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11/04/2026
 

Saúde

Justiça dá 30 dias para que Gamp e Prefeitura abasteçam insumos no HPS e HU

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O Juizado de Infância e Juventude de Canoas acolheu o pedido de liminar, formulada pelo Ministério Público, em Ação Civil Pública, contra o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) e a Prefeitura do município. A ação prevê a disponibilização imediata de insumos, materiais e medicamentos no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) e no Hospital Universitário (HU).

“O dano de difícil reparação está evidenciado, pois caso não venha a ser fornecidos tais medicamentos, e materiais, danosas e irreparáveis poderão ser as consequências para a saúde dos menores em atendimento”, afirma a juíza Patrícia Pereira Krebs Tonet, do Juizado da Infância e Juventude da comarca de Canoas. A juíza determinou que as partes deverão comprovar as providências tomadas no prazo de 30 dias.

O que diz a Prefeitura

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que “recebeu a decisão judicial na sexta-feira, dia 1º de setembro, e tem um prazo de 30 dias para tomada das providências cabíveis.”

O que diz o Gamp

Também em nota, o Gamp afirma: “Fomos notificados na última sexta-feira (1º) sobre a ação do Ministério Público que trata sobre suposta falta de medicamentos e insumos para a ala pediátrica, especialmente do Hospital Universitário de Canoas. A manifestação do MP se refere ao período inicial compreendido entre os meses de julho e agosto de 2016, período em que o GAMP não era responsável pela gestão do hospital. Todavia, em abril/17, uma denúncia do SIMERS também abordava a suposta falta de insumos no local, o que foi sanado já naquele período. O GAMP tem respondido todos apontamentos nas esferas pertinentes, entretanto, o departamento jurídico não se manifesta publicamente sobre questões judiciais, mas informa que falará no processo dentro do prazo de 30 dias concedido pelo judiciário. Continuamos à disposição da Câmara de Vereadores, das autoridades parlamentares da cidade de Canoas, bem como do MP, TCE, Judiciário e demais autoridades fiscalizadoras”.

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Saúde

Reabertura do HPS de Canoas é adiada para junho de 2027, após atrasos nas obras

Redação

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Hospital de Pronto Socorro de Canoas tem previsão de reabertura parcial para final de setembro

De acordo com informações divulgadas pelo portal GZH na manhã desta sexta-feira, 10, a reabertura do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Canoas deve ocorrer apenas a partir de junho de 2027.

O novo prazo está ligado à segunda fase das obras de recuperação da unidade, que sofreu danos durante a enchente de maio de 2024. A previsão inicial indicava a retomada das atividades em dezembro de 2026, mas o cronograma foi revisado.

Segundo o texto, o município divulgou edital para contratar a empresa responsável pelo projeto e pela execução das obras. A abertura das propostas está marcada para o dia 22 de abril. Caso não haja recursos administrativos ou questionamentos judiciais, a assinatura do contrato pode ocorrer no início do segundo semestre.

Conforme o edital, o prazo estimado para conclusão da reforma é de 12 meses, com entrega prevista para junho de 2027. O contrato com a empresa vencedora terá vigência de 18 meses.

Entre as intervenções previstas estão a recuperação da cobertura, substituição de revestimentos, melhorias nas casas de máquinas e reservatórios, além de adequações nos sistemas elétrico e hidrossanitário, instalação de climatização, pintura e serviços de paisagismo. O investimento pode chegar a R$ 10,13 milhões.

Após a conclusão das obras, ainda será necessária a compra de móveis e equipamentos médicos. Em setembro de 2024, a prefeitura suspendeu o processo de aquisição desses itens. Até o momento, não há definição sobre quando o hospital voltará a operar plenamente.

Procurada pela reportagem do Jornal O Timoneiro, a prefeitura de Canoas informou que em breve enviará uma nota sobre o assunto.

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Saúde

Casos graves de influenza quase dobram no Brasil em comparação a 2025

Redação

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Levantamento aponta que a temporada de gripe no Brasil começou mais cedo e com maior intensidade em 2026. Dados do Instituto Todos pela Saúde, com base em análises laboratoriais, indicam que os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causados pelo vírus influenza quase dobraram entre janeiro e meados de março na comparação com o mesmo período de 2025.

Neste ano, foram registrados 3.584 casos, contra 1.838 no ano passado. As informações reforçam o cenário de aumento na circulação de vírus respiratórios no país.

De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 800 pessoas morreram em decorrência de vírus respiratórios nesse intervalo. Ao todo, o Brasil soma cerca de 14 mil casos de SRAG até meados de março.

O avanço antecipado da gripe já provoca impactos em cidades brasileiras. Em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi decretada situação de emergência devido ao aumento das doenças respiratórias.

Especialistas apontam que a pandemia de Covid-19 alterou o comportamento dos vírus respiratórios. O virologista Anderson Brito explica:

“O que a gente tem observado é que a sazonalidade, ou seja, o período onde os vírus respiratórios costumavam mais estar presente, que era ali em torno do inverno, né, se modificou muito após a chegada da pandemia de Covid-19. O que acontece é que aquele isolamento que a gente fez durante a pandemia alterou o ciclo sazonal da maioria dos vírus”

Para conter o avanço da gripe, a principal recomendação das autoridades de saúde é a vacinação. O governo federal antecipou a campanha de imunização em 2026, com meta de vacinar 90% dos grupos prioritários até 30 de maio. Até agora, cerca de 6 milhões de doses já foram aplicadas.

Estão entre os grupos prioritários crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde, professores, povos indígenas e pessoas com comorbidades.

A infectologista Miriam Dalben faz um alerta sobre a gravidade da doença:

“As pessoas acabam banalizando um pouco a gripe, achando que é uma coisa muito besta, que não pode evoluir com gravidade. Isso não é verdade. Tem gente que só descobre quando fica doente de maneira grave, igual tem paciente agora internado com gripe muito grave. Tem paciente inclusive na UTI agora.”

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Saúde

Anvisa suspende lote de dipirona da Hypofarma após identificar risco de contaminação

Redação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou, na quarta-feira, 8, o recolhimento de um lote de dipirona monoidratada 500 mg/mL, apresentado em caixas com 100 ampolas de 2 mL, produzido pela Hypofarma.

Além do recolhimento, o órgão também suspendeu a comercialização, distribuição e uso do lote 24112378 do medicamento em todo o país.

De acordo com a Resolução (RE) 1.380/2026, a decisão foi tomada após a confirmação de desvio de qualidade, identificado pela presença de material particulado não dissolvido e estranho à formulação do produto.

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