Geral
Mais um supermercado é interditado em Canoas, desta vez no bairro Mathias Velho

Mais um supermercado foi interditado no município de Canoas pela venda de produtos vencidos e outros danificados após ficarem submersos na enchente histórica de maio.
A operação, realizada na manhã de quinta-feira, 27, foi desencadeada pelo Procon Canoas, Vigilância Sanitária do Município e contou com suporte da Guarda Municipal (GM).
Situado na rua Florianópolis, no bairro Mathias Velho, uma das regiões mais afetadas pela inundação das águas no mês anterior, o estabelecimento retomou as atividades recentemente.
Os fiscais identificaram latas enferrujadas, itens com rotulagem desgastada e embalagens danificadas, resultantes da tentativa de limpeza dos produtos por parte do comerciante.
“O Procon está recebendo várias denúncias de estabelecimentos que estão comercializando produtos que ficaram submersos em razão das enchentes que atingiram nossa cidade. Realizamos essa ação conjunta com a Vigilância Sanitária e, devido as más condições, o local foi interditado até que cumpram as exigências impostas para adequação”, destaca a diretora do Procon Canoas, Taís Marques.
Na última segunda-feira, 24, no bairro Harmonia, um outro supermercado já havia sido interditado por apresentar as mesmas irregularidades.
Relatos da ação
Segundo informações da Prefeitura, além dos indícios que diversas mercadorias haviam sido lavadas, os fiscais também encontraram condições insalubres, como prateleiras enferrujadas e itens de limpeza abertos e usados, inclusive com veneno para rato acondicionado próximo de produtos alimentícios, como embalagens de leite.
Na vistoria ainda foram encontradas latas enferrujadas de espuma expansiva com aplicador danificado e vencido há mais um ano.
Os fiscais do Procon lavraram um auto de infração e o estabelecimento foi interditado pela Vigilância Sanitária. O local permanece de portas fechadas até que os proprietários se desfaçam dos produtos sem condições de venda e efetuem todos os ajustes necessários para o funcionamento do local.
O responsável legal precisa acionar a Vigilância para apresentar as providências e comprovar as condições adequadas para atender o público.
“O proprietário agora precisa entrar em contato com o Procon e Vigilância informando que se adequou, para depois realizamos uma nova vistoria, com a possibilidade de desinterdição. Como houve infrações constatadas, é expedido um auto de infração que resulta também na abertura de processo administrativo sanitário”, explicou o fiscal da Vigilância Sanitária de Canoas, Eduardo Selbach.
Denuncie!
Denúncias de comercialização de produtos alimentícios atingidos pelas águas da enchente, vencidos ou em condições insalubres poderão ser realizadas à fiscalização do Procon através do WhatsApp (51) 9 9149-0991.
*A nota não divulgou o nome do estabelecimento à nossa reportagem.
Policial
Cerca de 40 cães são encontrados em meio a fezes e lama em Gravataí; homem é preso

Uma operação da Polícia Civil resgatou aproximadamente 40 cães em situação de maus-tratos em uma residência no bairro São Vicente, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação ocorreu na terça-feira, 20, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre comércio ilegal de munições.
No local, os policiais encontraram cães de diferentes raças mantidos em espaços reduzidos e em condições precárias de higiene. Conforme as informações da ocorrência, havia gaiolas enferrujadas, acúmulo de fezes, urina e lama, além de recipientes contaminados pelos dejetos dos animais.
Entre os cães resgatados estavam exemplares das raças pug e shih-tzu. Alguns apresentavam a pelagem suja e emaranhada. Os animais também não teriam acesso adequado a água limpa e alimentação.
Diante das condições encontradas, o responsável pelo imóvel foi preso em flagrante por suspeita de maus-tratos a animais domésticos. A ocorrência foi identificada durante uma investigação que tinha como objetivo inicial apurar o comércio ilegal de munições.
Após o resgate, a Polícia Civil informou que seriam adotadas medidas para garantir a triagem dos cães, o atendimento veterinário e os cuidados necessários. As condições de saúde dos animais deverão ser avaliadas.
A investigação segue os trâmites legais, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.
Policial
PM suspeito de matar ex-mulher e os pais dela no RS deverá passar por avaliação psicológica

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito de envolvimento nas mortes da ex-mulher, Silvana de Aguiar, e dos pais dela, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, deverá passar por uma avaliação psicológica no âmbito de um processo administrativo da Brigada Militar. O procedimento pode influenciar a continuidade do Conselho de Disciplina que pode resultar na exclusão dele da corporação.
A avaliação será realizada pela Junta Policial-Militar de Saúde e deverá analisar as condições psicológicas do policial, incluindo sua capacidade de compreender as infrações administrativas atribuídas a ele e de responder ao procedimento disciplinar.
O exame estava previsto para setembro, mas foi adiado.
Processo pode resultar em expulsão
Cristiano responde a um Conselho de Disciplina instaurado pela Brigada Militar. O procedimento administrativo apura a conduta do policial e poderá resultar na exclusão dele da instituição.
O militar está afastado das funções policiais, mas segue recebendo vencimentos e vantagens, conforme as regras aplicáveis ao caso. A avaliação psicológica integra o andamento do processo administrativo e não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade criminal do investigado.
Família está desaparecida desde janeiro
Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desapareceram em Cachoeirinha nos dias 24 e 25 de janeiro de 2026. Até a publicação da reportagem, os três não haviam sido encontrados.
Cristiano, ex-marido de Silvana, é acusado de envolvimento no caso e responde a processo criminal por crimes que incluem feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa e falsidade ideológica, entre outras imputações.
Milena Ruppenthal Domingues, companheira de Cristiano, e Wagner Domingues Francisco, irmão dele, também foram denunciados pelo Ministério Público por suposta participação nos crimes investigados.
As acusações ainda dependem de julgamento, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Defesas contestam acusações
As defesas dos investigados questionam aspectos da investigação e apontam divergências relacionadas às provas, aos depoimentos e à cronologia apresentada pela acusação. Também afirmam aguardar a conclusão de laudos e perícias.
A avaliação psicológica de Cristiano faz parte do procedimento administrativo da Brigada Militar e não substitui o processo criminal, que apura a responsabilidade dos envolvidos no desaparecimento da família Aguiar.
Policial
Polícia investiga suspeita de xenofobia contra juiz sergipano em restaurante de Porto Alegre

A Polícia Civil investiga uma suspeita de ataque xenofóbico contra um juiz natural de Aracaju, em Sergipe, durante uma visita a um restaurante em Porto Alegre. O caso teria ocorrido no bairro Praia de Belas e envolve relatos de ofensas relacionadas à origem nordestina do magistrado.
Segundo o relato do juiz Francisco Tojal, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o episódio começou quando ele pediu informações sobre o prato à la minuta, tradicional no Rio Grande do Sul. Ao demonstrar que não conhecia a refeição pelo nome, ele teria sido alvo de comentários debochados e xingamentos feitos por um homem que estava em uma mesa próxima.
Conforme o magistrado, as ofensas teriam sido motivadas por seu sotaque e sua origem regional. O homem também teria feito referências políticas durante a discussão.
Investigação policial
A ocorrência foi registrada em 8 de outubro. A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância solicitou as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, além da identificação do suspeito e de duas testemunhas.
Até a publicação das informações, o restaurante ainda não havia respondido à solicitação, e o suspeito não havia se manifestado à polícia nem apresentado advogado.
Juiz estava em Porto Alegre para palestra
Francisco Tojal estava na Capital gaúcha para ministrar uma palestra sobre violência de gênero na infância e na adolescência.
O caso é investigado como uma possível prática de discriminação por origem regional. A apuração busca esclarecer as circunstâncias do episódio e identificar os envolvidos.
Atos de discriminação contra pessoas em razão de sua origem regional podem ser enquadrados na legislação antirracismo, conforme as circunstâncias do caso.

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