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08/02/2026
 

Cultura

Lei Paulo Gustavo destinará R$ 2,6 milhões à Cultura de Canoas

Redação

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A implantação da nova legislação no estado foi discutida, na tarde de segunda-feira, 10, em audiência pública da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, por iniciativa da presidente do colegiado, deputada Sofia Cavedon (PT).

A audiência pública da Comissão de Educação debateu a implantação da nova legislação no Rio Grande do Sul. Serão repassados ao estado e aos municípios gaúchos mais de R$ 198 milhões para financiar ações de cultura até o final de 2023.

Lei Paulo Gustavo

Conhecida como Paulo Gustavo, a legislação prevê o repasse de R$ 3,86 bilhões do superávit do Fundo Nacional de Cultura (FNC) a estados, a municípios e ao Distrito Federal. Segundo o secretário de Articulação e Governança do Ministério da Cultura, Pedro Vasconcelos, trata-se do maior investimento descentralizado na área cultural brasileira até agora. Todos os estados e prefeituras que apresentarem os seus planos de trabalho terão acesso aos recursos. No Rio Grande do Sul, os municípios mais populosos receberão montantes superiores a R$ 1 milhão. Porto Alegre, por exemplo, será contemplado com R$ 11,3 milhões, enquanto Caxias do Sul receberá R$ 3,8 milhões e Canoas R$ 2,6 milhões. Ao todo, os 495 municípios gaúchos ganharão R$ 104,6 milhões para fomentar o setor cultural.

Além dos repasses diretos para os fundos municipais, o governo do estado será contemplado com R$ 93,3 milhões. Tanto as ações desencadeadas nos municípios quanto as patrocinadas pelo estado deverão mirar quatro áreas: apoio a produções audiovisuais; apoio a salas de cinema; capacitação, formação e qualificação no audiovisual e apoio aos demais segmentos culturais.

Vasconcelos alertou que para acessar os recursos os municípios devem ter seus sistemas de cultura estruturados. Basicamente, devem ter plano municipal de cultura, conselho de cultura e fundo municipal de cultura. E é aí que podem estar os principais obstáculos para tirar a lei do papel. Conforme o representante da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Vinícius Brito, pelo menos, 300 cidades gaúchas não aprovaram ainda estas estruturas. O maior problema, segundo ele, são as pequenas localidades com até cinco mil habitantes que, na maioria das vezes, não contam sequer com secretarias de cultura.

Até o final de abril, o MinC irá finalizar a regulamentação da nova lei. E, em maio, os recursos começarão a ser liberados.

Dúvidas e pleitos

Com a participação presencial e virtual de integrantes de todos os segmentos culturais, a audiência foi marcada por dúvidas sobre a operacionalização dos recursos e pleitos dos artistas. Uma das preocupações recorrentes foi com a maneira de fazer com que os recursos cheguem ao público que mais sofreu na pandemia e que, historicamente, esteve alijado de políticas públicas. “A Lei Paulo Gustavo nos dá a oportunidade de olhar para os invisíveis, ou seja, para quem faz cultura popular, os circenses, os quilombolas, os artesãos e capoeiristas”, listou a presidente do Conselho Estadual de Cultura, Consuelo Vallandro.

Ela sugeriu que o Poder Público adote um sistema de busca ativa para saber quem são e quantos são os artistas que compõem o público alvo da nova legislação.

Na mesma linha, a diretora do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do RS (Sated), Adriane Azevedo, defendeu a realização de busca ativa por mapeamento, além de cobrar auxílio para artistas idosos “que nunca pagaram o INSS”.

Já o ativista do Movimento Negro e representante do segmento Hip Hop, Eduardo Tamboreiro, manifestou preocupação com o destino final dos recursos em comunidades onde não há controle externo e pediu empenho para que cheguem nas periferias. “A cultura salva vidas. Muitas vezes, ela é nosso principal instrumento para disputar a juventude com atividades ilegais”, apontou.

Encaminhamentos

A proponente da audiência anunciou no final do encontro que irá reativar o grupo de trabalho interinstitucional da cultura junto à comissão para divulgar a lei, monitorar sua aplicação e apoiar aos municípios que ainda não contam com sistemas de culturas instituídos. Além disso, Sofia irá propor a realização de um curso para a elaboração de projetos nos moldes exigidos pelo MinC a ser veiculado pela TV Assembleia e agendar uma reunião com o governo do estado para saber como o Poder Executivo está encaminhando o processo para a implementação da Lei Paulo Gustavo no Rio Grande do Sul.

O secretário do Ministério da Cultura anunciou que será criado em cada estado um escritório para orientar e acompanhar a execução da lei e que entidades da sociedade civil serão chamadas para instituir comitês estaduais de cultura para fiscalizar e aprimorar a nova legislação. “Acredito que a Lei Paulo Gustavo tem potencial para se constituir numa política permanente de repasse fundo a fundo, que se perpetue independentemente de mudanças de governo e humores de governantes”, frisou Vasconcelos.

Cultura

Semana do Cinema começa nesta quinta-feira, 5, em Canoas com ingressos a R$ 10 e R$ 12

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A 1ª Semana do Cinema de 2026 começa nesta quinta-feira, 5, e segue até o dia 11 de fevereiro, oferecendo ingressos promocionais em Canoas. Até as 17h, as entradas custam R$ 10, e após esse horário passam para R$ 12.

A campanha é válida para salas tradicionais em 2D e 3D e também traz descontos nos combos de pipoca. Ficam de fora da promoção as salas VIP, IMAX, pré-estreias e sessões especiais.

Na cidade, a Semana do Cinema acontece no Cinemark do Canoas Shopping e no UCI do ParkShopping Canoas. Para garantir o valor promocional, a recomendação é comprar os ingressos com antecedência pelos sites ou aplicativos do Cinemark, UCI ou Ingresso.com.

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Cultura

Nova Santa Rita assina contrato para aquisição de van cultural MovCEU

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Divulgação/PMNSR

A Prefeitura de Nova Santa Rita assinou nesta semana contrato com o Governo Federal para a aquisição do MovCEU, uma van cultural itinerante que será utilizada para a realização de atividades artísticas, ações formativas e acesso à produção audiovisual e literária em diferentes regiões do município. O investimento total é de R$ 610 mil, sendo R$ 485 mil em recursos federais e R$ 125 mil de contrapartida da prefeitura.

O MovCEU faz parte de uma política pública do Ministério da Cultura voltada à ampliação do acesso à cultura por meio de um equipamento móvel. A iniciativa é direcionada, principalmente, a municípios, áreas rurais, comunidades periféricas e locais com menor oferta de espaços culturais fixos.

A van conta com estrutura para funcionamento como centro cultural itinerante. Entre os equipamentos disponíveis estão biblioteca com acervo de livros, espaço para oficinas e ações formativas, estúdio para produção e edição audiovisual, óculos de realidade virtual, projetor, telão, palco montável, computadores, câmeras, equipamentos de som e suporte técnico.

Divulgação/PMNSR

De acordo com a proposta, o MovCEU deve circular por bairros e comunidades de Nova Santa Rita, com a realização de sessões de cinema ao ar livre, oficinas, apresentações culturais, atividades educativas e ações voltadas a artistas locais.

Durante a assinatura do contrato, o prefeito Rodrigo Battistella afirmou que o objetivo é ampliar o acesso da população a atividades culturais em diferentes pontos da cidade.

A representante do Ministério da Cultura, Patrícia Afonso, destacou que o programa busca levar equipamentos culturais a locais onde não há estruturas fixas disponíveis.

Já o secretário municipal de Cultura e Turismo, Vagner Silva, afirmou que o projeto será utilizado para ampliar as ações culturais no município e incentivar a participação da comunidade.

A previsão é que a van cultural chegue a Nova Santa Rita até o mês de abril. Após a entrega, o equipamento passará a integrar a programação cultural do município, com ações organizadas pela Secretaria de Cultura e Turismo.

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Cultura

Casa de Artes Villa Mimosa abre calendário de exposições de 2026 com mostra de Alice Rossoni

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Foto: Bru Ourique

A Casa de Artes Villa Mimosa iniciou o calendário de exposições de 2026 com a mostra da artista Alice Rossoni. A exposição reúne obras produzidas pela artista de 17 anos e permanece aberta à visitação por 30 dias no espaço cultural.

A Villa Mimosa mantém programação ao longo de todo o ano e recebe exposições de artistas interessados em apresentar seus trabalhos ao público. O local é voltado à difusão cultural e ao incentivo às artes visuais.

Segundo Alice Rossoni, o projeto começou no fim de 2024, a partir da produção de pinturas com peixes e de pesquisas sobre o peixe beta, espécie comum em aquários.

“A ideia de fazer essa exposição surgiu no fim de 2024, quando comecei a pintar muitos peixes e a pesquisar mais sobre os peixes betas, que são peixes de aquário. A partir disso, passei a usar a arte como uma crítica social. Com o tempo, todo o contexto foi se modificando, porque eu olhava para a parede e me via ali: eles tinham minha alma, minha personalidade, meus medos e inseguranças”, afirmou a artista.

A gestora da Casa de Artes Villa Mimosa, Rosangela Cardoso, destacou o papel do espaço no cenário artístico.

“Aqui é um espaço tanto para artistas já renomados quanto para aqueles que estão começando agora. A casa é um nome extremamente importante para o currículo”, declarou.

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