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18/04/2026
 

Geral

Entornos de estações da Trensurb esperam por soluções

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Publicado

em

Marcelo Grisa

A Empresa de Trens Urbanos Porto Alegre S.A., a popular Trensurb, constitui uma das principais formas de transporte de passageiros na Capital e na Região Metropolitana. Apenas em 2016, foram mais 185 mil passageiros diários, totalizando um número de acessos às estações que ultrapassou os 56 milhões durante o ano.

Piso quebrado

A Estação Canoas/LaSalle, no Centro da cidade, é a segunda mais movimentada da linha que vai de Porto Alegre até Novo Hamburgo. Só ali ocorreram 5.404.407 embarques em 2016. Perde somente para a Estação Mercado (8.528.337 passageiros), uma das pontas da linha, no Centro da Capital.
Depois de muitas promessas e de uma obra que demorou muito mais do que o prometido, a Praça da Bandeira, ao lado da Estação Canoas, recebeu uma série de reformas nos últimos anos. Com o Largo da Bandeira, a região foi revitalizada para o passeio público, com calçamento de pedras e reorganização do espaço.
O problema é que, quando da instalação deste calçamento, a gestão anterior não pensou no impacto da intensa passagem de carros na faixa da esquerda da passarela. Onde antes havia uma rua, continuam passando os veículos que ficavam em estacionamentos, um prédio residencial e um Centro de Formação de Condutores.

Tudo isso, somado ao retorno dos taxistas a uma parte do espaço que outrora ocupavam, deteriorou fortemente o piso. Há buracos e muitas pedras quebradas. O barulho de várias outras partes soltas é o sinal de que ainda mais danos virão.
Um dos proprietários de um estacionamento do local, protocolou um pedido a respeito do problema em fevereiro para que a nova administração municipal resolvesse o problema. Algum tempo mais tarde, dado o não atendimento da demanda, os condôminos do edifício ao lado protocolaram novamente, anexando inclusive o pedido primeiro para demonstrar a urgência. “Chegaram a vir aqui. Fizeram medida, tinha gente da Prefeitura e da empresa que fez a obra. Só para tirar fotos do buraco aqui na frente vieram umas três vezes, e nada” alega.

Sem banheiros

FOTO 2Na Estação Mathias Velho, próxima ao viaduto da Avenida Boqueirão, a situação também inspira cuidados no entorno da passarela que dá acesso ao terminal de ônibus. Os produtos vendidos nas dezenas de lojas, além dos camelôs em crescente número, são mais coloridos que a estrutura, onde as tintas acinzentadas pelo tempo imperam. Há pontos onde não é possível distinguir onde está a rua, a calçada e a entrada de alguns dos estabelecimentos. “Faltam banheiros também. Um negócio básico pra gente e pra quem está passando”, argumenta Edilson Nogueira, proprietário de uma pequena loja embaixo da passarela.

Para a estudante Ana Cristina Meyer, há também uma preocupação com a situação de passageiros em dias de chuva. Várias goteiras dificultam a passagem, criando gargalos no fluxo de pessoas. “Vieram uma vez aqui arrumar, mas bem em um dia de chuva. Pararam porque aí todo mundo se molhava. Se terminassem, ajudava bastante.”

O que diz a Prefeitura

Contatada pela nossa equipe de reportagem, a Prefeitura de Canoas informou que tem o projeto de revitalizar o calçamento. O local já passou pela avaliação da Secretaria Municipal de Obras e do Escritório de Engenharia e Arquitetura. No entanto, ainda não há prazo definido para o início da obra.

A respeito da árvore caída na Praça da Bandeira, a Diretoria de Praças e Parques da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) estuda fazer o ajardinamento no entorno da árvore caída na Praça da Bandeira. O diretor Érico Inda esclarece que o caule já está enraizado e que uma eventual retirada provocaria a morte do vegetal. Quanto aos tocos de plantas menores, o diretor afirma que não podem ser removidos no momento, pois as raízes estão abaixo do calçamento, que seria danificado. A SMMA estuda fazer o rebaixamento dos tocos e deve aguardar o apodrecimento para fazer a remoção segura.

Sobre o camelódromo da Mathias Velho, a prefeitura informou que projeto da administração anterior, parado desde 2013, está sendo repensado com cautela pela atual gestão. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Felipe Martini, explica que a prefeitura atualmente está em busca de novas alternativas que agradem tanto os comerciantes quanto o público que circula na região. A base da construção deve ser a partir de uma parceria público-privada, e por isso depende de investidores interessados para dar continuidade no projeto.

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Policial

Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

Redação

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.

A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.

Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.

De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.

O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.

Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.

O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.

A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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Policial

Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

Redação

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Foto: Redes Sociais

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.

A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.

Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.

De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.

Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.

Investigação

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.

Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.

A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.

A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.

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Policial

Ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio é preso em operação que investiga fraude em licitações

Redação

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Foto: Polícia Civil

O empresário e ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso preventivamente pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, 17, durante a Operação Effluxus. O mandado foi cumprido na residência dele, na zona norte da Capital.

A ação investiga um suposto esquema de fraude em licitações públicas e ocultação de controle empresarial em contratos ligados a serviços de desobstrução de redes pluviais e esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos.

Prisões, buscas e bloqueios

Além da prisão, a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, incluindo endereços de familiares do investigado, como três filhas e um irmão. Dois outros filhos também são alvo de apuração. A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões em ativos financeiros, além da indisponibilidade de imóveis e veículos, e a suspensão do direito de contratar com o poder público dos investigados.

Durante a operação, um dos filhos do ex-vereador foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ele estava em uma das sedes empresariais alvo das buscas e poderá ser liberado mediante fiança.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por fraude à licitação, associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e falsidade material.

Como funcionava o esquema

De acordo com as apurações, o esquema teria sido estruturado a partir das empresas Limpservice Prestação de Serviços e Safety Ambiental, que atuariam como parte de um mesmo grupo econômico. A investigação aponta que ambas participavam de licitações de forma combinada, simulando concorrência.

A Limpservice teria vencido todas as cinco contratações identificadas, enquanto a Safety aparecia como concorrente derrotada, com propostas mais altas. Nenhuma das empresas está formalmente em nome de Gringo, mas a Polícia Civil afirma haver indícios de que ele seria o controlador, utilizando intermediários.

A Limpservice está registrada em nome de um dos filhos do investigado, enquanto a Safety já esteve vinculada a um irmão dele e a outro homem apontado como empregado. Uma terceira empresa, a MJM Serviços de Limpeza, registrada em nome do ex-vereador, também é citada na investigação.

Licitações sob suspeita

As licitações sob suspeita envolvem contratos com a Polícia Penal e prefeituras de Capão da Canoa, Gramado, Gravataí e Osório, entre 2024 e 2025, somando cerca de R$ 2,5 milhões.

A Polícia Civil aponta ainda indícios de confusão patrimonial e operacional entre as empresas, como uso compartilhado de e-mails, reconhecimento de dívidas e ações trabalhistas envolvendo os mesmos funcionários. Também foi identificado o uso de estrutura tecnológica ligada ao investigado para participação em disputas eletrônicas de licitações.

Tentativa de obstrução e dumping social

Em depoimento, uma ex-funcionária relatou ter sido pressionada a receber R$ 2 mil para não prosseguir com denúncias relacionadas ao caso.

O inquérito também apura a prática de “dumping social”, com possível redução de custos por meio de descumprimento de direitos trabalhistas.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação identificou um esquema estruturado que afetava diretamente a concorrência e trabalhadores envolvidos nos contratos.

Contratos com o Dmae

A Polícia Civil também aponta que o ex-vereador manteve contratos com o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) durante o período em que exercia mandato, por meio de empresas sob suspeita de controle indireto. Um desses contratos, de R$ 3,6 milhões, envolvia transporte e distribuição de água potável. Há ainda registros de pagamentos ao investigado por serviços prestados via outra empresa citada na apuração.

Investigação e cassação do mandato

A operação foi autorizada pela 2ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre e, segundo a Polícia Civil, a investigação se estendeu por mais de 10 meses.

O ex-vereador teve o mandato cassado pela Câmara Municipal em dezembro de 2025, após entendimento de que ele seria o real controlador das empresas envolvidas, com uso de intermediários.

A defesa do investigado ainda não se manifestou.

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