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02/06/2026
 

Política

Novo secretário de Saúde relata atual situação da gestão na cidade

Redação

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em

Fernando Ritter

O ex-presidente da fundação de Saúde de Canoas, Fernando Ritter, é o novo secretário de Saúde de Canoas. Sob novo desafio, o titular de uma das pastas mais importantes da administração municipal concedeu entrevista ao jornal Timoneiro, na última quarta-feira, 13, onde falou sobre a atual situação do sistema de saúde da cidade e sobre o que está sendo feito em cada área.

Gamp

Fernando afirma que já fazia parte da equipe de intervenção na saúde municipal, que assumiu após o escândalo envolvendo o Gamp. Segundo ele, o maior esforço no momento tem sido a retomada a pleno dos serviços do Hospital Universitário: “Estamos reorganizando os trâmites internos das instituições. Renegociamos muitos contratos e conseguimos reduzir 40% dos gastos com medicamentos”. Questionado sobre atrasos no pagamento de salários e demissões, Ritter afirma que tem conversado com os sindicatos: “Tínhamos uma série de problemas e tentamos equalizar ao máximo isso. O Estado continua com dificuldade para honrar regularmente os valores, que começam a chegar a partir de abril. Com isso, tentamos pagar na sequência, se não regularmente”. Com relação aos equipamentos que faltam, o secretário diz que haverá uma agenda com o ministro da Saúde e da Casa Civil solicitando recursos financeiros para equipar o hospital, já que ele é da União.

Intervenção

“Com a intervenção a gente percebeu que havia gargalos dentro da gestão dos hospitais. Estamos reduzindo custos desnecessários. Então cortamos alguns espaços que a gente acha que são menos importantes e enxugamos o nosso quadro de funcionários”, relata Fernando.
Ainda, a intervenção tem a missão de ajustar o novo edital para licitar a próxima empresa que fará a gestão do HU, HPS e outras unidades de Saúde. Segundo Ritter, esse processo já está encaminhado: “O pessoal do Sírio Libanês, que está auxiliando nessa etapa, fez algumas considerações quanto à contratação de uma consultoria e sobre a realização de balanços e balancetes sobre o patrimônio e dívidas do que era gerido pelo Gamp. Enquanto a licitação não sair, vamos continuando com a recuperação dos hospitais”.

Graças

Ritter também comentou a resolução entre a ABC e a Associação São Miguel, nova gestora do hospital Nossa Senhora das Graças: “Vamos aplicar as mesmas regras, monitorar as ações e dar as condições para que eles possam trabalhar. Vamos torcer para que dê certo. O que temos que fazer é fiscalizar e estabelecer as metas para a nova gestora”.

TCE

O atual secretário também falou acerca da decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), proferida pela conselheira substituta Heloisa Tripoli Goulart Piccinini, que considerou irregulares as contas da gestão do exercício de 2015 do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (IMESF), entidade gerida por Ritter na época. “Já estamos respondendo sobre isso. Faltou a comprovação de alguns documentos, que temos à disposição e vamos disponibilizar assim que for aberto o prazo de defesa. Estou tranquilo quanto a isso, foi uma falha no prazo de entrega, mas já temos isso e tenho certeza que será resolvido rapidamente”, completa Fernando.

 

 

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Política

Nova Santa Rita vota reforma da Previdência nesta terça e mobiliza servidores em protestos na cidade

Redação

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Nova Santa Rita vota reforma da Previdência nesta terça e mobiliza servidores em protestos na cidade

A Prefeitura de Nova Santa Rita encaminhou à Câmara de Vereadores o projeto de reforma da Previdência Municipal, que será votado às 18 horas desta terça-feira, 2. A proposta abre um debate sobre o equilíbrio financeiro do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores e já mobiliza diferentes setores do funcionalismo público no município.

Posição da Prefeitura

Segundo o Executivo municipal, a reforma é necessária para garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário e evitar o crescimento do déficit atuarial, que atualmente supera R$ 290 milhões. A administração argumenta que esse valor representa a diferença entre os recursos disponíveis e as obrigações futuras com aposentadorias e pensões.

De acordo com a Prefeitura, sem mudanças estruturais, o déficit tende a aumentar nos próximos anos, exigindo aportes crescentes do orçamento municipal. A gestão também afirma que os recursos destinados à Previdência vêm comprometendo a capacidade de investimento da cidade em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

O projeto foi elaborado com base em estudos atuariais e, segundo o Executivo, segue recomendações de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul. A administração também destaca que esta é a primeira reforma previdenciária da história do município e que outros entes públicos já realizaram ajustes semelhantes após mudanças na legislação nacional.

A Prefeitura projeta que a proposta possa reduzir o passivo atuarial para cerca de R$ 190 milhões, mesmo após alterações feitas ao longo do debate com servidores e entidades representativas.

Manifestantes contrários à proposta

Servidores públicos e entidades sindicais contrários ao projeto exigem regras mais brandas, e, em razão da votação do projeto nesta terça-feira, estão previstas manifestações em Nova Santa Rita. A mobilização deve ocorrer em dois momentos: às 11h30, em frente à Prefeitura, e às 17h, em frente à Câmara de Vereadores, onde o projeto será analisado e votado pelos parlamentares.

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Política

Projeto na Câmara de Canoas propõe isenção da tarifa de esgoto para imóveis sem ligação à rede pública

Redação

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O vereador Rodrigo D’Avila (NOVO) protocolou na Câmara Municipal de Canoas um projeto de lei que propõe a isenção da cobrança da tarifa de esgoto em casos em que o imóvel não consegue se conectar à rede pública por limitações técnicas.

Segundo o texto, a medida vale para residências e estabelecimentos que estejam em situação de desnível em relação à tubulação da rua, o que impede o escoamento natural do esgoto. Nesses casos, a ligação só seria possível com uso de sistemas de bombeamento, o que pode gerar custos considerados altos pelos moradores.

O projeto prevê que a isenção seja concedida mediante comprovação técnica da inviabilidade de ligação, por meio de laudo assinado por profissional habilitado ou declaração da concessionária responsável pelo serviço. O benefício deixaria de valer caso a conexão passe a ser possível com eventuais obras ou adequações na rede.

A proposta também abre a possibilidade de devolução ou compensação de valores pagos nos últimos cinco anos por consumidores que comprovarem que já estavam nessa condição de impossibilidade técnica no período.

Na justificativa, o vereador cita o contrato de concessão que prevê a não cobrança quando não há condições de ligação, além de princípios do Código de Defesa do Consumidor e decisões adotadas em outros municípios.

O projeto agora segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser apreciado pelos vereadores.

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Política

Vereador Jefferson Otto recorre à Justiça contra o PSD após alegar perseguição política

Redação

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O vereador de Canoas Jefferson Otto ingressou com uma ação judicial contra o Partido Social Democrático (PSD), alegando ter sido alvo de discriminação pessoal dentro da sigla.

Segundo o parlamentar, os problemas teriam começado após o partido passar a integrar a base do governo municipal, em meados de 2025. De acordo com Otto, desde então seu mandato teria sofrido restrições relacionadas ao exercício das atividades legislativas.

Entre os pontos citados pelo vereador estão a exclusão de comissões especiais, a impossibilidade de apresentar emendas a projetos incluídos na ordem do dia, dificuldades para protocolar pedidos de adiamento de votação e situações de exposição pública que, segundo ele, teriam causado constrangimento.

Em nota, Jefferson Otto afirmou que buscou a via judicial por considerar que não havia outra alternativa para enfrentar a situação.

“Desde que o partido entrou na base do Governo, em meados de 2025, eu passei a sofrer prejuízo das minhas prerrogativas parlamentares que culminaram, por exemplo, na exclusão de participação em comissões especiais, impossibilidade de apresentação de emendas em projetos que constam na ordem do dia, impossibilidade de apresentação de pedidos de adiamento de votação, exposição e constrangimento público, entre vários outros fatores. Dessa forma, não me restou outra alternativa que não buscar a via judicial. Sigo de cabeça erguida e com a certeza que a Justiça vai reparar esse prejuízo que o partido impõe ao meu mandato atualmente”, declarou.

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