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20/06/2026
 

Economia

CICS LANÇA CARTA ABERTA AOS CANDIDATOS A PREFEITO DE CANOAS 2024

Redação

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A PEDIDO – PUBLICAÇÕES LEGAIS

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CARTA ABERTA AOS CANDIDATOS A PREFEITO DE CANOAS 2024

A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Canoas – CICS trabalha há quase 85 anos pelo desenvolvimento econômico e social do Município, tendo como principal bandeira o estímulo ao empreendedorismo, por entender ser o único caminho para o bem-estar da população de forma sustentável, com a geração de emprego, renda e arrecadação de impostos. Desde sua instalação, o Município enfrentou muitos desafios, destacando-se, nos últimos anos, a pandemia de Covid-19, que fechou as atividades econômicas e dificultou a subsistência de pessoas e empresas, e a enchente de maio de 2024, que atingiu toda a região oeste de Canoas e parte do Bairro Niterói, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 12 bilhões, atingindo milhares de empresas e desabrigando mais de 150 mil pessoas, além de 31 mortes confirmadas.

No atual contexto de necessária recuperação pós enchente e com cenário de previsão orçamentária municipal deficitária, a CICS Canoas apresenta aos Candidatos a Prefeito no pleito de 2024 propostas e demandas como contribuição à retomada econômica e social do Município.

 

I – DESENVOLVIMENTO e RECUPERAÇÃO ECONÔMICA

  1. Redução da burocracia: A complexidade e o custo de cumprir com as obrigações fiscais e regulatórias podem ser um grande obstáculo. Sugere-se, simplificar processos regulatórios e fiscais para reduzir o tempo, evitar retrabalho e o custo de conformidades, com integração entre os sistemas.
  2. Aprimoramento da regulamentação da Lei de Liberdade Econômica: O  Decreto 367/2019 deve ser complementado visando a maior efetividade na desburocratização para emissão de alvarás. É necessário revisar todo o processo administrativo, buscando semelhança ao de Porto Alegre, mais digital. Em Canoas, há envio repetitivo de documentos, por requisição em fases distintas, etc.
  3. Acesso a crédito: pequenos negócios enfrentam dificuldades para obter financiamento devido a garantias exigidas e altas taxas de juros. Superado o momento do socorro emergencial, sugere-se a retomada, ainda no primeiro trimestre de 2025, do Programa Juro Zero, em que os juros dos empréstimos tomados pelas pequenas empresas sejam pagos pelo Município. A medida permitirá a sobrevivência de negócios, com manutenção da atividade econômica.
  4. Educação Empreendedora: Há falta de acesso a programas de capacitação que ajudem os empreendedores a melhorar suas habilidades de gestão e operação. Sugere-se estruturar cursos de formação de mão de obra e capacitação para empreendedores, em parceria com entidades empresariais e universidades, com foco em gestão, marketing e inovação. Promover capacitações, cursos, consultorias e mentorias para pequenos negócios localizados nos bairros de Canoas.
  5.  Educação financeira nas escolas públicas: Sugere-se implementar educação financeira nas escolas para formação das crianças e adolescentes, para ensinar responsabilidade sobre os próprios recursos, bem como formar melhor mão de obra.
  6. Infraestrutura: Deficiências na infraestrutura local, como transporte e internet, podem afetar negativamente os negócios. Sugere-se implementar melhor sistema de integração de transporte público, para agilizar o deslocamento e reduzir custos, e analisar viabilidade da validade diária da passagem. Com relação à internet, a intermitência e a baixa velocidade têm afetado o bom desempenho dos negócios, e deve ser foco de atenção como item de infraestrutura local. Ainda, é necessário diligenciar junto à RGE para a reorganização da fiação existente nos postes, a fim de reduzir a poluição visual e os riscos para a população, mantendo todos os serviços em funcionamento.
  7. Incentivos Fiscais: Oferecer incentivos fiscais para empresas que adotem práticas sustentáveis e inovadoras. Reduzir, provisoriamente, a carga tributária (IPTU e ISS) para empresas instaladas na região de alagamento, a fim de estimular a retomada econômica local. 
  8. ISS: O tributo aplicado por profissional em Canoas é, provavelmente, o mais caro do RS. Deve ser reduzido substancialmente para atrair prestadores de serviços. Ex.: Canoas R$ 841,94 x POA R$ 192,81 (para contadores).
  9. Apoio a Redes de Negócios: a) Promover a criação e o fortalecimento de redes de apoio e parcerias entre pequenas empresas. b) Promover programas de incentivo à profissionalização e ao empreendedorismo; c) Implementar o Programa Minha Primeira Empresa, que tem o objetivo de apoiar, capacitar e acompanhar empreendedores em fase inicial.
  10.  Destinação de maior volume de recursos financeiros para as Secretarias de Desenvolvimento Econômico e da Segurança Pública: As SMDETI e SMSPC são os mais importantes órgãos para o desenvolvimento econômico, atração de investimentos e, por consequência, geração de empregos, renda e arrecadação. Nesse sentido, a participação dessas Secretarias na distribuição do orçamento deve ser aumentada para que tenhamos, efetivamente, a esperada recuperação econômica.

II – DESENVOLVIMENTO URBANO

O desenvolvimento econômico e social, via de regra, sucede um bom planejamento e desenvolvimento urbano, razão pela qual, especialmente neste momento de necessária retomada e reocupação pós enchente, são imprescindíveis estímulos aos investimentos, especialmente com redução da burocracia. Apontam-se as seguintes medidas de estímulo à reconstrução e retomada: 

  1. Retrofit: Inovar, na legislação, para viabilizar projetos de recuperação de prédios residenciais e comerciais, com a retomada de obras paradas, bem como oferecer condições especiais para a revitalização de prédios em regiões de interesse público, como o Centro Histórico e a recuperação da BR116 e da Av. Guilherme Schell. Dentre as condições especiais, podem ser adotadas para viabilizar o investimento: isenção do ITBI para o investimento, isenção de IPTU durante o período de obra, isenção de ISS para determinadas atividades de interesse público exercidas no prédio recuperado (cultura, educação, saúde, por exemplo). Os projetos podem ser previamente aprovados pelo Município para receber os benefícios fiscais e atrair os investimentos, recuperando e revitalizando prédios abandonados, aumentando a segurança pública, valorizando a cidade sob o aspecto ambiental e paisagístico, e atraindo empresas e empregos.
  2. Dispensa de vistorias de habite-se. Como regra, o habite-se deve ser autodeclarado pelo responsável técnico da obra, com o objetivo de destravar os processos e acelerar o retorno do investimento aos empreendedores. Caberá ao Município realizar a fiscalização a qualquer tempo, querendo.
  3. Integração e unificação dos sistemas de acompanhamento de processos administrativos. Atualmente, a SMDUH (e talvez outras Secretarias) opera com três sistemas além dos processos físicos, gerando muita lentidão nas tramitações.
  4. Redução nas alíquotas de IPTU. As alíquotas progressivas, especialmente, afastam investimentos na cidade.
  5. Melhorias do atendimento das concessionárias CORSAN, RGE e METROSUL. Necessário que o executivo municipal ajuste com as concessionárias medidas que visem  a implementação para pessoas jurídicas de processos digitais em sua totalidade, destinando o atendimento presencial apenas para situações excepcionais.
  6. Processo de Aprovação e Regularização por meio de Projetos Simplificados. Aprovação de obras até 300m² através de prancha única com a localização (idêntico a POA), tabelas de áreas em atendimento ao regime urbanístico. Tal medida objetiva reduzir a fila de projetos e, por consequência, agilizar a análise dos demais empreendimentos e projetos de desenvolvimento urbano da cidade.
  7. Revisão do CÓDIGO DE OBRAS visando a sua simplificação. Utilização de Prancha única para abertura do processo e licenciamento, semelhante ao processo simplificado, depois os responsáveis têm o período de obra para fornecimento dos demais projetos e documentos complementares. Sendo que estes seguem sendo requisitos para o Habite-se futuro.
  8. ISSQN: A aferição do imposto deve ser independente da fiscalização do Habite-se e da interligação de sistemas, podendo ser solicitado pelo proprietário a qualquer momento e anexado ao processo principal.
  9. Altura de edificações – V COMAR:  A altura limite para edificações deverá ser claramente definida e inserida no geocanoas/alinhamento, informando as restrições em cada imóvel.  Solicitações individuais de análise por projeto, além de gerar insegurança à viabilidade do empreendimento, costumam demorar.
  10.  Manutenção de classificação de IPTU para demolição de prédios abandonados/desocupados. É bastante comum que prédios desocupados sejam foco de invasão, furto, consumo de drogas e práticas de outros crimes, além de acumular despejo de lixo, descartes e outros potenciais danos ambientais, e apresentar risco de desabamento. A   demolição de prédios abandonados não ocorre, muitas vezes, para evitar o reenquadramento do IPTU de predial para territorial, implicando no disparo da alíquota (terreno baldio). O melhor exemplo é o prédio abandonado da antiga Cautol/Metrovel/Guaibacar, cartão postal negativo da cidade. Sugerimos que seja possível solicitar autorização para manter a alíquota de IPTU existente pelo prazo de até três anos e promover a demolição do prédio para a segurança da comunidade, havendo o reenquadramento automático do IPTU no final do prazo ou, a qualquer momento, se houver venda ou destinação do imóvel para qualquer atividade.

 

III – MOBILIDADE URBANA

O crescimento populacional e o acelerado desenvolvimento urbano de Canoas demandam um estudo técnico de mobilidade urbana, sendo importante a análise de:

  • instalação de ciclovias, especialmente nos bairros;
  • ajuste das mãos de direção das vias no centro da cidade e nas principais dos bairros
  • implantação de estacionamento rotativo no centro da cidade e nos centros comerciais dos bairros;
  • licitação do transporte público. 

 

IV – SEGURANÇA PÚBLICA

A segurança pública é primordial para atrair investimentos e a manutenção de empresas e empregos na cidade. Seguem as seguintes sugestões:

  1. O PISEG – Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública, do governo do RS, permite o direcionamento de parte do ICMS diretamente para projetos locais, destinados às forças policiais com atuação no Município, inclusive à Guarda Municipal. Propõe-se que o valor equivalente ao fomento às ações de prevenção (10%) seja antecipado pelo caixa da empresa participante do PISEG, com possibilidade de compensação de tributos municipais em exercício fiscal do ano seguinte. Vale destacar que dez vezes o valor compensado virá como investimento direto no aparelhamento da área da segurança pública por meio do PISEG e que os 10% (valor compensado) serão investidos em programas de prevenção e educação, especialmente nas escolas públicas do Município.
  2. Criação do PISEG MUNICIPAL, com direcionamento de parte do ISS a pagar para investimento na área da segurança pública, via repasse ao CONSEPRO – Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública de Canoas, para conserto de viaturas, aquisição de mobiliário e manutenção predial, limitado a 10% do imposto devido por cada contribuinte e com teto anual de receita do programa a ser estipulado pelo Município.
  3. Ampliação e manutenção da iluminação pública eficiente em vias e praças é medida que contribui para a melhoria da segurança pública.

 

V – INOVAÇÃO

Os desafios socioeconômicos demandam soluções, não apenas em tecnologia, mas na inovação em boas ideias, processos, serviços, políticas públicas e legislação mais clara, eficiente e favorável ao empreendedor, simplificando a burocracia e promovendo incentivos fiscais para atração de investimentos e geração de empregos, renda e arrecadação. Com esse objetivo, apontam-se as seguintes sugestões:

  1. Inovação na gestão pública. Adoção de plataformas digitais para a gestão de serviços, digitalização dos processos internos de secretariais, especialmente a de Desenvolvimento Econômico e reestruturação do Escritório do Empreendedor. 
  2. Criação de Lei de inovação para Canoas. Visando estimular a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico e a inovação dentro do município, promovendo a integração entre o poder público, as universidades, os centros de pesquisa e as empresas locais deve ser editada lei com tais fins, considerando:
  • Incentivos Fiscais: Reduções de impostos municipais, como ISS (Imposto Sobre Serviços) para empresas que investirem em inovação e pesquisa.
  • Parcerias Público-Privadas (PPP): Facilitação de parcerias entre o setor público e empresas privadas para o desenvolvimento de projetos tecnológicos e inovadores.
  • Criação de Fundos de Inovação: Estabelecimento de fundos municipais para financiar startups, pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias que possam beneficiar a cidade.
  • Apoio a Startups e Empreendedores: Implementação de programas de incubação e aceleração para startups locais, oferecendo suporte técnico, financeiro e legal.
  • Incentivo à Educação e Capacitação: Parcerias com universidades e centros de pesquisa para promover cursos, workshops e treinamentos focados em tecnologia e inovação.
  • Transferência de Tecnologia: Promoção de acordos entre universidades e empresas para a transferência de tecnologia desenvolvida em âmbito acadêmico para o setor produtivo.
  • Infraestrutura para Inovação: Investimento em centros de inovação e hubs criativos que proporcionem um ambiente favorável para o desenvolvimento de projetos inovadores.
  • Regulação e Marco Legal: Definição de um marco legal que permita a criação de políticas públicas de inovação de forma integrada com as legislações estaduais e federais.

Exemplos de Cidades com Leis de Inovação:

  • São Paulo: Lei nº 16.521/2016, estabelece medidas para fomentar a inovação, a pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico na cidade.
  • Belo Horizonte: Possui uma política de inovação consolidada, com a criação de fundos e incentivos fiscais para empresas que invistam em inovação.

 

       3. Parque Canoas de Inovação (PCI). Canoas possui um parque industrial com potencial para colocar o Município no mapa da inovação nacional e, ao mesmo tempo, impulsionar o crescimento econômico e social de forma sustentável, com grande geração de empregos, renda e arrecadação. Estima-se que o PCI tenha capacidade para 90 empresas, podendo gerar 10 mil empregos diretos e acrescentar mais de 15% no PIB de Canoas. No entanto, desde 2018, apenas três empresas se instalaram no PCI.

Há seis anos sem investimento em infraestrutura e sem a instalação de novas empresas, se faz necessária a adoção de governança da iniciativa privada, por meio de PPP, com ênfase nos seguintes pontos:

  • PPP para infraestrutura: arruamento, saneamento, energia e telecomunicação, e para a construção de pavilhões industriais/comerciais, inclusive por meio de Built to Suit (BTS);
  • Gestão privada do Parque: para atrair novas empresas e startups; fomentar o ecossistema de inovação, em parceria com universidades e ICTs locais; qualificar e captar talentos; gerar emprego e renda.
  • Promover leis de incentivos fiscais, econômicos, imobiliários e especiais aos empreendimentos que se instalarem no PCI.
  • Resolver a questão do datacenter: ou se finaliza a obra e inicia a operação, ou se devolve a área para que outra empresa possa utilizá-la de forma produtiva, gerando emprego, renda e arrecadação ao Município.

 

VI – SAÚDE

Canoas tem gestão plena de saúde, portanto deve prover atendimento integral à saúde da população. Qualquer ação no segmento de saúde precisa de médio a longo prazo para efetivamente mostrar seus resultados. A gestão em saúde é extremamente técnica e requer conhecimento específico e responsabilidade. Entretanto, vivenciamos uma série de problemas na saúde pública de Canoas, diretamente relacionadas à gestão. Entendemos que a Saúde deve ter um Política de Estado, e não de Governo. Nesse sentido, propomos o seguinte:

  1. Realizar um planejamento da saúde do município e registrá-lo formalmente como uma Política de Estado, com indicadores e ações, permitindo a resolutividade, programação e controle por parte dos entes fiscalizadores, incluindo o Conselho Consultivo da alínea d, abaixo. 
  2. Criar um ecossistema eficiente e ágil, envolvendo saúde Primária (básica), Secundária (especializada) e Terciária (Hospitais) que se comuniquem, com a elaboração de protocolos e índices de resolutividade e qualidade de atendimento.
  3. Contratar para a gestão dos Hospitais, gestores técnicos capacitados em administração hospitalar, sem vinculação político partidária. 
  4. Criar um Conselho Consultivo, integrado por profissionais indicados pela sociedade, composto por vários membros, incluindo, obrigatoriamente: Médico + Enfermeiro + Administrador + Advogado + Financista + Cidadão, cabendo a esse Conselho monitorar as ações e funcionamento da área da Saúde, incluindo adequação de verbas destinadas aos hospitais. 
  5. Retornar com a passada vocação de resolutividade para cada um dos hospitais, sem superposição de serviços, objetivando eficácia de atendimento e de aplicação de recursos. 

 

VII – PROTEÇÃO CONTRA CHEIAS

Canoas foi uma das cidades mais afetadas pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no mês de maio. As águas transbordaram sobre os diques da região oeste, que romperam nos Bairros Rio Branco e Mathias Velho, e também avançaram sobre bairros desprotegidos por diques, como São Luís e Mato Grande. 

É certo que apenas a completude dos diques e seu reforço estrutural darão confiança à população e às empresas para a reocupação definitiva da região oeste. Obras acessórias como casas de bombas, sistema de drenagem, bacias de amortecimento, cestos coletores de resíduos em bocas de lobo,  são apenas complementares e ineficazes sem uma linha de defesa confiável, caracterizada por diques contínuos em altura eficiente e com estrutura sólida. Ao mesmo tempo, o desassoreamento dos rios é medida que deve ser cobrada e implementada, de forma emergencial, do Governo do RS.

Ainda, para viabilizar a adoção de medidas técnicas, efetivas e eficazes, propomos a contratação de empresa especializada que elabore plano de intervenções e ações de curto, médio e longo prazo para mitigação das inundações em Canoas. 

 

VIII – EDUCAÇÃO

A Educação é fundamental para a formação de crianças e adolescentes, com foco na apreensão de conhecimentos, consolidação do caráter,  valorização da independência e autonomia do indivíduo pela aquisição de capacidade laboral e empreendedora. Com esse propósito, sugere-se as seguintes iniciativas:

  1. Adoção do Programa Escola Sem Partido, a fim de impedir a doutrinação ideológica nas escolas e priorizar a transmissão do conhecimento científico, conforme a legislação em vigor. Visa preservar o adequado desenvolvimento das crianças e adolescentes, preservando de políticas impróprias como a ideologia de gênero, sexualização precoce, entre outras. O interesse das crianças deve ser direcionado ao conhecimento e à formação do caráter, com base em valores como respeito, disciplina, honestidade, responsabilidade, dignidade, independência.
  2. Compra de vagas em escolas particulares. O programa já existe e deve ser ampliado para todos os níveis. A adoção desse sistema é mais barato, eficiente e benéfico para a cidade. O custo de uma vaga na escola privada é mais baixo do que o de uma escola pública, considerado todo o aparato estatal, previdência, etc. A qualidade das escolas privadas é, em média, superior a das escolas públicas, valendo destacar que a inserção de alunos de menor poder aquisitivo em escolas pagas confere verdadeira inclusão social. A compra de vagas pela Prefeitura, além de ter a capacidade de suprir qualquer demanda, movimenta a economia local, com geração de empregos, renda e arrecadação de tributos.
  3. Criação de Escolas Cívico-Militares, com gestão compartilhada entre educadores e militares em escolas públicas, que incrementa a gestão educacional, estabelecendo normas de convivência e medidas disciplinares. A medida aumenta o controle do ambiente escolar e desperta o sentimento de responsabilidade no aluno.

 

IX – FÓRUM DAS ENTIDADES

A CICS, na qualidade de associada fundadora do FÓRUM DAS ENTIDADES DE CANOAS, está engajada no desenvolvimento de projeto que visa a obtenção de uma Certificação por uma Canoas Sustentável e Resiliente, por meio de um movimento multissetorial, intersetorial e interfederativo, catalisado pela Sociedade Civil. A ambição é transformar a cidade numa referência internacional por ser a primeira cidade certificada no Brasil, bem como um polo de finanças verdes do País. 

A reconstrução da cidade ocorrerá através do alcance dos 5 objetivos: 

  1. Promover práticas de conservação ambiental, uso eficiente dos recursos e a redução do impacto ambiental;
  2. Garantir o protagonismo e participação ativa da comunidade;
  3. Mobilizar recursos financeiros, materiais e humanos de diversas fontes (finanças sustentáveis);
  4. Implementar tecnologias e soluções de cidade inteligente para gestão urbana;
  5. Promover a recuperação e o crescimento econômico local.

É fundamental o apoio do Poder Público ao Fórum das Entidades nessa iniciativa, que buscará recursos e soluções para Canoas, sem custo para o Município. 

 

X – CONCLUSÃO

Canoas é uma cidade de economia pujante e povo empreendedor. Agora, mais do que nunca, precisa de mecanismos e incentivos para a retomada das atividades empresariais e atração de novos investimentos. A recuperação da confiança é o primeiro passo. Não haverá melhoria econômica com mais impostos e burocracia. O momento é de favorecer os investimentos. 

As medidas sugeridas nesta Carta têm impacto econômico e social de curto a longo prazo e pretendem contribuir com a recuperação e o desenvolvimento da Cidade. 

Os Candidatos ao Executivo Municipal devem sopesar as propostas arroladas para que, dentro de sua competência, possam usá-las em benefício de Canoas.

Canoas, 24 de setembro de 2024.

Shirley Dilecta Panizzi Fernandes
Presidente CICS Canoas

André Broch Guindani
VP de Relações Institucionais

Aline Blank Fagundes
VP de Rel. com o Associado

William Edward Bond
VP de Indústria

Cristina Mendonça
VP de Projetos e Convênios

Dautro Ribeiro
VP Administrativo-Financeiro

Diara Tavares
VP de Eventos

Gerson Untertriefallner Costa
VP de Serviços

Janaína Sousa
VP de Núcleos

Jerri Bertoni Macedo
VP de Segurança Pública

Maria Isabel Bodini
VP Jurídico

Viegas Maria Regina Ronchetti
VP de Saúde

Marisa Junqueira
VP Comunitário

Patricia Godoy
VP de Pequenas, Micro e MEIs

Paula Hagel
VP de Patrimônio

Régis Sell Haubert
VP de Inovação e Tecnologia

Renan Zancanaro
VP de Des. Urbano 

Manoel Renê Mesquita
VP de Transporte e Logística

Vanessa Klein
VP de Comércio

Viviane Carvalho
 VP de Comunicação e Marketing

 

CARTA ABERTA AOS CANDIDATOS 

A PREFEITO DE CANOAS 2024

A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Canoas – CICS trabalha há quase 85 anos pelo desenvolvimento econômico e social do Município, tendo como principal bandeira o estímulo ao empreendedorismo, por entender ser o único caminho para o bem-estar da população de forma sustentável, com a geração de emprego, renda e arrecadação de impostos. Desde sua instalação, o Município enfrentou muitos desafios, destacando-se, nos últimos anos, a pandemia de Covid-19, que fechou as atividades econômicas e dificultou a subsistência de pessoas e empresas, e a enchente de maio de 2024, que atingiu toda a região oeste de Canoas e parte do Bairro Niterói, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 12 bilhões, atingindo milhares de empresas e desabrigando mais de 150 mil pessoas, além de 31 mortes confirmadas.

No atual contexto de necessária recuperação pós enchente e com cenário de previsão orçamentária municipal deficitária, a CICS Canoas apresenta aos Candidatos a Prefeito no pleito de 2024 propostas e demandas como contribuição à retomada econômica e social do Município.

Canoas, setembro de 2024.

Shirley Dilecta Panizzi Fernandes
Presidente da CICS Canoas

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Economia

R$ 13 mil em prêmios do Nota Fiscal Gaúcha ainda aguardam resgate; prazo termina no domingo, 21

Redação

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R$ 13 mil em prêmios do Nota Fiscal Gaúcha ainda aguardam resgate; prazo termina no domingo, 21

Os vencedores do sorteio mensal de número 161 do Programa Nota Fiscal Gaúcha (NFG), realizado em fevereiro, têm até o próximo domingo, 21, para solicitar o resgate dos prêmios. Após essa data, os valores não reclamados retornam ao orçamento do programa e poderão ser redistribuídos em futuras premiações.

Ao todo, 13 participantes das regiões Metropolitana, Vale do Sinos, Serra, Sul e Fronteira Oeste ainda não retiraram seus prêmios de R$ 1 mil cada, somando R$ 13 mil pendentes de resgate. As demais premiações do sorteio — um prêmio principal de R$ 50 mil e dez prêmios de R$ 5 mil — já foram solicitadas pelos contemplados.

Os participantes cadastrados no programa podem verificar se possuem valores disponíveis acessando o site ou o aplicativo do Nota Fiscal Gaúcha. Após o login com a conta gov.br, a consulta deve ser feita na aba “Meus Prêmios”.

O pagamento pode ser solicitado para conta bancária do Banrisul ou por meio de Pix, desde que a chave cadastrada seja o CPF do contemplado. Embora a transferência não ocorra imediatamente, o valor é garantido após a formalização do pedido.

Todos os cidadãos inscritos no programa que informam o CPF na emissão de notas fiscais participam automaticamente dos sorteios mensais. Conforme as regras do NFG, o prazo para resgate é de 90 dias após a homologação do resultado. No caso do sorteio 161, a homologação ocorreu em 24 de março.

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Economia

Contas de energia elétrica ficam até 19% mais caras a partir de sexta-feira

Redação

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Foto: Divulgação/RGE

Os consumidores atendidos pela concessionária RGE Sul passarão a pagar mais pela energia elétrica a partir desta sexta-feira, 19. O reajuste tarifário anual da empresa foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) durante reunião realizada na terça-feira, 16.

De acordo com a Aneel, a atualização das tarifas considerou fatores como os custos de geração e distribuição de energia elétrica, além dos encargos setoriais previstos na regulamentação do setor.

Para os clientes residenciais, o aumento será de 14,97%. Já os consumidores atendidos em alta tensão terão reajuste de 19,02%. Os usuários classificados na baixa tensão também serão impactados, com correção média de 14,93% nas tarifas.

A RGE Sul é responsável pelo fornecimento de energia para aproximadamente 3,19 milhões de unidades consumidoras em diversas regiões do Rio Grande do Sul.

Segundo a Aneel, parte significativa do reajuste está relacionada à recomposição tarifária iniciada após a calamidade pública que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024. Na ocasião, a agência decidiu manter as tarifas sem aumento, como forma de evitar um impacto imediato para os consumidores afetados pelas enchentes.

A medida resultou no reconhecimento de um ativo regulatório de R$ 1,233 bilhão em favor da distribuidora. O valor, que representa recursos que deixaram de ser cobrados naquele momento, passou a ser recuperado gradualmente por meio dos processos tarifários posteriores.

Em 2025, cerca de R$ 370 milhões desse montante já haviam sido recompostos nas tarifas. A Aneel informou que a recuperação dos valores segue um cronograma definido dentro da regulamentação do setor elétrico.

Com o novo reajuste, a distribuidora afirma que a atualização tarifária segue os critérios previstos pela agência reguladora, que avalia anualmente os custos envolvidos na prestação do serviço de fornecimento de energia.

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Economia

Abono salarial PIS/Pasep 2026 começa a ser pago para nascidos em julho e agosto

Redação

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O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base de 2024, começa a ser pago nesta segunda-feira, 15, para trabalhadores nascidos nos meses de julho e agosto. Nesta etapa, os valores serão liberados aos beneficiários contemplados pelo calendário do programa.

Os recursos poderão ser sacados até 30 de dezembro de 2026, data que marca o encerramento do calendário anual de pagamentos.

Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa ter exercido atividade formal em 2024 e recebido remuneração média mensal de até R$ 2.765,93 durante o período considerado para a concessão do abono.

As informações sobre o banco responsável pelo pagamento, datas de liberação e valores disponíveis, inclusive referentes a anos anteriores, podem ser consultadas pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital e pelo portal Gov.br.

Abono salarial 2026

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a expectativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial em 2026. Ao todo, devem ser destinados R$ 33,5 bilhões para o pagamento do benefício.

Neste ano, o calendário do PIS/Pasep passou a adotar datas fixas. Os depósitos serão efetuados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento do trabalhador. Quando a data coincidir com fins de semana ou feriados, a liberação ocorrerá no primeiro dia útil seguinte.

O prazo para saque seguirá até o último dia útil bancário do ano, conforme as regras estabelecidas pelo Banco Central, que define a data-limite para retirada dos valores.

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