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03/02/2026
 

Saúde

Marcação de consultas médicas poderá ser feita por aplicativo

Redação

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Entra em funcionamento na próxima quinta-feira, 1º de outubro, um aplicativo da Prefeitura de Canoas que possibilita à população agendar consultas de atenção básica, ou seja, em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Clínicas de Saúde da Família (CSFs), através do celular. Além disso, a funcionalidade também vai permitir acompanhar as solicitações de exames, checar a situação do calendário vacinal e conferir o histórico de acesso a cada um desses serviços. Inicialmente o aplicativo estará disponível para usuários do sistema Android. Além disso, o site (http://sistemas.canoas.rs.gov.br/portalsaude) também oferecerá acesso às mesmas funções.

Funcionamento

Tanto no aplicativo quanto no site, é necessário atualizar dados cadastrais para receber um usuário e senha. A partir da obtenção deste login, todos os serviços citados ficam disponíveis. Mesmo com a nova facilidade, o agendamento presencial segue ocorrendo normalmente nas UBSs. O aplicativo não representou custos ao município e vem sendo testado desde o fim de 2019. No entanto, era necessário que todos os contatos dos pacientes fossem atualizados nos sistemas da Secretaria da Saúde para operacionalização da ferramenta, trabalho que vem sendo feito desde o início do ano. Agora, com mais de 30 mil pacientes cadastrados, o aplicativo será colocado em funcionamento.

Histórico

Os sistemas de marcação de consulta para os usuários do sistema de saúde de Canoas tem um histórico problemático. Implantado pela prefeitura durante a gestão do ex-prefeito Jairo Jorge, o sistema de teleagendamento permitia que as pessoas realizassem a marcação de consultas através do telefone. No período em que foi implantado, o sistema ainda poderia ser enquadrado como inovador, já que telefones fixos ainda eram bastante funcionais na época e parecia uma boa alternativa para as longas filas dos postos de saúde. Na prática, o sistema só escondeu as filas e as pessoas passavam horas na linha para, muitas vezes, sequer serem atendidas ou receberem a informação de que o médico desejado não tinha agenda aberta.

Atualmente considerado uma tecnologia defasada, o teleagendamento foi extinto pela atual administração da prefeitura, que colocou em prática um sistema de acolhimento nas unidades de saúde e agora este novo aplicativo para marcação de consultas.

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Saúde

Simers aciona Ministério Público por falta de pediatra no HU de Canoas e hospital nega desassistência

Redação

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Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) acionou o Ministério Público neste domingo, 1º de fevereiro, por causa da ausência de médico pediatra no alojamento conjunto do Hospital Universitário de Canoas.

Segundo o Simers, a situação coloca recém-nascidos em risco imediato, já que, conforme o sindicato, o setor estaria há dois dias sem profissional responsável.

A entidade afirma que bebês nascidos nas últimas 48 horas não teriam passado por avaliação médica adequada após o parto e o período de recuperação. Para o Simers, o problema reflete um cenário de fragilização do atendimento no hospital, que já vinha sendo denunciado pelo sindicato.

No ofício enviado à Promotoria de Justiça de Canoas, o Simers pediu uma inspeção urgente na unidade para garantir a segurança dos pacientes, proteger a atuação dos médicos e assegurar atendimento digno à população. O sindicato também lembrou que residentes estão paralisados desde a última quinta-feira, 29, em protesto por melhores condições de trabalho e atendimento.

Hospital nega desassistência e diz que atendimento seguiu normal
Em resposta às acusações, a direção do Hospital Universitário de Canoas e a Associação Saúde em Movimento (AMS), gestora da unidade, divulgaram nota oficial contestando o Simers.

Segundo o hospital, não houve interrupção de atendimento no Centro Obstétrico nem nos setores de Pediatria. A gestão garante que havia número suficiente de pediatras e intensivistas pediátricos em todas as áreas.

Para sustentar essa posição, o HU apresentou dados do fim de semana. Entre sexta-feira, 30 de janeiro e domingo, 1º de fevereiro, foram realizados 23 partos e 73 atendimentos no pronto atendimento obstétrico. O hospital informou ainda que 5 bebês receberam alta do alojamento conjunto entre sexta, 30, e sábado, 31, o que, segundo a gestão, comprova o funcionamento regular dos serviços.

Sobre a menor presença de residentes em alguns setores, o HU atribuiu a situação à paralisação iniciada na quinta-feira, 29, e afirmou que o movimento foi incentivado pelo sindicato. A direção disse que poderá recorrer à Justiça para garantir o atendimento mínimo previsto em lei durante a greve.

Por fim, o hospital garantiu que nenhum recém-nascido ficou sem avaliação médica e que todos receberam atendimento conforme suas necessidades.

O Ministério Público agora analisa o caso.

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Saúde

Simers solicita descredenciamento da residência em cirurgia geral do HU de Canoas e anuncia paralisação

Redação

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O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) enviou, na terça-feira, 27, um ofício à Comissão Estadual de Residência Médica (CEREM-RS), com cópia à Comissão Nacional, solicitando o descredenciamento do programa de residência em cirurgia geral do Hospital Universitário (HU) de Canoas. Segundo o documento, existem deficiências na formação dos residentes e falta de condições adequadas para o desenvolvimento das atividades previstas no programa.

O pedido foi protocolado às vésperas de uma paralisação de residentes de diversas especialidades, aprovada em assembleia geral extraordinária. De acordo com o Simers, os residentes relataram situações que comprometem a qualidade da formação médica e a segurança no atendimento à população. O sindicato destaca que a solicitação de encerramento de um programa de residência é uma medida excepcional, adotada em razão da gravidade do cenário identificado.

Cremers realiza visita ao hospital
Em resposta à situação, a CEREM-RS e a Comissão Nacional de Residência Médica agendaram uma visita técnica ao hospital para avaliar as condições dos programas de residência. Paralelamente, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) realizou, na quarta-feira, 28, uma vistoria no HU, como parte do acompanhamento da saúde no município de Canoas, que enfrenta dificuldades há vários meses. O conselho informou que a inspeção visa verificar presencialmente as condições de trabalho médico e de atendimento aos pacientes.

Simers cobra direção do HU por atraso nos pagamentos
Na quinta-feira, 29, representantes do Simers se reuniram com a direção do HU e a Associação Educacional Luterana do Brasil (Aelbra), mantenedora da Ulbra, para tratar da paralisação e das condições dos programas de residência. O presidente do Simers, Marcelo Matias, cobrou da Associação Saúde em Movimento (ASM), gestora do hospital, o pagamento de médicos e melhores condições de trabalho.
Segundo Matias, a atraso no pagamento de honorários resultou na saída de profissionais, prejudicando a composição das escalas e inviabilizando a manutenção de preceptores e anestesistas, o que afeta diretamente a residência em cirurgia geral. Ele também destacou outras irregularidades, como médicos sem registro de especialidade e profissionais que precisam se dividir entre setores, como a UTI Neonatal e a sala de parto, comprometendo a segurança do atendimento.

Contraponto
O Timoneiro procurou a Prefeitura de Canoas para se manifestar sobre o tema, que disse que a Associação Saúde em Movimento que reponde pelo HU. Também procurado, até o fechamento desta edição a entidade gestora do HU não havia se manifestado sobre o assunto.

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Saúde

Anvisa proíbe venda de tirzepatida irregular e suspende comercialização de retatrutida no Brasil

Redação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a comercialização de injeções de tirzepatida das marcas Synedica e TG, que vinham sendo vendidas no Brasil sem registro e ficaram conhecidas como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.

A autarquia também suspendeu todas as vendas de retatrutida no país. A substância ainda está em fase de testes clínicos, não teve aprovação para uso em nenhum país e não possui registro junto à Anvisa.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 21. Conforme a resolução, ficam proibidas a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso dos produtos em todo o território nacional. Segundo a agência, a qualidade, a eficácia e a segurança dessas substâncias não foram avaliadas, o que pode representar riscos à saúde.

De acordo com a divulgação, foi constatada a divulgação e oferta dos produtos sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa, fabricados por empresa desconhecida e promovidos por perfis em redes sociais como @tirzepatida.oficial, @albertotirzepatida e @retatrutida1.

A norma estabelece ainda que as ações de fiscalização se aplicam a pessoas físicas, jurídicas e também a veículos de comunicação que comercializem ou divulguem os produtos proibidos.

Atualmente, a única formulação de tirzepatida autorizada pela Anvisa é o medicamento Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly, indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A retatrutida não foi submetida para análise regulatória no Brasil.

Em novembro do ano passado, a Anvisa já havia reforçado que medicamentos sem registro não podem ser vendidos ou utilizados no país, com a publicação de proibições específicas para outros produtos irregulares, como T.G. 5, Lipoless, Lipoless Éticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar.

Na ocasião, a agência informou que as medidas foram adotadas diante do aumento de evidências de propaganda e comercialização irregulares, inclusive pela internet, prática proibida pela legislação brasileira.

A Anvisa também alertou que esses produtos não podem ser trazidos do exterior. Medicamentos sem registro só podem ser importados de forma excepcional, para uso pessoal, mediante prescrição médica e cumprimento de critérios específicos. No caso de produtos com proibição expressa, essa possibilidade também fica suspensa.

Segundo a agência, o uso de medicamentos não aprovados dificulta a rastreabilidade em situações de eventos adversos e impede a adoção de medidas regulatórias necessárias para a proteção da saúde da população.

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