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22/10/2026
 

Geral

Aulas presenciais dos anos iniciais do Ensino Fundamental retornam

Redação

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Conforme já havia sido anunciado pela atual gestão, as Escolas Municipais de Ensino Fundamental de Canoas, anos iniciais, voltaram nesta segunda-feira, 14, às aulas presenciais. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Educação, as EMEFs possuem 15.178 alunos matriculados do 1º ao 5º ano. Somente participam das aulas presenciais as crianças que têm autorização dos responsáveis. Cerca de 10,72% dos matriculados, 1.628 alunos, retornaram neste início para as escolas.

Plano de contingência

De acordo com a Prefeitura, na EMEF Santos Dumont, uma das maiores de Canoas, no bairro Niterói, como em todas as escolas, estão sendo respeitados os procedimentos necessários do plano de contingência para evitar contágio da Covid-19. Termômetro na entrada da escola, distanciamento e protocolos de segurança cumpridos. De acordo com a diretora Patricia Gherardt, a escola, que possui mais de mil alunos, está abrindo as portas de forma organizada. “Antes de iniciarmos as aulas, os professores foram reunidos em cinco grupos, para as orientações do trabalho em tempos de pandemia. Todas as reuniões realizadas de forma espaçada”.

Reuniões com os pais

Miguelina Baldissera, mãe da Valentina, comentou que a diretora realizou com os pais diversas reuniões online, para orientar sobre o trabalho e organização da escola durante a pandemia. “Eu estou tranquila e a Valentina estava pronta, hoje, já às 11h, sendo que a aula dela começa às 13h”, disse, sobre a ansiedade da filha. Michele Batista, mãe da Camile Vitória, comentou que mora no bairro e possui muita confiança no trabalho desenvolvido na Santos Dumont.

Ainda de acordo com o texto divulgado, apesar das escolas estarem equipadas com itens de proteção contra o coronavírus, durante a semana, 44 escolas de Ensino Fundamental receberão até sexta-feira, 18,  kits de EPIs, de forma complementar, bem como o Centro de Educação Inclusiva e Acessibilidade de Canoas (CEIA). Na semana passada, foram entregues na Secretaria da Educação 10.660 aventais, 1.640 garrafas de álcool e 100 caixas de máscaras para todas as EMEI.

“Aulas na TV, Canal Aberto” auxilia alunos da rede municipal

Foto: Tony Capellão

Foi divulgado no site da Prefeitura de Canoas o caso da Aline Andrade dos Santos, mãe do Gabriel, que começou a acompanhar as “Aulas na TV, Canal Aberto” com o filho. Ele está no primeiro ano na Escola Rio Grande do Sul e estuda no modelo remoto. O Gabriel tem dificuldade na alfabetização, principalmente de unir as letras consoantes e vogais. Aline pensa que o projeto pode auxiliar o filho, devido a metodologia inovadora. Como a Aline, outra mãe, Leonara Otto Teixeira, vê no programa veiculado na Ulbra TV, uma esperança de ver melhora no desempenho escolar do Ian, que está no segundo ano da escola Santos Dumont, mas não consegue ler, nem escrever. Por isso, a Leonara tem assistido às aulas com ele, no período da manhã.

Programa Pacto Canoas pela Educação

Os dois casos citados acima estão entre outros, de mães que compreendem as dificuldades de seus filhos no que diz respeito à alfabetização, e precisam de complementação e metodologia adequada. Pensando nessa situação, a Prefeitura Municipal de Canoas lançou o Programa Pacto Canoas pela Educação. Ele agrega as “Aulas na TV, Canal Aberto”, transmitido às 9h e às 14h, pela Ulbra TV. A ação é uma parceria entre prefeitura de Canoas, Ulbra TV, Instituto Raiar e Instituto Alfa e Beto.

A Administração Municipal não está medindo esforços para oportunizar, às crianças e adolescentes, a aproximação com as atividades pedagógicas, sejam elas online, de forma impressa, e agora pela Ulbra TV, um canal disponibilizado para quem quiser aprender mais sobre língua portuguesa e matemática. Serão investidos, em seis meses, R$ 252.000,00 no projeto, que pode beneficiar 9.500 alunos, sendo 4.923 do Pacto Canoas pela Alfabetização.

 

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Policial

Polícia prende suspeito e apreende armas em operação que investiga fraude em licitações de Guaíba

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A Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira, 22, a Operação Pseudographos, em Guaíba. A investigação apura suspeitas de falsificação e uso de certificados de capacidade financeira atribuídos à Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE), apresentados por uma empresa de terceirização de mão de obra em licitações promovidas pelo município.

Ao todo, cerca de 25 policiais civis cumpriram sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre. As diligências ocorreram na sede da empresa investigada, em um escritório de assessoria contábil, em residências de investigados e em setores da administração municipal, incluindo a Procuradoria-Geral do Município.

Durante a operação, uma pessoa foi presa. Os policiais também apreenderam armas, munições e documentos.

A investigação apura possíveis crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso, fraude à licitação e associação criminosa. Os certificados investigados teriam sido utilizados para habilitar a empresa em pregões eletrônicos, que resultaram em contratos administrativos posteriormente aditados.

Certificados apresentavam indícios de falsificação

Conforme o delegado Augusto Zenon, titular da 2ª Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública Municipal (DIRCAPM/Dercap), a investigação começou após uma comunicação da própria CAGE, que identificou indícios de falsificação nos documentos.

Segundo o órgão, os certificados não foram emitidos pelo sistema oficial, apresentavam numeração já vinculada a outras pessoas jurídicas e continham datas de emissão correspondentes a dias em que os sistemas estaduais estavam indisponíveis em razão da calamidade pública provocada pelas enchentes de 2024. Os prazos de validade também divergiam do padrão adotado.

A perícia realizada pelo Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP/RS) apontou fortes indícios de falsidade.

“A perícia oficial do Instituto-Geral de Perícias (IGP/RS) concluiu pela existência de fortes indicadores de falsidade, constatando metadados incompatíveis com os certificados autênticos e sinais de elaboração em editor de texto, com posterior conversão para PDF”, esclareceu Zenon.

Investigação apura possível participação de agentes públicos

De acordo com a delegada Karoline Calegari, titular da Delegacia de Polícia de Guaíba, o inquérito começou na unidade policial do município, onde os fatos teriam ocorrido, e posteriormente foi encaminhado à delegacia especializada em crimes contra a administração pública.

As apurações incluíram depoimentos, exames periciais, análise de procedimentos administrativos municipais, materiais encaminhados anonimamente à Polícia Civil e um relatório de inteligência financeira.

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos indicaram a necessidade de ampliar a investigação para além do escritório de contabilidade responsável por obter e encaminhar os certificados.

Entre os pontos ainda investigados estão a autoria da falsificação, os equipamentos e as contas utilizados na criação e no envio dos documentos, a circulação dos arquivos e o nível de conhecimento dos representantes da empresa beneficiada.

Também são analisados atos administrativos relacionados a pagamentos, aplicação de sanções e uma nova contratação da empresa. Conforme a investigação, algumas dessas decisões teriam divergido de manifestações das áreas técnicas da administração municipal.

“Também serão examinados atos praticados no âmbito da administração municipal em favor da empresa, em procedimentos de pagamento, de aplicação de sanções administrativas e de nova contratação, alguns deles em sentido divergente das manifestações das áreas técnicas, a fim de verificar a existência de ajuste prévio, divisão de tarefas e atuação coordenada entre particulares e agentes públicos, sem prejuízo da apuração de eventuais crimes de corrupção”, concluiu o delegado.

Objetivo da operação

Os mandados de busca e apreensão também tiveram como objetivo recolher computadores, celulares, mídias de armazenamento, arquivos originais e editáveis, comunicações e documentos físicos e digitais. O material deverá auxiliar na reconstrução do processo de produção e circulação dos certificados e na identificação da participação de cada investigado.

A Polícia Civil informou que as responsabilidades individuais serão apuradas com respeito ao contraditório e à ampla defesa.

O nome da operação, Pseudographos, tem origem grega e remete à expressão “escrita falsa”. A denominação faz referência aos documentos que teriam sido forjados com aparência de autenticidade oficial para comprovar uma capacidade financeira que não havia sido certificada regularmente, possibilitando, em tese, a habilitação da empresa em licitações públicas.

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Policial

Condenada por assassinato de fotógrafo em Canoas entra na lista vermelha da Interpol

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A gaúcha Paula Caroline Ferreira Rodrigues, de 31 anos, foi incluída na lista vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localizar pessoas procuradas pela Justiça. Ela foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão pelo assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, ocorrido em julho de 2015, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

O nome de Paula está disponível no site oficial da organização, que divulga informações para auxiliar na identificação de pessoas procuradas, incluindo fotografias que mostram mudanças na aparência da mulher desde a época do crime.

Segundo o delegado João Paulo Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a inclusão na lista foi solicitada pela Delegacia de Capturas da Polícia Civil. As equipes seguem realizando diligências para localizar a condenada.

“A Polícia Civil vem realizando diversas diligências para a sua captura, entretanto, a colaboração da sociedade pode ser determinante para isso”, declarou o delegado.

Fotógrafo foi morto com 19 tiros

José Gustavo Bertuol Gargioni foi encontrado morto em julho de 2015, na região da Praia de Paquetá, em Canoas. Conforme as investigações, ele foi atraído para uma emboscada e atingido por 19 disparos de arma de fogo.

De acordo com a acusação, Paula mantinha um relacionamento com o fotógrafo e teria marcado um encontro para atraí-lo até o local do crime. Na época, ela também se relacionava com Juliano Biron da Silva, apontado como coautor do assassinato.

Biron foi condenado em 2020 a 20 anos e oito meses de prisão pela participação no crime.

Condenação ocorreu em segundo julgamento

Paula foi julgada pela primeira vez em dezembro de 2023, quando o Tribunal do Júri a absolveu da acusação de homicídio. O Ministério Público recorreu da decisão e, em abril de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou a realização de um novo julgamento, por considerar que a absolvição contrariava as provas do processo.

O segundo júri ocorreu em 10 de março de 2026, em Canoas. Na ocasião, Paula foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado, considerando motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A mulher não compareceu ao julgamento e já era considerada foragida. Há um mandado de prisão em aberto contra ela. A inclusão na lista vermelha da Interpol busca auxiliar na localização da condenada.

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Policial

Cerca de 40 cães são encontrados em meio a fezes e lama em Gravataí; homem é preso

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Uma operação da Polícia Civil resgatou aproximadamente 40 cães em situação de maus-tratos em uma residência no bairro São Vicente, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação ocorreu na terça-feira, 20, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre comércio ilegal de munições.

No local, os policiais encontraram cães de diferentes raças mantidos em espaços reduzidos e em condições precárias de higiene. Conforme as informações da ocorrência, havia gaiolas enferrujadas, acúmulo de fezes, urina e lama, além de recipientes contaminados pelos dejetos dos animais.

Entre os cães resgatados estavam exemplares das raças pug e shih-tzu. Alguns apresentavam a pelagem suja e emaranhada. Os animais também não teriam acesso adequado a água limpa e alimentação.

Diante das condições encontradas, o responsável pelo imóvel foi preso em flagrante por suspeita de maus-tratos a animais domésticos. A ocorrência foi identificada durante uma investigação que tinha como objetivo inicial apurar o comércio ilegal de munições.

Após o resgate, a Polícia Civil informou que seriam adotadas medidas para garantir a triagem dos cães, o atendimento veterinário e os cuidados necessários. As condições de saúde dos animais deverão ser avaliadas.

A investigação segue os trâmites legais, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.

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