Saúde
Conheça as 12 propostas elaboradas na 8ª Conferência Municipal da Saúde de Canoas

Após dois meses de debates, Canoas realizou sua 8ª Conferência Municipal da Saúde e a 2ª Conferencinha, nos dias 31 de março e 1º de abril. Ao todo, 346 pessoas participaram do evento, entre usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), profissionais de saúde e prestadores de serviços, e 12 propostas foram elaboradas para serem levadas nas conferências de nível estadual e federal.
Dedicada às crianças, a Conferencinha também elaborou oito propostas, que vão da criação de pracinhas nas unidades de saúde até a ampliação das políticas de atendimento para autistas e do fortalecimento da rede de atendimento para pessoas vítimas de violências. “Debatemos a saúde pública aqui contando também com a visão das crianças canoenses. É desta forma que conseguimos humanizar ainda mais o atendimento em Canoas”, completou.
Debate coletivo
Quatro pré-conferências foram realizadas em preparação à 8ª Conferência Municipal, reunindo um público total de 730 canoenses, em todos os quatro quadrantes de Canoas. Ao final, 408 delegados foram habilitados para participarem da Conferência Municipal, que define as diretrizes da saúde para os próximos quatro anos e elege os representantes da cidade para as conferências estadual e nacional.
A 9ª Conferência Estadual do Estado do Rio Grande do Sul ocorre nos dias 15 a 17 de maio e contará com 28 delegados e 12 suplentes de Canoas. Para o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Mário Dhein, os eleitos vão representar bem a cidade. “Eles foram eleitos pelo voto e, após todos os debates que realizamos ao longo de dois meses, têm tudo para representar Canoas muito bem, cobrando pelas melhorias que todos esperam. Muitas conquistas já foram obtidas assim e esperamos conquistar ainda mais”.
Confira abaixo todas as 12 propostas:
1 – Implantar e ampliar de forma efetiva a política de atendimento e acompanhamento aos autistas e pessoas com deficiência, independente da idade, atendendo todas as suas necessidades de saúde, especialmente as psíquicas, médicas e sociais. Garantir a inclusão social em todos os seus aspectos, dando continuidade do atendimento conforme orientação médica. Ampliar faixa etária e estrutura do serviço. Incluir um centro que forneça atendimento na infância, adolescência e vida adulta. Realizar atendimento multidisciplinar para pessoas com deficiência com suporte familiar e transferir o
Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista (Certea) da política de saúde mental para a política de atenção básica e reestruturar o serviço;
2 – Ampliar e qualificar o atendimento e acompanhamento aos autistas, independente da idade. Possibilitando o atendimento de suas necessidades psíquicas, médicas e sociais, transferindo a responsabilidade de inclusão dos portadores à esfera da atenção básica, valorizando seu crescimento, desenvolvimento e inclusão no meio social, reforçando sua individualidade, capacidade e respeito a formação do ser;
3 – Ampliar e qualificar as ações de atendimento e de acompanhamento de pessoas em Transtorno do Espectro Autista, Deficiência Intelectual, Deficiência Motora e Neuro Divergente, em todo o ciclo da vida, garantindo o atendimento contínuo e especializado com equipe interdisciplinar que atenda todas suas necessidades de saúde, sejam psíquicas, médicas e/ou sociais, incluindo o acesso aos serviços com transporte especializado e fiscalizados pelos órgãos competentes;
4 – Assegurar e estruturar as equipes de atenção à saúde, oferecendo acesso descentralizado de saúde, inclusive de especialidades, e promover a valorização e contratação via concurso público de profissionais de saúde;
5 – Ampliar e especializar a atenção a pessoas com autismo e deficiências intelectuais, garantindo atendimentos com a equipe multidisciplinar completa (terapeuta ocupacional, psicólogo, médicos especialistas, psicopedagogas, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, assistentes sociais, fonoaudiólogos, odontotólogos, educadores físicos), com a emissão e atualização de laudos médicos; e que garanta atendimento a todas as fases da vida, da infância ao envelhecimento, a bem de assegurar a sua inclusão social em todos os aspectos;
6 – Ampliar e qualificar a rede de atenção para pessoas vítimas de violência, em especial a violência contra a mulher, para que haja garantia do atendimento integral continuado com ênfase no atendimento psicológico;
7 – Habilitar um segundo CAPSi (Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil) no Município, a fim de ampliar os atendimentos à população do município desta faixa etária, devido ao agravamento da saúde mental e conforme proposta já aprovada na Conferência de Saúde de 2019, garantindo efetivação da mesma;
8 – Valorizar e capacitar o profissional da área da saúde para manter a continuidade do serviço do cidadão, garantindo vínculos empregatícios por seleção pública, com salários justos e condições de trabalho dignas, para, assim, garantir a longitudinalidade no atendimento, assegurando a integralidade do cuidado (atenção básica, atenção especializada e alta complexidade);
9 – Implantar protocolos clínicos e fluxos para solicitação de exames de alta complexidade na rede de saúde a nível nacional e inclusão de especialistas para exames específicos para pessoas com deficiência;
10 – Garantir a contratação através de concurso público de profissionais de saúde que compunham equipes multidisciplinares no modelo do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF) e especialistas, ampliando o suporte à atenção básica, com matriciamento e atendimento, garantindo a composição multidisciplinar na atenção secundária e vigilância em saúde, com melhor remuneração dos profissionais da saúde;
11 – Fortalecer a atenção básica com o retorno dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs), cobertura de agentes comunitários de saúde em todo território, contemplando ações de saúde mental, Educação Permanente em Saúde (EPS) e a valorização dos profissionais;
12 – Garantir a execução e o funcionamento das políticas públicas de saúde, em especial, a política da pessoa com deficiência, as Práticas Integrativas e Complementares (PICs) e a saúde do idoso e da população negra.
Saúde
Rio Grande do Sul confirma primeiro óbito por dengue em 2026

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou na sexta-feira, 17, o primeiro óbito por dengue no Rio Grande do Sul em 2026. A vítima, um idoso de 83 anos com histórico de comorbidades, era residente do município de Jacutinga, na região Norte. O falecimento ocorreu no dia 15 de abril.
Dados Epidemiológicos
Até o momento, o estado registra 596 casos confirmados da doença. O índice atual representa uma queda em comparação ao mesmo período de 2025, quando o balanço somava 20.573 casos e 13 óbitos.
Protocolo de Atendimento
As autoridades de saúde recomendam que indivíduos que apresentem sintomas como febre alta, dores de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, náuseas ou manchas vermelhas na pele busquem as unidades de saúde. O diagnóstico precoce é indicado para monitorar a evolução do quadro e evitar complicações.
Imunização
As doses contra a dengue estão disponíveis na rede municipal de saúde. O público-alvo atual abrange:
Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos;
Idosos;
Gestantes;
Pessoas com comorbidades.
Para o atendimento, é necessária a apresentação do cartão do SUS e do documento de vacinação.
Saúde
Realizada atualização cadastral no HU para mutirão de consultas, exames e procedimentos

De acordo com o diretor técnico do HU, Fernando Farias, a atualização cadastral é fundamental para dar andamento aos atendimentos represados:
“Estamos enfatizando muito a necessidade de atualização, porque quando o cadastro está correto, facilita o contato. Muitos pacientes não são encontrados, o que acaba gerando vagas ociosas e prejudicando quem está na fila aguardando atendimento”.
A superintendente da Associação Saúde em Movimento (ASM), Dra. Tatiane Pacheco, destacou que o mutirão é uma oportunidade para retomar o vínculo com os pacientes:
“Estamos realizando um mutirão de recadastramento das filas, e é muito importante que as pessoas tragam documento de identidade, comprovante de endereço e telefone atualizado. A proposta é promover o reencontro do paciente com o hospital, para que, após o recadastramento, ele possa ser contatado para a marcação de consultas, exames e, se necessário, cirurgia”, afirmou.
Entre os participantes da ação, o aposentado Adão Gonçalves, de 73 anos, morador do bairro Jardim do Lago, destacou a expectativa por atendimento e elogiou a iniciativa. Ele aguarda desde janeiro de 2025 por um exame de eletroneuromiografia, realizado exclusivamente no local.
“Eu espero que agora saia do papel. Fui muito bem atendido, cheguei e já me encaminharam direto. Já consegui atualizar meus dados e reencaminhar o exame”, contou. Adão também ressaltou a importância da atualização cadastral: “Meu telefone estava desatualizado, fazia tempo que eu não vinha aqui. Hoje consegui corrigir. O atendimento foi rápido, estou admirado”, relatou.
Saúde
RS deve receber mais de 130 mil doses de vacina contra a covid-19

O Ministério da Saúde enviou, nesta semana, mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal. A medida busca garantir o abastecimento e atender às demandas regionais de imunização.
No Rio Grande do Sul, foram destinadas 130.110 doses do imunizante. Com a nova remessa, o total distribuído pelo governo federal nos primeiros meses de 2026 chega a 6,3 milhões de doses.
Segundo a pasta, os imunizantes disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são atualizados para as cepas em circulação e seguem recomendados, principalmente, para os grupos mais vulneráveis.
“As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, afirma o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.
A distribuição das vacinas aos municípios é feita pelas secretarias estaduais de saúde, que também são responsáveis pela logística, armazenamento e aplicação das doses. O envio ocorre com base em critérios como o tamanho da população-alvo e o número de aplicações já realizadas, podendo ser ampliado conforme a necessidade dos estados.
Abastecimento contínuo
Entre janeiro e março deste ano, o Ministério da Saúde já havia encaminhado 4,1 milhões de doses aos estados, sendo que cerca de 2 milhões foram aplicadas. Nesse período, o Rio Grande do Sul recebeu 197.323 doses.
Com o novo envio, o governo federal mantém o fluxo regular de distribuição e reforça os estoques para ampliar a cobertura vacinal em todo o país.
Público-alvo da vacinação
A estratégia de imunização segue diretrizes atualizadas, com foco nos grupos mais vulneráveis. A recomendação inclui:
idosos a partir de 60 anos, com duas doses e intervalo de seis meses;
gestantes, com uma dose a cada gestação;
crianças de seis meses a menores de cinco anos, com esquema de duas ou três doses;
pessoas imunocomprometidas, com esquema de três doses e reforços periódicos;
população geral de 5 a 59 anos não vacinada, com indicação de uma dose.
Outros grupos também fazem parte da estratégia, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, indígenas, quilombolas, população em situação de rua e pessoas privadas de liberdade.
A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a imunização em dia.
Cenário da doença
A covid-19 é uma infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2 e ainda apresenta risco de agravamento, especialmente entre os mais vulneráveis.
Em 2026, até 11 de abril, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal associados à doença. Também houve 30.871 notificações de síndrome respiratória aguda grave, sendo 1.456 casos confirmados para covid-19, com 188 mortes.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde reforça que a vacinação segue como a principal forma de proteção contra complicações e óbitos.

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