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12/08/2026
 

Geral

Aprovado empréstimo de R$ 5,8 milhões

Redação

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Após duas semanas de mediações, atos e o anúncio de paralisação (adiada para esta sexta-feira, 16), o Sindisaúde-RS foi convidado para uma reunião na Prefeitura de Canoas na manhã de quinta-feira, 18. Na ocasião, que contou com a presença do vice-governador do Estado, Ranolfo Vieira Júnior, do prefeito Luiz Carlos Busato e do secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter, foi anunciada a garantia do empréstimo bancário que permitirá a quitação integral das rescisórias de quase 350 trabalhadores vinculados ao Contrato 64, que termina em 31 de julho.
Os trabalhadores do Hospital Nossa Senhora das Graças, vinculados ao Contrato 64 (entenda abaixo), votaram em assembleia realizada na manhã de quarta-feira, 17, e decidiram adiar a greve até sexta-feira, 19.
Com o adiamento, a greve ficou suspensa até quinta-feira, 18, podendo reiniciar nesta sexta-feira, 19, caso as negociações não se concretizem.
Entenda a situação
A ABC e a Associação São Miguel são, respectivamente, mantenedora e administradora do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), de 32 UBS, 8 farmácias e 3 UPAs. Porém, os contratos para gestão do hospital e das unidades de saúde, nas quais ocorreram mais de 300 demissões, são diferentes – em virtude disso, o hospital não deverá ser afetado.
Já no caso das unidades de saúde, vigora o Contrato 64, sendo este o que terá fim no dia 31 de julho, acarretou no desligamento de mais de 300 trabalhadores sem o pagamento das rescisórias, pois é de conhecimento do sindicato e dos trabalhadores que não há dinheiro em caixa para quitação dos direitos. Por isso, a categoria iniciou uma série de mobilizações para garantia de pagamento das verbas rescisórias dos demitidos.

Contrato 64

A Secretaria da Saúde lançou uma nota no site da Prefeitura de Canoas esclarecendo o Contrato 64.
“1) Mesmo que a responsabilidade do pagamento das indenizações trabalhistas e demais encargos relacionados ao desligamento dos funcionários seja do Hospital, a Secretaria da Saúde acompanha de perto o tema, buscando alternativas que atendam aos diretos dos trabalhadores sem trazer prejuízos à população;
2) Entre as ações, o Município realizou aditivo ao outro contrato firmado com o HNSG. Mediante aumento de produtividade, o repasse mensal ao hospital foi aumentado, visando justamente garantir o pagamento dos direitos trabalhistas dos funcionários;
3) O HNSG, em parceira com a Secretaria da Saúde, está tentando viabilizar um empréstimo bancário, tomado pelo hospital, para garantir a quitação das indenizações.
4) A Secretaria ressalta, ainda, que tem mantido diálogo permanente com os sindicatos das categorias atingidas para mitigar os prejuízos, sempre respeitando a legislação;
5) Cabe lembrar que o Contrato 64 foi assinado em 2013, com duração de cinco anos, renovável por mais um em caráter excepcional. Ou seja, sua continuidade é vedada por lei. O encerramento do contrato em 31 de julho é de conhecimento de todas as partes há, pelo menos, um ano;
6) A Secretaria reafirma que não existe a possibilidade de fechamento de nenhuma UPA ou UBS após o encerramento do contrato. Para garantir a assistência integral à população, tem trabalhado para reposição de profissionais. Dos 134 técnicos de saúde – como médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem – que precisarão ser substituídos com o fim do contrato 64, nesta semana, 80 deles já estão aptos a atuarem na rede municipal. Os outros iniciam as atividades até a última semana de julho. Já para repor os 156 profissionais que atuam nas recepções e higienização das unidade, a Prefeitura de Canoas lançou um edital para contratação de empresa terceirizada. O nome da vencedora já foi conhecido e o contrato deve ser assinado nos próximos dias.
7) Em relação à paralisação anunciada para quarta-feira (17), a Secretaria Municipal da Saúde elaborou plano de contingência para minimizar os impactos à população. Em parceria com a Fundação Municipal de Saúde, serão rearranjados profissionais, priorizando os atendimentos nas Upas Niterói, Boqueirão e do Idoso.”

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Geral

Energia começa a voltar após vendaval deixar Santa Vitória do Palmar e Chuí sem fornecimento por mais de 110h

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Crédito: CEEE/Divulgação

O fornecimento de energia elétrica começou a ser restabelecido em Santa Vitória do Palmar e no Chuí, no Extremo Sul do Rio Grande do Sul, após mais de 110 horas de interrupção provocada pelos danos causados pelo vendaval que atingiu a região na quinta-feira, 6.

As equipes concluíram a instalação de estruturas emergenciais e realizaram uma manobra na subestação para iniciar a religação. O fornecimento voltou inicialmente em fase de testes e está sendo retomado de forma gradual, por localidades.

Segundo o secretário de Defesa Civil de Santa Vitória do Palmar, Daniel Cava, a energia foi restabelecida e permanece estável. Ele alerta, porém, que podem ocorrer oscilações nos próximos dias enquanto os trabalhos de recuperação da rede continuam.

O sistema emergencial utiliza duas torres de menor porte, instaladas provisoriamente para viabilizar o retorno do fornecimento de energia aos dois municípios.

Recuperação da rede continua

Apesar da religação, os trabalhos na rede de transmissão ainda não foram concluídos. As equipes devem continuar atuando, inclusive com apoio de helicóptero, na manutenção e reconstrução das 24 torres de grande porte derrubadas pelo vendaval.

As estruturas fazem parte do sistema de transmissão utilizado pelos parques eólicos da região. Com os danos, os parques do Extremo Sul permanecem sem geração de energia.

Município decretou situação de emergência

Santa Vitória do Palmar decretou situação de emergência nesta terça-feira, 11, devido aos danos provocados pelo vendaval. O decreto considera, entre outros fatores, o período superior a 110 horas sem energia elétrica e a interrupção do abastecimento de água por cerca de 24 horas.

A medida permanece vigente mesmo após o restabelecimento da eletricidade.

A Defesa Civil municipal também solicitou que os geradores utilizados durante o apagão permaneçam disponíveis por pelo menos 15 dias após a religação. O pedido foi encaminhado à Defesa Civil estadual e às concessionárias.

Durante o período sem energia, os equipamentos foram utilizados para manter serviços essenciais em funcionamento, incluindo unidades de saúde, Santa Casa, Prefeitura e sistemas de telefonia.

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Policial

Temporal derruba árvore e causa morte de motociclista na ERS-124, em Montenegro

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Crédito: Polícia Civil

Um motociclista de 33 anos morreu após ser atingido por uma árvore de grande porte durante o temporal que atingiu a região na noite de quinta-feira, 6, em Montenegro. O acidente aconteceu por volta das 21h, no km 41 da ERS-124, próximo ao trevo de acesso à empresa Arauto, nas proximidades do viaduto da BR-386 e da divisa com Triunfo.

A vítima foi identificada como Maicon Veríssimo Milk, natural de São Jerônimo e morador da localidade de Boa Vista, em Triunfo.

Conforme a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), Maicon trafegava em uma motocicleta Yamaha Lander XTZ250, com placas de Porto Alegre, no sentido Montenegro/Triunfo, quando uma árvore, que seria um eucalipto de grande porte, caiu sobre a pista e atingiu o veículo em razão dos fortes ventos provocados pelo temporal.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar atenderam a ocorrência, mas o motociclista morreu no local.

Na mesma rodovia, na altura do bairro Estação, outra queda de árvore atingiu um carro e bloqueou parcialmente a pista. Ninguém ficou ferido. Os bombeiros realizaram a remoção da árvore e do veículo para a liberação do trânsito.

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Geral

Agosto Lilás: Nova Santa Rita instala Bancos Vermelhos para alertar sobre a violência contra a mulher

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O Coletivo Uma Mulher Ajuda a Outra iniciou a implantação de Bancos Vermelhos em espaços públicos de Nova Santa Rita como parte das ações da campanha Dia do Bem Fazer, promovida pelo Instituto Intercement e pelo CDC Comitê de Desenvolvimento Comunitário (Community Development Committee). A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre a violência contra a mulher por meio da instalação de bancos em locais de grande circulação, transformando esses espaços em pontos de reflexão sobre o tema.

A ação também integra a programação do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Em 2026, a mobilização coincide ainda com os 20 anos da Lei Maria da Penha, marco da legislação brasileira de proteção às mulheres em situação de violência.

Além da instalação dos bancos, estão sendo realizadas oficinas de pintura e rodas de conversa para discutir a prevenção da violência de gênero e divulgar informações sobre a rede de proteção às vítimas.

De acordo com os organizadores, até o momento foram instalados nove Bancos Vermelhos: três no Parque Olmiro Brandão e um em cada uma das praças localizadas nos bairros Califórnia, Centro, Vila Esperança, Pedreira, Maria José e Loteamento Popular.

A previsão é de que a iniciativa seja ampliada para as 19 escolas municipais e três escolas estaduais do município.

Segundo os dados informados pelo coletivo, o Rio Grande do Sul registra atualmente 43 casos de feminicídio. A proposta dos Bancos Vermelhos é contribuir para a sensibilização da população e reforçar o debate sobre a prevenção da violência contra as mulheres.

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