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18/04/2026
 

Geral

Dia do Comerciante mostra retrato desafiador em meio à pandemia

Redação

Publicado

em

Por Simone Dutra

Neste dia 16 de julho, data do calendário em que se celebra o Dia do Comerciante, o Timoneiro conversou com canoenses que vêm enfrentando a crise provocada pela pandemia do novo coronavírius, que colocou a cidade de Canoas na bandeira vermelha do sistema de distanciamento controlado pelo governo estadual.

Para Leandro, proprietário do lendário Restaurante Café Amadeu, localizado no coração de Canoas (Av. Victor Barreto, 2648 – Centro), a situação está muito ruim. Por telefone, ele contou que tem trabalhado apenas com 20% da sua capacidade de atendimento e que teve que diminuir a carga horária e afastar alguns funcionários. “Por enquanto, ainda não demitimos ninguém, mas se esta situação continuar, talvez tenhamos que fazer isto”, relatou.

Momento desafiador

Leandro, que admite ter na essência do empreendimento um local de encontro, no qual muitos iam tomar café da tarde todos os dias, diz que sobreviver desse sistema de drive-thru é desanimador. “Em muitos momentos, tenho vontade de desistir”, confessa.

Apesar das dificuldades, o Amadeu segue entregando lanches através do aplicativo Ifood e pelo telefone 3031-3220.

A realidade da diarista Jucinara Nunes não é diferente. A canoense do bairro Harmonia conta que está sem trabalho. “Muito difícil para todos nós da categoria. Estou me virando, ficando com meus netinhos para minhas filhas trabalharem, é o que mantém meu sustento básico. Tenho colegas conhecidas que estão passando necessidades de verdade, tipo sem comida alguma, dependendo da bondade dos outros”, acrescenta.

CICS classifica comerciantes como “guerreiros”

A vice-presidente de Comércio da Câmara de Indústria e Comércio e Serviços de Canoas (CICS), Ellen Neumann Bitencourt, destaca a garra dos empreendedores canoenses, que apesar do momento inesperado, vêm se reinventando, e aposta na conduta exemplar dos profissionais, que precisam trabalhar: “Com certeza queremos preservar vidas, mas com saúde econômica das nossas empresas. E os lojistas estão seguindo os protocolos com segurança, com uso de máscaras, com números corretos de clientes dentro dos estabelecimentos, e higiene, ou seja, estes comerciantes se preocupam com a saúde de seus clientes, colaboradores e a sua própria”, enfatizou Ellen.

Para a vice-presidente, é com tristeza que muitos estão sendo obrigados a demitirem funcionários, mas que o momento é de aprendizado diário na busca de novas maneiras de divulgação e comercialização. “Acreditamos que vamos passar por isso e desejamos que nos meses que vêm mais lojas reabram e que todos se reergam usando sua criatividade, para juntos vencermos esta etapa”, concluiu.

Apoio a entidades empresariais para enfrentar a crise

A Câmara dos Dirigentes Lojistas de Canoas (CDL), em parceria com a Universidade La Salle, e com o apoio da Prefeitura, está disponibilizando três programas aos empresários do município, todos de forma gratuita e totalmente on-line.

Programas

O programa Insight – Apoio de Gestão, iniciativa da CDL Jovem, tem o objetivo de promover troca de ideias, sensibilização para novas soluções e geração de insights para resolver problemas. São realizados webinars com especialista sobre temas como vendas, finanças, tecnologia, marketing, entre outros. O programa também contempla a participação em grupo de WhatsApp com especialistas e três meses de consultoria através do Núcleo Sinergia Consultoria e Negócios, empresa de Consultoria Júnior da Universidade La Salle.

O Programa Daqui, que está sendo lançado, tem a finalidade de promover o consumo local. Para isso, a CDL disponibiliza um site para que as empresas possam se cadastrar, por categorias, e compor um catálogo do comércio. Assim, os canoenses poderão acessar a ferramenta e buscar os produtos e serviços da cidade. O Daqui foi criado por integrantes da diretoria e dos grupos CDL Jovem e CDL Mulher Empreendedora.

A terceira iniciativa, Canoas Startups, visa o fomento do empreendedorismo, que se torna ainda mais relevante neste período de pandemia. O programa, em parceria com a Universidade La Salle, oferece uma série de capacitações para que ideias embrionárias se desenvolvam e virem novos negócios para Canoas. As inscrições abrem no dia 20 de julho.

Para mais informações acesse: https://www.cdlcanoas.com.br ou entre em contato pelo Whatsapp Business (51) 3462.2321.

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Policial

Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

Redação

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.

A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.

Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.

De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.

O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.

Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.

O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.

A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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Policial

Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

Redação

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em

Foto: Redes Sociais

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.

A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.

Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.

De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.

Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.

Investigação

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.

Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.

A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.

A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.

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Policial

Ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio é preso em operação que investiga fraude em licitações

Redação

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Foto: Polícia Civil

O empresário e ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso preventivamente pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, 17, durante a Operação Effluxus. O mandado foi cumprido na residência dele, na zona norte da Capital.

A ação investiga um suposto esquema de fraude em licitações públicas e ocultação de controle empresarial em contratos ligados a serviços de desobstrução de redes pluviais e esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos.

Prisões, buscas e bloqueios

Além da prisão, a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, incluindo endereços de familiares do investigado, como três filhas e um irmão. Dois outros filhos também são alvo de apuração. A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões em ativos financeiros, além da indisponibilidade de imóveis e veículos, e a suspensão do direito de contratar com o poder público dos investigados.

Durante a operação, um dos filhos do ex-vereador foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ele estava em uma das sedes empresariais alvo das buscas e poderá ser liberado mediante fiança.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por fraude à licitação, associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e falsidade material.

Como funcionava o esquema

De acordo com as apurações, o esquema teria sido estruturado a partir das empresas Limpservice Prestação de Serviços e Safety Ambiental, que atuariam como parte de um mesmo grupo econômico. A investigação aponta que ambas participavam de licitações de forma combinada, simulando concorrência.

A Limpservice teria vencido todas as cinco contratações identificadas, enquanto a Safety aparecia como concorrente derrotada, com propostas mais altas. Nenhuma das empresas está formalmente em nome de Gringo, mas a Polícia Civil afirma haver indícios de que ele seria o controlador, utilizando intermediários.

A Limpservice está registrada em nome de um dos filhos do investigado, enquanto a Safety já esteve vinculada a um irmão dele e a outro homem apontado como empregado. Uma terceira empresa, a MJM Serviços de Limpeza, registrada em nome do ex-vereador, também é citada na investigação.

Licitações sob suspeita

As licitações sob suspeita envolvem contratos com a Polícia Penal e prefeituras de Capão da Canoa, Gramado, Gravataí e Osório, entre 2024 e 2025, somando cerca de R$ 2,5 milhões.

A Polícia Civil aponta ainda indícios de confusão patrimonial e operacional entre as empresas, como uso compartilhado de e-mails, reconhecimento de dívidas e ações trabalhistas envolvendo os mesmos funcionários. Também foi identificado o uso de estrutura tecnológica ligada ao investigado para participação em disputas eletrônicas de licitações.

Tentativa de obstrução e dumping social

Em depoimento, uma ex-funcionária relatou ter sido pressionada a receber R$ 2 mil para não prosseguir com denúncias relacionadas ao caso.

O inquérito também apura a prática de “dumping social”, com possível redução de custos por meio de descumprimento de direitos trabalhistas.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação identificou um esquema estruturado que afetava diretamente a concorrência e trabalhadores envolvidos nos contratos.

Contratos com o Dmae

A Polícia Civil também aponta que o ex-vereador manteve contratos com o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) durante o período em que exercia mandato, por meio de empresas sob suspeita de controle indireto. Um desses contratos, de R$ 3,6 milhões, envolvia transporte e distribuição de água potável. Há ainda registros de pagamentos ao investigado por serviços prestados via outra empresa citada na apuração.

Investigação e cassação do mandato

A operação foi autorizada pela 2ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre e, segundo a Polícia Civil, a investigação se estendeu por mais de 10 meses.

O ex-vereador teve o mandato cassado pela Câmara Municipal em dezembro de 2025, após entendimento de que ele seria o real controlador das empresas envolvidas, com uso de intermediários.

A defesa do investigado ainda não se manifestou.

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