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04/11/2026
 

Geral

DetranRS realiza dois leilões virtuais com a oferta de 969 veículos

Redação

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DetranRS: 374 veículos e sucatas vão a leilão na próxima quarta, 17

O DetranRS promove dois leilões virtuais de veículos na próxima semana, com a oferta de 969 itens entre carros aptos à circulação e sucatas. Os eventos ocorrem terça-feira, 5, e quinta-feira, 7, ambos às 10 horas, diretamente no site dos leiloeiros responsáveis pelos certames.

Dos eventos 

Na terça-feira, 5, serão ofertados 622 itens que estão em Centros de Remoção e Depósito (CRDs) de Faxinal do Soturno, Santa Maria, São Vicente do Sul, Caçapava do Sul, Santiago, Restinga Seca, Júlio de Castilhos e São Pedro do Sul. Com início a partir das 10 horas, o leilão pode ser acompanhado no site.

São 176 veículos aptos à circulação, que podem ser arrematados pelo público em geral, e 78 lotes com 446 veículos de sucatas, disponíveis apenas para Centros de Desmanches de Veículos (CDVs) credenciados à autarquia. Entre os veículos que vão a leilão, um WV/Gol 1.6L MB5 2020/2021 com lance mínimo de R$ 20.000,00 e um I/Hyundai IX35 2.0 2011/2012, a partir de R$ 20.000,00.

Na quinta-feira, 7, o evento começa a partir das 10h, e pode ser acompanhado diretamente no site do leiloeiro responsável. Na ocasião, serão ofertados 347 itens que estão em CRDs de Porto Alegre.

São 243 veículos aptos à circulação, que podem ser arrematados pelo público em geral, e 21 lotes com 104 veículos de sucatas, disponíveis apenas para CDVs credenciados à autarquia. Entre os veículos que vão a leilão, um Chevrolet/Cruze LTZ HB 2013/2013 com lance mínimo de R$ 5.000,00 e um Renault/Logan EXP 1016V 2011/2012, a partir de R$ 3.500,00.

A autarquia reforça a necessidade de que os interessados realizem a visitação pública, tendo em vista que os veículos serão leiloados no estado e condições em que se encontram, não cabendo reclamações posteriores.

Leilão virtual 

A forma de realização é bem parecida com a presencial. A leiloeira, em vídeo ao vivo, apresenta os lotes e os arrematantes enviam seus lances on-line. Será considerado vencedor o interessado que tiver feito a maior oferta aceita, não sendo considerados válidos quaisquer lances enviados após o encerramento do apregoamento do lote.

Também haverá a opção de realização do pré-lance on-line, ou seja, com o envio de lances antes da abertura do leilão virtual. Os lotes que receberem ofertas nessa modalidade iniciarão o leilão virtual a partir da maior proposta registrada no sistema. Caso não haja, no momento do leilão virtual, lance superior, o lote será considerado arrematado pelo licitante responsável pelo maior pré-lance.

As informações dos bens leiloados, bem como os endereços dos locais de visitação e os próximos eventos previstos podem ser conferidos no calendários de leilões no site do DetranRS.

Alerta

O DetranRS reforça a atenção com os golpes de falsos leilões realizados em sites utilizando a marca da autarquia além do endereço de seus credenciados e destaca os cuidados necessários para interessados em participar de leilões:

  • Conferir no site oficial do DetranRS os próximos eventos no Calendário de Leilões;
  • Verificar nos editais do leilão todos os veículos disponíveis para compra em cada depósito credenciado, seus lances iniciais, o site do leiloeiro oficial e demais informações;
  • Se possível, realizar visita ao depósito (CRD) onde está o veículo para verificar suas condições pessoalmente;
  • Participar do leilão na data e horário agendados pelo DetranRS e divulgados no site oficial;
  • Caso seja atraído por um anúncio, desconfiar de sites de leiloeiros que não sejam hospedados no Brasil, sem o final “.br”;
  • Pesquisar a empresa em sites de reclamação e/ou mídias sociais;
  • Suspeitar de veículos que pareçam novos ou de concessionárias;

Não fazer transferências bancárias. Nos leilões do DetranRS, o pagamento do valor de arremate se dá por meio de guia de arrecadação própria (GAD-L), quitada na rede bancária conveniada. Somente o valor da comissão do leiloeiro será conforme instruções do mesmo, detalhadas sempre no item 9.4 do Edital.

Quem for vítima desse tipo de golpe deve comunicar o fato à Polícia Civil, por meio de um boletim de ocorrência. O registro pode ser feito presencialmente em uma Delegacia de Polícia ou preferencialmente pela internet, por meio da Delegacia Online.

Policial

Operação contra organização criminosa no RS termina com 72 presos e mais de 230 ordens judiciais cumpridas

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 4, a Operação Padrinho, com o objetivo de combater crimes de homicídio e desarticular uma organização criminosa com atuação em Santa Maria e no sistema prisional. Até o momento, 72 pessoas foram presas.

A ofensiva foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Santa Maria (DPHPP) e contou com o apoio da Brigada Militar, da Polícia Penal e do Instituto-Geral de Perícias.

Ao todo, foram cumpridas mais de 230 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, sequestro de veículos e bloqueio de contas bancárias. As ações ocorreram nos municípios de Santa Maria, Restinga Sêca e Caçapava do Sul, além das casas prisionais PASC, PESM, PRSM, PEJULI e PESB.

Segundo o delegado Adriano Rossi, titular da DPHPP de Santa Maria, a operação tem como objetivo cumprir as ordens judiciais para desarticular uma organização criminosa apontada como responsável por diversos homicídios na região.

Investigação começou após homicídio com 15 disparos

As investigações tiveram início em 13 de agosto de 2025, após o assassinato de um homem no bairro Nova Santa Marta, em Santa Maria. Na ocasião, a vítima foi executada com 15 disparos de arma de fogo calibre 9 mm em frente à própria residência.

A partir da análise da rota de fuga dos atiradores, os investigadores identificaram o envolvimento de integrantes de uma organização criminosa. Conforme apurado, o homicídio teria sido uma retaliação determinada pela cúpula do grupo após um conflito anterior entre criminosos.

O avanço das investigações revelou uma estrutura organizada, com hierarquia, divisão de tarefas e ligação com uma facção de atuação estadual.

A apuração também identificou a influência da organização dentro do sistema prisional. Segundo a Polícia Civil, integrantes da cúpula utilizavam duas galerias de unidades prisionais para coordenar atividades relacionadas ao tráfico de drogas, administrar questões internas e ordenar execuções fora dos presídios.

De acordo com o delegado Adriano Rossi, titular da DPHPP de Santa Maria:

“Ficou comprovado que a cúpula da organização exercia influência sobre duas importantes galerias do sistema prisional local, utilizando o espaço carcerário para coordenar a logística do narcotráfico, gerenciar rotinas internas e expedir ordens de execuções extramuros, garantindo uma influência territorial estritamente coercitiva nos bairros em que atuava”.

Operação mira estrutura financeira e logística

Conforme a investigação, a organização utilizava um arsenal de fuzis e pistolas para manter o controle de territórios e movimentava recursos provenientes do tráfico de drogas, que posteriormente eram ocultados de forma ilícita.

O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Mario Souza, destacou o objetivo da ofensiva:

“A operação atinge o cerne estrutural do grupo, visando não apenas a responsabilização penal pelos homicídios, mas também o isolamento de seus integrantes e o estrangulamento financeiro e logístico da organização criminosa, visando neutralizar por completo a sua capacidade de articulação criminal”.

A Operação Padrinho integra o Protocolo das Sete Medidas de Enfrentamento aos Homicídios (P7), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, voltado à repressão de crimes violentos e à responsabilização de integrantes de grupos criminosos envolvidos em episódios de extrema violência.

Os presos serão encaminhados ao sistema prisional.

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Geral

RS abre pedidos de reembolso de multas do free flow; veja como receber o dinheiro de volta

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Foto: Fabrício Braga Nunes – CSG
Foto: Gus Wanderlei

O governo do Rio Grande do Sul abriu, nesta quinta-feira, 29, o sistema para solicitar o reembolso de multas relacionadas ao pedágio eletrônico free flow que foram anuladas após uma decisão do governo federal. Os pedidos devem ser realizados pela Central de Serviços do Detran-RS.

Segundo o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer-RS), 527,7 mil multas foram pagas e posteriormente anuladas no Estado. Os valores, portanto, poderão ser restituídos aos motoristas que quitaram as penalidades.

Conforme o órgão, os pedidos serão processados e os recursos deverão ser devolvidos em até 30 dias. As multas aplicadas desde 2024 terão correção monetária.

O diretor-geral do Daer, Luciano Faustino da Silva, destacou a quantidade de penalidades envolvidas e a proposta de simplificar o procedimento de restituição.

“São mais de 527 mil multas que precisam ser devolvidas. A ferramenta vai estabelecer de forma facilitada e rápida os valores para o cidadão”, afirmou.

Como funciona o reembolso

Os motoristas que pagaram multas anuladas relacionadas ao sistema free flow poderão solicitar a devolução dos valores pela plataforma digital do Detran-RS. O procedimento deve ser realizado diretamente na Central de Serviços do órgão.

O free flow é um modelo de pedágio eletrônico sem cancelas. Nesse sistema, os veículos passam por pórticos instalados nas rodovias, sem precisar parar, e o pagamento da tarifa deve ser feito posteriormente, geralmente pelo site da concessionária, dentro do prazo estabelecido.

Quando o pagamento não é realizado em até 30 dias, o motorista pode ser autuado por evasão de pedágio, com multa de R$ 195,23.

Prazo para regularizar débitos termina em novembro

A suspensão das multas foi determinada pelo governo federal em abril de 2026, após questionamentos sobre a comunicação e a divulgação das regras de funcionamento do free flow. Na ocasião, foram suspensas 3,4 milhões de multas aplicadas em todo o país.

A medida estabeleceu um período de transição de 200 dias para que os motoristas pudessem quitar os débitos pendentes com as concessionárias e evitar as penalidades.

O prazo termina em 16 de novembro. Quem não regularizar os valores devidos até essa data voltará a ficar sujeito à cobrança das multas suspensas.

A decisão foi adotada após a constatação de que muitos motoristas deixaram de pagar as tarifas por desconhecimento do funcionamento do sistema. Atualmente, 14 concessionárias utilizam o modelo no Brasil.

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Policial

Polícia prende suspeito e apreende armas em operação que investiga fraude em licitações de Guaíba

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A Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira, 22, a Operação Pseudographos, em Guaíba. A investigação apura suspeitas de falsificação e uso de certificados de capacidade financeira atribuídos à Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE), apresentados por uma empresa de terceirização de mão de obra em licitações promovidas pelo município.

Ao todo, cerca de 25 policiais civis cumpriram sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre. As diligências ocorreram na sede da empresa investigada, em um escritório de assessoria contábil, em residências de investigados e em setores da administração municipal, incluindo a Procuradoria-Geral do Município.

Durante a operação, uma pessoa foi presa. Os policiais também apreenderam armas, munições e documentos.

A investigação apura possíveis crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso, fraude à licitação e associação criminosa. Os certificados investigados teriam sido utilizados para habilitar a empresa em pregões eletrônicos, que resultaram em contratos administrativos posteriormente aditados.

Certificados apresentavam indícios de falsificação

Conforme o delegado Augusto Zenon, titular da 2ª Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública Municipal (DIRCAPM/Dercap), a investigação começou após uma comunicação da própria CAGE, que identificou indícios de falsificação nos documentos.

Segundo o órgão, os certificados não foram emitidos pelo sistema oficial, apresentavam numeração já vinculada a outras pessoas jurídicas e continham datas de emissão correspondentes a dias em que os sistemas estaduais estavam indisponíveis em razão da calamidade pública provocada pelas enchentes de 2024. Os prazos de validade também divergiam do padrão adotado.

A perícia realizada pelo Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP/RS) apontou fortes indícios de falsidade.

“A perícia oficial do Instituto-Geral de Perícias (IGP/RS) concluiu pela existência de fortes indicadores de falsidade, constatando metadados incompatíveis com os certificados autênticos e sinais de elaboração em editor de texto, com posterior conversão para PDF”, esclareceu Zenon.

Investigação apura possível participação de agentes públicos

De acordo com a delegada Karoline Calegari, titular da Delegacia de Polícia de Guaíba, o inquérito começou na unidade policial do município, onde os fatos teriam ocorrido, e posteriormente foi encaminhado à delegacia especializada em crimes contra a administração pública.

As apurações incluíram depoimentos, exames periciais, análise de procedimentos administrativos municipais, materiais encaminhados anonimamente à Polícia Civil e um relatório de inteligência financeira.

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos indicaram a necessidade de ampliar a investigação para além do escritório de contabilidade responsável por obter e encaminhar os certificados.

Entre os pontos ainda investigados estão a autoria da falsificação, os equipamentos e as contas utilizados na criação e no envio dos documentos, a circulação dos arquivos e o nível de conhecimento dos representantes da empresa beneficiada.

Também são analisados atos administrativos relacionados a pagamentos, aplicação de sanções e uma nova contratação da empresa. Conforme a investigação, algumas dessas decisões teriam divergido de manifestações das áreas técnicas da administração municipal.

“Também serão examinados atos praticados no âmbito da administração municipal em favor da empresa, em procedimentos de pagamento, de aplicação de sanções administrativas e de nova contratação, alguns deles em sentido divergente das manifestações das áreas técnicas, a fim de verificar a existência de ajuste prévio, divisão de tarefas e atuação coordenada entre particulares e agentes públicos, sem prejuízo da apuração de eventuais crimes de corrupção”, concluiu o delegado.

Objetivo da operação

Os mandados de busca e apreensão também tiveram como objetivo recolher computadores, celulares, mídias de armazenamento, arquivos originais e editáveis, comunicações e documentos físicos e digitais. O material deverá auxiliar na reconstrução do processo de produção e circulação dos certificados e na identificação da participação de cada investigado.

A Polícia Civil informou que as responsabilidades individuais serão apuradas com respeito ao contraditório e à ampla defesa.

O nome da operação, Pseudographos, tem origem grega e remete à expressão “escrita falsa”. A denominação faz referência aos documentos que teriam sido forjados com aparência de autenticidade oficial para comprovar uma capacidade financeira que não havia sido certificada regularmente, possibilitando, em tese, a habilitação da empresa em licitações públicas.

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