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19/08/2026
 

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Corsan acelera transformação do saneamento no Rio Grande do Sul

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Com R$ 6 bilhões investidos em três anos, Companhia amplia obras, incorpora tecnologia e prepara o Estado para a universalização até 2033

O saneamento do Rio Grande do Sul entrou em uma nova escala. Em três anos, a Corsan investiu R$ 6 bilhões e ampliou sua capacidade de transformar recursos em obras, tecnologia e serviços para a população.

O movimento enfrenta um déficit acumulado ao longo de décadas, principalmente no esgotamento sanitário. Dados do Instituto Trata Brasil, referentes a 2022, apontavam que apenas 36% da população gaúcha tinha
coleta de esgoto e somente 26,6% do volume gerado no Estado recebia tratamento. O Censo 2022, do IBGE, indicava cerca de 1,7 milhão de pessoas sem acesso adequado ao serviço.

Desde julho de 2023, a média anual de investimentos da Corsan, historicamente em torno de R$ 499 milhões, passou para aproximadamente R$2,094 bilhões. Para levar esse volume de recursos às cidades, a Companhia ampliou frentes de trabalho, incorporou tecnologia e dados e criou estruturas próprias de apoio às obras. A estratégia busca garantir o ritmo necessário para que os 317 municípios atendidos avancem em direção às metas de 99% de cobertura de água e 90% de esgoto até 2033.

Esgoto avança em ritmo inédito

A mudança aparece com mais força no esgotamento sanitário. A cobertura entre a população atendida pela Corsan passou de 19% para cerca de 30% em três anos, avanço equivalente a aproximadamente metade de tudo o que havia sido construído pela Companhia nas quase seis décadas anteriores.

Com mais de R$ 1,6 bilhão investidos, foram implantados mais de 1,1 mil quilômetros de redes coletoras, construídas 18 Estações de Tratamento de Esgoto, 116 estações elevatórias e mais de 101 quilômetros de emissários e linhas de recalque. As novas estruturas ampliaram o acesso aos serviços para mais de 852 mil pessoas.

A capacidade de tratamento cresceu mais de 911 litros por segundo. Com isso, 17,69 bilhões de litros de esgoto por ano deixam de ser lançados no ambiente sem tratamento, volume equivalente a cerca de 7 mil piscinas olímpicas.

É o saneamento além do que se vê: infraestrutura que se traduz em proteção
dos rios, saúde e qualidade de vida.

Mais segurança para o abastecimento

Os sistemas de água também avançaram. Foram investidos R$ 810 milhões na
ampliação da produção, reservação e distribuição, com 500 quilômetros de novas redes, 186 mil novos imóveis atendidos, sete estações de tratamento, dez reservatórios, oito elevatórias e 296 poços profundos em operação.

As estruturas ampliam a segurança hídrica, acompanham o crescimento das cidades e aumentam a capacidade de resposta em períodos de maior consumo e diante de eventos climáticos extremos.

Tecnologia para antecipar problemas

O Centro de Operações Integradas ampliou de 129 para 312 o número de unidades monitoradas em tempo real. Mais de 4,3 mil ativos, entre poços, reservatórios, estações de tratamento e elevatórias, também são acompanhados permanentemente.

O uso de tecnologia tem papel importante no combate às perdas. Desde o início da nova gestão, o índice caiu de 44% para 40%. Monitoramento por satélite e geofonia permitiram localizar e corrigir 27 mil vazamentos ocultos,
melhorando o aproveitamento da água captada e tratada e reduzindo a pressão sobre os mananciais.

O controle da qualidade também foi reforçado, com R$ 60 milhões investidos em sistemas e equipamentos. Atualmente, são realizadas cerca de 672 mil análises de água e 33 mil de esgoto por mês.

Estrutura própria para acelerar obras

Para dar suporte ao novo ritmo, a Corsan criou em Esteio o Parque de Infraestrutura e Inovação, que reúne fábrica de tubos, usina de asfalto, laboratório de solos e pavimentação e unidade de produção de sulfato de alumínio.

A fábrica tem capacidade para produzir até 200 quilômetros de tubulações por mês. A usina de asfalto acelera a recomposição das vias após as intervenções, enquanto a produção de sulfato de alumínio amplia a autonomia no
fornecimento de um insumo utilizado no tratamento de água.

A estrutura reduz a dependência de fornecedores, amplia o controle de qualidade e dá maior previsibilidade às obras.

Saneamento preparado para um novo clima

As enchentes de 2024 reforçaram a necessidade de adaptar a infraestrutura a eventos climáticos extremos. A partir dessa experiência, a Corsan estruturou o Plano de Resiliência Hídrica, com R$ 1,8 bilhão em investimentos previstos para 55 municípios.

O plano contempla realocação de estruturas em áreas de risco, ampliação da reservação, interligação de sistemas, novas fontes de captação e estoques estratégicos de equipamentos. A proposta é antecipar riscos e aumentar a segurança e a capacidade de recuperação dos sistemas.

Um ciclo que movimenta o Estado

Atualmente, 71 municípios têm intervenções em andamento, com 153 frentes de obras simultâneas e cerca de 3 mil empregos ativos diretamente relacionados a esse ciclo. Considerando os efeitos diretos, indiretos e induzidos, o programa tem potencial para gerar aproximadamente 47 mil empregos por ano no Rio Grande do Sul.

Cada rede implantada produz efeitos que ultrapassam a obra: movimenta fornecedores, gera trabalho, melhora as condições de saúde, protege recursos naturais e cria infraestrutura para o desenvolvimento das cidades.

Mais perto das pessoas

O avanço também passa pela relação com as comunidades. Projetos como De Olho no Óleo, Elo Verde, Saneamento Salva e Patrulha contra os Vilões do Esgoto aproximam o saneamento do cotidiano e estimulam educação ambiental e uso consciente dos sistemas.

A Patrulha já alcançou cerca de 10 mil estudantes em 22 cidades. Outra frente de inclusão é a Tarifa Social, ampliada de 45 mil para 240 mil famílias, alcançando cerca de 640 mil pessoas.

Recuperar o atraso e construir o futuro

A universalização até 2033 ainda exige um longo percurso. O desafio é manter a escala de investimentos e execução necessária para superar um déficit histórico.

“Quando falamos em universalização, falamos de uma transformação que chega à vida das pessoas e ao futuro das cidades. O Rio Grande do Sul não podia mais esperar. Estamos construindo a infraestrutura e a capacidade de
execução necessárias para recuperar esse atraso e levar os benefícios do saneamento a quem ainda não tem acesso”, afirma a presidente da Corsan, Samanta Takimi.

Tecnologia, produção própria, inteligência de dados, planejamento e obras simultâneas formam hoje a base para acelerar as entregas.

O desafio dos próximos anos é manter esse ritmo para transformar o maior ciclo de investimentos da história da Corsan em uma nova realidade para o saneamento do Rio Grande do Sul.

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Como a chuva pode provocar extravasamentos de esgoto

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Diante da previsão de novos períodos de instabilidade no Rio Grande do Sul, é importante entender como a chuva pode afetar a rede de esgotamento sanitário.

As cidades possuem redes com funções diferentes. A rede de esgoto transporta a água usada em vasos sanitários, pias e chuveiros até o tratamento. Já a drenagem recebe a chuva que escorre de telhados, calçadas e ruas. Uma não deve ser ligada à outra.

Quando calhas, pátios, ralos externos ou tubulações pluviais são conectados ao esgoto, a chuva entra em uma estrutura projetada para receber um volume menor. Ela também pode ingressar por tampas, redes danificadas ou pontos alagados. Tubulações, estações de bombeamento e unidades de tratamento podem, então, ultrapassar sua capacidade. Isso pode provocar o retorno do esgoto para os imóveis ou extravasamentos nas ruas. Falta de energia e elevação dos rios dificultam ainda mais a operação.

A prevenção depende de responsabilidade compartilhada. Cabe à companhia de saneamento monitorar os sistemas, limpar e manter as redes, inspecionar ligações, ampliar estruturas e mobilizar equipes para responder às ocorrências.

As gestões municipais respondem pela drenagem urbana, conservação das ruas e bocas de lobo, coleta de resíduos, fiscalização de obras e ligações irregulares e coordenação das ações durante eventos climáticos.

A população contribui ao fazer a ligação correta do imóvel e usar adequadamente a rede. A água das calhas e dos pátios deve seguir para a drenagem, nunca para o esgoto. Tampas não devem ser abertas para escoar alagamentos. Lixo, óleo, fraldas e tecidos não podem ser descartados em pias ou vasos sanitários, pois causam entupimentos.

Nem todo extravasamento durante uma chuva intensa decorre de falta de manutenção. Muitas vezes, ele acontece porque a água pluvial entrou em um sistema que não foi dimensionado para recebê-la. A resposta precisa ser rápida, mas a prevenção exige a participação de todos.

Preparar as cidades para eventos climáticos mais frequentes passa por ampliar o saneamento e a drenagem, corrigir ligações inadequadas e fortalecer a cooperação. Cada cuidado ajuda a proteger a saúde, os cursos d’água e a vida nas cidades.

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Corsan industrializa a construção de estações de tratamento e reduz em até 80% o tempo de implantação das obras

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Modelo inédito desenvolvido com quatro empresas gaúchas permitirá acelerar a expansão do saneamento em praticamente todo o Rio Grande do Sul

Uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) convencional pode levar até dois anos entre o início das obras e o começo da operação. Agora, uma solução desenvolvida pela Corsan em parceria com quatro empresas gaúchas reduz esse prazo para cerca de quatro meses.

A iniciativa marca uma mudança na forma de implantar saneamento no Rio Grande do Sul. Em vez de executar praticamente toda a estação no município, a estrutura passa a ser produzida de forma industrializada, em Canoas, e transportada em módulos até o local onde será instalada. No município, ficam concentradas apenas as etapas de preparação da área, obras civis, montagem, interligações, testes e início da operação assistida.

O resultado é uma redução expressiva no tempo necessário para colocar uma estação em funcionamento e levar mais rapidamente os benefícios do tratamento de esgoto para a população.

Nova forma de construir saneamento

Desenvolvido pela Corsan em parceria com empresas gaúchas, o novo modelo representa uma solução inédita no Estado e integra a estratégia da Companhia para acelerar a universalização do saneamento por meio da inovação e da engenharia.

As estruturas produzidas em módulos chegam praticamente prontas ao município. Isso reduz o tempo de execução de terraplanagem, das obras, aumenta o controle de qualidade durante a fabricação e diminui os impactos da construção nas cidades.

Uma solução para diferentes municípios

As estações foram projetadas para atender municípios de diferentes portes. São quatro modelos, com capacidade para tratar vazões de 2,5, 5, 10 e 20 litros por segundo. Os módulos também podem ser combinados entre si, formando sistemas com capacidade de até 50 litros por segundo. Acima dessa capacidade, a operação exige tanques maiores e são utilizadas as estações convencionais de tratamento.

Essa flexibilidade permite que a solução atenda, de forma independente, 294 dos 317 municípios operados pela Corsan no Rio Grande do Sul, tornando-se uma importante ferramenta para acelerar a expansão do tratamento de esgoto em praticamente todo o Estado.

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Energia limpa movimenta o saneamento no Rio Grande do Sul

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Corsan já utiliza 99,5% de energia proveniente de fontes renováveis para levar água tratada a milhões de gaúchos

Abrir a torneira e encontrar água de qualidade em casa depende de uma operação que funciona sem parar. Todos os dias, estações de tratamento, bombas, reservatórios e milhares de quilômetros de redes trabalham continuamente para levar água até a população. Para manter toda essa estrutura em funcionamento, a energia elétrica é um dos principais insumos da Corsan.

Hoje, praticamente toda essa energia já é limpa. Cerca de 99,5% da energia consumida pela Companhia é proveniente de fontes renováveis, resultado de uma estratégia que combina geração solar, biomassa, pequenas centrais hidrelétricas, geração distribuída e compra de energia no mercado livre.

Para o diretor executivo da Corsan, José João Fonseca, investir em energia renovável significa investir em um futuro mais sustentável para o Rio Grande do Sul.

“Nossa missão vai além de levar água. É levar saúde, proteger o meio ambiente e deixar um legado de qualidade de vida para as próximas gerações. Cada investimento em energia limpa representa um compromisso com um saneamento mais sustentável, capaz de cuidar das pessoas enquanto preserva os recursos naturais que sustentam o nosso futuro.”

O volume de energia utilizado pela Corsan impressiona. São cerca de 40.150 MWh por mês, quantidade suficiente para abastecer aproximadamente 200 mil residências com consumo médio de energia.

Para alcançar esse resultado, a Companhia vem ampliando investimentos em geração própria de energia renovável. Um dos principais empreendimentos é a participação no Parque Elera, em Janaúba (MG), formado por três usinas solares com capacidade para gerar cerca de 35 mil MWh por mês. No Rio Grande do Sul, a matriz limpa também conta com geração por biomassa a partir da casca de arroz em Itaqui, uma pequena central hidrelétrica em Crissiumal e usinas solares instaladas em municípios como Tapes, São Lourenço do Sul, Três Passos, Alegrete, Nonoai e Santa Maria.

Mas produzir energia limpa é apenas parte da estratégia. A Corsan também trabalha para consumir cada vez menos energia na operação. Nos últimos anos, a Companhia modernizou motores, bombas e sistemas de acionamento, investiu em automação, monitoramento remoto e gestão inteligente das unidades por meio do Centro de Operações Integradas, que acompanha em tempo real o funcionamento dos sistemas de abastecimento nos 317 municípios atendidos.

Outra iniciativa importante é a limpeza interna de grandes adutoras por meio da passagem de equipamentos conhecidos como PIGs. O procedimento reduz o atrito da água nas tubulações, melhora o desempenho hidráulico dos sistemas, diminui o esforço das bombas e reduz o consumo de energia, tornando a operação ainda mais eficiente.

Essas medidas aumentam a segurança do abastecimento, reduzem impactos ambientais e permitem direcionar mais recursos para investimentos em obras de água e esgoto.

O compromisso ambiental também se estende a iniciativas de economia circular, como o reaproveitamento do lodo gerado no tratamento de esgoto para produção de insumos destinados à recuperação ambiental e a utilização de água de reuso em atividades operacionais e projetos de reflorestamento.

Ao ampliar o uso de energia renovável e investir continuamente em inovação, a Corsan reforça um modelo de saneamento que alia eficiência operacional, responsabilidade ambiental e compromisso com a população. Mais do que reduzir emissões e preservar os recursos naturais, a Companhia investe em soluções que protegem os rios, fortalecem a segurança hídrica e ampliam a capacidade de levar mais saúde, qualidade de vida e desenvolvimento para milhões de gaúchos. Porque cuidar do meio ambiente é, acima de tudo, cuidar das pessoas e do futuro das próximas gerações.

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