Saúde
Associação São Miguel se manifesta por nota


Recebemos esta carta da Associação São Miguel, que gere o Hospital Nossa Senhora das Graças, de Canoas, pedindo espaço para direito de resposta a um texto veiculado em nossa edição da semana passada (nº 2900), que iremos publicar na íntegra:
“Carta de Esclarecimento à população Em esclarecimento aos leitores e à população de Canoas e Região Metropolitana, bem como de nossa capital, Porto Alegre, vimos esclarecer que, ao contrário do que foi publicado nesta coluna, a Associação Beneficente São Miguel – ABSM, jamais foi afastada do Hospital Parque Belém – HPB, de Porto Alegre. Em primeiro, esclarecemos que a ABSM ao firmar contrato de arrendamento com a Associação Sanatório Parque Belém (ASB), em maio de 2018, o mesmo já se encontrava fechado, ou seja, inoperante. Condição esta, que motivou a ABSM, cuja política de trabalho é de, justamente, recuperar unidades fechadas ou em situação de crise, a exemplo do hospital Beneficência Portuguesa (Porto Alegre) e Hospital Nossa Senhora das Graças (Canoas), ambos administrados pela Associação e que hoje se encontram em plena revitalização e recuperação operativa e econômica. Com isso, a ABSM, desde o início do contrato com a Sanatório Parque Belém, se mobilizou junto à Secretaria de Saúde de Porto Alegre, no sentido de aprovar projetos de adequação e revitalização para enfim abrir o Hospital. O que ocorreu, foi que a demora nos trâmites burocráticos para a referida abertura, motivou a direção da ASB a cobrar taxa de aluguel da unidade – mesmo fechada de R$ 12 mil reais nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2018, sendo aumentado para R$ 80 mil nos meses de janeiro a abril de 2019. O que no entender da ABSM não eram valores justos, nem possíveis de serem pagos, visto que o hospital se encontrava fechado. Diante disso, a Associação Sanatório Parque Belém promoveu uma rescisão contratual unilateral, sequer informando oficialmente a ABSM. (Até o presente momento). Portanto, nunca houve afastamento com trâmites legais nem sob notificação oficial da ABSM conforme citado erroneamente neste veículo de comunicação. Quanto às demais unidades de saúde que a ABSM gerencia, cabe mencionar que: atualmente o Hospital Nossa Senhora das Graças já recebeu nova sala cirúrgica com equipamentos de última geração; ampliou alas importantes para atendimento ao público; segue como referência em traumato e oncologia para mais de 80 municípios da região metropolitana e dos Vales; interna em média 670 pacientes/mês; ampliou de em média 80 mil para 120 mil procedimentos médicos/mês (exames, consultas, etc); ampliou de 600 para 1.330 o número geral de procedimentos cirúrgicos entre SUS e convênios e atende a cerca de 5 mil pacientes conveniados/mês. Atua ainda no Beneficência Portuguesa, que se encontrava para fechar as portas, atualmente com Pronto Atendimento totalmente revitalizado 24 horas, exames laboratoriais e internação, além do Hospital Lauro Reus, de Campo Bom, no qual ampliou serviços de especialidades e vem mantendo alto padrão de satisfação em atendimento e gestão. Reiteramos que toda e qualquer nota ou matéria que venha a ser publicada sem nosso conhecimento e que tenha o teor de ofensa ou de denegrir estas instituições serão pautadas como sem qualificação, pois não refletem a realidade dos excelentes serviços e gestão da ABSM. A direção.”
Saúde
Santa Catarina confirma primeira morte por Febre do Nilo Ocidental

Santa Catarina registrou a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental desde o início dos registros da doença no estado. A confirmação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) na tarde de segunda-feira, 24. A vítima é uma mulher de 77 anos, que morreu no dia 8 de agosto, em Imbituba, no Sul catarinense.
O caso integra os dois primeiros registros da doença em Santa Catarina. O outro paciente é um homem de 56 anos, morador de Caçador, no Oeste do estado, que apresentou a infecção, mas se recuperou e já recebeu alta. As informações foram confirmadas pelo superintendente de Vigilância em Saúde, Fábio Gaudenzi.
A Febre do Nilo Ocidental é provocada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas. Segundo a Secretaria da Saúde, a evolução para óbito é considerada rara.
Os dois pacientes catarinenses apresentaram sintomas neurológicos. Os casos permanecem sob investigação epidemiológica para identificar os possíveis locais onde ocorreu a infecção e compreender melhor a circulação do vírus e sua relação com os quadros clínicos registrados.
No Brasil, em 2026, o Ministério da Saúde contabiliza quatro casos confirmados da doença, além de um caso considerado provável. São dois registros em Santa Catarina, dois em São Paulo e um caso provável no Piauí.
Quais são os sintomas?
A infecção pelo vírus do Nilo Ocidental pode não provocar sintomas. Quando há manifestações, elas variam de quadros leves, com febre e mal-estar, até formas graves que atingem o sistema nervoso central ou periférico.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% das pessoas infectadas apresentam algum sinal da doença. Entre os sintomas mais comuns da forma leve estão:
- Febre aguda, geralmente de início repentino;
- Mal-estar;
- Falta de apetite;
- Náusea;
- Vômito;
- Dor nos olhos;
- Dor de cabeça;
- Dor muscular;
- Manchas avermelhadas na pele;
- Aumento dos gânglios, conhecido como íngua.
A forma grave é considerada rara. Aproximadamente uma em cada 150 pessoas infectadas pode desenvolver manifestações neurológicas severas, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.
A orientação das autoridades de saúde é procurar atendimento médico diante de febre acompanhada de sinais neurológicos, como confusão mental, alterações no nível de consciência, fraqueza ou outros sintomas semelhantes. Também é importante informar ao profissional de saúde sobre eventual exposição a mosquitos.
O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame de sangue, preferencialmente feito o quanto antes após o surgimento dos sintomas.
Como ocorre a transmissão?
Algumas espécies de aves silvestres são consideradas hospedeiras naturais do vírus. Além dos seres humanos, mamíferos como cavalos e primatas também podem contrair a infecção após serem picados por mosquitos infectados.
A Secretaria de Estado da Saúde ressalta que a Febre do Nilo Ocidental não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra. Também não ocorre transmissão direta de aves para seres humanos.
Existe tratamento?
Até o momento, não há vacina disponível no Brasil nem medicamento antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental. O atendimento é voltado ao controle dos sintomas e à manutenção das condições clínicas do paciente.
Nos casos que exigem internação, podem ser adotadas medidas como repouso, hidratação e reposição de líquidos. Quando há comprometimento do sistema nervoso central, o paciente pode precisar de cuidados em unidade de terapia intensiva (UTI), com acompanhamento para reduzir complicações e o risco de morte.
O tratamento de suporte pode incluir hidratação intravenosa, auxílio respiratório e medidas para evitar infecções secundárias.
Como evitar a doença?
Como não há vacina recomendada no Brasil para prevenir a Febre do Nilo Ocidental, a principal estratégia é reduzir o contato com os mosquitos transmissores e eliminar possíveis criadouros.
Entre as recomendações do Ministério da Saúde estão:
- Utilizar repelente;
- Evitar áreas com presença de mosquitos, principalmente nos períodos de amanhecer e entardecer;
- Instalar telas em portas e janelas;
- Eliminar água parada;
- Evitar locais com condições precárias de saneamento;
- Não jogar lixo em valas, valetas ou nas margens de córregos, rios e riachos;
- Evitar o contato ou manuseio de animais encontrados mortos.
Saúde
Dia D de Multivacinação aplica 2,5 mil doses em Canoas

Canoas aplicou 2.564 doses de vacinas durante o Dia D de Multivacinação, realizado no último sábado, 22, nas unidades de saúde que estiveram abertas no município. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
A mobilização teve como público prioritário crianças e adolescentes menores de 15 anos. Adultos também puderam atualizar a caderneta de vacinação durante a ação.
O Dia D integra a Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro. As doses disponíveis são as previstas no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Na Unidade de Saúde Harmonia, o casal de empresários Cristiano Neto, 36 anos, e Luísa Parreira, 23, aproveitou o sábado para atualizar a caderneta de vacinação do filho Vicente, de 1 ano e 8 meses. Para Cristiano, a ação facilita o acesso das famílias que têm uma rotina de trabalho intensa durante a semana.
“É uma ótima oportunidade para os pais que trabalham a semana toda e que aproveitam o sábado para vacinar seus filhos. A vacina é uma importante proteção para as crianças”, destaca.
A diretora da Atenção Básica da SMS, Ionara Diniz, reforça que a população ainda pode aproveitar o período da campanha para verificar a situação vacinal e colocar as doses em dia.
“A população ainda pode procurar sua unidade de saúde e levar a caderneta de vacinação para conferir se há alguma dose em atraso e manter as vacinas em dia. A vacinação é uma importante forma de prevenção e cuidado com a saúde, protegendo as pessoas e toda a comunidade. A campanha continua. Vacinar é cuidar e prevenir”, frisa.
Saúde
Dia D de Vacinação aplica 340 doses e reforça proteção da população em Nova Santa Rita

A Prefeitura de Nova Santa Rita, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou no último sábado, 22, o Dia D de Vacinação em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.
Ao longo da mobilização, foram aplicadas 340 doses de diferentes vacinas, conforme as indicações do calendário nacional de vacinação. A ação teve como foco a atualização das cadernetas e a ampliação da cobertura vacinal entre os moradores.
Durante o atendimento, as equipes de saúde também conferiram as cadernetas de vacinação e orientaram a população sobre as doses necessárias de acordo com a faixa etária e as recomendações para cada público.
A mobilização ocorreu no sábado para facilitar o acesso às vacinas para moradores que têm dificuldade de comparecer às UBSs durante os dias úteis.
Para o prefeito Rodrigo Battistella, o resultado reforça a importância de manter ações que aproximem os serviços de saúde da população.
“O Dia D é uma oportunidade para facilitar o acesso à vacinação e lembrar a população de que manter a caderneta em dia é uma atitude de cuidado e prevenção. As 340 doses aplicadas mostram que os moradores aproveitaram a mobilização e atenderam ao nosso chamado.”
O secretário municipal de Saúde, Brayan Freitas, destaca o trabalho das equipes durante a ação e a importância da participação da população.
“Tivemos nossas equipes mobilizadas para acolher os moradores, conferir as cadernetas e realizar as vacinas indicadas. Cada dose aplicada representa mais proteção e contribui para manter a população imunizada. Agradecemos a todos que participaram e aos profissionais que fizeram o Dia D acontecer.”
Vacinação é prevenção
A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção de doenças e contribui para a proteção individual e coletiva. Por isso, a orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada e procure uma UBS sempre que houver dúvidas sobre as doses indicadas. O resultado do Dia D reforça o compromisso do município com o fortalecimento das ações de imunização e com a ampliação do acesso da população aos serviços de saúde.

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