Saúde
Realizada 1ª Pré-conferência Municipal de Saúde de 2023 no bairro Guajuviras

No último sábado, 25, foi realizada a 1ª pré-conferência em preparação à 8ª Conferência Municipal de Saúde de Canoas. O evento aconteceu das 8h30 às 12h, no Anfiteatro da EMEF Erna Würth, no bairro Guajuviras. O evento recebeu 185 pessoas que puderam debater problemas e soluções para a saúde do Município. Dentre os participantes estavam a população, profissionais da saúde e gestores.
Conforme a Secretária Adjunta de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde, Denise de Mello da Silva, as pré-conferências e a conferência darão as diretrizes de trabalho para a saúde de Canoas nos próximos quatro anos. “Quando formos construir o plano municipal de saúde, vamos buscar referências nos resultados da conferência. É um momento importante de discutir as políticas de saúde da nossa cidade”, destaca.
Segundo a presidente da Fundação Municipal de Saúde de Canoas, Miria Elisabete De Camargo, o intuito também é recolocar Canoas como cidade referência na área. “Esse é o nosso objetivo, que Canoas volte a ser a cidade onde todos têm orgulho de dizer que moram e onde temos a melhor saúde do Rio Grande do Sul e daqui alguns anos, do Brasil”, comenta.
Logo após a abertura do evento, os participantes foram divididos em quatro eixos de debate. Depois de quase duas horas de conversas, as propostas foram apresentadas e selecionadas. O Eixo I tinha como tema “A Canoas que temos. A Canoas que queremos”. O Eixo II tratou sobre “O papel do controle social e dos movimentos sociais para salvar vidas”. No Eixo III, “Garantir os direitos e defender o SUS, a vida e a democracia” foi o tema trabalhado. Por fim, no Eixo IV, os participantes trabalharam sobre “Amanhã será outro dia para todos”.
A conscientização da população sobre seu papel enquanto usuário é de fundamental importância para que os canoenses possam ter voz junto à saúde pública municipal. A canoense Deisi Aparecida de Mello Maria contou que decidiu participar depois de enfrentar alguns desafios com seu pai. “Eu vou lutar para ter uma saúde melhor para o meu pai e para todos”.
A líder comunitária Mari Lúcia Larroza, que também participou da Pré-conferência, é engajada na causa há algum tempo e veio reforçar o trabalho. “Eu me envolvo muito e sei das demandas, então é imprescindível termos a opinião da comunidade”. A moradora Letícia Garcia lembrou que já participou de outras conferências. “É importante a gente batalhar para um sistema de saúde sempre melhorar, é este o objetivo”.
Dirce do Nascimento, da Diretoria de Atenção Básica, da Secretaria de Saúde, destaca que o evento foi extremamente importante para os usuários participarem ativamente das ações da saúde municipal. “É importante para a gente saber o que eles estão pensando. Porque nós, dentro da secretaria, temos uma visão. Mas conviver e conversar com os usuários do sistema é muito diferente. Para nós, poder ouvi-los é um momento especial”, destaca.
Conferencinha
Em 2023, as crianças também terão voz, podendo participar da Conferencinha, que acontece junto com a Conferência. Ela servirá para conhecer a visão do público infantil sobre a saúde da cidade.
Nesta primeira pré-conferência, a pequena Sophia dos Santos Kuhn, 8 anos, aprendeu, desde criança, a discutir a participação cidadã e a construção coletiva nas áreas públicas. “Eu acho muito bom participar do evento, porque é um programa que realmente educa as crianças sobre o SUS e isso é ação importante e colaborativa com a saúde”.
Cronograma das próximas pré-conferências
04/03 – Região Noroeste: Auditório da Emef Thiago Würth
11/03 – Região Sudoeste: Escola Polivalente
18/03 – Região Sudeste: Escola La Salle Niterói
8ª Conferência Municipal de Saúde
O tema da conferência de 2023 é “Garantir os direitos e defender o SUS, a vida e a democracia: amanhã vai ser outro dia”. A abertura ocorrerá no dia 31 de março e terá realização ao longo do dia 1º de abril, no Auditório da Universidade La Salle.
Mais informações podem ser conferidas acessando o site https://www.canoas.rs.gov.br/conferenciamunicipaldesaude/
Saúde
Hospital Universitário realiza primeiro mutirão do programa Agora Tem Especialistas neste sábado

O Hospital Universitário de Canoas promove, neste sábado. 21, o primeiro mutirão de atendimentos do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Governo Federal que busca ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias especializadas.
A ação ocorre das 8h às 12h na instituição e deve atender 75 pacientes que aguardam por procedimentos nas áreas de cirurgia geral, obstetrícia e ginecologia. de acordo com a gestão municipal, os pacientes serão previamente contatados pela equipe do hospital. Durante o mutirão, os usuários já passarão por consulta médica e realizarão os exames pré-operatórios necessários. Na sequência, ao longo da semana, serão chamados para avaliação clínica final e encaminhamento para o agendamento das cirurgias.
A iniciativa tem como objetivo agilizar o fluxo de atendimento e reduzir o tempo de espera na fila por procedimentos cirúrgicos, garantindo mais resolutividade e cuidado aos pacientes.
O prefeito Airton Souza ressalta que a administração municipal vem trabalhando para garantir o bom funcionamento da rede de saúde de Canoas e o atendimento de toda a demanda.
“O mutirão vai atender pacientes que a gente sabe que estão esperando por procedimentos importantes. É uma ação que vai ajudar muito a reduzir as filas de espera em Canoas e reduzir o tempo de espera em várias especialidades.”
Já o CEO da Associação Saúde em Movimento, Claudio Vitt, destaca a importância da iniciativa para a qualificação do atendimento.
“A nossa prioridade é facilitar a vida do paciente e fazer com que eles se sintam acolhidos dentro do HU. Foi tudo organizado para que aconteça de forma simultânea, mas não é só agora. Teremos uma continuidade destes atendimentos e mais mutirões já estão sendo organizados”, afirma.
O Hospital Universitário de Canoas é o primeiro do Rio Grande do Sul a receber e implementar o programa, consolidando-se como referência na ampliação do acesso a serviços especializados e na redução de filas de espera.
Saúde
Anvisa proíbe nesta quinta-feira, 19, lotes de fórmula infantil Aptamil após detecção de toxina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira, 19, a proibição da comercialização, distribuição e uso de lotes da fórmula infantil Aptamil Premium 1 (800g), fabricada pela Danone. A medida foi adotada após a própria empresa comunicar o recolhimento voluntário do produto.
De acordo com a Resolução (RE) nº 1.056/2026, publicada no Diário Oficial da União, análises realizadas pelo fabricante identificaram a presença da toxina cereulida em unidades do produto, indicado para recém-nascidos de até seis meses.
Os lotes afetados e que devem ser retirados do mercado são: 2026.09.07 (fabricado em 08/03/2025), 2026.10.03 (fabricado em 03/04/2025) e 2026.09.09 (fabricado em 10/03/2025).
A cereulida é uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. A ingestão de alimentos contaminados pode provocar sintomas como vômito persistente, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão de movimentos e dificuldade de reação.
A Anvisa orienta que consumidores que possuam a fórmula Aptamil Premium 1 (800g) verifiquem o número do lote na embalagem. Caso o produto pertença aos lotes indicados, ele não deve ser consumido. Os demais lotes não foram afetados.
Para informações sobre troca ou devolução, a recomendação é entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Danone, disponível na embalagem.
Em casos de ingestão do produto e surgimento de sintomas, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente, informando o alimento consumido e, se possível, apresentando a embalagem do produto.
Saúde
Hospital Moinhos de Vento lança projeto Recomeçar para apoio psicológico a vítimas das enchentes no RS

Quase dois anos após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, o Hospital Moinhos de Vento lançou o projeto Recomeçar, iniciativa voltada ao atendimento psicológico de pessoas afetadas pelas tragédias climáticas. A proposta utiliza o protocolo Enfrentando Problemas+, da Organização Pan-Americana da Saúde, com foco na redução de transtornos como ansiedade, depressão e estresse pós-traumático. A previsão é que o programa siga até dezembro de 2026, com meta de triar e avaliar até 10 mil pessoas no Estado.
A iniciativa surge diante dos impactos duradouros causados por desastres naturais. De acordo com o psiquiatra Christian Kieling, do hospital, as populações atingidas apresentam maior risco de desenvolver problemas de saúde mental, especialmente após perdas materiais e deslocamentos forçados.
Além dos transtornos mais conhecidos, o projeto também investiga um fenômeno recente, chamado ansiedade climática.
“Temos um instrumento focado em um conceito novo chamado ansiedade climática. É algo que há poucos anos tem se estudado de maneira mais sistemática. Não é a ansiedade generalizada, que em psiquiatria e psicologia estudamos há mais tempo, mas sim uma ansiedade direcionada a preocupações em relação às mudanças climáticas”, explica Kieling.
Para ampliar o alcance, o Recomeçar foi estruturado em três etapas: pré-triagem, avaliação de sintomas e encaminhamento para suporte psicológico. A fase inicial utiliza questionários padronizados, que podem ser respondidos de forma online, por telefone ou presencialmente, facilitando o acesso de diferentes públicos.
Participantes com maior nível de sofrimento emocional serão convidados para uma intervenção psicológica baseada no protocolo da Organização Mundial da Saúde.
“O protocolo consiste em uma intervenção psicológica de baixa intensidade que oferece ferramentas práticas que empoderam o indivíduo para lidar com o estresse e o sofrimento emocional de maneira mais saudável”, destaca o psiquiatra.
O acompanhamento prevê cinco encontros por teleatendimento, realizados por vídeo e supervisionados por psicólogos. Segundo Kieling, o modelo permite atingir um número maior de pessoas com bons resultados.
“A evidência na literatura mostra que a gente já consegue atender boa parte da população, mesmo com uma intervenção breve, a gente já pode melhorar bastante a qualidade de vida e a saúde mental de muita gente”, afirma.
Casos mais graves ou que demandem acompanhamento contínuo serão encaminhados para atendimento na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
O programa é destinado a pessoas a partir dos 16 anos. Kieling explica que a definição segue critérios do protocolo internacional.
“A gente resolveu flexibilizar a partir dos 16, porque a gente entende que dá para um adolescente mais velho fazer parte, mas a própria OMS não validou tão bem ainda os protocolos para crianças”, justifica.
Além do atendimento, o projeto também pretende gerar dados para estudos científicos e contribuir na formulação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento de desastres climáticos no país.
Para participar, os interessados devem preencher um formulário de triagem. Após essa etapa, a equipe do projeto entra em contato para dar continuidade ao atendimento.
Link do Formulário: Clique aqui

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