Geral
Fort Atacadista homenageia colaboradores imigrantes com prato típico da Venezuela

O Brasil foi construído com o trabalho de imigrantes e refugiados. O Grupo Pereira, detentor das marcas Fort Atacadista e Comper, entre outras, abriu as portas da empresa para receber estrangeiros entre seus colaboradores.
No Dia do Refugiado, celebrado em 20 de junho, em todas as suas mais de cem lojas no Brasil, nos refeitórios e nas unidades do Restaurante Trudy’s será servido um prato especial, típico venezuelano, o “Pabellón Criollo”.
Segundo dados da Agência da ONU para Refugiados, atualmente são 65.811 pessoas reconhecidas por essa condição no Brasil. Desse total, mais de 70% vêm da Venezuela. A situação se repete no Grupo Pereira.
Entre os 17 mil funcionários em todo o País, 467 são estrangeiros. E, desses, 354, ou 75,8%, vieram da Venezuela. Na sequência, vêm Haiti e Cuba, com mais representantes entre os colaboradores.
O país também é o que tem mais representantes internacionais na unidade de Canoas, inaugurada em maio deste ano. Dos 11 estrangeiros que trabalham no Fort Atacadista do município, 8 são da Venezuela, 2 da Argentina e 1 da Bolívia.
Da Venezuela, Jonathan Enrique, 20 anos, veio direto para o Rio Grande do Sul e está trabalhando na unidade do Fort Atacadista Canoas, antes mesmo de sua abertura, onde é responsável pela área de hortifrutigranjeiros. “Aqui, meu sonho é crescer e aprender”, comenta o colaborador.

Colaborador Jonathan Enrique – Foto: Tatiana Csordas
Ele veio a partir de um convite de uma amiga de infância, a venezuelana Fernanda Lugo, de 21 anos, que está no Brasil com o marido e dois filhos. No Fort Atacadista, ela trabalha na área de produtos de limpeza e perfumaria e esbanja simpatia. “Eu estava aqui desde o começo da obra. É muito maravilhoso olhar a loja crescer e se organizar. Eu gosto de ajudar, de trabalhar, de ficar junto com os colegas”, conta.

Fernanda Lugo – Foto: Tatiana Csordas
Há 7 anos no Brasil, Fernanda recorda que entrou por Roraima, passou pelo Amazonas, até chegar no Rio Grande do Sul. “Meu filho mais novo, de dois anos, é gauchinho”, informa. “Adoro as comidas daqui, mas não deixamos de comer a arepa, que é um tipo de pão feito à base de farinha de milho, e o pabellón criollo, um prato com arroz, feijão, abacate com sal, ovo, banana da terra e queijo”, explica.
Clientes também poderão provar
E é justamente esse prato típico venezuelano, o pabellón criollo, que será servido no dia 20 de junho para os colaboradores do Grupo Pereira.
No Dia do Refugiado, os clientes também poderão provar a refeição no Restaurante Trudy’s, que vai incluir no cardápio essa iguaria feita em homenagem aos imigrantes que fazem parte da empresa.
Policial
PM suspeito de matar ex-mulher e os pais dela no RS deverá passar por avaliação psicológica

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito de envolvimento nas mortes da ex-mulher, Silvana de Aguiar, e dos pais dela, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, deverá passar por uma avaliação psicológica no âmbito de um processo administrativo da Brigada Militar. O procedimento pode influenciar a continuidade do Conselho de Disciplina que pode resultar na exclusão dele da corporação.
A avaliação será realizada pela Junta Policial-Militar de Saúde e deverá analisar as condições psicológicas do policial, incluindo sua capacidade de compreender as infrações administrativas atribuídas a ele e de responder ao procedimento disciplinar.
O exame estava previsto para setembro, mas foi adiado.
Processo pode resultar em expulsão
Cristiano responde a um Conselho de Disciplina instaurado pela Brigada Militar. O procedimento administrativo apura a conduta do policial e poderá resultar na exclusão dele da instituição.
O militar está afastado das funções policiais, mas segue recebendo vencimentos e vantagens, conforme as regras aplicáveis ao caso. A avaliação psicológica integra o andamento do processo administrativo e não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade criminal do investigado.
Família está desaparecida desde janeiro
Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desapareceram em Cachoeirinha nos dias 24 e 25 de janeiro de 2026. Até a publicação da reportagem, os três não haviam sido encontrados.
Cristiano, ex-marido de Silvana, é acusado de envolvimento no caso e responde a processo criminal por crimes que incluem feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa e falsidade ideológica, entre outras imputações.
Milena Ruppenthal Domingues, companheira de Cristiano, e Wagner Domingues Francisco, irmão dele, também foram denunciados pelo Ministério Público por suposta participação nos crimes investigados.
As acusações ainda dependem de julgamento, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Defesas contestam acusações
As defesas dos investigados questionam aspectos da investigação e apontam divergências relacionadas às provas, aos depoimentos e à cronologia apresentada pela acusação. Também afirmam aguardar a conclusão de laudos e perícias.
A avaliação psicológica de Cristiano faz parte do procedimento administrativo da Brigada Militar e não substitui o processo criminal, que apura a responsabilidade dos envolvidos no desaparecimento da família Aguiar.
Policial
Polícia investiga suspeita de xenofobia contra juiz sergipano em restaurante de Porto Alegre

A Polícia Civil investiga uma suspeita de ataque xenofóbico contra um juiz natural de Aracaju, em Sergipe, durante uma visita a um restaurante em Porto Alegre. O caso teria ocorrido no bairro Praia de Belas e envolve relatos de ofensas relacionadas à origem nordestina do magistrado.
Segundo o relato do juiz Francisco Tojal, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o episódio começou quando ele pediu informações sobre o prato à la minuta, tradicional no Rio Grande do Sul. Ao demonstrar que não conhecia a refeição pelo nome, ele teria sido alvo de comentários debochados e xingamentos feitos por um homem que estava em uma mesa próxima.
Conforme o magistrado, as ofensas teriam sido motivadas por seu sotaque e sua origem regional. O homem também teria feito referências políticas durante a discussão.
Investigação policial
A ocorrência foi registrada em 8 de outubro. A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância solicitou as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, além da identificação do suspeito e de duas testemunhas.
Até a publicação das informações, o restaurante ainda não havia respondido à solicitação, e o suspeito não havia se manifestado à polícia nem apresentado advogado.
Juiz estava em Porto Alegre para palestra
Francisco Tojal estava na Capital gaúcha para ministrar uma palestra sobre violência de gênero na infância e na adolescência.
O caso é investigado como uma possível prática de discriminação por origem regional. A apuração busca esclarecer as circunstâncias do episódio e identificar os envolvidos.
Atos de discriminação contra pessoas em razão de sua origem regional podem ser enquadrados na legislação antirracismo, conforme as circunstâncias do caso.
Policial
Pastor de 53 anos é morto a tiros dentro de igreja em São Leopoldo

Um pastor de 53 anos foi morto a tiros dentro de uma igreja na noite de segunda-feira, 12, em São Leopoldo, no Vale do Sinos. O crime ocorreu na Igreja Esperança em Jesus Cristo, localizada na Rua Eva Moreira dos Santos, na comunidade Santa Marta, bairro Arroio da Manteiga.
A vítima foi identificada como Cláudio Roberto da Silva. Ele teria sido abordado nas proximidades de casa e levado até a igreja por dois homens encapuzados.
No local, os suspeitos efetuaram disparos contra o pastor e fugiram em seguida. Cláudio foi atingido no tórax e morreu no local.
Polícia investiga o homicídio
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Leopoldo. Até a publicação das informações, os suspeitos não haviam sido identificados e ninguém havia sido preso.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis pela morte do pastor.
Velório e sepultamento
O velório de Cláudio estava previsto para terça-feira, 13, a partir das 20h. O sepultamento foi marcado para quarta-feira, 14, às 10h, no Cemitério da Feitoria, em São Leopoldo.

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