Clima
Nível dos rios em Canoas está sendo monitorado por radares meteorológicos

O nível das águas dos rios em Canoas é monitorado pelo Escritório de Resiliência Climática (Eclima), por meio da Defesa Civil.
O lago Guaíba, que serve de parâmetro para Canoas, estava com 3,12 metros, às 11h desta quarta-feira, 19. A cota de inundação para as áreas ribeirinhas da cidade é de 3 metros.
Monitoramento dos rios
Os agentes da Defesa Civil vêm fazendo rondas na Praia do Paquetá e acompanham a situação das águas em conjunto com a população ribeirinha. Os moradores do local, em sua maioria com embarcações próprias, estão cientes da realidade e não manifestaram interesse em sair das residências.
A bacia do Rio do Sinos, que desemboca na região da Praia do Paquetá, apresentava 4,49 metros em São Leopoldo às 11h de hoje — ainda um pouco abaixo da cota de inundação de 4,52 metros.
O Rio Gravataí, que cruza a região do bairro Niterói, estava com 4,18 metros – ante a marca de 4,75 metros para começar a deixar o leito.
Condições climáticas
Conforme o Eclima, os prognósticos dos institutos de meteorologia apontam que o período mais crítico, em relação à chuva, ocorreu na madrugada de quarta-feira, como projetado.
Segundo as projeções, nas primeiras horas da tarde, ocorre uma melhora nas condições, mas o tempo não firma em Canoas.
Com a atmosfera instável, eventualmente, chove forte e de modo passageiro. Os acumulados do período da tarde para a noite serão menores que os da madrugada anterior.
Os sistemas e os radares meteorológicos continuam sendo monitorados pelo Eclima e, em qualquer possibilidade de chuva forte, a população será alertada pelos canais oficiais da Prefeitura.
Clima
INMET emite alerta vermelho para o RS até as 22h desta segunda-feira

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu, na manhã desta segunda-feira, 23, um alerta vermelho, classificado como “Grande Perigo”, para o Rio Grande do Sul. O aviso teve início às 9h10 e segue válido até as 22h.
De acordo com o INMET, há previsão de chuvas intensas, com volumes superiores a 60 mm por hora ou podendo ultrapassar 100 mm no dia, além de ventos que podem superar os 100 km/h e possibilidade de queda de granizo.
O órgão alerta para riscos de danos em edificações, interrupção no fornecimento de energia elétrica, prejuízos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.
Clima
Clima na Economia: edital destina R$ 2,5 milhões a projetos que conectem clima e decisões econômicas no Brasil

O Instituto Clima e Sociedade (iCS), por meio do HUB de Economia e Clima, lançará, no dia 9 de março, o edital “Clima na Economia: integrando a questão climática à agenda econômica”. A iniciativa tem como objetivo apoiar projetos de pesquisa aplicada voltados à produção de conhecimento com aplicação direta, promovendo a integração entre economia e clima no Brasil e contribuindo para subsidiar decisões de governos, empresas e investidores.
O edital financiará pesquisas capazes de gerar evidências, diagnósticos, ferramentas, modelos e recomendações diretamente aplicáveis por atores estratégicos. Ao todo, serão disponibilizados até R$ 2,5 milhões. O valor de apoio por projeto será de até R$ 500 mil. As propostas deverão ser submetidas exclusivamente por pessoas jurídicas, no site do iCS.
O processo de inscrição ocorrerá em duas etapas. A primeira fase, destinada à submissão inicial das propostas, será realizada de 9 de março a 8 de abril de 2026, até as 16h (horário de Brasília). As propostas pré-selecionadas avançarão para a segunda etapa, com início previsto para 29 de maio, quando deverá ser apresentada a documentação complementar e a versão detalhada do projeto.
Podem submeter propostas tanto instituições brasileiras de pesquisa e universidades públicas quanto universidades privadas sem fins lucrativos cuja missão institucional contemple a realização de pesquisa científica ou tecnológica, ou o desenvolvimento de novos produtos, serviços ou processos. O edital também é direcionado a organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que comprovem experiência em pesquisa aplicada de natureza científica ou tecnológica.
“A agenda climática já impacta decisões econômicas diariamente, mas ainda precisamos fortalecer a produção de evidências aplicadas que dialoguem diretamente com formuladores de políticas públicas, gestores e investidores. Este edital nasce para aproximar a pesquisa econômica da prática e oferecer subsídios qualificados para decisões que influenciam o desenvolvimento do Brasil no longo prazo”, explica a coordenadora técnica do HUB de Economia e Clima do iCS, Sarah Irffi.
As propostas deverão se enquadrar em uma das quatro linhas temáticas, que se encontram detalhadas no Edital, e resumidas a seguir:
Adaptação às mudanças climáticas
Temas como gestão hídrica, impactos na saúde, passivo/impacto fiscal em termos de redução das receitas são áreas de interesse. Acrescentam-se também , orçamento para adaptação climática e aumento dos gastos públicos (reparação dos danos, atenção às emergências, gastos imprevistos), priorização de investimentos em infraestrutura resiliente e avaliação econômica de riscos e instrumentos de adaptação no setor agropecuário e de geração/transmissão e distribuição de eletricidade.
Macroeconomia e meio ambiente/mudanças climáticas
Visa compreender como as mudanças climáticas afetam a dinâmica econômica e como políticas econômicas influenciam riscos e resiliência. Demandam aprofundamento temas como riscos climáticos e estabilidade financeira, rastreamento de gastos e subsídios no orçamento público e mecanismos fiscais para eventos extremos e modelagem dos efeitos de choques climáticos sobre produtividade, inflação, custos de produção e atividade econômica. Espera-se que os projetos contribuam para aprimorar modelos de previsão macroeconômica, desenvolver instrumentos de política fiscal verde e apoiar a gestão de riscos climáticos no sistema financeiro.
Microeconomia e clima
A vertente microeconômica busca entender como decisões de produtores, empresas e gestores influenciam emissões, adaptação, inovação e eficiência econômica. Há lacunas sobre como choques climáticos afetam produtividade, custos e decisões de investimento, especialmente em setores expostos a riscos físicos e de transição. Espera-se que as pesquisas nessa linha ofereçam evidências aplicadas para orientar políticas públicas e estratégias empresariais, acelerando a transição para uma economia resiliente e de baixo carbono.
Finanças públicas e mudanças climáticas
O tema examina como instrumentos fiscais, tributários e orçamentários podem orientar a ação climática e viabilizar a transição para uma economia de baixo carbono. Demandam especial atenção temas como financiamento climático subnacional, revisão de subsídios, instrumentos tributários verdes e incorporação de riscos climáticos ao ciclo orçamentário. Espera-se a produção de orientações práticas e ferramentas aplicáveis, que auxiliem gestores públicos a alinhar sustentabilidade fiscal e ação climática, fortalecendo a capacidade de planejamento e execução de investimentos de longo prazo.
Serviço
Edital “Clima na Economia: integrando a questão climática à agenda econômica”
Lançamento: 9 de março de 2026
Inscrições, 1ª etapa: de 9 de março a 8 de abril de 2026 (até 16h, horário de Brasília)
Valor total disponível: até R$ 2,5 milhões
Apoio por projeto: até R$ 500 mil
Mais informações: hubdeeconomiaeclima.org.br/ (a partir do dia 9)
O HUB de Economia e Clima e o Instituto Clima e Sociedade (iCS)
O HUB de Economia & Clima, criado em 2025 pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), tem como objetivo impulsionar a pesquisa econômica aplicada no país, na qual a questão climática esteja integrada à agenda econômica. A iniciativa acredita que as soluções para as questões climáticas e econômicas exigem decisões complexas, que envolvem redirecionamento de investimentos públicos e privados, planejamento estratégico e inovações que integrem centros de pesquisas, empresas, investidores e formuladores de políticas públicas.
O iCS é uma organização filantrópica que apoia projetos e instituições que visam o fortalecimento da economia brasileira e do posicionamento geopolítico do país, além da redução da desigualdade por meio do enfrentamento das mudanças climáticas e soluções sustentáveis. Por meio de diferentes editais e frentes programáticas, o instituto financia e catalisa iniciativas estratégicas que conectam clima, desenvolvimento econômico e políticas públicas no Brasil.
Clima
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