atingidos pelas enchentes. Ele reiterou o compromisso de reconstruir a infraestrutura pública das cidades e as casas perdidas pela catástrofe climática.
Habitações
O número parcial de habitações solicitadas pelas prefeituras, até o momento, soma 40,5 mil unidades em áreas urbanas e 1.812 em áreas rurais, de acordo com o ministro das Cidades, Jader Filho. “Vamos ter quer fazer diversas soluções para atender as necessidades do que aconteceu nos municípios”, afirmou.
Uma das medidas em andamento é a aquisição direta de imóveis novos e usados pelo governo federal, através da Caixa Econômica Federal. O banco público poderá pagar até R$ 200 mil por unidade habitacional, mediante avaliação. Famílias com o maior número de crianças e adolescentes terão prioridade na lista de entrega dos imóveis.
Saúde
O governo federal anunciou a habilitação de 799 leitos clínicos hospitalares, adultos e pediátricos, pelo período de seis meses. Eles se somam a outros 120 leitos autorizados pelo Ministério da Saúde, segundo a titular da pasta, Nísia Trindade. Os investimentos somam R$ 64,4 milhões.
“Estamos ampliando o teto de média e alta complexidade, habilitando várias unidades de assistência, suporte técnico ao SAMU, centro de assistência psicossocial, habilitação de hemodiálise”, acrescentou. Ainda de acordo com a ministra, a pasta fará o repasse de custeio na área de saúde para 43 municípios.
Emprego
CIEE-RS inicia a semana com vagas de estágio e bolsas que podem chegar a R$ 2 mil

O Centro de Integração Empresa Escola do Rio Grande do Sul está com processos seletivos abertos em todas as regiões do estado para a contratação de mais de 3,3 mil estagiários. As oportunidades são para estudantes do Ensino Médio e de cursos de graduação em diversas áreas. As bolsas podem chegar a R$ 2 mil.
O candidato interessado deve anotar o código da vaga pretendida para localizar na plataforma ao fazer o cadastro. Informações e cadastro no site do CIEE-RS: https://cieers.org.
Curso | Cidade | BAE | Oferta |
Fonoaudiologia | Viamão | R$ 1.300 | 26/12312-7 01 |
Saúde bucal | POA | R$ 1.300 | 26/00520-5 01 |
Eng. Civil e arquitetura | Caxias do Sul | R$ 2.000 | 26/01396-8 01 |
Engenharia ou técnico em mecânica | Gravataí | R$ 1.400 | 26/11395-4 01 |
Administração | Passo Fundo | R$ 1.400 | 26/11796-8 01 |
Administração ou turismo | Gramado | R$ 1.300 | 26/12453-0 01 |
Engenharia química ou alimentos | Santa Cruz do Sul | R$ 1.500 | 26/12834-0 01 |
Educação física | Santiago | R$ 900 | 26/11989-8 01 |
Além desses destaques, no site Conjuntos é possível pesquisar vagas disponíveis em até cinco cidades e por até cinco cursos ou áreas de atuação. Confira o número de vagas por unidade operacional do CIEE-RS.
- UO Porto Alegre: 1461
- UO Novo Hamburgo: 358
- UO Gravataí: 504
- UO Caxias do Sul: 274
- UO Passo Fundo: 196
- UO Lajeado: 141
- UO Santa Maria: 140
- UO Pelotas: 193
- UO Santo Ângelo: 121
Também há oportunidades nos Processos Seletivos Públicos de Estágio. Informações e cadastro no site do CIEE-RS:
Emprego
Programa Partiu Futuro Reconstrução inicia 2ª edição com 310 aprendizes em Canoas e Porto Alegre

Iniciou na segunda-feira, 23, as atividades da 2ª edição do Partiu Futuro Reconstrução. Nesta etapa, 310 aprendizes começam a formação em Porto Alegre e Canoas. Participam jovens moradores de Porto Alegre, Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Eldorado do Sul, Gravataí, Guaíba e Viamão.
Ao todo, o programa disponibiliza 2.785 vagas para atuação em órgãos públicos de 75 municípios que aderiram à iniciativa. Desse total, 1.840 jovens, distribuídos em 30 cidades do Estado, são acompanhados pela Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração, por meio da tecnologia social Demà Aprendiz.
A proposta é oferecer qualificação teórica e prática a adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, com foco na inserção no mercado de trabalho. À Renapsi cabe a organização da formação teórica e o acompanhamento das atividades desenvolvidas nos órgãos públicos. O contrato prevê mais de mil horas de atividades ao longo de um ano.
A formação também aborda temas ligados à sustentabilidade, responsabilidade social e participação comunitária.
“A formação teórica prepara o jovem para compreender o ambiente profissional e desenvolver responsabilidades, autonomia e visão de futuro. Por meio da nossa metodologia, que alia educação e promoção integral, eles constroem competências fundamentais para uma trajetória sustentável no mercado de trabalho”, destaca o gerente da Demà no RS, André Ricardo Andara.
“Acreditamos no potencial de cada um dos nossos jovens. Que este seja o início de uma grande jornada, marcada pelo crescimento profissional e pelo impacto positivo na comunidade. A primeira edição do programa foi um grande sucesso e, nesta nova etapa, seguimos confiantes de que estamos no caminho certo ao ampliar oportunidades e transformar realidades”, afirma o titular da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel.
Entre os participantes está Nubia Cristine Ferreira Fagundes, de 17 anos, moradora de Porto Alegre. Para ela, a oportunidade representa uma conquista individual e familiar.
“Espero aprender muito com o meu primeiro emprego e construir uma experiência inovadora. É uma oportunidade que pode transformar não só a minha realidade, mas a de muitos jovens”, afirma. Nubia vive com a avó e afirma que a bolsa ajudará na renda da casa, além de contribuir para planos como cursar uma faculdade e tirar a carteira de motorista.
Alissa Oliveira dos Santos, também de 17 anos e moradora de Eldorado do Sul, integra a nova turma. A jovem foi uma das atingidas pelas enchentes de maio de 2024. Ela e a família perderam móveis e a residência, ficando temporariamente na casa de amigos e parentes até conseguirem retornar ao município. Estudante do terceiro ano do ensino médio, pretende cursar Psicologia após a conclusão dos estudos.
“Quero aproveitar essa oportunidade para aprender, ganhar experiência e me preparar para o futuro. Depois de tudo o que passamos, essa chance representa recomeço e esperança”, relata.
O programa é voltado a jovens entre 14 e 22 anos, que estejam matriculados ou tenham concluído o ensino na rede pública, inscritos no Cadastro Único e que tenham sido impactados pelas enchentes de maio de 2024 ou residam em municípios vinculados ao Programa RS Seguro. O vínculo tem duração de um ano.
Os participantes recebem bolsa-auxílio de R$ 894,52, correspondente a 50% do salário mínimo regional, para jornada de 20 horas semanais, além de vale-alimentação de R$ 550. Quem utiliza transporte público tem direito a vale-transporte. Os aprendizes também contam com registro em carteira, FGTS, INSS, férias e 13º salário, além de acompanhamento psicológico, orientação jurídica, acesso à telemedicina e reforço escolar em língua portuguesa e matemática.
Municípios atendidos pela Renapsi no RS e número de vagas:
Alvorada (20), Bom Princípio (2), Cachoeirinha (6), Campo Bom (47), Canoas (177), Capão da Canoa (40), Charqueadas (10), Eldorado do Sul (77), Feliz (10), Gravataí (15), Guaíba (50), Igrejinha (20), Montenegro (14), Nova Santa Rita (16), Novo Hamburgo (85), Parobé (20), Pelotas (150), Porto Alegre (449), Rio Grande (150), Rolante (4), São Jerônimo (30), São José do Norte (10), São Leopoldo (100), São Lourenço do Sul (39), São Sebastião do Caí (4), Sapucaia do Sul (37), Taquara (38), Tramandaí (50), Triunfo (50) e Viamão (120).
Emprego
PROCON-RS abre seleção para estagiários do Ensino Médio e Superior com inscrições até 2 de março

O Departamento de Defesa do Consumidor do Rio Grande do Sul (Procon-RS) abriu seleção para estagiários que irão atuar junto ao órgão. As oportunidades são destinadas a estudantes do Ensino Médio e do Ensino Superior, com carga horária de 6 horas diárias.
Para concorrer às vagas de Ensino Médio, é necessário estar regularmente matriculado, com frequência comprovada, ter no mínimo 16 anos e demonstrar interesse pela área de direitos do consumidor.
Já para o Ensino Superior, podem se candidatar estudantes dos cursos de Administração, Direito ou Gestão Pública, a partir do 3º semestre. Também é exigida afinidade com a pauta de defesa do consumidor.
Os currículos devem ser enviados até o dia 2 de março de 2026 para o e-mail subj@justica.rs.gov.br.

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