Saúde
Marcação de consultas médicas poderá ser feita por aplicativo

Entra em funcionamento na próxima quinta-feira, 1º de outubro, um aplicativo da Prefeitura de Canoas que possibilita à população agendar consultas de atenção básica, ou seja, em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Clínicas de Saúde da Família (CSFs), através do celular. Além disso, a funcionalidade também vai permitir acompanhar as solicitações de exames, checar a situação do calendário vacinal e conferir o histórico de acesso a cada um desses serviços. Inicialmente o aplicativo estará disponível para usuários do sistema Android. Além disso, o site (http://sistemas.canoas.rs.gov.br/portalsaude) também oferecerá acesso às mesmas funções.
Funcionamento
Tanto no aplicativo quanto no site, é necessário atualizar dados cadastrais para receber um usuário e senha. A partir da obtenção deste login, todos os serviços citados ficam disponíveis. Mesmo com a nova facilidade, o agendamento presencial segue ocorrendo normalmente nas UBSs. O aplicativo não representou custos ao município e vem sendo testado desde o fim de 2019. No entanto, era necessário que todos os contatos dos pacientes fossem atualizados nos sistemas da Secretaria da Saúde para operacionalização da ferramenta, trabalho que vem sendo feito desde o início do ano. Agora, com mais de 30 mil pacientes cadastrados, o aplicativo será colocado em funcionamento.
Histórico
Os sistemas de marcação de consulta para os usuários do sistema de saúde de Canoas tem um histórico problemático. Implantado pela prefeitura durante a gestão do ex-prefeito Jairo Jorge, o sistema de teleagendamento permitia que as pessoas realizassem a marcação de consultas através do telefone. No período em que foi implantado, o sistema ainda poderia ser enquadrado como inovador, já que telefones fixos ainda eram bastante funcionais na época e parecia uma boa alternativa para as longas filas dos postos de saúde. Na prática, o sistema só escondeu as filas e as pessoas passavam horas na linha para, muitas vezes, sequer serem atendidas ou receberem a informação de que o médico desejado não tinha agenda aberta.
Atualmente considerado uma tecnologia defasada, o teleagendamento foi extinto pela atual administração da prefeitura, que colocou em prática um sistema de acolhimento nas unidades de saúde e agora este novo aplicativo para marcação de consultas.
Saúde
Ypê pede chave PIX para reembolsar consumidores após suspensão de produtos pela Anvisa

A fabricante Ypê começou a solicitar a chave PIX de consumidores que compraram produtos suspensos pela Anvisa após a identificação de possível contaminação bacteriana em mais de 100 lotes da marca.
A suspensão foi mantida por decisão unânime da agência na sexta-feira, 15, e atinge produtos do chamado “lote final 1”. Segundo a empresa, os consumidores podem solicitar o ressarcimento por meio de um formulário disponível no site oficial da fabricante.
Para realizar o pedido, é necessário informar a chave PIX, além de dados pessoais como nome completo, CPF, telefone e endereço. A medida faz parte do processo de devolução dos valores pagos pelos itens afetados pela determinação da Anvisa.
Saúde
Anvisa mantém suspensão de produtos da Ypê por risco de contaminação microbiológica

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária manteve, por unanimidade, a suspensão da fabricação, distribuição e venda de diversos produtos da Ypê por risco de contaminação microbiológica. A decisão foi confirmada nesta sexta-feira, 15, após a empresa apresentar recurso contra a resolução publicada no início de maio.
A medida vale apenas para produtos cujos lotes terminam com o número 1. Entre os itens afetados estão detergentes, desinfetantes e sabões líquidos para roupas.
Durante a sessão da Diretoria Colegiada, transmitida ao vivo no canal oficial da Anvisa no YouTube, os diretores afirmaram que as ações adotadas pela fabricante ainda não foram suficientes para eliminar os riscos sanitários identificados. O diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, destacou que a empresa possui um “histórico recorrente de contaminação microbiológica”.
“Os riscos sanitários identificados ainda não foram totalmente reparados”, afirmou Safatle durante o julgamento.
A Química Amparo, responsável pela marca Ypê, informou em nota que solicitou que o julgamento ocorresse de forma pública, abrindo mão do sigilo do processo.
As sanções contra a empresa foram aplicadas pela Anvisa no último dia 7 de maio, após inspeção realizada entre os dias 27 e 30 de abril na fábrica da companhia, localizada em Amparo. Segundo a agência, foram encontradas falhas graves no sistema de garantia de boas práticas de fabricação.
Saúde
Hospital Universitário de Canoas realiza 751 cirurgias de catarata em mutirão do SUS

O Hospital Universitário de Canoas concluiu nesta quinta-feira (14) a primeira edição do Programa Nova Visão, mutirão oftalmológico que realizou 751 cirurgias de catarata em pacientes do SUS de Canoas. A ação foi promovida pela Associação Saúde em Movimento, gestora do hospital, com apoio da Prefeitura de Canoas, do Grupo Hospitalar Conceição, por meio do programa Agora Tem Especialistas, e do Governo Federal.
O mutirão também contabilizou 1.619 consultas e 10.916 exames oftalmológicos.
Os atendimentos clínicos ocorreram entre os dias 6 e 9 de maio, enquanto os procedimentos cirúrgicos foram realizados entre os dias 11 e 13. Nesta etapa, foram priorizados pacientes com mais de 60 anos que aguardavam na fila de regulação do SUS.
Segundo dados divulgados pelo hospital, a fila para atendimentos oftalmológicos em Canoas era de 10.512 pessoas no início da ação. Os atendimentos realizados representam redução de 15,4% desse total.
O prefeito de Canoas, Airton Souza, comentou os atendimentos realizados.
“Foram muitas consultas, exames e cirurgias, dando dignidade novamente para as pessoas enxergarem. Estamos cuidando das pessoas e cumprindo a nossa missão.”
O CEO da Associação Saúde em Movimento (ASM), Cláudio Vitti, destacou o impacto da ação.
“Poder trazer para o HU algo tão grandioso, que consiga impactar e fazer a diferença na vida de tantos pacientes em tão pouco tempo, é algo que eu sempre sonhei e idealizei. É devolver dignidade para as pessoas, permitir que elas voltem a enxergar e tenham ainda mais qualidade de vida”, afirmou.
Vitti também relatou um dos casos acompanhados durante o mutirão.
“Conversei com diversos pacientes que aguardavam há mais de um ano sem conseguir enxergar adequadamente. Mas uma história me tocou de forma especial: uma paciente estava há cinco anos sem enxergar do olho direito e, em apenas dois minutos de cirurgia, tudo mudou. O procedimento foi realizado e a visão dela restaurada”, disse.
A superintendente do hospital, Tatiani Pacheco, afirmou que mais de 90% dos pacientes atendidos tinham encaminhamento para cirurgia nos dois olhos.
“Isso demonstra de forma muito clara o tamanho da demanda reprimida e o quanto iniciativas como essa são importantes para ampliar o acesso da população aos procedimentos especializados”, explicou.
Segundo ela, inicialmente foi realizada a cirurgia de apenas um dos olhos para ampliar o número de pacientes atendidos nesta primeira etapa.
“A segunda edição do Programa Nova Visão já nasceu durante o primeiro mutirão. Logo nos primeiros dias percebemos a necessidade de continuidade, porque praticamente todos os pacientes atendidos eram idosos e apresentavam dificuldades severas de visão”, ressaltou.
A próxima edição do mutirão está prevista para a segunda quinzena de agosto. Nesta nova etapa, devem ser realizadas as cirurgias do segundo olho dos pacientes já atendidos, além dos procedimentos de pessoas que passaram por consulta, mas ainda não realizaram cirurgia.
O diretor técnico do hospital, Fernando Farias, afirmou que a ausência de pacientes agendados segue sendo um dos principais desafios enfrentados pela instituição.
“Chamamos mais de dois mil pacientes nos quatro dias de atendimento e, mesmo assim, mais de 400 pessoas confirmadas não compareceram. Isso acaba tirando a oportunidade de outros pacientes que também aguardam por atendimento”, afirmou.
O médico também reforçou a importância do aviso prévio em caso de impossibilidade de comparecimento.
“Quando o paciente avisa que não poderá vir, conseguimos chamar outra pessoa da fila e ampliar ainda mais a assistência para quem precisa”, completou.

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