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27/03/2026
 

Saúde

Prefeitura intervém no HNSG e garante que nenhum setor vai fechar

Redação

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Conforme o jornal Timoneiro informou na edição anterior, no dia 23 de outubro o prefeito Luiz Carlos Busato decretou  a requisição da gestão do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG). Na prática, a medida funciona como uma intervenção direta da administração municipal para regularizar os atendimentos e afastar a possibilidade de fechamento da Emergência do HNSG.

Já no sábado, 24, o prefeito Luiz Carlos Busato e uma comitiva da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foram ao hospital para verificar as condições de funcionamento e as medidas que precisam ser tomadas para garantir a continuidade dos atendimentos. A Prefeitura anunciou que a administradora de requisição, ou seja, quem vai estar à frente da intervenção, será a Secretária Adjunta da SMS, Fernanda Fernandes.

À equipe de reportagem do jornal Timoneiro, Fernanda reforçou que não apenas a Emergência, mas qualquer setor do HNSG não corre mais risco de fechamento. A prioridade a partir deste período de intervenção da Prefeitura é, como já havia sido informado por Busato na última semana, tomar as medidas necessárias para que o hospital continue atendendo a população com qualidade. Estas medidas incluem, por exemplo, a regularização do estoque de medicamentos e insumos e dos pagamentos dos profissionais de saúde.

A instituição, que é privada, passa há décadas por problemas financeiros e administrativos. No ano passado, a Prefeitura de Canoas solicitou, junto do Ministério Público Estadual, a troca da gestão do HNSG para evitar o fechamento do hospital. No entanto, mesmo com a nova administração, os problemas voltaram a se repetir. Agora, como única solução para evitar o colapso da instituição e atender com qualidade os cidadãos canoenses, a prefeitura buscou uma requisição no HNSG.

Os recentes anúncios de quais são as prioridades da prefeitura a partir da intervenção, tanto em relação aos insumos quanto à regularização do pagamento dos profissionais, chegam em momento adequado. Estes pontos figuravam entre as principais reivindicações das entidades que representam as categorias que compõem a equipe do HNSG.

A situação do Hospital Nossa Senhora das Graças estava tão preocupante antes do anúncio da intervenção da Prefeitura que o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) chegou a emitir uma nota a respeito da situação do hospital, que estava, naquele momento, correndo risco de fechar sua emergência. Na ocasião a entidade médica reforçou a necessidade urgente de melhorias nas condições de trabalho dos médicos daquele hospital e, essencialmente, na disponibilidade de medicamentos e insumos para atendimentos e tratamento aos pacientes.

HNSG

O Hospital Nossa Senhora das Graças é um centro de referência em saúde na região metropolitana de Porto Alegre. Atende mais de 700 pacientes por dia no Pronto Atendimento/SUS e na Emergência para Convênios e Particulares. Possui ampla e qualificada área destinada ao atendimento de convênios e particulares, com excelência e qualidade. É referência para mais de 130 municípios da região.

Dado o tamanho da sua importância para Canoas e para a Região Metropolitana, conforme os números evidenciam, o fechamento da emergência do hospital, caso se concretizasse, traria grandes prejuízos à população.

Intervenção municipal trouxe melhorias ao HMC e ao HPSC

Em 2018, a Prefeitura de Canoas realizou uma intervenção no HPSC e no Hospital Municipal de Canoas. O município irá comunicar o Ministério Público desta requisição. A partir do processo de intervenção, a Prefeitura de Canoas conseguiu quitar boa parte das dívidas, colocou os salários dos profissionais em dia, pagou fornecedores e retomou os atendimentos. Além disso, durante o processo, o Hospital Municipal de Canoas (que antes era conhecido como Hospital Universitário) passou por uma grande reforma, que abrangeu todos os andares, e propiciou o aumento de leitos pelo Sistema Único de Saúde. Graças à efetividade deste trabalho, o hospital virou referência estadual para o combate ao coronavírus.

No período da intervenção, o Hospital Municipal de Canoas (HMC) ganhou 200 novos leitos clínicos, que foram possibilitados com a conclusão da reforma de dois andares que estavam fechados há mais de quatro anos. Além disso, o HMC passou a contar também neste período com a clínica de Saúde de Saúde da Criança e com a Clínica de Saúde da Mulher. Mais detalhes sobre o funcionamento das clínicas podem ser conferidos na página ao lado.

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Saúde

Hospital Universitário realiza primeiro mutirão do programa Agora Tem Especialistas neste sábado

Redação

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Hospital Universitário realiza primeiro mutirão do programa Agora Tem Especialistas neste sábado

O Hospital Universitário de Canoas promove, neste sábado. 21, o primeiro mutirão de atendimentos do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Governo Federal que busca ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias especializadas.

A ação ocorre das 8h às 12h na instituição e deve atender 75 pacientes que aguardam por procedimentos nas áreas de cirurgia geral, obstetrícia e ginecologia. de acordo com a gestão municipal, os pacientes serão previamente contatados pela equipe do hospital. Durante o mutirão, os usuários já passarão por consulta médica e realizarão os exames pré-operatórios necessários. Na sequência, ao longo da semana, serão chamados para avaliação clínica final e encaminhamento para o agendamento das cirurgias.

A iniciativa tem como objetivo agilizar o fluxo de atendimento e reduzir o tempo de espera na fila por procedimentos cirúrgicos, garantindo mais resolutividade e cuidado aos pacientes.

O prefeito Airton Souza ressalta que a administração municipal vem trabalhando para garantir o bom funcionamento da rede de saúde de Canoas e o atendimento de toda a demanda.

“O mutirão vai atender pacientes que a gente sabe que estão esperando por procedimentos importantes. É uma ação que vai ajudar muito a reduzir as filas de espera em Canoas e reduzir o tempo de espera em várias especialidades.”

Já o CEO da Associação Saúde em Movimento, Claudio Vitt, destaca a importância da iniciativa para a qualificação do atendimento.

“A nossa prioridade é facilitar a vida do paciente e fazer com que eles se sintam acolhidos dentro do HU. Foi tudo organizado para que aconteça de forma simultânea, mas não é só agora. Teremos uma continuidade destes atendimentos e mais mutirões já estão sendo organizados”, afirma.

O Hospital Universitário de Canoas é o primeiro do Rio Grande do Sul a receber e implementar o programa, consolidando-se como referência na ampliação do acesso a serviços especializados e na redução de filas de espera.

 

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Saúde

Anvisa proíbe nesta quinta-feira, 19, lotes de fórmula infantil Aptamil após detecção de toxina

Redação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira, 19, a proibição da comercialização, distribuição e uso de lotes da fórmula infantil Aptamil Premium 1 (800g), fabricada pela Danone. A medida foi adotada após a própria empresa comunicar o recolhimento voluntário do produto.

De acordo com a Resolução (RE) nº 1.056/2026, publicada no Diário Oficial da União, análises realizadas pelo fabricante identificaram a presença da toxina cereulida em unidades do produto, indicado para recém-nascidos de até seis meses.

Os lotes afetados e que devem ser retirados do mercado são: 2026.09.07 (fabricado em 08/03/2025), 2026.10.03 (fabricado em 03/04/2025) e 2026.09.09 (fabricado em 10/03/2025).

A cereulida é uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. A ingestão de alimentos contaminados pode provocar sintomas como vômito persistente, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão de movimentos e dificuldade de reação.

A Anvisa orienta que consumidores que possuam a fórmula Aptamil Premium 1 (800g) verifiquem o número do lote na embalagem. Caso o produto pertença aos lotes indicados, ele não deve ser consumido. Os demais lotes não foram afetados.

Para informações sobre troca ou devolução, a recomendação é entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Danone, disponível na embalagem.

Em casos de ingestão do produto e surgimento de sintomas, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente, informando o alimento consumido e, se possível, apresentando a embalagem do produto.

Acesse a RE 1.056/2026 no Diário Oficial da União (DOU).

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Saúde

Hospital Moinhos de Vento lança projeto Recomeçar para apoio psicológico a vítimas das enchentes no RS

Redação

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Quase dois anos após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, o Hospital Moinhos de Vento lançou o projeto Recomeçar, iniciativa voltada ao atendimento psicológico de pessoas afetadas pelas tragédias climáticas. A proposta utiliza o protocolo Enfrentando Problemas+, da Organização Pan-Americana da Saúde, com foco na redução de transtornos como ansiedade, depressão e estresse pós-traumático. A previsão é que o programa siga até dezembro de 2026, com meta de triar e avaliar até 10 mil pessoas no Estado.

A iniciativa surge diante dos impactos duradouros causados por desastres naturais. De acordo com o psiquiatra Christian Kieling, do hospital, as populações atingidas apresentam maior risco de desenvolver problemas de saúde mental, especialmente após perdas materiais e deslocamentos forçados.

Além dos transtornos mais conhecidos, o projeto também investiga um fenômeno recente, chamado ansiedade climática.

“Temos um instrumento focado em um conceito novo chamado ansiedade climática. É algo que há poucos anos tem se estudado de maneira mais sistemática. Não é a ansiedade generalizada, que em psiquiatria e psicologia estudamos há mais tempo, mas sim uma ansiedade direcionada a preocupações em relação às mudanças climáticas”, explica Kieling.

Para ampliar o alcance, o Recomeçar foi estruturado em três etapas: pré-triagem, avaliação de sintomas e encaminhamento para suporte psicológico. A fase inicial utiliza questionários padronizados, que podem ser respondidos de forma online, por telefone ou presencialmente, facilitando o acesso de diferentes públicos.

Participantes com maior nível de sofrimento emocional serão convidados para uma intervenção psicológica baseada no protocolo da Organização Mundial da Saúde.

“O protocolo consiste em uma intervenção psicológica de baixa intensidade que oferece ferramentas práticas que empoderam o indivíduo para lidar com o estresse e o sofrimento emocional de maneira mais saudável”, destaca o psiquiatra.

O acompanhamento prevê cinco encontros por teleatendimento, realizados por vídeo e supervisionados por psicólogos. Segundo Kieling, o modelo permite atingir um número maior de pessoas com bons resultados.

“A evidência na literatura mostra que a gente já consegue atender boa parte da população, mesmo com uma intervenção breve, a gente já pode melhorar bastante a qualidade de vida e a saúde mental de muita gente”, afirma.

Casos mais graves ou que demandem acompanhamento contínuo serão encaminhados para atendimento na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

O programa é destinado a pessoas a partir dos 16 anos. Kieling explica que a definição segue critérios do protocolo internacional.

“A gente resolveu flexibilizar a partir dos 16, porque a gente entende que dá para um adolescente mais velho fazer parte, mas a própria OMS não validou tão bem ainda os protocolos para crianças”, justifica.

Além do atendimento, o projeto também pretende gerar dados para estudos científicos e contribuir na formulação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento de desastres climáticos no país.

Para participar, os interessados devem preencher um formulário de triagem. Após essa etapa, a equipe do projeto entra em contato para dar continuidade ao atendimento.

Link do Formulário: Clique aqui

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