Geral
Aulas presenciais dos anos iniciais do Ensino Fundamental retornam

Conforme já havia sido anunciado pela atual gestão, as Escolas Municipais de Ensino Fundamental de Canoas, anos iniciais, voltaram nesta segunda-feira, 14, às aulas presenciais. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Educação, as EMEFs possuem 15.178 alunos matriculados do 1º ao 5º ano. Somente participam das aulas presenciais as crianças que têm autorização dos responsáveis. Cerca de 10,72% dos matriculados, 1.628 alunos, retornaram neste início para as escolas.
Plano de contingência
De acordo com a Prefeitura, na EMEF Santos Dumont, uma das maiores de Canoas, no bairro Niterói, como em todas as escolas, estão sendo respeitados os procedimentos necessários do plano de contingência para evitar contágio da Covid-19. Termômetro na entrada da escola, distanciamento e protocolos de segurança cumpridos. De acordo com a diretora Patricia Gherardt, a escola, que possui mais de mil alunos, está abrindo as portas de forma organizada. “Antes de iniciarmos as aulas, os professores foram reunidos em cinco grupos, para as orientações do trabalho em tempos de pandemia. Todas as reuniões realizadas de forma espaçada”.
Reuniões com os pais
Miguelina Baldissera, mãe da Valentina, comentou que a diretora realizou com os pais diversas reuniões online, para orientar sobre o trabalho e organização da escola durante a pandemia. “Eu estou tranquila e a Valentina estava pronta, hoje, já às 11h, sendo que a aula dela começa às 13h”, disse, sobre a ansiedade da filha. Michele Batista, mãe da Camile Vitória, comentou que mora no bairro e possui muita confiança no trabalho desenvolvido na Santos Dumont.
Ainda de acordo com o texto divulgado, apesar das escolas estarem equipadas com itens de proteção contra o coronavírus, durante a semana, 44 escolas de Ensino Fundamental receberão até sexta-feira, 18, kits de EPIs, de forma complementar, bem como o Centro de Educação Inclusiva e Acessibilidade de Canoas (CEIA). Na semana passada, foram entregues na Secretaria da Educação 10.660 aventais, 1.640 garrafas de álcool e 100 caixas de máscaras para todas as EMEI.
“Aulas na TV, Canal Aberto” auxilia alunos da rede municipal

Foto: Tony Capellão
Foi divulgado no site da Prefeitura de Canoas o caso da Aline Andrade dos Santos, mãe do Gabriel, que começou a acompanhar as “Aulas na TV, Canal Aberto” com o filho. Ele está no primeiro ano na Escola Rio Grande do Sul e estuda no modelo remoto. O Gabriel tem dificuldade na alfabetização, principalmente de unir as letras consoantes e vogais. Aline pensa que o projeto pode auxiliar o filho, devido a metodologia inovadora. Como a Aline, outra mãe, Leonara Otto Teixeira, vê no programa veiculado na Ulbra TV, uma esperança de ver melhora no desempenho escolar do Ian, que está no segundo ano da escola Santos Dumont, mas não consegue ler, nem escrever. Por isso, a Leonara tem assistido às aulas com ele, no período da manhã.
Programa Pacto Canoas pela Educação
Os dois casos citados acima estão entre outros, de mães que compreendem as dificuldades de seus filhos no que diz respeito à alfabetização, e precisam de complementação e metodologia adequada. Pensando nessa situação, a Prefeitura Municipal de Canoas lançou o Programa Pacto Canoas pela Educação. Ele agrega as “Aulas na TV, Canal Aberto”, transmitido às 9h e às 14h, pela Ulbra TV. A ação é uma parceria entre prefeitura de Canoas, Ulbra TV, Instituto Raiar e Instituto Alfa e Beto.
A Administração Municipal não está medindo esforços para oportunizar, às crianças e adolescentes, a aproximação com as atividades pedagógicas, sejam elas online, de forma impressa, e agora pela Ulbra TV, um canal disponibilizado para quem quiser aprender mais sobre língua portuguesa e matemática. Serão investidos, em seis meses, R$ 252.000,00 no projeto, que pode beneficiar 9.500 alunos, sendo 4.923 do Pacto Canoas pela Alfabetização.
Policial
Operação mira grupo suspeito de fabricar armas com impressoras 3D em Canoas

Uma operação da Polícia Civil realizada na manhã desta quarta-feira, 19, investiga um grupo suspeito de fabricar armas de fogo com o auxílio de impressoras 3D para uma facção criminosa. A ofensiva ocorre em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, com concentração das ações em Canoas.
Ao todo, são cumpridas 20 prisões preventivas e 14 mandados de busca e apreensão. Além de Canoas, as ordens judiciais são executadas em Portão, Eldorado do Sul, Montenegro, Triunfo e São Leopoldo. Até o momento, 13 prisões preventivas foram realizadas, além de duas prisões em flagrante.
A investigação é conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Investigação do Narcotráfico, vinculada ao Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc). A operação, denominada 3D, faz parte da Operação Desarme, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segundo a investigação, o esquema começou a ser descoberto em novembro do ano passado, quando os policiais localizaram uma fábrica clandestina instalada de forma improvisada em uma residência de Canoas. O espaço teria começado a funcionar entre dois e três meses antes de ser encontrado.
O grupo utilizava impressoras 3D para produzir partes das armas, principalmente a estrutura externa feita de plástico rígido. Essas peças eram posteriormente combinadas com componentes metálicos, como canos, molas e mecanismos de disparo. Os criminosos também fabricavam carregadores utilizando a mesma tecnologia.
De acordo com o delegado Wesley Lopes, do Denarc, além do custo reduzido, a utilização das impressoras dificultava a identificação da origem dos armamentos.
As armas produzidas não possuíam numeração ou registro oficial, o que levou os investigadores a classificá-las como “armas fantasmas”. Segundo a polícia, parte dos armamentos era destinada a uma facção criminosa com atuação no Vale do Sinos, enquanto outra parcela era comercializada pelos próprios integrantes do grupo.
Funções dentro do esquema
A investigação aponta que os suspeitos desempenhavam diferentes tarefas dentro da estrutura criminosa. Entre elas estavam a compra de impressoras, matérias-primas e componentes, fabricação e montagem das armas, ajustes, testes, transporte e distribuição.
Os policiais também apuraram que o grupo pretendia instalar uma segunda unidade de produção em Novo Hamburgo.
O uso de impressoras 3D para fabricação de armamentos pela facção já havia sido identificado pela Polícia Civil no início de 2025. Em março daquele ano, quatro impressoras foram apreendidas em um apartamento de São Leopoldo. No imóvel, os agentes também encontraram 59 carregadores de diferentes calibres produzidos com a tecnologia e semelhantes aos modelos convencionais.
Em janeiro de 2025, policiais de Novo Hamburgo já haviam apreendido dois kits Roni fabricados com material plástico. Os equipamentos são utilizados para modificar pistolas e ampliar sua capacidade de emprego.
O desafio para a investigação
A fabricação clandestina de armas sem identificação dificulta o trabalho das forças de segurança porque elimina informações que normalmente podem ser utilizadas para determinar a origem de um armamento.
O rastreamento permite relacionar armas apreendidas a registros, desvios e, em determinadas investigações, a diferentes ocorrências criminais. Sem numeração e documentação, as chamadas “armas fantasmas” reduzem essas possibilidades de identificação e criam um novo obstáculo para as investigações sobre o comércio ilegal e o uso de armamentos por organizações criminosas.
Policial
Menina de 11 anos desaparecida em Canoas é localizada pela Polícia Civil

A Polícia Civil localizou, na tarde desta terça-feira, 18, a menina de 11 anos que estava desaparecida desde segunda-feira, 17, em Canoas.
Segundo a Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, os agentes iniciaram as buscas assim que o desaparecimento foi registrado. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a reconstituir o trajeto da menina, que teria seguido até Cachoeirinha.
Mais de 50 agentes participaram das buscas, entre policiais civis, policiais militares e guardas municipais de Canoas e Cachoeirinha. A menina acabou sendo localizada em Canoas e foi acolhida por policiais civis da DPCA.
De acordo com o delegado Maurício Barison, titular da DPCA, uma escuta especializada foi realizada e não foram identificados indícios de maus-tratos ou de outros crimes contra a criança. Conforme a investigação, o desaparecimento teria sido motivado por um desentendimento familiar relacionado ao uso do celular.
O Conselho Tutelar será acionado para acompanhar a situação familiar.
A Polícia Civil também informou que um repórter de Canoas será investigado por, segundo a corporação, tumultuar as buscas e desacatar uma policial civil ao exigir informações consideradas privilegiadas.
Policial
Mulher morre após queda de janela em Porto Alegre; filho é preso e caso é investigado como possível feminicídio

Uma mulher morreu após cair da janela de um apartamento na Rua Almirante Barroso, no bairro Floresta, em Porto Alegre, durante a madrugada desta terça-feira, 18. A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte e investiga, entre as possibilidades, a hipótese de feminicídio.
O principal suspeito é apontado como filho da vítima. Ele foi preso preventivamente pela Brigada Militar e levado para a 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). A identidade não foi divulgada.
A ocorrência foi inicialmente registrada como violência doméstica por agentes do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM). A mulher foi localizada após a queda e recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu em razão dos ferimentos.
Polícia investiga o que provocou a queda
A Brigada Militar foi acionada pela síndica do condomínio já pela manhã. Segundo o registro policial, ela encontrou marcas de sangue no corredor do prédio e verificou as imagens das câmeras de segurança. As gravações indicariam que uma pessoa caiu da janela por volta das 4h.
Moradores relataram ainda ter ouvido gritos de uma mulher durante a noite. Não houve chamado à polícia no momento em que os fatos teriam ocorrido.
A investigação deverá analisar as imagens do sistema de segurança, ouvir moradores e demais testemunhas e aguardar o laudo do Departamento Médico Legal (DML). O exame deverá contribuir para esclarecer a causa da morte e as circunstâncias da queda.
A partir dessas informações, a Polícia Civil deverá determinar se a mulher caiu acidentalmente, se tirou a própria vida ou se foi empurrada. O resultado da investigação também deverá definir o enquadramento criminal do caso.

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