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15/10/2026
 

Geral

GUAJUVIRAS: UMA HISTÓRIA DE LUTA E DESENVOLVIMENTO

Redação

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em

O maior bairro da cidade de Canoas e sua belíssima história de movimento por moradia

Por Maria Eunice

Neste domingo, 17 de abril, estamos comemorando 35 anos do bairro Guajuviras, o maior bairro de nossa cidade. Mais interessante é que o Guajuviras é um belíssimo exemplo de como a mobilização comunitária por moradia tem grande impacto em nossas cidades e que é possível, com articulação popular, garantir o direito básico previsto no art.6º Constituição de 1988: “são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e a infância, a assistência aos desamparados na forma desta Constituição”.

O movimento de ocupação do Guajuviras começa em uma quinta-feira santa de lua cheia, 17 de abril de 1987, um ano da abertura democrática, em um contexto de grande repressão de movimentos sociais pela Ditadura Militar, uma ação corajosa de pessoas que adentram o Complexo Habitacional em construção Ildo Meneghetti e ocupam as quatro mil moradias, muitas delas ainda inacabadas. Na época, o plano cruzado tinha seu fim e a inflação agravou a situação financeira e de moradia de muitas famílias, sendo a ocupação uma alternativa a essa urgência. Foi o maior movimento de ocupação do estado do Rio Grande do Sul, um fato histórico.

Conversando com minha amiga Maria Aparecida Flores, que vivenciou a ocupação no Guajuviras, relembramos da árdua luta. “Milhares de família vindas de todos os bairros da cidade carregando colchões e alguns pertences chegam com o sonho de conquistar o direito de morar com dignidade”, relembra ela. O estado reage, cerca as entradas do loteamento, quem está dentro não sai, quem está fora não entra. “Foram dias muito difíceis, o medo a insegurança, a falta de alimentos e agasalhos naquela época muito fria”, nos conta. Por conta da quantidade de mulheres e crianças, uma juíza negou o pedido de reintegração de posse do estado, iniciando as negociações para garantir pelo menos a entrada de alimentos, água e agasalhos, contando com o grande apoio do Paulo Paim, naquela época deputado federal, sendo realizadas muitas assembleias com os moradores para garantir a resistência da ocupação.

Durante quase dois anos a comissão por moradia e a associação de moradores negociavam junto a Cohab as condições para aquisição das casas com valores de acordo com as possibilidades de cada morador, sendo eleito um líder por quadra, que participava das reuniões com a responsabilidade de informar os demais moradores de sua quadra. É em 1989 que foram assinados os contratos junto a COHAB, quando todos os moradores, independente de idade ou renda, inclusive os desempregados poderão garantir sua moradia, seguindo na luta por infraestrutura, caminhões-pipa para o abastecimento de água. “A luz veio mais tarde, eram as velas que nos iluminavam, e uma bica de água nos abastecia e possibilitava que lavássemos as roupas”, nos presenteia Cida com suas histórias de luta.

Hoje, passados esses 35 anos, o Guajuviras é o bairro mais populoso da cidade, e sua diversidade e pluralidade se refletem na completude de sua vida comunitária, em desenvolvimento constante e praticamente todos os serviços de uma cidade dentro de um bairro. São parte desse cenário o microempreendorismo individual, as iniciativas autônomas de geração de renda, a economia solidária e também empresas, que atuam gerando mais emprego na região.

Sou uma grande apoiadora dos movimentos de ocupação, porque acredito que a urgência de atender a necessidade de um teto, uma moradia, é uma questão de dignidade humana, e que esses movimentos aliados ao diálogo com o poder público podem resolver demandas da comunidade que sem essa ação, poderiam levar muitos anos para acontecer. É através das ocupações que ganha visibilidade a organização comunitária e coloca uma luz para nós, enquanto legisladores e gestores do território, sobre quais as demandas e lugares que precisam de atenção e como atendê-las.

O Guajuviras é um grande exemplo desta parceria, onde um movimento de ocupação por moradia faz nascer o que hoje temos como um exemplo de desenvolvimento social urbano. Após muitos anos de pacificação, desafios superados e muita mobilização, a população consegue atender suas necessidades sem precisar se deslocar para o centro da cidade, garantindo a economia da região, dos moradores e uma relação próxima com os serviços públicos e privados que o bairro possui. Parabéns ao Guajuviras, parabéns a todos os moradores e moradores que constroem diariamente este território tão importante para nossa cidade!

Maria Aparecida Flores

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Policial

Polícia investiga suspeita de xenofobia contra juiz sergipano em restaurante de Porto Alegre

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Foto: Amepe/Divulgação

A Polícia Civil investiga uma suspeita de ataque xenofóbico contra um juiz natural de Aracaju, em Sergipe, durante uma visita a um restaurante em Porto Alegre. O caso teria ocorrido no bairro Praia de Belas e envolve relatos de ofensas relacionadas à origem nordestina do magistrado.

Segundo o relato do juiz Francisco Tojal, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o episódio começou quando ele pediu informações sobre o prato à la minuta, tradicional no Rio Grande do Sul. Ao demonstrar que não conhecia a refeição pelo nome, ele teria sido alvo de comentários debochados e xingamentos feitos por um homem que estava em uma mesa próxima.

Conforme o magistrado, as ofensas teriam sido motivadas por seu sotaque e sua origem regional. O homem também teria feito referências políticas durante a discussão.

Investigação policial

A ocorrência foi registrada em 8 de outubro. A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância solicitou as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, além da identificação do suspeito e de duas testemunhas.

Até a publicação das informações, o restaurante ainda não havia respondido à solicitação, e o suspeito não havia se manifestado à polícia nem apresentado advogado.

Juiz estava em Porto Alegre para palestra

Francisco Tojal estava na Capital gaúcha para ministrar uma palestra sobre violência de gênero na infância e na adolescência.

O caso é investigado como uma possível prática de discriminação por origem regional. A apuração busca esclarecer as circunstâncias do episódio e identificar os envolvidos.

Atos de discriminação contra pessoas em razão de sua origem regional podem ser enquadrados na legislação antirracismo, conforme as circunstâncias do caso.

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Policial

Pastor de 53 anos é morto a tiros dentro de igreja em São Leopoldo

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Foto: Arquivo/Pessoal

Um pastor de 53 anos foi morto a tiros dentro de uma igreja na noite de segunda-feira, 12, em São Leopoldo, no Vale do Sinos. O crime ocorreu na Igreja Esperança em Jesus Cristo, localizada na Rua Eva Moreira dos Santos, na comunidade Santa Marta, bairro Arroio da Manteiga.

A vítima foi identificada como Cláudio Roberto da Silva. Ele teria sido abordado nas proximidades de casa e levado até a igreja por dois homens encapuzados.

No local, os suspeitos efetuaram disparos contra o pastor e fugiram em seguida. Cláudio foi atingido no tórax e morreu no local.

Polícia investiga o homicídio

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Leopoldo. Até a publicação das informações, os suspeitos não haviam sido identificados e ninguém havia sido preso.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis pela morte do pastor.

Velório e sepultamento

O velório de Cláudio estava previsto para terça-feira, 13, a partir das 20h. O sepultamento foi marcado para quarta-feira, 14, às 10h, no Cemitério da Feitoria, em São Leopoldo.

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Geral

Prefeitura de Gravataí vai publicar chamamento para Mercado Público a partir da próxima terça-feira

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A Prefeitura de Gravataí publicará, no dia 13 de outubro, o chamamento público para selecionar os permissionários que ocuparão os espaços do Mercado Público. As inscrições ficarão abertas até 13 de novembro, e os selecionados devem ser divulgados até o fim do mês.

A inauguração do espaço está prevista para 25 de março de 2027, durante a realização da Feira do Peixe.

A formalização dos contratos com os permissionários está programada para a primeira semana de dezembro. Depois disso, cada estabelecimento deverá apresentar seu projeto, que será analisado pela Prefeitura até 24 de dezembro. O município também realizará licitações para contratar os serviços necessários ao funcionamento do Mercado.

A administração municipal assumirá temporariamente a gestão do espaço enquanto prepara a abertura ao público. A medida foi adotada após a atual concessionária não comprovar o cumprimento das obrigações previstas no contrato, no edital e em seus anexos. Em setembro, a Prefeitura iniciou os procedimentos para rescindir o contrato.

O município pretende concluir a seleção dos permissionários, a contratação dos serviços e a preparação da estrutura para abrir o Mercado Público em março de 2027.

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