Política
Projeto quer proibir homenagens a condenados em órgãos federais


O Deputado Federal Nereu Crispim protocolou um novo Projeto de Lei que proíbe órgãos públicos federais de exibirem qualquer tipo de homenagem, fotografia, gravura ou outras peças de pessoas que tenham sido condenadas por crimes contra a administração pública ou por improbidade administrativa. A medida seria válida para estabelecimentos físicos e também em páginas da Internet.
O descumprimento da Lei, se aprovada, prevê que o responsável do órgão seja punido com a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por até cinco anos e pagamento de multa de até vinte vezes o valor da remuneração.
“Nós não podemos admitir que pessoas condenadas por crime pela Justiça sejam reverenciadas dentro de órgãos públicos. A história precisa ser retratada. Ter agentes públicos considerados criminosos é motivo de vergonha para o país, e jamais, de orgulho”, justificou o autor do Projeto de Lei.
Para o parlamentar gaúcho, homenagens não devem ser oferecidas apenas por intenções políticas ou ideológicas.
“Temos que ter a consciência de que lideranças políticas são servidores públicos. Podem ter seu trabalho reconhecido quando de fato for merecido, mas há um excesso de reverência. É uma cultura idólatra herdada do período imperial e que não tem mais cabimento no atual regime democrático. Se alguém tem que ser aplaudido é o cidadão brasileiro, que contribui para o governo com altos impostos e faz malabarismo para pagar suas contas e sustentar sua família em meio a tantos desafios do nosso país”, afirma o deputado.
O deputado ainda afirma que há um excesso de solenidades nas casas legislativas, que “são oferecidas por interesses políticos e ideológicos, e tornam o trabalho parlamentar ainda menos produtivo. Temos muitas reformas para serem votadas. Precisamos de mais transpiração e menos inspiração”, concluiu o deputado Nereu Crispim.
Política
Nova Santa Rita vota reforma da Previdência nesta terça e mobiliza servidores em protestos na cidade
Política
Projeto na Câmara de Canoas propõe isenção da tarifa de esgoto para imóveis sem ligação à rede pública

O vereador Rodrigo D’Avila (NOVO) protocolou na Câmara Municipal de Canoas um projeto de lei que propõe a isenção da cobrança da tarifa de esgoto em casos em que o imóvel não consegue se conectar à rede pública por limitações técnicas.
Segundo o texto, a medida vale para residências e estabelecimentos que estejam em situação de desnível em relação à tubulação da rua, o que impede o escoamento natural do esgoto. Nesses casos, a ligação só seria possível com uso de sistemas de bombeamento, o que pode gerar custos considerados altos pelos moradores.
O projeto prevê que a isenção seja concedida mediante comprovação técnica da inviabilidade de ligação, por meio de laudo assinado por profissional habilitado ou declaração da concessionária responsável pelo serviço. O benefício deixaria de valer caso a conexão passe a ser possível com eventuais obras ou adequações na rede.
A proposta também abre a possibilidade de devolução ou compensação de valores pagos nos últimos cinco anos por consumidores que comprovarem que já estavam nessa condição de impossibilidade técnica no período.
Na justificativa, o vereador cita o contrato de concessão que prevê a não cobrança quando não há condições de ligação, além de princípios do Código de Defesa do Consumidor e decisões adotadas em outros municípios.
O projeto agora segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser apreciado pelos vereadores.
Política
Vereador Jefferson Otto recorre à Justiça contra o PSD após alegar perseguição política

O vereador de Canoas Jefferson Otto ingressou com uma ação judicial contra o Partido Social Democrático (PSD), alegando ter sido alvo de discriminação pessoal dentro da sigla.
Segundo o parlamentar, os problemas teriam começado após o partido passar a integrar a base do governo municipal, em meados de 2025. De acordo com Otto, desde então seu mandato teria sofrido restrições relacionadas ao exercício das atividades legislativas.
Entre os pontos citados pelo vereador estão a exclusão de comissões especiais, a impossibilidade de apresentar emendas a projetos incluídos na ordem do dia, dificuldades para protocolar pedidos de adiamento de votação e situações de exposição pública que, segundo ele, teriam causado constrangimento.
Em nota, Jefferson Otto afirmou que buscou a via judicial por considerar que não havia outra alternativa para enfrentar a situação.
“Desde que o partido entrou na base do Governo, em meados de 2025, eu passei a sofrer prejuízo das minhas prerrogativas parlamentares que culminaram, por exemplo, na exclusão de participação em comissões especiais, impossibilidade de apresentação de emendas em projetos que constam na ordem do dia, impossibilidade de apresentação de pedidos de adiamento de votação, exposição e constrangimento público, entre vários outros fatores. Dessa forma, não me restou outra alternativa que não buscar a via judicial. Sigo de cabeça erguida e com a certeza que a Justiça vai reparar esse prejuízo que o partido impõe ao meu mandato atualmente”, declarou.

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