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16/04/2026
 

Geral

São Cristóvão reúne motoristas devotos há 60 anos no bairro Igara

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em

Marcelo Grisa

Na manhã do último domingo, 30 de julho, ocorreu a 60ª edição da Festa de São Cristóvão, no bairro Igara. Reunindo, de acordo com a organização, mais de quatro mil pessoas e dois mil veículos, os fiéis seguiram uma rota que passou pela BR-116. Além disso, o cortejo com a imagem do santo padroeiro dos motoristas passou pelas Avenidas Boqueirão e Guilherme Schell, além da Rua Tupi, onde fica a sede da paróquia que leva seu nome.

Carregando Jesus consigo

A lenda de São Cristóvão, assim chamado por ser “aquele que carrega a Cristo”, fala do filho de um rei, dotado de grande força e altura, chamado Reprobus. Convertido à fé cristã, ele não se ajoelhava para rezar, mas fazia a travessia de pessoas por um perigoso rio. Um dia, uma criança que ele carregava tornava-se cada vez mais pesada: ela se revelou como o próprio Jesus. Depois disso, Reprobus realizou milagres que despertaram a fúria do governador romano local. Cristóvão tornou-se mártir, comemorado no dia 25 de julho.

Missa

Às 8 horas, ocorreu a missa em honra a São Cristóvão, celebrada por Dom Aparecido Donizeti, bispo auxiliar de Porto Alegre. Para ele, quando se coloca a devoção a um santo, é necessário lembrar de suas qualidades. “Um motorista devoto precisa cultivar essas virtudes, tais como a mansidão, a paciência e a prudência, para levar Jesus em segurança no seu coração”.
Participando pelo primeiro ano como pároco no bairro Igara, o Padre Egon Binsfeld abençoou os carros e motoristas ao final da carreata. “Por meses, esta é a preparação de uma grande equipe. Esta é a maior expressão da nossa comunidade, formando e chamando a esta família de fé”, aponta.
Além de São Cristóvão, a missa, que foi atendida também por vereadores e secretários municipais, lembrou dos 300 anos do descobrimento da imagem de Nossa Senhora Aparecida, que começou a devoção à padroeira do Brasil.

Preparação e celebração

Antes disso, a festa já começava a ser preparada por uma equipe de cerca de 130 pessoas da comunidade, entre festeiros, assadores e demais organizadores. A segurança foi feita com o auxílio de seis agentes da Brigada Militar, mais seis equipes da Guarda Municipal e 20 agentes de trânsito, além do apoio da Polícia Rodoviária Federal.

O único problema aconteceu por uma questão de organização na saída da procissão. De acordo com fiéis presentes, em anos anteriores era feita fila única a partir da Rua Itu. Entretanto, para a edição deste ano, foi feita também uma fila na própria BR-116, para onde a rua desemboca, de forma que devotos vindos de Porto Alegre pudessem se juntar ao cortejo. O ajuste fez com que vários motoristas e caminhoneiros ficassem parados na saída da Rua Itu por, pelo menos, meia hora. Ao fim da carreata, que começou perto das 9h30min, foram servidos cerca de mil almoços para os presentes. “O resultado pleno do trabalho da comunidade é visto hoje, no ápice da festa. A gente procura atender bem a todos, com o carinho, o amor que Jesus nos mostrou”, afirma o voluntário Valmor Bienert.

A professora Emileine Karwinski levou toda a família para ajudar na festa de São Cristóvão. “É bom estar aqui e passar essa vivência também para os filhos. A gente se envolve junto, é algo bom inclusive para a educação deles”, explica.
O motorista César Silveira, morador do bairro Igara, vem de uma família que tem no volante seu ganha-pão. “Eu venho desde a minha infância. Acima de tudo, hoje eu busco na fé uma forma de trabalhar mais tranquilo, com mais segurança”, argumenta.

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Meio Ambiente

Governo do Estado sanciona lei que cria fundo para proteção e bem-estar animal no RS

Redação

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Autor: Maurício Tonetto/Secom

O Governo do Estado sancionou, na quarta-feira, 15, a lei que cria o Fundo Estadual de Proteção e Bem-Estar dos Animais Domésticos, apontado como uma iniciativa inédita no país. Também foi publicado o decreto que regulamenta a medida, além do anúncio de um investimento inicial de R$ 5 milhões. O ato ocorreu no Palácio Piratini, na presença de autoridades da área ambiental, entre elas a titular da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann.

A nova legislação institui uma fonte específica de recursos para políticas públicas voltadas à proteção e ao bem-estar animal. A proposta prevê repasses para municípios, organizações da sociedade civil e instituições parceiras, além da criação de um conselho gestor com participação social para acompanhar a aplicação dos valores.

Durante o ato, o governador destacou que o fundo deve financiar ações construídas em diálogo com entidades e pessoas que atuam na causa animal.

“Esse fundo vai financiar uma série de iniciativas construídas em diálogo com quem vive e luta diariamente por essa causa”, afirmou.

Ele também mencionou que a medida busca consolidar ações já existentes em uma política pública estruturada.

Outro ponto ressaltado foi a participação da sociedade civil na gestão dos recursos. “O engajamento da sociedade civil é também essencial nessa construção, com um conselho gestor que vai ajudar a orientar e qualificar as ações”, disse o governador.

Já o vice-governador destacou a criação de uma reserva específica de recursos para a área.

“A partir de agora, vamos sempre ter um recurso reservado do orçamento exclusivamente para atender a política de proteção e bem-estar animal”, afirmou.

O fundo passa a ter caráter permanente, com a previsão de financiamento contínuo para ações voltadas à proteção e ao cuidado com animais domésticos no Rio Grande do Sul.

Fundo define fontes de receita e destinação dos recursos

O fundo estadual terá como fontes de receita recursos do orçamento do Estado, repasses da União, transferências de outros entes federativos, doações de pessoas físicas e jurídicas e rendimentos de aplicações financeiras.

Os valores poderão ser aplicados em ações voltadas a cães, gatos e equinos. Para cães e gatos, estão previstos programas de esterilização, convênios com clínicas e hospitais veterinários e apoio a abrigos e entidades que atendem animais em situação de abandono ou risco.

No caso dos equinos, os recursos poderão ser utilizados em programas de redução do uso de veículos de tração animal, campanhas de conscientização e capacitação de profissionais da área.

A aplicação dos recursos seguirá critérios como a redução da população de animais em situação de rua, atendimento a casos de maus-tratos ou risco sanitário e alcance das ações. O fundo também poderá ser utilizado em situações emergenciais, como eventos climáticos extremos, para atendimento a animais afetados.

Comitê gestor

A secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, informou que o fundo contará com um conselho gestor formado por representantes do poder público e da sociedade civil. A composição inclui entidades de proteção animal, organizações não governamentais e instituições de ensino e pesquisa com atuação na área.

Durante o ato, a secretária mencionou que o modelo prevê um comitê gestor paritário, com participação de diferentes setores. “Estamos estruturando um instrumento participativo, que contará com um comitê gestor paritário”, afirmou.

O comitê será formado por oito integrantes: dois representantes da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), um da Defesa Civil, um da Secretaria da Fazenda (Sefaz), um indicado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, um indicado pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), além de um representante de instituições de ensino e pesquisa e um de organizações não governamentais. Estes dois últimos serão escolhidos por meio de edital público, com mandato de dois anos.

Presente no ato, a ativista da causa animal Rosane Marchetti falou sobre a expectativa em relação ao fundo.

“Espero que esse seja o começo de um novo tempo, em que não só os animais, mas os protetores também vão ter dignidade. Um protetor se envolve completamente com essa causa, mas ele só tem amor, não tem dinheiro”, disse.

O repasse de recursos para municípios e entidades está condicionado à instalação do comitê gestor, processo que deve levar cerca de três meses para ser concluído.

Repasse aos municípios

O Fundo Estadual de Proteção e Bem-Estar dos Animais Domésticos simplifica o repasse de recursos a municípios e entidades de proteção animal. Em vez de se basear em convênios, como funcionava anteriormente, o modelo a ser utilizado para os repasses será o fundo a fundo.

Para receber recursos do fundo estadual, os municípios precisarão contar com fundos municipais de bem-estar animal, que tenham comitê gestor próprio e regimento interno. Para estimular a criação desses fundos nos municípios que ainda não têm, a Sema disponibiliza modelos de documentos para auxiliar as prefeituras.

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Geral

Prefeitura de Canoas promove viagem para grupo de idosas por meio do Programa de Turismo Social

Redação

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Nesta segunda-feira, 13, o grupo de idosas Renascer participou de uma viagem a Garibaldi para a Festa do Grostoli, dentro de uma atividade de turismo social promovida em Canoas.

A iniciativa levou as participantes para um dia de passeio e convivência durante o evento na Serra Gaúcha.

A ação foi organizada pela Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria da Mulher, Cidadania e Inclusão.

Durante a viagem, a vice-coordenadora do grupo, Eliane Medeiros, destacou a importância da iniciativa.

“O programa é uma oportunidade de promover a convivência por meio do turismo. Temos participantes com mais de 80 anos, e viajar com as amigas é uma forma de lazer que valoriza todas as idades”, afirmou.

A secretária da Mulher, Cidadania e Inclusão, Maria Beatris Conter Arruda, ressaltou o impacto das ações para o grupo.

“A integração e a participação em atividades como essa fortalecem os vínculos, ampliam o convívio social e contribuem para a qualidade de vida das integrantes do grupo Renascer”, destacou.

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Policial

Família desaparecida em Cachoeirinha: sangue na casa da família Aguiar é de Silvana e do pai; confirma Polícia Civil

Redação

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A Polícia Civil confirmou que o sangue encontrado na residência de Silvana Germann Aguiar, de 48 anos, desaparecida desde o fim de janeiro em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, pertence a ela e ao pai, Isail Aguiar, de 69 anos, que também está desaparecido.

Silvana e os pais, Isail e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos, não são vistos há cerca de 80 dias. Silvana desapareceu no dia 24 de janeiro. Já Isail e Dalmira foram vistos pela última vez no dia 25. Desde então, não há informações sobre o paradeiro da família.

O principal suspeito do caso é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que está preso preventivamente. A Polícia Civil considera remotas as chances de que as vítimas sejam encontradas com vida e trata o caso como feminicídio e duplo homicídio.

De acordo com a investigação, a possível motivação do crime estaria relacionada à disputa pela guarda do filho do policial com Silvana, além de questões financeiras envolvendo o patrimônio da família Aguiar.

No fim de março, outras três pessoas ligadas ao policial passaram a ser investigadas por suspeita de atrapalhar o andamento do inquérito. Uma parente, que atua na área de tecnologia da informação, é suspeita de apagar dados de dispositivos eletrônicos e de armazenamento em nuvem, podendo responder por fraude processual.

Outro familiar é investigado por supostamente excluir imagens de câmeras de segurança da casa onde mora a mãe do policial, também sob suspeita de fraude processual. Há ainda um terceiro envolvido, próximo ao suspeito, investigado por falso testemunho. Segundo a polícia, ele teria mentido em depoimento para tentar fornecer um álibi ao policial, a pedido de uma familiar.

A defesa de Cristiano Domingues Francisco, representada pelo advogado Jeverson Barcellos, informou que acompanha o caso e aguarda a conclusão do inquérito para se manifestar.

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