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27/09/2026
 

Saúde

Prefeitura e Gamp devem apresentar documentos à Justiça do Trabalho

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Em audiência realizada na manhã de segunda-feira, 3, o Juiz do Trabalho Cesar Zucatti Pritsch concedeu prazos ao Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) e para os representantes do município apresentarem documentos e demonstrativos de suas gestões. O objetivo é reunir dados para avaliar as denúncias apresentas pelo Simers, que afirma haverem falhas administrativas.

Reivindicações

Autor da ação, o Simers reivindica a solução para uma série de impasses, como a ausência no pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos profissionais desde que o Gamp assumiu a gestão do Hospital Universitário (HU), Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), CAPs e UPAs em dezembro de 2016.
Conforme a diretora do sindicato, Clarissa Bassin, a gerência da instituição confirmou, em abril, que não havia registro de recolhimento da contribuição mensal ao INSS dos mais de 2,5 mil empregados das unidades geridas pelo Gamp. Além disso, a entidade afirma que os colaboradores não estão recebendo os valores referente a férias.

Exames e medicamentos

Na quinta-feira, 29 de junho, o Simers divulgou nota afirmando que faltavam medicamentos e exames no Hospital de Pronto Socorro (HPS) e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Caçapava.

“Por falta de reagentes, os médicos da UPA Caçapava estão incapacitados de realizar exames fundamentais, como hemograma (exame de sangue), de avaliação da função renal (creatinina), PCR (proteína C reativa e magnésio plasmático), inviabilizando o diagnóstico em um pronto atendimento”, afirma a entidade, que ainda apontou a falta de Heparina no HPSC.

“Queremos cobrar do gestor público municipal, que é o responsável pela situação, assim como denunciar à população a situação de risco existente para o exercício da medicina na cidade. Essa realidade está se tornando cada vez mais grave e pode levar a piora dos índices de saúde da população, assim como colocar em risco a vida dos munícipes de Canoas”, alerta a vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil.

Direitos trabalhistas

Em audiência realizada no dia 7 de junho, o Simers já havia denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT) “manobras da empresa que afetam os direitos trabalhistas dos médicos.” De acordo com o sindicato, em torno de 500 médicos que integram os serviços administrados pelo Gamp no município sofrem com a sonegação de direitos, entre eles o condicionamento da prestação de serviços ao ingresso em uma empresa constituída pelo próprio Grupo.

O que diz a Prefeitura

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Canoas informa que “os repasses mensais destinados ao GAMP estão em dia conforme estabelece o contrato. A fiscalização é permanente no sentido de cobrar a regularização de todo e qualquer pagamento realizado. A SMS mantém uma Comissão de Gestão e de Fiscalização junto ao GAMP.”

O que diz o Gamp

Também em nota, o Gamp “esclarece que hoje, estatisticamente, o Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) atende a uma classificação clínica maior do que de urgência e emergência e isto influi em toda a sua estrutura de atendimento. As UPAS Rio Branco e Caçapava recebem em suas estruturas físicas mais de 10% de pacientes de fora de Canoas, absorvendo custos com materiais, medicamentos, estrutura e recursos humanos sem a devida reciprocidade de seus municípios. No entanto, mesmo que tenhamos recebido as unidades de saúde sucateadas, fruto da má administração da gestão anterior, não deixamos de atender a todos que chegam até nós. A denúncia de falta de medicamentos não procede, tanto que pode ser desmentida pelas notas fiscais das compras realizadas. O pagamento de salários e honorários médicos sempre é prioridade, tanto que já foram superadas algumas graves e sérias tensões nos fluxos de caixa no repasse de recursos públicos. Estamos trabalhando para que possamos, com o esforço da atual gestão e dos colaboradores, estabelecer um controle mais rígido quanto aos gastos, a fim de atingir maior estabilidade econômico-financeira.”

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Saúde

Fundação de Saúde de Canoas conquista CEBAS e projeta economia de aproximadamente R$ 18 mi por ano

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Foto: Bruno Ourique

A Fundação Municipal de Saúde de Canoas (FMSC) conquistou o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social na Área da Saúde (CEBAS). O reconhecimento representa um marco na história da instituição e tem potencial para gerar uma economia estimada em aproximadamente R$ 1,5 milhão por mês, o equivalente a cerca de R$ 18 milhões por ano, segundo projeções da Fundação.

A certificação reconhece o atendimento, pela FMSC, aos requisitos legais aplicáveis às entidades beneficentes na área da saúde e possibilita, observadas as condições estabelecidas na legislação, o usufruto da imunidade das contribuições sociais abrangidas pelo CEBAS.

Na prática, a redução desses encargos fortalece a sustentabilidade financeira da Fundação e amplia sua capacidade de direcionar recursos para a prestação dos serviços públicos de saúde, incluindo investimentos em infraestrutura, tecnologia, modernização dos serviços e qualificação dos profissionais.

“Esta é uma conquista histórica para a Fundação e para Canoas. Estamos falando de uma economia estimada em aproximadamente R$ 18 milhões por ano, que fortalece nossa capacidade financeira e cria condições para ampliar investimentos na estrutura, na tecnologia, na qualificação dos nossos profissionais e, principalmente, na melhoria do cuidado oferecido à população”, frisa a médica e presidente da Fundação Municipal de Saúde de Canoas, Raquel Caetano.

A obtenção do CEBAS é resultado de uma busca institucional iniciada há anos e que exigiu persistência e a adoção de medidas administrativas e jurídicas. Ao assumir a atual administração, a certificação foi estabelecida entre as prioridades estratégicas da FMSC, diante do impacto estrutural que poderia representar para a sustentabilidade da instituição.

“Quando assumimos, entendemos que não bastava administrar as demandas do presente. Era necessário enfrentar questões estruturais e preparar a Fundação para o futuro. Retomamos o CEBAS como uma prioridade estratégica porque sabíamos o impacto que essa certificação poderia produzir. Hoje entregamos à cidade uma conquista que ultrapassa uma gestão: fortalece a Fundação e deixa um legado para a saúde pública de Canoas”, afirma Raquel.

A certificação tem validade de três anos – podendo ser renovado periodicamente – e amplia a capacidade da Fundação de direcionar recursos para infraestrutura, tecnologia, modernização dos serviços e qualificação profissional, observadas as regras legais, orçamentárias e financeiras aplicáveis.

Atualmente, a FMSC é responsável pela gestão de 29 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além de serviços especializados e 11 farmácias do Município, com atendimento destinado integralmente ao Sistema Único de Saúde. Para a presidente, o resultado também representa o reconhecimento de uma história construída coletivamente.

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Saúde

Hospital Universitário de Canoas realiza mutirão de oftalmologia a partir de terça-feira, 22

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Hospital Universitário de Canoas realiza mutirão de oftalmologia a partir de terça-feira, 22

O Hospital Universitário de Canoas (HU), administrado pela Associação Saúde em Movimento (ASM), realiza entre esta terça-feira, 22 de setembro, e domingo, 27, a segunda edição do Mutirão de Oftalmologia Nova Visão. A iniciativa prevê consultas oftalmológicas, cirurgias de catarata e atendimentos de acompanhamento pós-operatório para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A programação começa nos dias 22 e 23 de setembro, com consultas de triagem e avaliação médica. Segundo a organização, serão disponibilizadas 500 consultas com oftalmologistas para pacientes que aguardam atendimento pela rede pública.

Na quarta-feira, 24, estão previstas cirurgias de catarata. Nos dias 25 e 26, a programação inclui novos procedimentos cirúrgicos e retornos pós-operatórios dos pacientes atendidos no dia anterior. O mutirão será encerrado no domingo, 27, com atendimentos destinados ao acompanhamento dos pacientes após as intervenções.

A organização estima que até 750 pacientes sejam submetidos a cirurgias de catarata durante o período da ação.

Segundo a superintendente hospitalar da ASM, Tatiani Pacheco, o programa foi organizado para contemplar as diferentes etapas do atendimento. “O Nova Visão foi estruturado para garantir um cuidado completo e seguro aos pacientes, desde a avaliação clínica inicial até o acompanhamento pós-operatório”, afirmou.

Ainda de acordo com Pacheco, a iniciativa busca ampliar o acesso às cirurgias e acompanhar a recuperação dos pacientes atendidos.

Atendimento

Os atendimentos do mutirão serão realizados no Ambulatório do Hospital Universitário de Canoas, localizado no térreo da instituição. Conforme o hospital, as consultas e demais atendimentos que normalmente ocorrem no espaço foram transferidos temporariamente para outros ambientes, que estarão sinalizados. A medida, segundo a instituição, não interromperá os demais procedimentos.

Serviço

Mutirão de Oftalmologia Nova Visão
Local: Hospital Universitário de Canoas — Avenida Farroupilha, 8001, bairro São José
Período: 22 a 27 de setembro

Programação:

  • 22 e 23 de setembro: consultas oftalmológicas;

  • 24 de setembro: cirurgias de catarata;

  • 25 e 26 de setembro: cirurgias de catarata e retornos pós-operatórios;

  • 27 de setembro: retornos pós-operatórios.

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Saúde

HU de Canoas amplia atendimento pelo SUS com abertura de 50 novos leitos

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O Hospital Universitário (HU) de Canoas abre oficialmente, nesta quinta-feira, 17, 50 novos leitos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O ato ocorre às 10h, no segundo andar da instituição, localizada na Avenida Farroupilha, 8001, no bairro São José.

Com a abertura, o número de leitos cadastrados no SUS passará de 309 para 359. A medida integra o projeto de expansão da capacidade assistencial do hospital e corresponde à primeira etapa da ampliação.

“A ampliação da capacidade é uma conquista muito importante para Canoas e para toda a nossa rede pública de saúde”, comemora o prefeito Airton Souza. “Estamos abrindo 50 novos leitos SUS, ampliando a capacidade do hospital de 309 para 359 leitos. Isso significa mais pessoas tendo acesso a um atendimento de qualidade.”

Segundo a secretária municipal de Saúde, Ana Boll, a expansão envolve a preparação da estrutura para receber os pacientes. “

É importante destacar que cada novo leito significa uma estrutura preparada para receber uma pessoa que precisa de cuidado”, lembra. “Por isso, trabalhamos para que essa expansão aconteça com condições adequadas de atendimento.”

Dos 50 novos leitos, 15 serão destinados a isolamento, 20 à área obstétrica e 15 à pediatria. A superintendente hospitalar da Associação Saúde em Movimento (ASM), responsável pela gestão do HU, Tatiani Pacheco, explica que a distribuição considera as áreas com maior demanda.

“Nós priorizamos neste momento as áreas que precisavam de mais espaço, que possuem mais pacientes precisando de atendimentos. Eles estão distribuídos entre leitos clínicos e cirúrgicos. A abertura destes 50 leitos é um passo muito importante. Trabalhamos para que cada nova estrutura seja ativada com organização, equipes preparadas e condições adequadas de funcionamento. A ampliação precisa representar não apenas mais leitos, mas também um atendimento seguro, qualificado e humanizado”, afirma.

Leitos obstétricos e pediátricos

A diretora assistencial do HU, Janine Sulzbach, destaca a demanda relacionada à assistência materno-infantil. Atualmente, o hospital realiza cerca de 250 partos por mês.

“Hoje a nossa UTI neonatal é uma das maiores do estado, o que faz com que sejamos referência para várias gestações de risco e que acabam resultando em cesarianas. Por isso, termos mais leitos obstétricos cirúrgicos é importante. Além, é claro, da quantidade de mães de parto pélvico que cresce a cada dia”, analisa.

A ampliação também inclui novos espaços para internações pediátricas e de isolamento.

O diretor técnico do HU, Fernando Farias, relaciona o aumento de leitos à capacidade cirúrgica da instituição. Atualmente, o hospital conta com nove salas de cirurgia.

“Hoje nós contamos com nove salas de cirurgia. Isso é algo grandioso e que tem permitido que a gente produza mutirões cirúrgicos eficientes, que realmente estão fazendo diferença na vida da população. No entanto, abrir mais espaços de internação é fundamental para que os médicos e as equipes consigam atender ainda mais, com conforto e segurança”, analisa.

Ampliação do hospital

A abertura dos 50 leitos ocorre após outras mudanças na estrutura do HU. O hospital já recebeu dez novos leitos de UTI adulta, sete salas cirúrgicas e um novo angiógrafo.

Com a nova etapa, a capacidade do HU passa a 359 leitos SUS.

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