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20/04/2026
 

Saúde

Rio Grande do Sul confirma primeiro caso de intoxicação por metanol em bebida consumida fora do Estado

Redação

Publicado

em

Rio Grande do Sul confirma primeiro caso de intoxicação por metanol em bebida consumida fora do Estado

A Secretaria da Saúde (SES) confirmou nesta quarta-feira, 8, o primeiro caso de intoxicação por metanol no Estado após consumo de bebida alcoólica. O paciente é um homem de 42 anos, residente em Porto Alegre, que relatou ter consumido o destilado em São Paulo (SP) no dia 26 de setembro. Após atendimento médico inicial, ele já foi liberado.

O homem apresentou sintomas como febre, dor abdominal e dor de cabeça entre 12 e 24 horas após o consumo de caipirinhas de vodca. Posteriormente, também relatou visão turva e alteração na percepção de cores. De volta ao Rio Grande do Sul, ele foi atendido na emergência do Hospital São Lucas da PUCRS no dia 30 de setembro, onde recebeu tratamento e foi liberado. Atualmente, está sendo acompanhado pela equipe de vigilância em saúde da capital.

A confirmação da intoxicação ocorreu após análise laboratorial de amostra de sangue realizada por um laboratório privado que presta serviços ao hospital. O resultado foi liberado na madrugada desta quarta-feira.

Nota Informativa

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) publicou nesta quarta-feira uma Nota Informativa com orientações aos serviços de saúde sobre o fluxo de atendimento e notificação imediata de casos suspeitos de intoxicação por metanol. A SES reforça a importância da atenção dos profissionais de saúde para sintomas compatíveis com intoxicação por metanol e destaca que a notificação rápida é essencial para a adoção de medidas de controle e prevenção.

O primeiro passo recomendado é o contato com o Centro de Informação Toxicológica (CIT) do Rio Grande do Sul, disponível pelo telefone 0800-721-3000, com atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana. O serviço poderá alinhar se o caso se enquadra como suspeito e oferecer orientação especializada ao profissional de saúde, além de apoio para o atendimento clínico imediato.

Definição de caso suspeito

A definição de caso suspeito de intoxicação por metanol considera pacientes com histórico de ingestão de bebidas alcoólicas que apresentem, entre seis e 72 horas após o consumo, persistência ou piora de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas:

  • Sintomas compatíveis com embriaguez acompanhados de desconforto gástrico ou quadro de gastrite;
  • Manifestações visuais, como visão turva, borrada, escotomas (pontos cegos) ou redução da acuidade visual.

Esses sintomas podem evoluir para rebaixamento de consciência (perda da capacidade de interagir com o ambiente, variando de sonolência a entorpecimento), convulsões, coma, e alterações visuais persistentes, como cegueira, escotoma central (perda de visão que afeta o centro do campo visual) e atrofia óptica (dano ao nervo óptico).

Ações das vigilâncias municipais

Após o contato inicial com o CIT e a devida notificação, o serviço de saúde onde o caso suspeito foi atendido deve informar a vigilância municipal de saúde, que será responsável pela investigação. Assim que tomar conhecimento do caso, a vigilância deve acionar a Brigada Militar para comparecimento à unidade de saúde.

A localização, apreensão e arrecadação do produto suspeito, especialmente em casos que envolvam estabelecimentos comerciais ou locais de produção clandestina, serão conduzidas pelas forças de segurança. A investigação será realizada em conjunto com a vigilância sanitária local e secretaria da agricultura, conforme suas competências.

Ações do governo do Estado

Na semana passada, foi criado um Comitê Intersecretarial para acompanhar as ações de monitoramento e investigação de possíveis casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas. O grupo é formado por representantes das secretarias da Saúde (SES), da Segurança Pública (SSP) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

O objetivo do comitê é garantir agilidade e efetividade na resposta a casos suspeitos, por meio da articulação entre diferentes áreas do governo estadual.

Tratamento

A SES está realizando um levantamento junto à rede hospitalar sobre os estoques de etanol farmacêutico, utilizado no tratamento de intoxicações por metanol. O Estado também aguarda o envio do antídoto específico fomepizol, que está sendo adquirido pelo Ministério da Saúde junto a fornecedores internacionais.

Saúde

Rio Grande do Sul confirma primeiro óbito por dengue em 2026

Redação

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Foto: Freepik

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou na sexta-feira, 17, o primeiro óbito por dengue no Rio Grande do Sul em 2026. A vítima, um idoso de 83 anos com histórico de comorbidades, era residente do município de Jacutinga, na região Norte. O falecimento ocorreu no dia 15 de abril.

Dados Epidemiológicos

Até o momento, o estado registra 596 casos confirmados da doença. O índice atual representa uma queda em comparação ao mesmo período de 2025, quando o balanço somava 20.573 casos e 13 óbitos.

Protocolo de Atendimento

As autoridades de saúde recomendam que indivíduos que apresentem sintomas como febre alta, dores de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, náuseas ou manchas vermelhas na pele busquem as unidades de saúde. O diagnóstico precoce é indicado para monitorar a evolução do quadro e evitar complicações.

Imunização

As doses contra a dengue estão disponíveis na rede municipal de saúde. O público-alvo atual abrange:
Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos;
Idosos;
Gestantes;
Pessoas com comorbidades.
Para o atendimento, é necessária a apresentação do cartão do SUS e do documento de vacinação.

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Saúde

Realizada atualização cadastral no HU para mutirão de consultas, exames e procedimentos

Redação

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Foto: Bruno Ourique

Pacientes que aguardam atendimento no Hospital Universitário de Canoas (HU) participaram, no último final de semana, de uma ação de recadastramento promovida na unidade.

A iniciativa teve como objetivo atualizar dados como telefone e endereço dos usuários, com a intenção de facilitar o contato à medida que avançam os mutirões de consultas, exames e cirurgias.

A atividade foi realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e busca reorganizar as filas de espera, além de garantir que os pacientes possam ser localizados com mais agilidade quando houver o chamado para atendimento.

De acordo com o diretor técnico do HU, Fernando Farias, a atualização cadastral é fundamental para dar andamento aos atendimentos represados:

“Estamos enfatizando muito a necessidade de atualização, porque quando o cadastro está correto, facilita o contato. Muitos pacientes não são encontrados, o que acaba gerando vagas ociosas e prejudicando quem está na fila aguardando atendimento”.

A superintendente da Associação Saúde em Movimento (ASM), Dra. Tatiane Pacheco, destacou que o mutirão é uma oportunidade para retomar o vínculo com os pacientes:

“Estamos realizando um mutirão de recadastramento das filas, e é muito importante que as pessoas tragam documento de identidade, comprovante de endereço e telefone atualizado. A proposta é promover o reencontro do paciente com o hospital, para que, após o recadastramento, ele possa ser contatado para a marcação de consultas, exames e, se necessário, cirurgia”, afirmou.

Entre os participantes da ação, o aposentado Adão Gonçalves, de 73 anos, morador do bairro Jardim do Lago, destacou a expectativa por atendimento e elogiou a iniciativa. Ele aguarda desde janeiro de 2025 por um exame de eletroneuromiografia, realizado exclusivamente no local.

“Eu espero que agora saia do papel. Fui muito bem atendido, cheguei e já me encaminharam direto. Já consegui atualizar meus dados e reencaminhar o exame”, contou. Adão também ressaltou a importância da atualização cadastral: “Meu telefone estava desatualizado, fazia tempo que eu não vinha aqui. Hoje consegui corrigir. O atendimento foi rápido, estou admirado”, relatou.

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Saúde

RS deve receber mais de 130 mil doses de vacina contra a covid-19

Redação

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O Ministério da Saúde enviou, nesta semana, mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal. A medida busca garantir o abastecimento e atender às demandas regionais de imunização.

No Rio Grande do Sul, foram destinadas 130.110 doses do imunizante. Com a nova remessa, o total distribuído pelo governo federal nos primeiros meses de 2026 chega a 6,3 milhões de doses.

Segundo a pasta, os imunizantes disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são atualizados para as cepas em circulação e seguem recomendados, principalmente, para os grupos mais vulneráveis.

“As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, afirma o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.

A distribuição das vacinas aos municípios é feita pelas secretarias estaduais de saúde, que também são responsáveis pela logística, armazenamento e aplicação das doses. O envio ocorre com base em critérios como o tamanho da população-alvo e o número de aplicações já realizadas, podendo ser ampliado conforme a necessidade dos estados.

Abastecimento contínuo

Entre janeiro e março deste ano, o Ministério da Saúde já havia encaminhado 4,1 milhões de doses aos estados, sendo que cerca de 2 milhões foram aplicadas. Nesse período, o Rio Grande do Sul recebeu 197.323 doses.

Com o novo envio, o governo federal mantém o fluxo regular de distribuição e reforça os estoques para ampliar a cobertura vacinal em todo o país.

Público-alvo da vacinação

A estratégia de imunização segue diretrizes atualizadas, com foco nos grupos mais vulneráveis. A recomendação inclui:

idosos a partir de 60 anos, com duas doses e intervalo de seis meses;
gestantes, com uma dose a cada gestação;
crianças de seis meses a menores de cinco anos, com esquema de duas ou três doses;
pessoas imunocomprometidas, com esquema de três doses e reforços periódicos;
população geral de 5 a 59 anos não vacinada, com indicação de uma dose.

Outros grupos também fazem parte da estratégia, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, indígenas, quilombolas, população em situação de rua e pessoas privadas de liberdade.

A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a imunização em dia.

Cenário da doença

A covid-19 é uma infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2 e ainda apresenta risco de agravamento, especialmente entre os mais vulneráveis.

Em 2026, até 11 de abril, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal associados à doença. Também houve 30.871 notificações de síndrome respiratória aguda grave, sendo 1.456 casos confirmados para covid-19, com 188 mortes.

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde reforça que a vacinação segue como a principal forma de proteção contra complicações e óbitos.

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