Política
Novo secretário de Saúde relata atual situação da gestão na cidade


Fernando Ritter
O ex-presidente da fundação de Saúde de Canoas, Fernando Ritter, é o novo secretário de Saúde de Canoas. Sob novo desafio, o titular de uma das pastas mais importantes da administração municipal concedeu entrevista ao jornal Timoneiro, na última quarta-feira, 13, onde falou sobre a atual situação do sistema de saúde da cidade e sobre o que está sendo feito em cada área.
Gamp
Fernando afirma que já fazia parte da equipe de intervenção na saúde municipal, que assumiu após o escândalo envolvendo o Gamp. Segundo ele, o maior esforço no momento tem sido a retomada a pleno dos serviços do Hospital Universitário: “Estamos reorganizando os trâmites internos das instituições. Renegociamos muitos contratos e conseguimos reduzir 40% dos gastos com medicamentos”. Questionado sobre atrasos no pagamento de salários e demissões, Ritter afirma que tem conversado com os sindicatos: “Tínhamos uma série de problemas e tentamos equalizar ao máximo isso. O Estado continua com dificuldade para honrar regularmente os valores, que começam a chegar a partir de abril. Com isso, tentamos pagar na sequência, se não regularmente”. Com relação aos equipamentos que faltam, o secretário diz que haverá uma agenda com o ministro da Saúde e da Casa Civil solicitando recursos financeiros para equipar o hospital, já que ele é da União.
Intervenção
“Com a intervenção a gente percebeu que havia gargalos dentro da gestão dos hospitais. Estamos reduzindo custos desnecessários. Então cortamos alguns espaços que a gente acha que são menos importantes e enxugamos o nosso quadro de funcionários”, relata Fernando.
Ainda, a intervenção tem a missão de ajustar o novo edital para licitar a próxima empresa que fará a gestão do HU, HPS e outras unidades de Saúde. Segundo Ritter, esse processo já está encaminhado: “O pessoal do Sírio Libanês, que está auxiliando nessa etapa, fez algumas considerações quanto à contratação de uma consultoria e sobre a realização de balanços e balancetes sobre o patrimônio e dívidas do que era gerido pelo Gamp. Enquanto a licitação não sair, vamos continuando com a recuperação dos hospitais”.
Graças
Ritter também comentou a resolução entre a ABC e a Associação São Miguel, nova gestora do hospital Nossa Senhora das Graças: “Vamos aplicar as mesmas regras, monitorar as ações e dar as condições para que eles possam trabalhar. Vamos torcer para que dê certo. O que temos que fazer é fiscalizar e estabelecer as metas para a nova gestora”.
TCE
O atual secretário também falou acerca da decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), proferida pela conselheira substituta Heloisa Tripoli Goulart Piccinini, que considerou irregulares as contas da gestão do exercício de 2015 do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (IMESF), entidade gerida por Ritter na época. “Já estamos respondendo sobre isso. Faltou a comprovação de alguns documentos, que temos à disposição e vamos disponibilizar assim que for aberto o prazo de defesa. Estou tranquilo quanto a isso, foi uma falha no prazo de entrega, mas já temos isso e tenho certeza que será resolvido rapidamente”, completa Fernando.
Política
Lei sancionada por Lula aumenta penas para furto, roubo e golpes virtuais no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou com vetos a lei que aumenta as penas para crimes como furto, roubo, estelionato, receptação e latrocínio. A nova legislação também inclui mudanças em crimes virtuais, como golpes pela internet, fraudes bancárias e furtos de celular e de animais domésticos.
A Lei 15.397, de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira, 4, e tem origem em projeto do deputado Kim Kataguiri. O texto passou pelo Senado em março e voltou à Câmara antes da sanção presidencial.
Furto
A pena geral para furto sobe de um a quatro anos para um a seis anos de prisão. Se o crime ocorrer durante a noite, a punição pode aumentar pela metade.
A nova lei também aumenta as penas para furtos considerados mais graves, como:
- furto de celulares, computadores, notebooks e tablets;
- veículos levados para outro estado ou para o exterior;
- armas de fogo;
- explosivos;
- animais de produção e animais domésticos;
- fios, cabos e equipamentos de energia, telefonia e internet.
- Nesses casos, a pena pode chegar a dez anos de prisão.
Também houve aumento na punição para golpes virtuais realizados por meio de fraude eletrônica. A pena passa de quatro a oito anos para quatro a dez anos de prisão.
Roubo
A pena base para roubo aumenta de quatro a dez anos para seis a dez anos de prisão.
Quando o crime envolver celulares, computadores, tablets ou arma de fogo, a pena pode ser ampliada.
No caso do latrocínio, que é o roubo seguido de morte da vítima, a pena sobe de 20 a 30 anos para 24 a 30 anos de prisão.
Receptação
A receptação acontece quando uma pessoa compra, vende ou recebe um produto de origem criminosa, como objetos roubados.
Com a nova lei, a pena sobe de um a quatro anos para dois a seis anos de prisão.
Quando envolver animais de produção, carne ou animais domésticos, a punição pode chegar a oito anos.
Fios de telefone e telecomunicações
A lei também aumenta as penas para crimes que interrompam serviços de telefonia, internet e telecomunicações.
A punição passa de detenção de um a três anos para reclusão de dois a quatro anos.
Se o crime ocorrer durante calamidade pública ou envolver destruição de equipamentos de telecomunicação, a pena poderá ser dobrada.
Estelionato e golpes digitais
No crime de estelionato, a nova lei cria a tipificação da chamada “conta laranja”, usada quando uma pessoa empresta a própria conta bancária para movimentação de dinheiro de origem criminosa.
Também passa a existir o crime específico de estelionato por fraude eletrônica, incluindo golpes com clonagem de celulares, computadores e outros dispositivos.
Nestes casos, a pena pode variar de quatro a oito anos de prisão.
Outra mudança permite que o Ministério Público inicie ação penal por estelionato sem depender de autorização da vítima.
Veto presidencial
O presidente Lula vetou o trecho que aumentava a pena para roubo com violência e lesão grave.
Segundo a justificativa do governo, a proposta faria com que a pena mínima desse crime fosse maior do que a prevista para homicídio qualificado.
O veto ainda será analisado pelo Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar a decisão presidencial.
Política
Câmara de Vereadores de Canoas instaura CPI para investigar os serviços da Corsan/Aegea

A Câmara Municipal de Canoas instaurou, durante a sessão ordinária desta terça-feira, 5, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os serviços da Corsan, atualmente sob gestão da Aegea no município.
A criação da comissão ocorre a partir de requerimento protocolado por 18 vereadores, número superior ao mínimo exigido pela Lei Orgânica Municipal. A CPI tem como objetivo apurar denúncias recorrentes apresentadas por moradores, envolvendo cobranças nas contas de água, falhas operacionais e a qualidade dos serviços prestados.
Entre os pontos que serão investigados estão a existência de cobranças consideradas abusivas, erros na leitura de hidrômetros, deficiências no atendimento ao público e a execução de obras nas vias da cidade. Conforme o documento, há registros de intervenções com problemas de qualidade, gerando impactos na mobilidade urbana e na segurança.
A comissão será composta por cinco vereadores, respeitando a proporcionalidade partidária, e terá prazo inicial de 90 dias para a conclusão dos trabalhos, podendo ser prorrogado por igual período. Ao final, o relatório poderá indicar responsabilidades e encaminhamentos a órgãos como Ministério Público, Procon e Tribunal de Contas.
A presidência da CPI ficará sob responsabilidade do vereador Eric Douglas (UNIÃO), enquanto a relatoria será conduzida pelo vereador Juares Hoy (Progressistas).
Para o presidente da CPI, vereador Eric Douglas, a instauração da comissão ocorre após um período de tentativas de diálogo sem retorno efetivo por parte da concessionária.
“A gente vem dialogando há praticamente um ano e não tivemos respostas concretas para a sociedade. São diversos relatos de problemas, como contas irregulares, falhas na medição e obras que deixam a cidade em condições precárias. A CPI surge a partir da união dos vereadores para investigar com seriedade e aprofundar o que está acontecendo”, afirmou.
Assinam o requerimento os vereadores Cris Moraes, Abmael de Oliveira, Eric Douglas, Leandro Moreira, Alexandre Gonçalves, José Carlos Patrício, Juares Hoy, Jonas Dalagna, Larissa Rodrigues, Heider Couto, Dario da Silveira, Aloísio Bamberg, Alexandre Duarte, Daurinei Alt, Eracildo Linck, Jozir Bernardes Prestes, Neuza Rufatto e Rodrigo D’Avila.
A CPI inicia seus trabalhos nos próximos dias, conforme definição de cronograma pela comissão.
Política
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