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29/08/2026
 

Geral

GUAJUVIRAS: UMA HISTÓRIA DE LUTA E DESENVOLVIMENTO

Redação

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O maior bairro da cidade de Canoas e sua belíssima história de movimento por moradia

Por Maria Eunice

Neste domingo, 17 de abril, estamos comemorando 35 anos do bairro Guajuviras, o maior bairro de nossa cidade. Mais interessante é que o Guajuviras é um belíssimo exemplo de como a mobilização comunitária por moradia tem grande impacto em nossas cidades e que é possível, com articulação popular, garantir o direito básico previsto no art.6º Constituição de 1988: “são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e a infância, a assistência aos desamparados na forma desta Constituição”.

O movimento de ocupação do Guajuviras começa em uma quinta-feira santa de lua cheia, 17 de abril de 1987, um ano da abertura democrática, em um contexto de grande repressão de movimentos sociais pela Ditadura Militar, uma ação corajosa de pessoas que adentram o Complexo Habitacional em construção Ildo Meneghetti e ocupam as quatro mil moradias, muitas delas ainda inacabadas. Na época, o plano cruzado tinha seu fim e a inflação agravou a situação financeira e de moradia de muitas famílias, sendo a ocupação uma alternativa a essa urgência. Foi o maior movimento de ocupação do estado do Rio Grande do Sul, um fato histórico.

Conversando com minha amiga Maria Aparecida Flores, que vivenciou a ocupação no Guajuviras, relembramos da árdua luta. “Milhares de família vindas de todos os bairros da cidade carregando colchões e alguns pertences chegam com o sonho de conquistar o direito de morar com dignidade”, relembra ela. O estado reage, cerca as entradas do loteamento, quem está dentro não sai, quem está fora não entra. “Foram dias muito difíceis, o medo a insegurança, a falta de alimentos e agasalhos naquela época muito fria”, nos conta. Por conta da quantidade de mulheres e crianças, uma juíza negou o pedido de reintegração de posse do estado, iniciando as negociações para garantir pelo menos a entrada de alimentos, água e agasalhos, contando com o grande apoio do Paulo Paim, naquela época deputado federal, sendo realizadas muitas assembleias com os moradores para garantir a resistência da ocupação.

Durante quase dois anos a comissão por moradia e a associação de moradores negociavam junto a Cohab as condições para aquisição das casas com valores de acordo com as possibilidades de cada morador, sendo eleito um líder por quadra, que participava das reuniões com a responsabilidade de informar os demais moradores de sua quadra. É em 1989 que foram assinados os contratos junto a COHAB, quando todos os moradores, independente de idade ou renda, inclusive os desempregados poderão garantir sua moradia, seguindo na luta por infraestrutura, caminhões-pipa para o abastecimento de água. “A luz veio mais tarde, eram as velas que nos iluminavam, e uma bica de água nos abastecia e possibilitava que lavássemos as roupas”, nos presenteia Cida com suas histórias de luta.

Hoje, passados esses 35 anos, o Guajuviras é o bairro mais populoso da cidade, e sua diversidade e pluralidade se refletem na completude de sua vida comunitária, em desenvolvimento constante e praticamente todos os serviços de uma cidade dentro de um bairro. São parte desse cenário o microempreendorismo individual, as iniciativas autônomas de geração de renda, a economia solidária e também empresas, que atuam gerando mais emprego na região.

Sou uma grande apoiadora dos movimentos de ocupação, porque acredito que a urgência de atender a necessidade de um teto, uma moradia, é uma questão de dignidade humana, e que esses movimentos aliados ao diálogo com o poder público podem resolver demandas da comunidade que sem essa ação, poderiam levar muitos anos para acontecer. É através das ocupações que ganha visibilidade a organização comunitária e coloca uma luz para nós, enquanto legisladores e gestores do território, sobre quais as demandas e lugares que precisam de atenção e como atendê-las.

O Guajuviras é um grande exemplo desta parceria, onde um movimento de ocupação por moradia faz nascer o que hoje temos como um exemplo de desenvolvimento social urbano. Após muitos anos de pacificação, desafios superados e muita mobilização, a população consegue atender suas necessidades sem precisar se deslocar para o centro da cidade, garantindo a economia da região, dos moradores e uma relação próxima com os serviços públicos e privados que o bairro possui. Parabéns ao Guajuviras, parabéns a todos os moradores e moradores que constroem diariamente este território tão importante para nossa cidade!

Maria Aparecida Flores

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Policial

Tia de menina de 4 anos morta após agressão é presa por suspeita de omissão em Porto Alegre

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A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira, 27, na zona Sul de Porto Alegre, Beatriz Eduarda Costa Ramiro, de 22 anos, tia de Samylle Valentina Borba Ramiro, de quatro anos. A menina morreu após ser agredida pelo tio, Nicolas Gabriel Almeida Staubuss, também de 22 anos, que está preso desde 20 de agosto.

Beatriz teve a prisão preventiva decretada e, segundo a investigação, também é responsabilizada pela morte da sobrinha por ter se omitido diante das agressões. Ela deverá responder por homicídio qualificado.

De acordo com a delegada Alice Fernandes, responsável pelo caso, a agressão ocorreu no dia 16 de agosto. Beatriz teria aguardado cerca de três horas antes de levar a menina para atendimento médico. Quando chegaram à UPA Bom Jesus, Samylle já estava morta.

Segundo a polícia, a omissão teria contribuído para o resultado morte. A investigação aponta que Beatriz, na condição de responsável pela criança, teria deixado de buscar socorro em tempo hábil.

Nicolas, companheiro de Beatriz, confessou ter agredido a menina. Em depoimento, afirmou que teria dado apenas palmadas na criança após ela fazer cocô nas calças.

Laudos preliminares do Instituto-Geral de Perícias (IGP) apontaram que Samylle morreu em decorrência de politraumatismo. Conforme a polícia, ainda não é possível determinar se todas as lesões identificadas foram provocadas por agressões ou se tiveram outras causas. A hipótese de violência sexual foi descartada.

A Polícia Civil deve concluir o inquérito nos próximos dias.

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Policial

PF investiga fraude de R$ 406 milhões em licitações de máquinas e cumpre mandado em Canoas

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 27, a Operação Terra Arrasada, que investiga um esquema de fraude em licitações para a venda de máquinas pesadas de terraplenagem. A ação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em cinco cidades do Rio Grande do Sul e em Jacareí (SP).

Segundo a investigação, empresas do Rio Grande do Sul firmaram, entre 2017 e 2026, contratos com o poder público que somam mais de R$ 406 milhões para a venda de 724 máquinas. O esquema teria atingido centenas de municípios gaúchos, com cerca de 40% dos contratos envolvendo órgãos federais.

Os mandados foram cumpridos em oito endereços de Venâncio Aires, um em Santa Cruz do Sul, um em Lajeado, um em Canoas, um em Santa Maria e um em Jacareí (SP), totalizando 13 ordens judiciais. Uma das empresas investigadas é a GRA Máquinas, de Venâncio Aires.

Durante a operação, foram apreendidos oito veículos de luxo, além de celulares e documentos. Ninguém foi preso.

Como funcionava o esquema

Conforme a PF, um grupo empresarial utilizava empresas que, apesar de formalmente independentes, seriam controladas pelos mesmos responsáveis. A investigação aponta que as empresas simulavam concorrência em processos licitatórios, apresentavam propostas previamente combinadas e utilizavam adesões a atas de registro de preços para reduzir a competição.

A prática teria permitido manter os preços dos equipamentos artificialmente elevados. Entre as irregularidades investigadas também estão a cobrança de valores acima dos praticados no mercado, o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e a lavagem de dinheiro.

A Justiça Federal determinou o sequestro de imóveis e veículos até o limite de aproximadamente R$ 14 milhões, valor relacionado ao prejuízo apurado em desfavor da União.

Também foi determinada a suspensão do direito de três empresas investigadas de participar de novas licitações e de firmar contratos com o poder público.

Os investigados poderão responder pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de capitais.

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Geral

Prazo para resgatar R$ 17 mil em prêmios da Nota Fiscal Gaúcha termina na próxima semana

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R$ 13 mil em prêmios do Nota Fiscal Gaúcha ainda aguardam resgate; prazo termina no domingo, 21

Os participantes do Programa Nota Fiscal Gaúcha (NFG) têm até 5 de setembro para resgatar os valores premiados no sorteio mensal nº 164, realizado em maio. Após o prazo, os prêmios expiram e não poderão mais ser solicitados.

Ao todo, cerca de R$ 17 mil ainda estão pendentes de resgate. De acordo com as regras do programa, os ganhadores têm 90 dias, contados a partir da homologação do resultado, para solicitar o pagamento.

Para verificar se há algum valor disponível, o participante deve acessar o site ou o aplicativo do NFG, fazer login com a conta gov.br e consultar a aba “Meus prêmios”.

O pagamento pode ser solicitado para uma conta do Banrisul ou para outras instituições financeiras por meio de Pix, desde que a chave cadastrada seja o CPF.

O dinheiro não é depositado imediatamente após a solicitação. No entanto, depois que o pedido de resgate é realizado dentro do prazo, o repasse do valor fica garantido.

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