Cultura
Festival de Cinema de Canoas anuncia os vencedores da terceira edição

A terceira edição do Festival de Cinema de Canoas encerrou neste domingo, 28 de setembro, com o anúncio dos vencedores de 2025. A Cerimônia de Premiação, que consagrou os melhores nas categorias Estudantil, Municipal, Estadual e Universitária, aconteceu no Teatro SESC Canoas e contou com transmissão ao vivo pela TV Minuano – canal 525 da Claro.
A edição ficou marcada pela inscrição de 195 produções, das quais a curadoria e a comissão de seleção escolheram 11 títulos para a categoria Estudantil, 13 para a Universitária (novidade do terceiro FECIC), além de sete produções na categoria Municipal e 18 na Estadual. Todas as produções selecionadas concorriam ao Troféu Canoeiros e ao Troféu Cine Porcello, este dedicado aos vencedores dos melhores filmes pelo Júri Popular.
O curta-metragem vencedor da categoria Estudantil foi “Querida Irmã”, de Luiza Wender, do IPUC. “Queremos agradecer à todos os nossos professores, principalmente a professora Sandra que me deu aula de artes e me apresentou o teatro e a arte”, disse Luiza Wender, diretora do curta “Querida Irmã”.
Já a obra vencedora da categoria Universitária, grande novidade da terceira edição do FECIC, foi “Confio”, de Giovanna Plentz, da Universidade Feevale. “Quero agradecer à toda a equipe que ajudou a fazer esse curta, meus professores, minhas amizades que me inspiraram e me incentivaram a fazer esse filme e também à minha família”, agradeceu Giovanna Plentz, diretora da produção “Confio”.
A terceira categoria – Municipal -, teve como vencedora a produção “Enquanto a Partida Durar”, de Léo Moura. “Somos um dos poucos cineastas de Canoas, então, esse prêmio é muito importante para nós”, disse Alex, representante de Léo Moura na cerimônia de premiação.
Por fim, quem venceu a categoria Estadual foi“Cardo”, de Guilherme Suman e Allan Riggs. “O nosso filme foi acima de tudo uma realização pessoal. Queremos agradecer às muitas mãos que ajudaram a realizar essa obra. Esse prêmio também é de vocês”, comentou Guilherme Suman diretor de “Cardo”.
Os vencedores do 3º FECIC (lista completa no final deste release) foram escolhidos por três comissões julgadoras independentes. A primeira comissão foi o Júri Oficial, integrado pela atriz Paula Souza, o diretor de fotografia Jorge Henrique Boca e o diretor e produtor técnico em efeitos especiais, Ricardo Ghiorzi.
Já a segunda comissão foi o Júri da Crítica, formado por integrantes da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul, sendo eles a colaboradora da revista digital do Cineclube Academia das Musas e do Fanzine Zinematógrafo Carla Oliveira e o curador da Sala Redenção Victor Souza.
Enquanto a terceira comissão – Júri Popular -, foi integrada pelo público, que acompanhou as exibições no Teatro SESC Canoas e votou nos melhores filmes após as sessões.
Homenagem à Marcos Breda
A noite de domingo foi marcada também pela homenagem ao ator, professor, produtor e diretor gaúcho Marcos Breda. O reconhecimento foi entregue pelo ator Gedson Castro.
Natural de Canoas, Breda tem uma carreira consolidada no teatro, cinema e televisão. Entre os trabalhos mais notáveis estão a participação do ator nas novelas, séries e minisséries de grande repercussão nacional como “Que Rei Sou Eu?, “O Tempo e o Vento”, “Vamp” e o “Sítio do Pica-Pau Amarelo”.
No cinema, atuou em produções como “O dia em que Dorival encarou o Guarda” e “Feliz Ano Velho”. No teatro, soma mais de quatro décadas de experiência, participando de montagens que atravessam gêneros e estilos, sempre com dedicação à linguagem cênica, destaque para o icônico “Bailei na Curva”.
“São 45 anos de profissão então, essa homenagem é pelo, abre aspas, “conjunto da obra”. Eu quero agradecer profundamente, estou extremamente emocionado, feliz e eu quero dedicar esse prêmio à um pessoa com quem eu trabalhei e que acabou de nos deixar, eu quero dedicar esse prêmio ao Tutti (Gregianin) que era um dos maiores apoiadores desse festival. Obrigado!”, agradeceu Breda.
Conheça os vencedores do 3º Festival de Cinema de Canoas:
Vencedores da CATEGORIA ESTUDANTIL
Melhor filme pelo Júri da Crítica: As Minas E Os Karas em: A Droga Da Obediência E Outros Mistérios (12’35”), de Adriano Costa Souza | EMEF Pernambuco (2025)
Melhor filme pelo colegiado de Canoas: Racismo (4’), de Ana Clara Boll Alves | EMEF Prefeito Edgar Fontoura (2024)
Melhor filme pelo Júri Popular: A Cápsula do Tempo | EEEM Bento Gonçalves (2025)
Melhor filme – Júri Oficial: Querida Irmã (19’), de Luiza Weber | IPUC (2024)
Vencedores da CATEGORIA UNIVERSITÁRIA
Melhor filme pelo Júri da Crítica: Desperta (2’), de Laura Becker | Unisinos (2024)
Melhor filme pelo colegiado de Canoas: Carcarás (13’), de Gabriello Alvarez | PUCRS (2024)
Melhor filme pelo Júri Popular – Troféu Cine Porcello: Submersa, de Laura Viegas | Unisinos (2024)
Melhor filme pelo Júri Oficial: Confio (18’), de Giovanna Plentz | Universidade Feevale (2024)
Vencedores da CATEGORIA MUNICIPAL
Melhor Desenho de Som: Nathan Lopes por “Enquanto a Partida Durar” (2025)
Melhor Direção de Arte: Sheila Marafon por “Enquanto a Partida Durar” (2025)
Melhor Figurino: Guilherme Suman e Allan Riggs por “Cardo” (2025)
Melhor Montagem: Robert Denilson e Felipe Iesbick por “Diários de um Slasher Canoense” (2025)
Melhor Trilha Sonora: Pavão Negro por “Enquanto a Partida Durar” (2025)
Melhor Roteiro: Flávio de Castro Barbosa, Wender Zanon e Érico Noronha por “Gosto Estranho” (2025)
Melhor Fotografia: Vinicius Linhares Macedo por “Cardo” (2025)
Melhor Ator: Gabi Faryas por “Enquanto a Partida Durar” (2025)
Melhor Atriz: pela pluralidade e ampla representatividade na obra, o Júri decidiu que o prêmio seria entregue ao elenco feminino do filme “Diz o nome”, de Anne Plein, Lau Graef e Mirela Kruel (2024)
Melhor Diretor: Léo Moura por “Enquanto a Partida Durar” (2025)
Melhor filme pelo Júri da Crítica: Diários de um Slasher Canoense, de Felipe Iesbick (2025)
Melhor filme pelo Júri Popular – Troféu Cine Porcello: Diários de um Slasher Canoense, de Felipe Iesbick (2025)
Melhor filme pelo Júri Oficial: Enquanto a Partida Durar, de Léo Moura (2025)
Troféu do Metropolitano RS – Ecossistema Audiovisual: Flávia Seligman, cineasta e professora de audiovisual
Prêmio em locação de equipamentos: Mariana Monteiro, representando a Locall Cinema e Televisão
Vencedores da CATEGORIA ESTADUAL
Melhor Desenho de Som: Dave Deville por “Eu te escuto”, de Rodrigo Teixeira (2025)
Melhor Direção de Arte: Thiago Beckenkamp e Eduarda Rodrigues por “Todos os Bebês Nascem Pelados Em Cachoeira do Sul” (2025)
Melhor Figurino: Guilherme Suman e Allan Riggs por “Cardo” (2025)
Melhor Montagem: Thiago Beckenkamp por “Todos os Bebês Nascem Pelados Em Cachoeira do Sul” (2025)
Melhor Trilha Sonora: A Biblioteca de Jorge Furtado | Glênio Póvoas e Luiz Alberto Cassol (2025) | Leo Henkin pelas trilhas “O Homem que copiava”, “O Mercado de notícias”, “Real Beleza”, “Veja bem” e “A matadeira”; Geraldo Flach pelas trilhas “Ilha das flores”, de Caetano Veloso; André Moraes pela trilha de “Meu tio matou um cara”
Melhor Roteiro: Thiago Beckenkamp por “Todos os Bebês Nascem Pelados Em Cachoeira do Sul” (2025)
Melhor Fotografia: Vinicius Linhares Macedo por “Cardo” (2025)
Melhor Ator: Nelson Diniz por “O Último Trem”, de Boca Migotto (2025)
Melhor Atriz: Liane Venturella por “O Último Trem”, de Boca Migotto (2025)
Melhor Diretor: Allan Riggs e Guilherme Suman por “Cardo” (2025)
Melhor filme pelo Júri da Crítica: F.M, de Cassiano G. Zanella (2024)
Melhor filme pelo Júri Popular – Troféu Cine Porcello: A Invenção, de André Arteche (2025)
Melhor filme pelo Júri Oficial: Cardo, de Allan Riggs e Guilherme Suman (2025)
Menção honrosa: O Pente, de Alisson Affonso (2025)
Prêmio em locação de equipamentos: Locall Cinema e Televisão
Cultura
Associação Canoense de Escritores promove atividade da Semana do Livro

A Associação Canoense de Escritores (ACE) realizou, na quinta-feira, 23, uma atividade da Semana do Livro na Biblioteca João Palma da Silva, em Canoas.
O tema escolhido para o encontro foi “Mário Quintana e a Ecologia”, com palestras da professora Maria Inês Pacheco e do ambientalista Walter Kühne Junior.
Após as apresentações, os participantes puderam fazer perguntas, compartilhar opiniões e recitar poemas de Mário Quintana.
Participaram da atividade integrantes da direção da ACE, representantes da Casa do Poeta e um grupo de alunos da Escola Estadual de Ensino Médio André Leão Puente, acompanhados por uma professora.
Cultura
Semana da Dança de Canoas movimenta a cidade com programação gratuita até dia 29 de abril

Até o dia 29 de abril, Canoas vai ser palco da Semana da Dança, evento que vai reunir uma programação recheada de atrações em diferentes pontos da cidade. Com o tema “Do que é feita a tua dança?”, o festival promove apresentações, oficinas e ações formativas em espaços urbanos, equipamentos culturais e áreas de grande circulação, consolidando a parceria entre o Colegiado de Dança e o Sesc Canoas, com apoio ampliado do poder público municipal.
A abertura aconteceu no feriado de 21 de abril, no Shopping Canoas, com apresentações de grupos locais. Já no dia 22, intervenções artísticas ocupam estações da Trensurb em diferentes horários, ampliando o alcance das ações culturais. No dia 23, a Praça da Emancipação recebe espetáculos ao meio-dia, enquanto à noite o palco do Teatro do Sesc Canoas concentra as apresentações, que seguem também na sexta-feira (24). Ao longo do fim de semana, o teatro abriga mostras infantil e estudantil, além de atividades voltadas a projetos sociais.
Já no sábado, dia 25, têm início as oficinas formativas, que incluem quatro encontros, que foram antecedidos por uma residência de criação realizada antes da abertura oficial do evento. O workshop residência, conduzido por Soraya Portela, teve foco em processos criativos e experimentação em dança. As programações formativas serão realizadas na Antiga Estação de Trem, com destaque para temas como iluminação cênica, improvisação, danças urbanas e orientais.
No domingo, 26, o Teatro do Sesc recebe a terceira edição da Mostra de Dança Infantil, às 17h, reunindo grupos formados por crianças de 4 a 12 anos. A programação segue na segunda-feira, 27 de abril, com a Mostra Estudantil e de Projetos Sociais em dois horários, às 15h e 19h30, destacando trabalhos de escolas, instituições, associações e ONGs de Canoas, ampliando o espaço de visibilidade para diferentes iniciativas ligadas à dança na cidade. No dia 28, o Calçadão recebe a performance “Corpo Samba – Oficena”, do coletivo Abre Corpo, que propõe uma experiência interativa a partir de referências afro-diaspóricas e da cultura do samba.
O encerramento ocorre em 29 de abril, no Dia Internacional da Dança, com uma celebração no Teatro do Sesc reunindo grupos profissionais e artistas locais. A noite destaca a diversidade das linguagens presentes na cidade, reafirmando o papel do evento como espaço de encontro, criação e valorização da dança.
Programação
sexta-feira (24/04)Semana da Dança de Canoas segue até 29 de abril com apresentações, oficinas e atividades gratuitas em diferentes pontos da cidade, celebrando o Dia Internacional da Dança.
Local: Teatro Sesc Canoas
19h30: Mostra de dança
sábado (25/04)
Local: Antiga estação de trem
10h: Oficina de Iluminação Cênica com Maurício Rosa
Local: Canoas Shopping
13h: Mostra de Dança
18h: Mostra de dança
Domingo (26/04)
Local: Antiga estação de trem
10h:Oficina de dança com Everton Somber
12h: Oficina de dança com Everton Somber
14h: Oficina de dança com Everton Somber
Local: Teatro Sesc Canoas
17h: Mostra Infantil de Dança
Segunda-feira (27/04)
Local: Teatro Sesc Canoas
15h: Mostra de Dança Estudantil e de Projetos Sociais
Terça-feira (28/04)
Local: Calçadão de Canoas
12h20:Performance “Corpo Samba – Oficena”
Quarta-feira (29/04)
Local: Teatro do Sesc Canoas
19h30: Celebração de Encerramento
Cultura
Espetáculo CorpoSamba leva arte e samba ao centro de Canoas

A performance artística CorpoSamba – Oficena segue em circulação pelo Rio Grande do Sul e chega a Canoas no dia 28 de abril. A apresentação será realizada às 12h30, no calçadão da cidade, com acesso gratuito e ao ar livre. A proposta mistura dança, música ao vivo e interação com o público no espaço urbano, criando uma experiência leve, divertida e, ao mesmo tempo, provocativa.
Criado em Caxias do Sul (RS), o trabalho reúne artistas-pesquisadores de diferentes áreas, como Igor Cavalcante Medina, com trajetória ligada ao samba e às danças de salão; Assaury Hiroshi, da dança contemporânea; e Ezequiel Zanoni Duarte (Zeca Duarte), vinculado ao samba e à música popular brasileira. A criação conta ainda com a participação da bailarina Jenifer Bonho e do percussionista Marcelinho Silva.
Com trilha sonora autoral executada ao vivo, CorpoSamba – Oficena parte da ideia de que o corpo também é território de memória, resistência e criação. Ao longo da apresentação, surgem provocações sobre o próprio corpo e sobre corpos frequentemente marginalizados, como os das mulheres e das pessoas negras. Essas questões, porém, aparecem sem rigidez, abrindo espaço para uma relação lúdica com o público, que é convidado a experimentar passos iniciais de samba e a interagir com os bailarinos e integrar-se ao clima de carnaval no qual se encerra o espetáculo, vivenciando e construindo a cena em tempo real, junto aos artistas.
Hiroshi, bailarino, coreógrafo e um dos diretores do espetáculo, afirma que o trabalho dá continuidade a uma investigação sobre o corpo brasileiro e sobre o samba como uma de suas expressões mais genuínas.
“A partir de minhas pesquisas, vejo o samba como uma manifestação artística marcada por relações sociais, raciais e de gênero que atravessam a história do país e que, por isso, também se estabelece como espaço de resistência, diálogo e transformação social”, observa.
Para ele, a obra parte de um corpo que se posiciona e que transforma resistência em movimento e movimento em identidade.
Para o também diretor Medina, a Oficena se apresenta não apenas como linguagem artística, mas também como ferramenta de transformação social, ao provocar reflexão, questionar estruturas de opressão e reafirmar a potência do corpo em movimento. “A proposta convida o público a vivenciar o samba como força vital, resistência e expressão cultural profunda”, aponta.
A produtora executiva Uyara Camargo destaca que a circulação em espaços públicos e históricos de cidades gaúchas foi pensada para ampliar o acesso à arte e descentralizar o acesso à cultura. “A escolha desses locais reforça o compromisso do projeto com a democratização da cultura, ao mesmo tempo em que valoriza a cultura popular, fortalece identidades locais e pode estimular o turismo cultural e o comércio.”
A construção do espetáculo também se apoia nas trajetórias de seus criadores. Medina, homem negro e sambista, tensiona em cena o racismo presente nas sutilezas do cotidiano. Hiroshi, a partir de sua ancestralidade oriental e indígena, investiga encontros e fusões culturais no corpo que samba. Já a bailarina Jenifer, como mulher, incorpora reflexões sobre a violência de gênero e seus impactos sociais e corporais. Juntas, essas perspectivas ampliam o olhar sobre a identidade brasileira e sobre o samba como expressão de alegria, crítica social e permanência cultural.
Todas as apresentações contam com intérprete de Libras, ampliando o acesso e reconhecendo diferentes formas de experiência estética.
Antes de chegar a Canoas, o projeto realizará uma apresentação gratuita em Porto Alegre no dia 18 de abril, às 17h, no Parque Harmonia (ao ar livre). CorpoSamba – Oficena é financiado pelo Financiarte, da Prefeitura de Caxias do Sul.

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