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06/02/2026
 

Meio Ambiente

Arte pela reciclagem: Canoas recebe o Pimp Nossa Cooperativa

Redação

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em

Arte pela reciclagem Canoas recebe o Pimp Nossa Cooperativa

No dia 12 de abril, o Pimp Nossa Cooperativa, ação do Pimp My Carroça, desembarca em Canoas, Rio Grande do Sul, para revitalizar a Cooperativa Mãos Dadas. Por meio da grafitagem dos muros e paredes da cooperativa, ações de saúde e bem estar e da implementação de melhorias na segurança do trabalho, o projeto fortalece a estrutura de cada cooperativa pimpada, tornando-as referência socioambiental no território.

Na ocasião, artistas de Canoas e região irão colorir os muros da associação de materiais recicláveis constituindo uma verdadeira exposição a céu aberto. A ação prevê ainda melhorias na sede, como a pintura de sinalização de segurança do trabalho, além da distribuição de kits com camisetas, luvas, máscaras e óculos de proteção individual.

Os profissionais da reciclagem necessitam de visibilidade e reconhecimento, desde as catadoras e catadores que atuam de forma autônoma nas ruas até aqueles organizados em cooperativas e associações. Todos são essenciais para a gestão de resíduos urbanos.

A ação oferece um espaço de reconhecimento e valorização, onde a arte e a cultura se tornaram ferramentas de ressignificação sobre o trabalho dos catadores. A presidenta da Mãos Dadas, Janaína Moura, comenta sobre a importância do espaço:

“Passo a ajudar pessoas que a vida melhorou após ingressar na cooperativa, pessoas que catavam puxando carroça na chuva, no sol, com a renda que tirava mal dava para sobreviver. Mães que moravam de favor com seus filhos sofrendo humilhação, após vir trabalhar na cooperativa conseguiram alugar uma casa para viver. E não menos importante o trabalho ambiental e social”.

A programação do evento contará com atividades culturais, oficinas e ações de saúde para as cooperadas e cooperados. Entre os destaques, estão oficinas de graffiti, discotecagem, apresentações musicais e atividades voltadas ao bem-estar dos trabalhadores.

“O Pimp Nossa Cooperativa é uma ação que transcende a revitalização estética do espaço, lançando um poderoso holofote sobre o real potencial do trabalho dos catadores de materiais recicláveis”, afirma a diretora executiva do Pimp My Carroça, Nanci Darcolléte.

O evento é uma realização do Pimp My Carroça, com apoio do Ministério da Cultura e patrocínio da Tetra Pak.

Sobre o Pimp My Carroça

O Pimp My Carroça surge em 2012 a partir de um evento colaborativo no Vale do Anhangabaú. Foram reformadas e pintadas carroças de catadoras/es de materiais recicláveis, além de atendimento de saúde e atividades culturais. Nos últimos 12 anos, foram criadas diversas áreas, programas e ações com base em nossa missão: promover visibilidade e a remuneração justa de catadoras e catadores de materiais recicláveis.

Auxílios e programação 

Durante a ação, serão distribuídos kits de segurança do trabalho (EPIs) para os cooperados, artistas e equipe. Confira a line-up de artistas e programação completa:

Artistas participantes:

Programação:

08h00

– Abertura + discotecagem

– MC Tia Crazy + DJ Ita

08h30

– Tenda dos Erês: pinturas de rosto, desenhos e brincadeiras

09h00

– Oficina de trança Nagô com Jacihair

09h00

– Manicure com Carol Moreira

10h30

– Oficina de graffiti com Danna

11h00 

– Show do Circo Jardim com palhaço

13h30

– Discotecagem com DJ Abú

13h30

– Oficina de trança Nagô com Jacihair

13h30

– Manicure com Carol Moreira

14h00

– Oficina de graffiti com Danna

14h00

-Show de rap com Muka MC

14h30

-Show de rap com Thymen

15h00

-Show de sertanejo com Jonnas Nunes

16h00

-Apresentação D’Vilas

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Serviço:

Pimp Nossa Cooperativa

Cooperativa Mãos Dadas

12 de agosto | 8h-17h

R. Prof. Ney Lobo, 85 – Fátima, Canoas

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Meio Ambiente

Guarda Municipal flagra descarte irregular de lixo em área de preservação no bairro Mato Grande, em Canoas

Redação

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Durante uma ação de patrulhamento preventivo na noite de quarta-feira, 28, a Guarda Municipal de Canoas flagrou um homem descartando lixo e restos de obras em uma área de preservação ambiental no bairro Mato Grande. A ocorrência foi registrada no Loteamento Central Park.

O homem, de 39 anos, foi abordado pelos agentes e recolheu o material descartado de forma irregular. Ele informou que faria a destinação correta dos resíduos em um dos ecopontos do município. O caso foi encaminhado à Secretaria Municipal de Serviços e Zeladoria Urbana, que lavrou um auto de infração ambiental. A multa pode ultrapassar R$ 1.100 e pode ser aplicada em dobro caso haja reincidência no período de até seis meses.

A Guarda Municipal realiza patrulhamento contínuo nos bairros de Canoas com o objetivo de prevenir e coibir irregularidades. A corporação também disponibiliza o telefone 153 para denúncias, com atendimento 24 horas por dia. Pelo número, a população pode informar situações como descarte irregular de lixo, maus-tratos a animais, violência doméstica, violência escolar, entre outras ocorrências. O anonimato é assegurado.

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Meio Ambiente

Litoral Norte mantém praias próprias para banho conforme terceiro boletim de balneabilidade

Redação

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A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) divulgou, na sexta-feira, 26, o terceiro boletim do projeto Balneabilidade da temporada 2025/2026. O levantamento indica que todas as praias do Litoral Norte seguem próprias para banho. Em todo o Estado, no entanto, dez pontos monitorados foram classificados como impróprios, um a mais em relação ao segundo boletim: https://www.estado.rs.gov.br/governo-do-estado-divulga-segundo-boletim-de-balneabilidade-com-87-pontos-proprios-para-banho-no-rs

Na comparação com a semana passada, Nova Palma e dois pontos de Pelotas deixaram a lista de locais impróprios. Por outro lado, Cerrito, Pedro Osório e dois pontos adicionais em Rio Grande passaram a apresentar condições desfavoráveis aos banhistas.

Locais impróprios para banho nesta semana

Barra do Ribeiro — Praia da Picada/Lago Guaíba

Cerrito — Balneário Cerrito/Rio Piratini

Pedro Osório — Balneário Pedro Osório/Rio Piratini

Pelotas — Valverde (Av. Sen. Joaquim A. Assumpção)

Pelotas — Santo Antônio (Rua Bagé)

Pelotas — Valverde/Trapiche

Piratini — Balneário Municipal Klérfim Cardoso/Rio Piratini

Rio Grande — Praia do Cassino (Rua Apolinário)

Rio Grande — Praia do Cassino (Rua Goiás)

Tapes — Balneário Rebelo

Monitoramento e divulgação

O programa Balneabilidade é executado pela Fepam, com apoio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep). Ao todo, 96 pontos em praias e balneários de 45 municípios são monitorados.

Nesta temporada, passaram a integrar o monitoramento a Lagoa Rondinha (Balneário Pinhal), o Parque Náutico (Capão da Canoa) e o Balneário Klérfim Cardoso (Piratini). Os boletins são divulgados semanalmente, às sextas-feiras, no site e nas redes sociais da Fepam, além de placas informativas nos locais e no webaplicativo do programa. A divulgação segue até 27 de fevereiro.

Critérios de classificação

A classificação das águas considera os níveis de Escherichia coli (E. coli), conforme as resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nº 274/2000 e nº 357/2005. Em alguns balneários, também são avaliadas cianobactérias.

O resultado de cada boletim leva em conta as cinco semanas anteriores de monitoramento. O ponto é considerado impróprio quando duas ou mais amostras superam 800 E. coli ou quando a amostra mais recente ultrapassa 2.000 E. coli, além de limites para cianobactérias.

Orientações aos banhistas

A Fepam recomenda que a população utilize apenas locais classificados como próprios, evite o banho após chuvas intensas, não entre na água em áreas com presença de algas e redobre a atenção com crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade.

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Meio Ambiente

Série “Cidades Resilientes” mostra como país precisa se preparar para viver em um clima que já mudou

Redação

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Série “Cidades Resilientes” mostra como país precisa se preparar para viver em um clima que já mudou

A série de reportagens Cidades Resilientes, recém lançado pelo Grupo O Timoneiro, faz um retrato contundente de como os impactos da crise climática já fazem parte da rotina das cidades brasileiras, e de como governos, comunidades e cidadãos precisam agir para enfrentar um cenário que deixou de ser futuro e passou a ser presente. Ao longo de dez episódios, a produção discute soluções, riscos e caminhos para construir cidades capazes de resistir, se adaptar e se reerguer diante de eventos extremos cada vez mais frequentes.

A urgência de um novo olhar sobre o clima

No episódio de estreia, a série destaca que estiagens prolongadas, enchentes, tornados e tempestades de granizo já fazem parte do cotidiano. A tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024 é usada como alerta máximo: mais de 500 mil pessoas foram deslocadas, 185 morreram e 23 seguem desaparecidas. As comunidades mais afetadas foram justamente as mais vulneráveis, populações periféricas, quilombolas e ribeirinhas.

O programa explica que uma cidade resiliente não é aquela que evita totalmente os impactos, mas sim a que consegue absorvê-los, proteger vidas e restabelecer rapidamente seu funcionamento. Isso exige duas frentes: mitigação, que busca reduzir os efeitos das mudanças climáticas, e adaptação, que prepara a cidade para os impactos inevitáveis. Ser resiliente, portanto, significa antecipar problemas, aprender com crises e reinventar o modo de viver nas cidades.

Eventos extremos: uma nova rotina

Os episódios seguintes detalham como os eventos extremos, antes esporádicos, se tornaram rotina. O RS vivenciou nos últimos anos estiagens históricas, ciclones, ondas de calor e enchentes devastadoras. Um estudo da UFRGS indica que esses eventos podem ficar até cinco vezes mais frequentes no Sul do país nos próximos 75 anos.

A combinação entre urbanização acelerada, impermeabilização do solo, emissão de gases de efeito estufa, aumento da frota de veículos e expansão desordenada das cidades intensifica os danos. A série reforça que nem o poder público nem a sociedade civil conseguem responder sozinhos: a reconstrução e a prevenção dependem de esforços coordenados.

Soluções baseadas na natureza: reconstruir a relação com os rios

O terceiro episódio apresenta caminhos inspirados nas chamadas Soluções Baseadas na Natureza (SBN). O objetivo é recuperar a relação das cidades com seus rios e permitir que a água encontre espaço para circular e ser absorvida pelo solo. Da drenagem sustentável à arborização, as SBN desafiam o modelo tradicional de “expulsar” a água e propõem alternativas para reduzir enchentes e ilhas de calor.

A Holanda aparece como referência: depois de séculos tentando dominar a água, o país passou a criar áreas onde o mar pode entrar sem causar danos, reorganizando-se para coexistir com seu ambiente.

Habitações resilientes e urbanismo sustentável

O quarto episódio aprofunda os desafios de garantir moradia segura em um contexto de eventos extremos. Muitas casas deixam de ser refúgio quando estão em áreas ribeirinhas, zonas de risco ou regiões alagáveis protegidas por diques que falham. O programa mostra que mobilidade, saneamento, conexão com áreas verdes e arborização são componentes essenciais de um urbanismo capaz de enfrentar o futuro.

Exemplos internacionais reforçam a importância de devolver espaço à natureza, como o caso sul-coreano em que um “rio fantasma”, canalizado por décadas, está sendo reaberto para revitalizar o território.

Tecnologia e cidades inteligentes: o presente da resiliência

No quinto episódio, a série mostra como tecnologia e dados são fundamentais para monitorar riscos, prevenir catástrofes e salvar vidas. Monitoramento em tempo real, inteligência artificial, dados georreferenciados e sistemas de alerta rápida formam um conjunto de ferramentas que tornam as cidades mais eficientes e preparadas.

A tecnologia também permite comunicação ágil e transparente, essencial para que a população saiba como agir antes e durante um desastre. Exemplos práticos aparecem ao longo do episódio — como quadras esportivas rebaixadas que se transformam em reservatórios temporários e o uso holandês de tijolos permeáveis nas ruas secundárias.

Educação climática: a base da mudança cultural

O episódio seguinte reflete sobre o papel da educação ambiental como força transformadora. Professores, escolas e jovens são apontados como atores centrais de uma mudança que vai além do meio ambiente: envolve cultura, economia, política e comportamento.

A série defende que cidades resilientes precisam de cidadania ativa, e isso começa quando crianças e adolescentes compreendem como suas ações individuais afetam a coletividade.

Saúde e clima: um novo desafio urbano

Outro capítulo revela como as mudanças climáticas se tornaram um problema de saúde pública. O aumento da temperatura fortalece vetores de doenças, amplia casos respiratórios e pressiona o sistema de saúde. Mas as consequências não são apenas físicas: o impacto psicológico de perder casas, memórias e referências, como ocorreu no RS em 2024, gera ansiedade, depressão e traumas duradouros.

Economia circular e empregos verdes

A série também aborda a transformação econômica trazida pela crise climática. A economia verde cria novas oportunidades de negócios e empregos, desde o saneamento até tecnologias de mitigação industrial. A economia circular surge como modelo estratégico para reduzir desperdícios e preservar recursos, enquanto o acesso a financiamentos internacionais é visto como peça-chave para tornar cidades mais resilientes.

Mobilidade urbana: circular é resistir

O episódio sobre mobilidade urbana ressalta que a forma como nos deslocamos impacta o clima e a própria estrutura das cidades. O modelo baseado no carro individual agrava congestionamentos, emissões e desigualdades. A série propõe a ampliação do transporte público de massa — com estímulo a ônibus elétricos — e a criação de multicentralidades para reduzir deslocamentos longos. A mobilidade é tratada como tema central de resiliência.

Ação coletiva e participação cidadã

No episódio final, Cidades Resilientes afirma que enfrentar o clima que já mudou depende de transparência, responsabilidade compartilhada e engajamento popular. Da pavimentação dos quintais às grandes obras de infraestrutura, a adaptação exige decisões coletivas e visão de longo prazo.

A conclusão é clara: governos, empresas e cidadãos precisam agir juntos, guiados pela ciência e pela natureza, para construir cidades mais seguras, humanas e preparadas para o futuro.

Ficha Técnica

O projeto conta com roteiro, direção do jornalista Vanderlei Dutra, que também conduz a narrativa ao longo de toda a produção. A produção é assinada por Fabiano Florez, enquanto Pedro Busanello responde pelas imagens e edição.

A consultoria de conteúdo fica a cargo de Helena Grundig, que também participa das entrevistas ao lado de Satya Maia Patchineelam, trazendo aprofundamento técnico e contextualização ao tema.

A iniciativa tem patrocínio do BRDE, que apoia a realização do projeto.

 

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