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05/08/2026
 

Saúde

Sindisaúde-RS pede rescisão do contrato entre Prefeitura e Gamp

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O contrato firmado entre a Prefeitura de Canoas e o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) passa novamente por questionamentos. Desta vez, o presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Casas de Saúde do RS (Sindisaúde-RS), Arlindo Nelson Ritter, em entrevista a O Timoneiro, pede que a situação seja revista. “Pra nós continua o “Fora Gamp”. Se tu olhar todos os lugares pelos quais o Gamp passou, São Paulo, Pará, Brasília, a situação é idêntica a Canoas. Falta de médicos, medicamentos, repasses”, afirma Arlindo.

Conselho de Saúde

O sindicalista ainda critica a falta de atuação do conselho municipal de Saúde diante das reclamações contra o Gamp. “Não se sabe como é que funciona o conselho. Se fiscaliza ou não. Se fosse um conselho eficiente já deveria estar denunciando toda essa situação”, diz o presidente da entidade.

Terceirização

Tal prática é considerada por Ritter como um dos principais problemas da Saúde não só em Canoas como em todo o sistema brasileiro. “Pra nós a Saúde é uma política de Estado, não de governo. E é isso que ainda vem ocorrendo em Canoas. A cidade terceirizou a Saúde”, diz Arlindo. O presidente do Sindisaúde-RS ainda critica as administrações municipais canoenses: “Nós apostamos muito no partido dos trabalhadores, no Jairo Jorge, mas o PT aprofundou esse sistema de terceirizações. Também achamos que o Busato iria reverter essa situação, mas até agora foi uma decepção.”

Gamp

“Não existe transparência. Não temos acesso às informações dos repasses feitos à empresa. Não tem balanço de gastos”, afirma Arlindo Nelson Ritter. Para o diretor de Assuntos do Interior do Sindisaúde-RS, Julio Cesar Duarte, que acompanhou de perto a transição entre o Grupo Mãe de Deus e Gamp em Canoas, a situação é grave. Ele relata que foi criada, no inicio do ano, uma comissão de funcionários vinculados ao sindicato e que naquele tempo ocorreu uma evolução na relação entre a empresa e os funcionários. “A Prefeitura também colaborava, através da Secretária de Saúde. Aconteciam reuniões semanais”, comenta Julio. Segundo ele, tal momento não se manteve, chegando ao ponto de ruptura atual: “Depois de determinado momento vimos que estávamos sendo usados e que aquilo não surtia efeito aos funcionários.” De acordo com Duarte, apenas um dos funcionários que faziam parte da comissão de funcionários permanece com seu emprego. “Os demais foram demitidos ou acabaram pedindo demissão”, complementa.

Encargos trabalhistas

Outro problema citado pelo sindicato é com relação a direitos trabalhistas. “Estamos em junho e eles ainda não fizeram nenhuma homologação dos encerramentos de contratos.”, diz Julio Duarte. Segundo ele, também não foi depositado o FGTS. “Temos a informação de que o dinheiro para isso já foi repassado pela Prefeitura, mas até agora não foi feito”, diz o Diretor de Assuntos do Interior. O presidente do Sindicato, Arlindo Ritter, destaca o problema que isso tem causado aos ex-funcionários, que não podem assinar carteira em novos empregos.
Panorama
O presidente da entidade, diante das denúncias apresentas, faz alerta endereçado à população de Canoas: “Dentro deste modelo, Canoas pode chegar a qualquer momento a um colapso. Temos falta de serviços e temos muitas reclamações”.

O que diz o Gamp

Em nota, o Gamp declara que “ao ser informado sobre a denúncia – através de uma rede social -, contatou o presidente do Sindisaúde-RS, Arlindo Nelson Ritter, solicitando que ele encaminhasse a lista de funcionários que estariam sem receber seus direitos. No entanto ele não retornou e não enviou a relação. Sobre a terceirização, o GAMP afirma que o processo está previsto na legislação brasileira. Com relação à falta de médicos e medicamentos, a denúncia não procede, embora tenha ocorrido um aumento significativo na população atendida em função de 15 municípios estarem mandando diretamente seus pacientes para Canoas, mas de forma alguma isso compromete o atendimento prestado pelas unidades de saúde administradas pelo Gamp. No Hospital Universitário, por exemplo, a população tem acesso a um serviço completo que compreende desde a consulta até cirurgias e o atendimento está sendo prestado dentro da normalidade.

O que diz a Prefeitura

Também em nota, a Prefeitura de Canoas, através da Secretaria Municipal de Saúde, afirma que “criou duas comissões permanentes que trabalham dentro do Hospital Universitário, fiscalizando a compra de insumos e medicamentos bem como a aplicação dos recursos financeiros. A Prefeitura de Canoas garante que os repasses destinados ao Gamp estão em dia. O processo licitatório que teve como vencedor o Gamp está dentro dos parâmetros legais.”

Atualização

O Sindisaúde-RS, após a publicação desta reportagem, respondeu em nota: “O GAMP, ao “solicitar” ao Sindisaúde-RS o envio de uma lista de funcionários que estaria sem receber seus direitos, busca gerar um factoide sem base no correto procedimento legal.

O Sindisaúde-RS esclarece à sociedade: a responsabilidade de encaminhar ao sindicato a lista de funcionários demitidos, inclusive para efeito de efetivação das homologações, é do GAMP, e não do sindicato, que não terá acesso às informações sem que a empresa cumpra com os corretos procedimentos legais.

Reiteramos que o posicionamento do GAMP distorce a realidade de qualquer relação entre empresa e entidade sindical.

 

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Saúde

Começou a campanha de multivacinação para atualizar cadernetas de crianças e adolescentes

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As crianças e adolescentes menores de 15 anos poderão atualizar a situação vacinal durante a Estratégia Nacional de Multivacinação, iniciada na segunda-feira, 3, e que segue até 1º de setembro em todo o país. A ação prevê a avaliação da caderneta de vacinação e a aplicação de todas as vacinas indicadas para cada faixa etária.

Nas unidades de saúde, os profissionais irão verificar a caderneta de vacinação e aplicar, na mesma visita, todas as doses recomendadas que estiverem em atraso. Diferentemente das campanhas voltadas para uma doença específica, a estratégia busca identificar vacinas pendentes do Calendário Nacional de Vacinação e completar os esquemas vacinais de crianças e adolescentes.

Segundo o Ministério da Saúde, a mobilização tem como objetivo ampliar as coberturas vacinais e facilitar o acesso às vacinas oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A atualização da caderneta contribui para a prevenção de doenças imunopreveníveis e fortalece a proteção coletiva da população.

Manter a vacinação em dia é a principal forma de prevenir doenças graves, como sarampo e poliomielite. Quanto maior a cobertura vacinal, menor é o risco de circulação desses vírus e do retorno de doenças já controladas no Brasil.

O Dia D de Mobilização Social está previsto para 22 de agosto. A realização das atividades nessa data ficará a critério de cada município, conforme o planejamento das secretarias municipais de Saúde.

Cobertura vacinal

O Calendário Nacional de Vacinação oferece gratuitamente cerca de 20 vacinas para crianças e adolescentes. Embora alguns imunizantes já tenham alcançado a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, outros ainda apresentam índices abaixo dos 95% recomendados.

No Rio Grande do Sul, as coberturas registradas em 2025 foram:

  • Pentavalente: 91%
  • Poliomielite: 91%
  • Pneumocócica: 96%
  • Tríplice Viral: 95%

HPV e sarampo recebem atenção especial

Além da atualização das vacinas de rotina, a campanha também reforça a importância da imunização contra o HPV e o sarampo.

O prazo da estratégia extraordinária de vacinação contra o HPV foi ampliado até 31 de dezembro de 2026 para adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não receberam a dose. A vacina protege contra infecções pelo vírus HPV, responsável por diversos tipos de câncer, incluindo o câncer do colo do útero.

O Ministério da Saúde também orienta a população a conferir a carteira de vacinação contra o sarampo após a confirmação, em julho, de casos da doença em São Paulo relacionados à importação do vírus. A vacina é indicada para pessoas entre 12 meses e 59 anos. Quem não possui registro das doses deve iniciar ou completar o esquema vacinal conforme as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação.

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Saúde

Anvisa determina interdição de três repelentes após laudos apontarem irregularidades

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira, 3, a interdição cautelar de três repelentes de insetos após análises do Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência do Estado de São Paulo, apontarem resultado insatisfatório no ensaio de DEET.

O DEET é uma substância ativa utilizada em repelentes para afastar mosquitos, carrapatos e outros insetos. O componente atua bloqueando os sentidos dos insetos, dificultando que eles identifiquem o odor da pele humana.

A medida impede temporariamente a fabricação, comercialização, distribuição, uso ou funcionamento dos produtos afetados até a conclusão das investigações e a adequação às normas sanitárias.

Os produtos e lotes interditados são:

• Repelente com filtro solar FPS 30 Above Protec
Lote: 189952

• Above Protect Repelente de Insetos
Lote: 205688

• Repellere Repelente de Insetos Aerossol
Lote: 2601001449

Segundo a Anvisa, a interdição cautelar é uma ação preventiva e temporária, com prazo de até 90 dias, conforme previsto na legislação. Durante esse período, os produtos ficam impedidos de serem vendidos ou utilizados até que a situação seja avaliada.

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Saúde

Canoas orienta pacientes que aguardam consulta com oftalmologista a atualizar cadastro

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A Prefeitura de Canoas orienta pacientes que aguardam consulta com oftalmologista pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a entrar em contato com a Ouvidoria da Saúde para verificar a situação do encaminhamento e dar andamento ao agendamento. O aviso é direcionado a moradores que já possuem encaminhamento para a especialidade, mas ainda não foram chamados para a consulta.

Segundo a prefeitura, a medida faz parte do processo de regularização da fila de consultas em oftalmologia. A administração municipal solicita que os pacientes atualizem as informações para que seja possível dar continuidade ao agendamento das consultas.

O contato com a Ouvidoria da Saúde pode ser feito pelo WhatsApp (51) 3425-7628.

A prefeitura também orienta que a informação seja compartilhada com outras pessoas que estejam aguardando consulta com oftalmologista e ainda não tenham sido chamadas.

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