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03/11/2026
 

Geral

Faviero Veículos completa 30 anos de ativiadade em Canoas

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Publicado

em

Monique Mendes

Em agosto de 1987, a Faviero Veículos iniciou as atividades na cidade de Canoas. Com poucos veículos à venda, mas com os mesmos princípios éticos que mantém até hoje, a empresa superou a crise econômica que ocorria no país na época e se firmou no mercado pela excelência no atendimento e alto padrão de qualidade em veículos seminovos.

A Faviero Veículos carrega em seu DNA muitos dos valores do seu proprietário, Luiz Antônio Chemello Faviero, 55 anos. Foi impulsionado pelo amor à profissão e pelos quatro filhos, dos quais se orgulha. Faviero recebeu a equipe do jornal O Timoneiro em sua sala e compartilhou momentos desta história de 30 anos de trabalho, que se mescla com sua própria história pessoal.

Jornal O Timoneiro – Você foi vendedor de carros antes de abrir o próprio negócio. Como iniciou a Faviero Veículos?

Luiz Faviero: Depois de cinco anos de experiência na área passando por revendas autorizadas Wolksvagem, Chevrolet, Fiat, resolvi, em agosto de 1987, ter o meu próprio negócio. Estávamos em meio a uma crise muito grande no mercado brasileiro, onde não se conseguia vender carro e o setor foi para lama. Muitas lojas fecharam, entre elas estava uma que tinha sede em Porto Alegre e havia encerrado as operações aqui em Canoas. Falei com eles, deixei meus documentos e propus levar uns carros para lá e vender. Uma semana depois eu voltei e pude iniciar o meu negócio. Quando cheguei na loja já coloquei o nome Faviero Automóveis. Acredito que quando a pessoa põe o seu nome, isso dá uma credibilidade imensa. Aprendi sozinho, pela vida, que honestidade é a primeira coisa que se deve ter. Sem honestidade não se vai a lugar nenhum. Apenas em 1994, viemos para esse local, aqui na Getúlio Vargas, que é uma sede boa e própria. Estamos neste ponto há quase 24 anos.

Jornal O Timoneiro – Como foi manter um mesmo negócio no mercado por 30 anos?

Luiz Faviero – Foi muito difícil nestes anos todos. Tive momentos de ficar até dois anos seguidos perdendo dinheiro. No início do governo Lula, onde o crédito para carro zero sem entrada foi fomentado, ninguém queria saber de carro usado, apenas carro novo. Foi um momento bem difícil para nós que vivemos da venda de carros usados. Em 1994, fui algumas vezes para os Estados Unidos, que têm o mercado de automóveis que a gente se espelha mais, para saber o que estava acontecendo com o Brasil, já que ninguém queria mais carro usado. Quando comecei existiam umas 15 lojas de carros em Canoas, hoje devemos ter por volta de umas 250 lojas na cidade. Em 2013, por um acaso do destino, eu passei por outra perda grande, que foi o falecimento do meu segundo filho, Felipe Faviero, num acidente fatal de carro. Ele era o meu braço direito e já fazia tudo aqui. Gerenciava, resolvia todos os negócios e nada passava sem o aval dele. Eu só ficava na administração. Hoje tenho a sorte de ter meus outros dois filhos trabalhando e aprendendo comigo. O Ricieri, que veio para loja quando tinha 15 anos e pretende dar seguimento no negócio, e o Luca, que está com 16 anos e trabalha meio turno comigo faz dois anos.

Jornal O Timoneiro – Quais são os diferenciais da sua empresa e como vê o futuro das vendas com as novas tecnologias que o mercado oferece, como: redes sociais, sites e aplicativos?

Luiz Faviero- A gente cuida bem do nosso cliente. Prezamos pela confiança, credibilidade, fidelização. Trabalhamos muito com fidelização. Não vendemos mais automóveis há muito tempo, vendemos confiança. Damos garantia dos nossos carros e antes de vender eu tenho certeza que usaria esse veículo. Pode ser do ano mais baixo que for, se tiver aqui para vender é porque está bom. Vamos fidelizando e mantendo nossos clientes. Hoje 60% da nossa venda mensal é de clientes, os outros 40% são novos. Buscamos no mercado o melhor carro possível, revisamos antes de vender para as pessoas não se preocuparem, como se estivessem comprando um carro novo. Sobre as tecnologias, acho fundamental e nos mantemos atualizados. Temos face e um site para venda dos veículos é fundamental hoje em dia. Acredito que mais de 80% da nossa venda, seja cliente novo ou antigo, olha primeiro no site. Nada vai funcionar se a pessoa não puder olhar no celular, dentro do carro, onde estiver. Temos uma boa câmera fotográfica para dar qualidade perfeita nas fotos. Precisamos melhorar, tudo precisa melhorar, mas a gente está sempre buscando esse aprimoramento e novidades.

Jornal O Timoneiro – Como você se vê como profissional e quais são os projetos da empresa para o futuro?

Luiz Faviero – Hoje, eu estou maduro e acredito que cheguei no nível mais alto de uma profissão. Tenho conhecimento total do meu negócio e conheço todo o processo do início ao fim. Me sinto capaz de ensinar e formar discípulos para que no futuro eles toquem a loja e eu consiga descansar em paz. Vou trabalhar até morrer, porque eu gosto do que faço, gosto de vir para loja, gosto do meu pessoal. Todo mundo se sente bem, é bem tratado aqui. Não vamos parar nunca e estaremos sempre buscando crescer. No ano que vem vamos inaugurar uma nova sede, que fica aqui pertinho. Ela será bonita, aconchegante, tudo pensado no melhor para os nossos clientes.

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Geral

RS abre pedidos de reembolso de multas do free flow; veja como receber o dinheiro de volta

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Foto: Fabrício Braga Nunes – CSG
Foto: Gus Wanderlei

O governo do Rio Grande do Sul abriu, nesta quinta-feira, 29, o sistema para solicitar o reembolso de multas relacionadas ao pedágio eletrônico free flow que foram anuladas após uma decisão do governo federal. Os pedidos devem ser realizados pela Central de Serviços do Detran-RS.

Segundo o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer-RS), 527,7 mil multas foram pagas e posteriormente anuladas no Estado. Os valores, portanto, poderão ser restituídos aos motoristas que quitaram as penalidades.

Conforme o órgão, os pedidos serão processados e os recursos deverão ser devolvidos em até 30 dias. As multas aplicadas desde 2024 terão correção monetária.

O diretor-geral do Daer, Luciano Faustino da Silva, destacou a quantidade de penalidades envolvidas e a proposta de simplificar o procedimento de restituição.

“São mais de 527 mil multas que precisam ser devolvidas. A ferramenta vai estabelecer de forma facilitada e rápida os valores para o cidadão”, afirmou.

Como funciona o reembolso

Os motoristas que pagaram multas anuladas relacionadas ao sistema free flow poderão solicitar a devolução dos valores pela plataforma digital do Detran-RS. O procedimento deve ser realizado diretamente na Central de Serviços do órgão.

O free flow é um modelo de pedágio eletrônico sem cancelas. Nesse sistema, os veículos passam por pórticos instalados nas rodovias, sem precisar parar, e o pagamento da tarifa deve ser feito posteriormente, geralmente pelo site da concessionária, dentro do prazo estabelecido.

Quando o pagamento não é realizado em até 30 dias, o motorista pode ser autuado por evasão de pedágio, com multa de R$ 195,23.

Prazo para regularizar débitos termina em novembro

A suspensão das multas foi determinada pelo governo federal em abril de 2026, após questionamentos sobre a comunicação e a divulgação das regras de funcionamento do free flow. Na ocasião, foram suspensas 3,4 milhões de multas aplicadas em todo o país.

A medida estabeleceu um período de transição de 200 dias para que os motoristas pudessem quitar os débitos pendentes com as concessionárias e evitar as penalidades.

O prazo termina em 16 de novembro. Quem não regularizar os valores devidos até essa data voltará a ficar sujeito à cobrança das multas suspensas.

A decisão foi adotada após a constatação de que muitos motoristas deixaram de pagar as tarifas por desconhecimento do funcionamento do sistema. Atualmente, 14 concessionárias utilizam o modelo no Brasil.

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Policial

Polícia prende suspeito e apreende armas em operação que investiga fraude em licitações de Guaíba

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A Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira, 22, a Operação Pseudographos, em Guaíba. A investigação apura suspeitas de falsificação e uso de certificados de capacidade financeira atribuídos à Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE), apresentados por uma empresa de terceirização de mão de obra em licitações promovidas pelo município.

Ao todo, cerca de 25 policiais civis cumpriram sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre. As diligências ocorreram na sede da empresa investigada, em um escritório de assessoria contábil, em residências de investigados e em setores da administração municipal, incluindo a Procuradoria-Geral do Município.

Durante a operação, uma pessoa foi presa. Os policiais também apreenderam armas, munições e documentos.

A investigação apura possíveis crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso, fraude à licitação e associação criminosa. Os certificados investigados teriam sido utilizados para habilitar a empresa em pregões eletrônicos, que resultaram em contratos administrativos posteriormente aditados.

Certificados apresentavam indícios de falsificação

Conforme o delegado Augusto Zenon, titular da 2ª Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública Municipal (DIRCAPM/Dercap), a investigação começou após uma comunicação da própria CAGE, que identificou indícios de falsificação nos documentos.

Segundo o órgão, os certificados não foram emitidos pelo sistema oficial, apresentavam numeração já vinculada a outras pessoas jurídicas e continham datas de emissão correspondentes a dias em que os sistemas estaduais estavam indisponíveis em razão da calamidade pública provocada pelas enchentes de 2024. Os prazos de validade também divergiam do padrão adotado.

A perícia realizada pelo Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP/RS) apontou fortes indícios de falsidade.

“A perícia oficial do Instituto-Geral de Perícias (IGP/RS) concluiu pela existência de fortes indicadores de falsidade, constatando metadados incompatíveis com os certificados autênticos e sinais de elaboração em editor de texto, com posterior conversão para PDF”, esclareceu Zenon.

Investigação apura possível participação de agentes públicos

De acordo com a delegada Karoline Calegari, titular da Delegacia de Polícia de Guaíba, o inquérito começou na unidade policial do município, onde os fatos teriam ocorrido, e posteriormente foi encaminhado à delegacia especializada em crimes contra a administração pública.

As apurações incluíram depoimentos, exames periciais, análise de procedimentos administrativos municipais, materiais encaminhados anonimamente à Polícia Civil e um relatório de inteligência financeira.

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos indicaram a necessidade de ampliar a investigação para além do escritório de contabilidade responsável por obter e encaminhar os certificados.

Entre os pontos ainda investigados estão a autoria da falsificação, os equipamentos e as contas utilizados na criação e no envio dos documentos, a circulação dos arquivos e o nível de conhecimento dos representantes da empresa beneficiada.

Também são analisados atos administrativos relacionados a pagamentos, aplicação de sanções e uma nova contratação da empresa. Conforme a investigação, algumas dessas decisões teriam divergido de manifestações das áreas técnicas da administração municipal.

“Também serão examinados atos praticados no âmbito da administração municipal em favor da empresa, em procedimentos de pagamento, de aplicação de sanções administrativas e de nova contratação, alguns deles em sentido divergente das manifestações das áreas técnicas, a fim de verificar a existência de ajuste prévio, divisão de tarefas e atuação coordenada entre particulares e agentes públicos, sem prejuízo da apuração de eventuais crimes de corrupção”, concluiu o delegado.

Objetivo da operação

Os mandados de busca e apreensão também tiveram como objetivo recolher computadores, celulares, mídias de armazenamento, arquivos originais e editáveis, comunicações e documentos físicos e digitais. O material deverá auxiliar na reconstrução do processo de produção e circulação dos certificados e na identificação da participação de cada investigado.

A Polícia Civil informou que as responsabilidades individuais serão apuradas com respeito ao contraditório e à ampla defesa.

O nome da operação, Pseudographos, tem origem grega e remete à expressão “escrita falsa”. A denominação faz referência aos documentos que teriam sido forjados com aparência de autenticidade oficial para comprovar uma capacidade financeira que não havia sido certificada regularmente, possibilitando, em tese, a habilitação da empresa em licitações públicas.

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Policial

Condenada por assassinato de fotógrafo em Canoas entra na lista vermelha da Interpol

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A gaúcha Paula Caroline Ferreira Rodrigues, de 31 anos, foi incluída na lista vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localizar pessoas procuradas pela Justiça. Ela foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão pelo assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, ocorrido em julho de 2015, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

O nome de Paula está disponível no site oficial da organização, que divulga informações para auxiliar na identificação de pessoas procuradas, incluindo fotografias que mostram mudanças na aparência da mulher desde a época do crime.

Segundo o delegado João Paulo Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a inclusão na lista foi solicitada pela Delegacia de Capturas da Polícia Civil. As equipes seguem realizando diligências para localizar a condenada.

“A Polícia Civil vem realizando diversas diligências para a sua captura, entretanto, a colaboração da sociedade pode ser determinante para isso”, declarou o delegado.

Fotógrafo foi morto com 19 tiros

José Gustavo Bertuol Gargioni foi encontrado morto em julho de 2015, na região da Praia de Paquetá, em Canoas. Conforme as investigações, ele foi atraído para uma emboscada e atingido por 19 disparos de arma de fogo.

De acordo com a acusação, Paula mantinha um relacionamento com o fotógrafo e teria marcado um encontro para atraí-lo até o local do crime. Na época, ela também se relacionava com Juliano Biron da Silva, apontado como coautor do assassinato.

Biron foi condenado em 2020 a 20 anos e oito meses de prisão pela participação no crime.

Condenação ocorreu em segundo julgamento

Paula foi julgada pela primeira vez em dezembro de 2023, quando o Tribunal do Júri a absolveu da acusação de homicídio. O Ministério Público recorreu da decisão e, em abril de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou a realização de um novo julgamento, por considerar que a absolvição contrariava as provas do processo.

O segundo júri ocorreu em 10 de março de 2026, em Canoas. Na ocasião, Paula foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado, considerando motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A mulher não compareceu ao julgamento e já era considerada foragida. Há um mandado de prisão em aberto contra ela. A inclusão na lista vermelha da Interpol busca auxiliar na localização da condenada.

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