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Um ano sem o médico cardiologista Clóvis José Ceratti
SIMONE DUTRA*
O Timoneiro conversou com familiares do médico cardiologista Dr. Clóvis José Ceratti, que faleceu em 19 de julho de 2017, aos 79 anos, após concluir uma manhã de atendimento no seu consultório em Canoas. O irmão Valter e a sobrinha Cláudia contaram com emoção o quanto o Dr. Ceratti era aplicado em seus estudos, tendo feito da profissão um verdadeiro sacerdócio, atualizando-se constantemente e dedicando-se de forma humanitária aos seus pacientes.
Nascido em 1º de fevereiro de 1938, na cidade de Cachoeira do Sul, onde iniciou seus estudos na escola Marista Roque Gonçalves, Clóvis era o quarto dos cinco filhos de Imerio Maximiliano Ceratti e de Cecília Fogliato Ceratti. Posteriormente, mudou-se para a capital gaúcha, onde foi aluno no Colégio Júlio de Castilhos. Ceratti atuou na Polícia Civil e cursou Medicina na atual Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPOA), formando-se em novembro de 1966, e passando então a exercer suas atividades como médico do DETRAN.
Segundo a família, Ceratti era católico fervoroso e pessoa generosa, sempre que solicitado, auxiliava de forma prazerosa nas campanhas da paróquia Nossa Senhora da Conceição em Porto Alegre, que frequentava assiduamente. Por ser desprendido e humanitário, contribuía também financeiramente para diversas entidades assistenciais.
Exemplar também, de acordo com o irmão, foi sua atenção à família e aos amigos: “Nós éramos muito ligados. Estamos todos um pouco sem chão”, relatou Valter. “Ele era o pai de todos da nossa família, o nosso conselheiro, um verdadeiro porto seguro para todos. Eu o procurava para conversar, dividir minhas dúvidas, ou qualquer problema, e ele estava sempre disposto a ajudar”, descreveu a sobrinha Cláudia.
46 anos de devoção ao município de Canoas
Ceratti foi um dos mais respeitados cardiologistas de Canoas, atuando na cidade por 46 anos, em seu consultório na Rua Quinze de Janeiro. Especializado no Instituto de Cardiologia, no qual trabalhou por alguns anos, Clóvis também clinicava em outro consultório próprio, na capital do Estado. Figura importante e reconhecida na comunidade médica e em geral, por sua dedicação e conhecimento no exercício da profissão, tornou-se uma referência em Canoas, onde, também, por vários anos, prestou atendimento médico voluntário e caridoso no antigo Asilo São José, além de responder pela Secretaria de Saúde do município em dois governos do prefeito Hugo Lagranha.
Destaques
Prestes a completar 85 anos, Canoas olha para o passado para projetar o futuro
por Marcelo Grisa
marcelogrisa@gmail.com
A cidade de Canoas completa 85 anos de emancipação política no dia 27 de junho, enquanto ainda se recupera da maior tragédia de sua história.
As chuvas que atingiram o RS entre o final de abril e o começo de maio de 2024 entraram para a história em todo o Estado. Em Canoas, entretanto, mais de 60% da área urbana da cidade ficou debaixo d’água.
O Grupo O Timoneiro, no objetivo de discutir os rumos do município e para que a importância desse assunto não seja esquecida, foi atrás de histórias anteriores a que os canoenses vivem hoje.
Fala-se muito nas enchentes de 1941, que definiram políticas para as décadas seguintes em Porto Alegre e na Região Metropolitana. Entretanto, os mais antigos lembram-se também de 1967, quando muitos dos bairros que alagaram no mês passado.
Falamos com algumas dessas pessoas que já sabem, a 57 anos, o que é passar por uma enchente.
Primeiras memórias
Zenona Muzykant, de 85 anos, havia chegado a Canoas, vinda de Dom Feliciano, a menos de dois anos quando as águas atingiram a cidade.
Então moradora do Mathias Velho, ela se recorda de ficar confusa ao receber informações, já que pouco conhecia Canoas à época. “A gente ficava sabendo das coisas por quem passava na rua”, relata.
A água chegou até a metade das janelas da sua casa, na Rua Maceió. “O pessoal levantou tudo, não perdemos muita coisa. Mas muitos parentes meus perderam tudo que tinha em casa”, aponta Zenona.
A sensação que ela tem com a enchente de 2024 é bem diferente. “Parece que muito mais gente foi atingida dessa vez”, diz.
Entretanto, para a moradora do bairro Igara, o mais importante é a manutenção da vida. “O resto se batalha e consegue com garra, vontade e fé.”
Socorrista e resgatado
Samuel Eilert nasceu no bairro Rio Branco e, como ele mesmo diz, cresceu na beira do Rio Gravataí. Os diques estavam em construção, e a estrutura que foi afetada em 2024 não estava pronta em 1967.
Então com 23 anos, o professor aposentado saiu pelas ruas junto com seu pai, Douglas, fazendo o que muitos canoenses fizeram em 2024: o resgate dos vizinhos e amigos que não tinham como fazê-lo.
“Naquele momento, os lugares seguros eram dois: a Praça da Igreja ou os trilhos do trem. As pessoas acampavam por lá”, relembra.
Com menos informações a respeito dos rios do que hoje em dia, Samuel diz que não era possível prever o que aconteceria em seguida. “Auxiliávamos e esperávamos. Eu conhecia o terreno, mas nunca tinha visto algo assim”, explica.
Em 2024, o professor Samuca, como muitos ex-alunos o chamam, esteve do outro lado da mesma situação. No mês passado, ele foi resgatado em sua casa por um grupo de jovens em um barco.
“Me senti da mesma forma quando eu resgatava, lá em 67. A juventude salva”, afirma.
Samuel acredita que, assim como no passado, os fatos recentes farão com que os rios não se comportem mais da mesma forma. “A gente precisa que o poder público se prepare de outras formas agora”, diz.
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Prefeitura de Canoas disponibiliza formulário para população se cadastrar no Auxílio Reconstrução do Governo Federal
Todos os canoenses que residem em regiões atingidas pela enchente já podem se cadastrar no formulário disponível pela Prefeitura, para terem acesso ao Auxílio Reconstrução do Governo Federal.
A iniciativa vai garantir R$ 5,1 mil diretamente à população, com pagamento realizado pela Caixa Econômica Federal, via PIX. O município cadastrou todos os CEPs das áreas afetadas. O programa não possui nenhum corte ou limitação de renda, nem a necessidade de inscrição no CadÚnico.
Os canoenses devem realizar o cadastro neste link.
Após o cadastro, a pessoa indicada como responsável deve acessar um sistema do Governo Federal, que será aberto na próxima segunda-feira (27/05), para confirmar o pedido. É necessário ter uma conta GovBr. Quem já possui conta na Caixa receberá o dinheiro diretamente nela. Para quem não tem, será aberta automaticamente uma poupança, onde será depositado o benefício.
No momento do cadastro, os canoenses devem preencher as seguintes informações:
– Nome completo e CPF do responsável da família;
– Nome completo e CPF de todos os outros membros da família;
– Endereço completo e CEP.
– Telefone de contato
*Após a inscrição, o morador deve assinar uma autodeclaração se responsabilizando pelas informações prestadas.
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DESASTRE NO RS: Total de mortos sobe para 83; 111 estão desaparecidos
Na manhã desta segunda-feira, 6, um boletim divulgado pela Defesa Civil apontou que o número de mortos em decorrências das chuvas e enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul subiu para 83. Ainda estão sendo investigadas outras 4 mortes, e há 111 desaparecidos e 276 pessoas feridas.
De acordo os dados da Defesa Civil, 141,3 mil pessoas estão fora de casa, sendo 19,3 mil em abrigos e 121,9 mil desalojadas (na casa de amigos ou familiares). Ao todo, 345dos 496 municípios do estado registraram algum tipo de problema, afetando 850 mil pessoas.
Risco de inundação extrema
O nível do Guaíba, em Porto Alegre, está quase 2,30 metros acima da cota de inundação. Em medição realizada às 5h15min desta segunda-feira, 6, o patamar estava em 5,26 metros. O limite para inundação é de 3 metros.
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