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13/09/2026
 

Policial

Polícia Civil deflagra operação contra esquema de lavagem de dinheiro do tráfico no RS

Redação

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em

Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 10, a Operação Apakani, uma ampla ação voltada ao combate à lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico de drogas. A ofensiva resultou, até o momento, na prisão de 26 pessoas, na apreensão de R$ 22 mil em espécie e de uma arma de fogo. Além disso, foram bloqueadas 58 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas à investigação.

A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro (DRLD/DINARC) e pela Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal (DIPAC), sob coordenação dos delegados Antônio Carlos Ractz Júnior e Adriano Nonnenmacher de Souza. A ação integra a Operação Narke 6, iniciativa nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo a investigação, a organização criminosa atuava na distribuição de drogas em larga escala no Rio Grande do Sul e em outros estados, utilizando um sofisticado esquema de ocultação patrimonial e movimentação financeira para lavar recursos oriundos do narcotráfico.

Mandados em dois estados e dentro de presídios

Por determinação judicial, foram expedidos 28 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 58 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de 58 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e o sequestro de 14 veículos supostamente vinculados à organização criminosa.

As diligências ocorreram em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Em Santa Catarina, os mandados foram cumpridos em Criciúma, Balneário Rincão, Lauro Müller, Palhoça, São José e Florianópolis.

A operação também alcançou estabelecimentos prisionais no Rio Grande do Sul e no Paraná, incluindo a Penitenciária Estadual de Porto Alegre (PEPOA), a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), o Presídio Regional de Passo Fundo e o Centro de Integração Social de Piraquara, vinculado à Penitenciária Feminina do Paraná II.

Ao todo, 299 policiais civis participaram da ação, sendo 249 do Rio Grande do Sul e 50 de Santa Catarina.

Investigação começou após apreensão de 1,3 tonelada de maconha

As apurações tiveram início em 2023, após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas. A partir dessa ocorrência, os investigadores identificaram uma estrutura criminosa responsável pela distribuição de cocaína e crack em larga escala, utilizando rotas interestaduais e imóveis alugados em áreas nobres para armazenar entorpecentes e dificultar o rastreamento policial.

Durante mais de um ano de investigação, foram executadas 71 medidas cautelares sigilosas, incluindo quebras de sigilo bancário, fiscal, financeiro e telemático.

Organização movimentou mais de R$ 21 milhões

De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa movimentou R$ 21,3 milhões durante o período investigado. O esquema utilizava mecanismos sofisticados para ocultar a origem dos recursos, como fracionamento de depósitos, triangulação financeira, uso de contas de terceiros, contas de passagem, saques rápidos e movimentações em casas lotéricas e caixas eletrônicos.

As investigações apontam que os valores circulavam entre líderes, gerentes e operadores ligados ao tráfico de drogas, além de pessoas interpostas utilizadas para mascarar a origem dos recursos ilícitos.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a utilização de 21 empresas consideradas peças-chave no esquema de lavagem de dinheiro. Essas empresas estavam localizadas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul e, segundo a polícia, serviam para inserir recursos do tráfico na economia formal.

AÇÃO INTEGRADA À OPERAÇÃO NARKE 6

Segundo os delegados responsáveis pela operação, o foco principal da ação é descapitalizar a organização criminosa e responsabilizar seus líderes, além dos operadores financeiros e logísticos envolvidos no esquema.

Para o diretor da DINARC, delegado Alencar Carraro, a relevância da operação está no enfrentamento de grandes distribuidores de drogas com elevado grau de organização e experiência criminosa. Já o diretor do DENARC, delegado Carlos Henrique Wendt, destacou a importância da integração entre o Judiciário, o Ministério Público e as Polícias Civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

“A atuação conjunta entre as instituições foi fundamental para atingir uma estrutura criminosa com conexões interestaduais e forte capacidade operacional, responsável pelo abastecimento de drogas na Região Sul do país”, afirmou.

A Operação Apakani integra a Operação Narke 6, mobilização nacional que reúne ações de inteligência, cumprimento de mandados, prisões, apreensões e bloqueio de bens para combater o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e as organizações criminosas em todo o território nacional.

Policial

Polícia Civil prende três suspeitos de vender medicamentos emagrecedores irregulares em Canoas

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira, 11, uma operação contra um grupo suspeito de comprar medicamentos emagrecedores no Paraguai e revendê-los em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre. Três mandados de prisão temporária foram cumpridos no bairro Guajuviras, em Canoas.

Os presos são um homem de 34 anos, uma mulher de 26 anos, que formariam um casal, e outro homem, de 31 anos. Segundo a investigação, eles são suspeitos de integrar um grupo responsável pela compra, transporte e comercialização dos produtos. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

A operação investiga os crimes de associação criminosa e adulteração de medicamentos.

Medicamentos eram vendidos por até R$ 1,4 mil

De acordo com a Polícia Civil, o grupo comercializava ampolas de um medicamento à base de tirzepatida, princípio ativo também presente no Mounjaro. O produto, de uma marca paraguaia, tem comercialização, importação e uso proibidos no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os medicamentos eram adquiridos no Paraguai e transportados para o Rio Grande do Sul. Conforme a investigação, em alguns casos, os produtos eram armazenados e transportados sem as condições adequadas de refrigeração.

A divulgação ocorria principalmente por meio de grupos de WhatsApp e do Instagram. Uma ampola era comercializada por aproximadamente R$ 400, enquanto uma caixa com quatro frascos era anunciada por cerca de R$ 1,4 mil.

A Polícia Civil estima que o grupo tenha movimentado mais de R$ 200 mil com a comercialização dos produtos, embora o valor total ainda não tenha sido calculado.

Investigação começou após denúncia

A apuração teve início em maio, após uma denúncia anônima informar à Polícia Civil sobre a existência do grupo.

No final de agosto, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do casal investigado, em Canoas. No imóvel, foram encontradas caixas vazias dos medicamentos.

Também foram apreendidos aparelhos celulares. Segundo a Polícia Civil, a análise do conteúdo dos dispositivos encontrou mensagens, imagens e negociações que indicariam a comercialização dos produtos há pelo menos um ano.

Nas redes sociais, os investigados utilizavam termos como “mom mom” e “queridinho do emagrecimento” para divulgar o produto. Em conversas privadas entre os integrantes, as ampolas eram chamadas de “camisetas”.

Investigação aponta problemas no armazenamento

As conversas analisadas pela polícia também indicaram preocupação dos próprios integrantes do grupo com a temperatura dos medicamentos durante o transporte.

Em uma das mensagens, um dos suspeitos questiona outro após um comprador relatar que teria visto o medicamento sendo retirado do bolso durante uma entrega. O diálogo mostra um dos integrantes alertando que as ampolas não deveriam ser transportadas dessa forma por causa da temperatura do corpo.

Segundo a Polícia Civil, o armazenamento e transporte inadequados podem comprometer a segurança e a qualidade dos medicamentos.

A operação é coordenada pela delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas. Segundo ela, a compra de medicamentos de fornecedores clandestinos representa risco aos consumidores.

“Quem compra esse tipo de produto na internet ou de fornecedores clandestinos está colocando a própria vida em risco”, afirmou a delegada. Segundo Bertoletti, a investigação busca responsabilizar os envolvidos e impedir a comercialização de produtos que possam oferecer riscos à saúde.

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Operação prende 14 suspeitos de grupo investigado por tráfico e lavagem de dinheiro em Canoas

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira, 10, 14 pessoas suspeitas de integrar um grupo criminoso com atuação no bairro Rio Branco, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a investigação, o grupo estaria envolvido com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Oito suspeitos foram presos preventivamente no Rio Grande do Sul e seis em Santa Catarina. Outros três investigados já estavam no sistema prisional. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados utilizariam imóveis em Santa Catarina, principalmente em Florianópolis, para movimentar e ocultar recursos obtidos com atividades criminosas.

Durante a operação, foram apreendidos uma mala com dólares, que podem ser falsos, armas, três veículos e um jet ski. A ação foi coordenada pela 4ª Delegacia de Polícia de Canoas, com apoio das forças de segurança de Santa Catarina. Cerca de 120 agentes participaram da operação, que também contou com o uso de helicópteros.

Investigação

Conforme a Polícia Civil, a investigação identificou uma divisão de funções entre os integrantes do grupo. Os principais investigados teriam movimentado aproximadamente R$ 8,8 milhões entre 2020 e 2025.

A análise financeira apontou, segundo os investigadores, incompatibilidade entre os valores movimentados e as rendas declaradas pelos suspeitos. Alguns deles seriam beneficiários de programas assistenciais, como o Bolsa Família.

A polícia também investiga a participação do grupo em conflitos recentes nos bairros Rio Branco e Niterói, em Canoas. A suspeita é de que os confrontos estejam relacionados à disputa por pontos de venda de drogas.

A investigação teve início após a prisão em flagrante de uma mulher. Na ocasião, foram apreendidas drogas, dinheiro, anotações relacionadas ao tráfico e comprovantes de pagamentos de cartões de crédito que, somados, ultrapassavam R$ 200 mil.

A operação busca reunir novas provas sobre a atuação do grupo e a origem dos recursos investigados.

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Polícia Civil mira suspeitos de homicídio em operação contra disputa entre facções em Canoas

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Foto: Policia Civil

A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira, 2, a Operação Retomada para cumprir dois mandados de prisão preventiva contra suspeitos de envolvimento em um homicídio e uma tentativa de homicídio registrados recentemente em Canoas.

Segundo as investigações, os crimes podem estar relacionados a uma disputa territorial entre facções criminosas no município.

De acordo com a responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, Graziela Zinelli, os dois investigados são considerados foragidos da Justiça. As identidades não foram divulgadas.

A Polícia Civil também apura a possível participação dos dois suspeitos em um duplo homicídio registrado na região.

As investigações seguem para esclarecer a relação entre os crimes e identificar outros possíveis envolvidos.

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