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04/06/2026
 

Política

Planejamento prevê aumento de 76% nas vagas de Educação Infantil

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As escolas municipais de educação infantil em Canoas tem agora Planejamento Estratégico. A vice-prefeita Gisele Uequed entregou cópias do documento aos vereadores da base em reunião na Prefeitura. O levantamento garantiu de imediato a criação de 480 vagas. A estimativa do município é criar, somente na rede própria, mais de 4 mil vagas até 2020, o que significa uma ampliação de, no mínimo, 76% na rede.
O planejamento prevê também que novas escolas devem ser construídas, gerando ainda mais ofertas. O texto tem como eixo aumentar o número de vagas, ampliar, reformar e construir escolas. “Nosso estudo demonstrou que com gestão e respeito ao dinheiro público podemos melhorar as estruturas das escolas infantis e garantir mais matrículas”, revelou Gisele. A vice-prefeita ressaltou também que as benfeitorias a serem construídas atenderão a todos os alunos.
Na reunião com os vereadores, Gisele reforçou a intenção do Executivo em investir na rede própria, cujo custo de manutenção do aluno é menor. Mas deixou claro que a compra de vagas nas contratadas que estão sendo usadas será mantida. “Os contratos permanecem, nosso objetivo é diminuir o déficit de vagas na Educação Infantil. Seria inviável não manter esses contratos, o que ocasionaria o contrário”, explicou a vice-prefeita.
A secretária-adjunta da Educação, Neka Escobar, declarou que os estudos realizados pela Comissão de Educação Infantil apontam para o investimento na rede própria. “Boa parte do valor investido em um aluno matriculado na rede própria retorna ao Município pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb)”, disse. O planejamento destaca que quatro novas escolas municipais de educação infantil, cujas obras estavam interrompidas, serão retomadas após repactuação com o Governo Federal, onde a prefeitura recuperou os recursos. Somente essas novas obras a serem entregues vão gerar 1200 vagas.
Outras 2.440 novas vagas serão criadas até 2020 com a construção de 58 novas salas de aula nas Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) já existentes. Isso é possível, pois é aproveitada a estrutura, como secretaria, segurança, cozinha, entre outros. Participaram da reunião, além da equipe de governo, o presidente da Comissão de Educação e Saúde da Câmara, Alexandre Gonçalves, os vereadores Sargento Santana, Eric Douglas, Cezar Mossini, Patrício, Gilson Oliveira, Patteta, Canhoto, Quinho, Cris Moraes e Linck.
Ministério Público
O Planejamento Estratégico da educação infantil também foi apresentado ao Ministério Público, em Porto Alegre. A promotora de Justiça da Regional da Educação, Danielle Bolzan Teixeira, recebeu a vice-prefeita Gisele Uequed, que detalhou o plano. No encontro, ela destacou que o déficit no retorno do Fundeb de 2017 em 2018 ultrapassa os R$ 10 milhões. “O que seria suficiente para construir quatro escolas ou para manter 1.900 crianças em novas vagas na rede própria”, mensurou Gisele. Com as mudanças nas regras do Fundeb, o município não recebe recursos federais para a manutenção de vagas de pré-escola (4-5 anos) em associações. A alternativa a essa alteração é o investimento na rede própria.
Ampliação de vagas
A Comissão de Educação Infantil foi constituída no início de 2017. Sob a coordenação da vice-prefeita, nos primeiros nove meses do ano, realizou um trabalho intensivo para fazer um diagnóstico das vagas disponíveis, da estrutura das escolas e dos recursos humanos para então projetar a criação de novas vagas. O primeiro resultado foi o anúncio de 480 novas matrículas na Educação Infantil, o chamamento de 91 novos professores e de reformas nas estruturas das escolas,  que representam um incremento de 9% na rede própria. Essas 480 vagas correspondem a mais da metade da demanda reprimida da pré-escola (733 vagas). “O Escritório de Engenharia e Arquitetura do município fez um estudo minucioso nas nossas EMEIs para identificar os locais em que seria viável fazer uma ampliação das salas de aula e chegamos a esse número”, destacou Gisele Uequed. Outras alternativas também estão em estudo, como a troca de áreas do município pela construção de novas escolas. O déficit atual da educação infantil é de 5.072 vagas.

 

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Política

Nova Santa Rita vota reforma da Previdência nesta terça e mobiliza servidores em protestos na cidade

Redação

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Nova Santa Rita vota reforma da Previdência nesta terça e mobiliza servidores em protestos na cidade

A Prefeitura de Nova Santa Rita encaminhou à Câmara de Vereadores o projeto de reforma da Previdência Municipal, que será votado às 18 horas desta terça-feira, 2. A proposta abre um debate sobre o equilíbrio financeiro do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores e já mobiliza diferentes setores do funcionalismo público no município.

Posição da Prefeitura

Segundo o Executivo municipal, a reforma é necessária para garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário e evitar o crescimento do déficit atuarial, que atualmente supera R$ 290 milhões. A administração argumenta que esse valor representa a diferença entre os recursos disponíveis e as obrigações futuras com aposentadorias e pensões.

De acordo com a Prefeitura, sem mudanças estruturais, o déficit tende a aumentar nos próximos anos, exigindo aportes crescentes do orçamento municipal. A gestão também afirma que os recursos destinados à Previdência vêm comprometendo a capacidade de investimento da cidade em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

O projeto foi elaborado com base em estudos atuariais e, segundo o Executivo, segue recomendações de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul. A administração também destaca que esta é a primeira reforma previdenciária da história do município e que outros entes públicos já realizaram ajustes semelhantes após mudanças na legislação nacional.

A Prefeitura projeta que a proposta possa reduzir o passivo atuarial para cerca de R$ 190 milhões, mesmo após alterações feitas ao longo do debate com servidores e entidades representativas.

Manifestantes contrários à proposta

Servidores públicos e entidades sindicais contrários ao projeto exigem regras mais brandas, e, em razão da votação do projeto nesta terça-feira, estão previstas manifestações em Nova Santa Rita. A mobilização deve ocorrer em dois momentos: às 11h30, em frente à Prefeitura, e às 17h, em frente à Câmara de Vereadores, onde o projeto será analisado e votado pelos parlamentares.

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Política

Projeto na Câmara de Canoas propõe isenção da tarifa de esgoto para imóveis sem ligação à rede pública

Redação

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O vereador Rodrigo D’Avila (NOVO) protocolou na Câmara Municipal de Canoas um projeto de lei que propõe a isenção da cobrança da tarifa de esgoto em casos em que o imóvel não consegue se conectar à rede pública por limitações técnicas.

Segundo o texto, a medida vale para residências e estabelecimentos que estejam em situação de desnível em relação à tubulação da rua, o que impede o escoamento natural do esgoto. Nesses casos, a ligação só seria possível com uso de sistemas de bombeamento, o que pode gerar custos considerados altos pelos moradores.

O projeto prevê que a isenção seja concedida mediante comprovação técnica da inviabilidade de ligação, por meio de laudo assinado por profissional habilitado ou declaração da concessionária responsável pelo serviço. O benefício deixaria de valer caso a conexão passe a ser possível com eventuais obras ou adequações na rede.

A proposta também abre a possibilidade de devolução ou compensação de valores pagos nos últimos cinco anos por consumidores que comprovarem que já estavam nessa condição de impossibilidade técnica no período.

Na justificativa, o vereador cita o contrato de concessão que prevê a não cobrança quando não há condições de ligação, além de princípios do Código de Defesa do Consumidor e decisões adotadas em outros municípios.

O projeto agora segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser apreciado pelos vereadores.

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Política

Vereador Jefferson Otto recorre à Justiça contra o PSD após alegar perseguição política

Redação

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O vereador de Canoas Jefferson Otto ingressou com uma ação judicial contra o Partido Social Democrático (PSD), alegando ter sido alvo de discriminação pessoal dentro da sigla.

Segundo o parlamentar, os problemas teriam começado após o partido passar a integrar a base do governo municipal, em meados de 2025. De acordo com Otto, desde então seu mandato teria sofrido restrições relacionadas ao exercício das atividades legislativas.

Entre os pontos citados pelo vereador estão a exclusão de comissões especiais, a impossibilidade de apresentar emendas a projetos incluídos na ordem do dia, dificuldades para protocolar pedidos de adiamento de votação e situações de exposição pública que, segundo ele, teriam causado constrangimento.

Em nota, Jefferson Otto afirmou que buscou a via judicial por considerar que não havia outra alternativa para enfrentar a situação.

“Desde que o partido entrou na base do Governo, em meados de 2025, eu passei a sofrer prejuízo das minhas prerrogativas parlamentares que culminaram, por exemplo, na exclusão de participação em comissões especiais, impossibilidade de apresentação de emendas em projetos que constam na ordem do dia, impossibilidade de apresentação de pedidos de adiamento de votação, exposição e constrangimento público, entre vários outros fatores. Dessa forma, não me restou outra alternativa que não buscar a via judicial. Sigo de cabeça erguida e com a certeza que a Justiça vai reparar esse prejuízo que o partido impõe ao meu mandato atualmente”, declarou.

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