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12/04/2026
 

Política

Grande Expediente trata de direito e bem-estar animal

Redação

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O Grande Expediente realizado na tarde da última quinta-feira, 10, de autoria do Vereador Cris Moraes (PV) trouxe à casa as pautas relacionadas à proteção, direito e bem-estar animal e as realizações, por parte da Polícia Civil, no combate aos maus-tratos de animais no município de Canoas. Para tratar do assunto, os vereadores receberam o Diretor Regional da Polícia Civil de Canoas, Delegado Mario Souza, a Delegada Tatiana Bastos da 4ª DP de Canoas e Karen Netto, Psicóloga voluntária da 4ª DP.

Segundo Cris Moraes, proponente do requerimento, “o objetivo do grande expediente é que os convidados tragam a público, informações sobre o trabalho realizado na 4ª Delegacia De Polícia em relação aos crimes cometidos contra os animais e também esclarecer sobre o Cartório de Crimes Contra os Animais, assim como o Selo de Delegacia Amiga Dos Animais”.

Tatiana Bastos, Delegada da 4ª DP, é Pós-graduada em Direito Penal e Processual Penal pelo Instituto de Desenvolvimento Cultural – IDC e Especialista em Gestão e Monitoramento de Políticas de Segurança Pública pela UFRGS. A Delegada começou sua fala trazendo o histórico do Cartório de Maus-tratos, criado em julho de 2012, “considerando o grande número de ocorrências noticiando crimes contra os animais, a complexidade de crimes desse gênero e a necessidade de harmonizar o atendimento e a investigação juntamente com os orgãos de proteção aos animais em canoas”, afirmou Tatiana. Em paralelo, trouxe os números da Operação Arca, que foi criada em 2019 e já resgatou 89 pássaros, 84 cães, quinze gatos e um cavalo. Ressaltou também que em abril foram setenta denúncias de maus-tratos, três prisões em flagrante.

Já o Diretor Regional da Polícia Civil de Canoas, Delegado Mário Souza, que é Mestre e Doutorando em Direito e idealizador e coordenador geral da Operação Arca, enalteceu o proponente do grande expediente e contou a história da criação da Operação Arca, pontuando que era uma necessidade latente na cidade em 2019. Falou também da importância do treinamento dos agentes no que tange a identificação da prática dos maus-tratos nas mais diversas ocorrências, sendo elas sobre o assunto ou não. Pontuou também que “maus tratos não é a falta de alimento por não ter dinheiro, é o crime propriamente dito, com intenção de causar sofrimento ao animal”.

A Psicóloga Karen Netto, que além de pós-graduanda em Psicologia Jurídica e Forense, é psicanalista em formação pelo Corpo Freudiano, atua também no Programa “Fale com Elas”, do Ministério Público do RS é voluntária da 4ª DP de Canoas (cartório de combate aos maus-tratos aos animais e cartório de combate aos crimes de intolerância), explicou sobre o perfil criminal dos mau tratantes, comentando as diferenças entre negligência, abuso e crueldade contra animais. Destacou sobre a importância dos profissionais das áreas forenses, comentando sobre a necessidade da vistoria criminal dos praticantes de maus-tratos. Ressaltou também os fatores importantes na hora de avaliar todo o contexto da violência animal.

Segundo Moraes, “é muito importante trazermos o Direito para as discussões sobre a causa animal, complementando o lado utilitarista do bem-estar com uma pegada mais acadêmica e teórica, já que é impossível avançarmos nas políticas públicas para os animais se não tivermos leis severas e métodos de fiscalização eficientes”. “É um grande prazer trazer a Delegada Tatiana, o Delegado Mário e a Psicóloga Karen para esclarecer vários pontos referentes a atuação da Polícia Civil na proteção animal, coisa que muita gente não tem conhecimento, inclusive colegas aqui da Câmara”, afirmou o vereador.

REQUERIMENTOS E PROJETOS DE LEI APROVADOS: 

REQUERIMENTO Nº 163/2021 – Requerimento assinado por todos os vereadores. Solicitam a inclusão na Ordem do Dia do PL PM nº 36/21 que altera a Lei nº 6.415, de 1º de janeiro de 2021.

PROJETO DE LEI – PM Nº 36/2021 – Altera a Lei nº 6.415, de 1º de janeiro de 2021, que trata da reforma administrativa e transforma a então Coordenadoria de Relações Comunitárias em Coordenadoria de Relações Comunitárias e Atendimento ao Cidadão.

O PL traz como justificativa o seguinte texto: “A partir da Reforma Administrativa, que originou a Lei nº 6.415, de 2021, criaram-se os núcleos de governo, que são estruturas ligadas diretamente ao Gabinete do Prefeito, que têm como tarefa coordenar diferentes áreas do Governo de forma transversal, utilizando a estrutura física e humana de diferentes órgãos do Município, possibilitando assim a criação de equipes multidisciplinares de trabalho”.

“Com a criação de um núcleo que trata da participação democrática e cidadã, através de demandas coletivas ou demandas individuais, entende-se que a Coordenadoria de Relações Comunitárias, e agora proposta Coordenadoria de Relações Comunitárias e Atendimento ao Cidadão, será um importante canal para receber as demandas da sociedade e organizar de forma eficaz e acolhedora o atendimento ao cidadão”.

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Política

Cachoeirinha terá nova eleição no próximo domingo após cassação de prefeito e vice

Redação

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Eleitoras e eleitores de Cachoeirinha voltam às urnas neste domingo, 12, para escolher o novo prefeito e vice-prefeito do município. A eleição suplementar foi convocada após a cassação dos mandatos dos gestores eleitos anteriormente.

A data do pleito segue a Resolução nº 443/2026 do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul. Ao todo, 102.143 eleitores estão aptos a votar na cidade, que integra a 143ª Zona Eleitoral. A votação ocorrerá em 277 seções distribuídas por 34 locais.

Quatro chapas disputam a eleição:

Claudine de Lima Silveira e Marco Aurélio Albernaz de Oliveira (PP)

Jussara Maria da Silva e Luis Carlos Azevedo da Rosa (Coligação Compromisso com a Nossa Gente)

Laís Rocha Cardoso e Breno de Oliveira Munhoz (Federação PSOL/REDE)

Tairone Rodrigo Pereira Keppler e Cláudia Azevedo de Oliveira (Federação Brasil da Esperança – PT/PCdoB/PV)

A nova eleição ocorre após a Câmara de Vereadores de Cachoeirinha cassar os diplomas do então prefeito Cristian Wasem Rosa e do vice, Delegado João Paulo. A decisão teve como base acusações de irregularidades fiscais no Instituto de Previdência do município e de atentado contra o Legislativo.

Durante o dia de votação, também será realizado o teste de integridade das urnas eletrônicas. A auditoria, prevista pelo Tribunal Superior Eleitoral, simula uma votação oficial com candidatos reais para verificar a segurança na captação e contabilização dos votos. O procedimento ocorre no plenário do TRE-RS, das 8h às 17h, com transmissão ao vivo pela internet.

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Política

Assembleia do RS aprova auxílio de um salário mínimo para órfãos de feminicídio

Redação

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou o Projeto de Lei nº 471/2023, de autoria da deputada estadual Delegada Nadine, que prevê a criação de um benefício financeiro para crianças e adolescentes que perderam suas mães em casos de feminicídio.

O texto institui o Auxílio RS Ampara, com pagamento mensal de um salário mínimo a beneficiários de até 18 anos. Para ter acesso, é necessário residir no estado, estar matriculado na escola e ter acompanhamento dos serviços de assistência social. Em casos considerados de vulnerabilidade, o auxílio poderá ser estendido até os 24 anos, desde que o jovem esteja cursando o ensino superior. O valor poderá ser ajustado na fase de regulamentação.

Segundo a autora, a proposta busca atender crianças e adolescentes impactados diretamente pela violência. “Estamos falando de crianças e adolescentes que tiveram suas vidas marcadas por uma violência extrema. O Estado precisa estar presente não apenas na repressão ao crime, mas também no cuidado com quem fica. O Auxílio RS Ampara é uma resposta concreta, humana e necessária”, afirmou.

Com a aprovação em plenário, o projeto segue para sanção do Poder Executivo.

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Política

Presidente Lula sanciona leis com tornozeleira para agressores e amplia conceito de violência na Lei Maria da Penha

Redação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou três projetos de lei voltados à ampliação da proteção às mulheres e ao enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio no Brasil. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira, 10.

Um dos principais pontos é o Projeto de Lei nº 2.942/2024, convertido na Lei nº 15.383/2026, que autoriza o uso de monitoração eletrônica de agressores como medida protetiva independente no âmbito da Lei Maria da Penha. A norma permite a utilização de tornozeleiras eletrônicas, com delimitação de área de circulação e emissão de alertas em caso de aproximação da vítima.

A legislação também prevê prioridade para aplicação da medida em situações de risco, aumento de pena em caso de descumprimento e ampliação de recursos destinados a ações de combate à violência contra a mulher.

Outro projeto sancionado, o PL nº 3.880/2024 (Lei nº 15.384/2026), inclui o conceito de violência vicária na legislação brasileira. Esse tipo de violência ocorre quando o agressor atinge pessoas próximas à vítima, como filhos ou familiares, com o objetivo de causar sofrimento ou exercer controle.

A nova lei também tipifica o homicídio vicário no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de reclusão quando o crime for cometido contra pessoas ligadas à vítima nesse contexto. A punição pode ser agravada em casos envolvendo crianças, idosos, pessoas com deficiência, quando ocorre na presença da vítima ou em descumprimento de medidas protetivas.

Completa o conjunto o Projeto de Lei nº 1.020/2023 (Lei nº 15.382/2026), que institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, a ser celebrado anualmente em 5 de setembro.

As medidas atualizam a legislação sobre violência de gênero e introduzem novos mecanismos legais para prevenção, proteção das vítimas e responsabilização de agressores.

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