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22/03/2026
 

Política

Rede terá 70% de candidatas mulheres para o Legislativo

Redação

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em

Invertendo a lógica dos espaços tradicionalmente distribuídos pelos partidos, a Rede Sustentabilidade Canoas adotou como meta para as próximas eleições o aumento da representatividade no Legislativo. Desde 2019 foi definido e se trabalha para uma nominata composta por 70% de candidatas mulheres e 30% de homens.
Na opinião da vice-prefeita, Gisele Uequed, há uma necessidade de ampliação de mulheres nos espaços de decisão no Brasil e em Canoas não é diferente. Além disso, no entendimento de Gisele há uma necessidade de empoderamento para construção de políticas públicas não apenas voltadas para as mulheres, mas construídas por elas.

“A Rede está colocando na prática o discurso de que as mulheres estão preparadas para ocupar espaços de poder. As mulheres no mundo inteiro estão à frente de instituições e governos. Em Canoas não é diferente. Somos capacitadas para dialogar sobre economia, educação, saúde, sustentabilidade, obras, segurança, enfim, em todas as áreas de uma gestão pública”, defende Gisele.
Durante o mandato, a vice-prefeita construiu e esteve a frente de programas importantes como o “Por Mim”, que visa retirar mulheres do ciclo da violência através da empregabilidade, oportunizando entrevistas de emprego com empresas parceiras. Neste período, a cidade chegou a marca de dois anos sem feminicídios e ampliou o atendimento do Centro de Referência da Mulher (CRM) para atender meninas a partir dos 14 anos. Também com grande atuação no trabalho de gestão da educação, com a ampliação de 26% nas vagas na Educação Infantil, zerando a fila da pré-escola, e implementando o Google For Education em todas as escolas de Ensino Fundamental.


Candidaturas coletivas

A REDE também inova com candidaturas coletivas, modelo inédito na cidade. Neste tipo de mandato, todos os componentes possuem status de covereadores, através de um acordo político do grupo com o partido e a sociedade. “A horizontalidade foi um dos motivos da fundação da Rede e nós estamos conseguindo colocar isso em prática. Não trabalhamos com projetos pessoais. Nós queremos apresentar propostas, planos sólidos para a cidade, com responsabilidade. É para isso que a política serve e isso que nós queremos resgatar”, garante Gisele.
As mulheres também estão em maioria nos coletivos. Dois dos grupos são estruturados e compostos por professores, coordenadores pedagógicos e diretores de escolas públicas da cidade, que estão reunidos e trabalhando para avançar em pautas da educação. Um destes coletivos, com nove integrantes, terá como foco também trabalho e cidadania. O outro, com cinco covereadores, defenderá os avanços específicos para a Educação Infantil.
A terceira candidatura coletiva, também com cinco membros, é composta por profissionais liberais, da cultura e da arte, além de membros de movimentos sociais, com foco na juventude e no empreendedorismo.


Vereadoras de Canoas

Nos 81 anos da cidade de Canoas, a Câmara de Vereadores teve ao todo sete vereadores eleitas (contando as suplentes). A primeira foi Lina Plentz Alves ,em 1968, e foi reeleita por mais três mandatos. Na primeira eleição que Lina concorreu, ela se elegeu em 5° lugar.
Entre os 286 candidatos da última eleição, cerca de 100 eram mulheres. Atualmente a casa parlamentar canoense, conta com somente uma vereadora: Maria Eunice (PT). A parlamentar foi eleita com 2186 votos e ficou em 15°.
O desejo da vereadora vai além de uma reeleição “ Em 81 anos da câmara somente 5 mulheres. Ou seja, parece que a cada 16 anos entra uma mulher. Desejo que na próxima legislatura quebremos dois paradigmas, primeiro ser reeleita, e triplicarmos o número de mulheres – semelhante ao crescimentos das mulheres no congresso nacional na última eleição”, conclui Maria Eunice.

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Política

CCJ da Câmara aprova projeto de lei que endurece penas para agressores de mulheres

Redação

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2083/22, que endurece as punições para agressores de mulheres que continuam ameaçando ou atacando as vítimas mesmo após condenação. A proposta teve relatoria do deputado federal gaúcho Luiz Carlos Busato (União Brasil).

O texto altera a Lei de Execução Penal e passa a considerar falta grave quando o preso se aproxima da casa, do trabalho ou de familiares da vítima durante saídas autorizadas ou no cumprimento dos regimes aberto e semiaberto.

Pela legislação, detentos que cometem faltas graves podem sofrer punições como isolamento por até 30 dias, suspensão de visitas e perda de parte do tempo reduzido por trabalho ou estudo. Também há possibilidade de regressão para um regime mais rigoroso e reinício da contagem para progressão de pena.

De autoria da senadora Soraya Thronicke (Pode-MS), o projeto foi inspirado no caso de Barbara Penna, que continuou sendo ameaçada pelo agressor mesmo após a prisão. No início de março, ela esteve no Congresso Nacional a convite do relator e participou de uma homenagem às mulheres.

A proposta também prevê a transferência do preso para outro presídio, inclusive em outro estado, e autoriza a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado em casos de novas ameaças ou agressões. O regime impõe regras mais rígidas, como cela individual e restrições a visitas.

Além disso, o texto altera a Lei dos Crimes de Tortura para incluir como tortura a submissão repetida da mulher a intenso sofrimento físico ou mental em situações de violência doméstica, com pena prevista de 2 a 8 anos de reclusão.

O relator destacou que as mudanças fortalecem a proteção das vítimas e evitam a continuidade da violência.

“Classificar como falta grave o descumprimento de medidas protetivas, aplicar o Regime Disciplinar Diferenciado em ameaças ou violência repetidas e permitir a transferência para outro estado são ferramentas legais essenciais para evitar a revitimização das mulheres e para garantir decisões judiciais efetivas”, afirmou Luiz Carlos Busato.

O projeto, que já passou pelo Senado, segue agora para análise do plenário da Câmara. Caso seja aprovado sem alterações, o texto será encaminhado para sanção presidencial.

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Política

Vereadores fixam novos horários para as sessões ordinárias a partir de hoje

Redação

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Vereadores fixam novos horários para as sessões ordinárias a partir de hoje

A Câmara Municipal, através da Mesa Diretora, informou que fixou novos dias e horários das sessões ordinárias. As reuniões acontecerão todas as terças-feiras e quintas-feiras, às 13h45. A decisão vale a partir da próxima sessão, nesta quinta-feira, 19 março.

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Política

Jair Bolsonaro é internado em UTI em Brasília com broncopneumonia bacteriana

Redação

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A informação foi confirmada por boletim médico divulgado nesta sexta-feira, 13.

Bolsonaro deu entrada no Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar febre alta, sudorese e calafrios. De acordo com a equipe médica, exames de imagem e laboratoriais confirmaram um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, com provável origem aspirativa.

Segundo o boletim, o ex-presidente permanece internado na UTI, onde recebe tratamento com antibióticos por via intravenosa e suporte clínico não invasivo.

Durante a madrugada, Bolsonaro apresentou vômitos e falta de ar, o que motivou o encaminhamento para atendimento hospitalar no início da manhã. O chamado para atendimento foi registrado pelo Corpo de Bombeiros por volta das 7h40, inicialmente com suspeita de pneumonia.

O ex-presidente chegou ao hospital por volta das 8h50, em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

De acordo com o cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o caso, o quadro teve início de forma repentina durante a madrugada.

“Ele estava bem na noite anterior. O quadro começou por volta das 2h ou 3h da manhã e evoluiu rapidamente”, relatou.

Ainda segundo o médico, Bolsonaro iniciou tratamento com dois antibióticos e apresentou leve melhora, mas continua com sintomas como enjoo, dor de cabeça e dores musculares. Até o momento, não há previsão de alta hospitalar.

A expectativa da equipe médica é de que ele permaneça internado por pelo menos sete dias para continuidade do tratamento com antibióticos e acompanhamento clínico.

O médico também informou que o ex-presidente faz uso diário de sete medicamentos voltados ao tratamento do sistema digestivo.

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