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04/06/2026
 

Política

Vereadores aprovam projeto do Executivo que termina com eleição de diretores

Redação

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Legislativo: 310 candidatos (as) disputam 21 cadeiras a vereador (a)

Na última sessão ordinária do ano, na tarde de terça-feira, 28, a Câmara de Vereadores aprovou um pacote de projetos com pelo menos dois deles que mexem diretamente com o funcionalismo municipal. Um acaba com a eleição direta para diretores e vice-diretores de escolas municipais e o outro diminui de quatro para um o número de servidores cedidos pelo município para entidades representativas.

Comunidade escolar não escolherá mais seus diretores

Os Projetos de Lei 104 e 105/2021 instituem um novo sistema municipal de ensino em Canoas e, segundo o projeto, o motivo é a “necessidade de qualificar o quadro de diretores e vice-diretores das Escolas Municipais da Rede de Ensino do Município de Canoas”. O projeto também tem como objetivo a implementação do processo seletivo dos diretores nas escolas, levando em consideração “estudos nacionais e internacionais”, que vêm apontando que o processo seletivo de diretores impacta na escolha de diretores com as características positivas e os resultados encontrados foram consistentes, quando estes processos seletivos são transparentes (vinculados a exame de seleção com diferentes etapas), e, por consequência, relacionados, positivamente, com a maior parte das características positivas apontadas como necessárias para as melhores práticas de gestão.

A reação dos servidores e da oposição foi forte. Em nota em suas redes sociais, o Sindicato dos Profissionais em Educação de Canoas (Sinprocan) afirma que o Executivo “banaliza a educação”. Segundo a entidade, o funcionalismo está sendo atacado pelo Prefeito que “não poupou maldades”. “Mexeu, o chefe do Executivo, no que a escola tem de mais sagrado no exercício da democracia: o voto da comunidade escolar na escolha de seus diretores”, afirma a nota.

Também em suas redes, um dos cinco vereadores que votou contra o projeto, Alexandre Gonçalves (PDT) atacou a medida. “Um retrocesso para a democracia, governo este que tanto fala de diálogo e democracia e não está cumprindo isto”, disse.

Como votaram os vereadores

Votaram a favor dos projetos do governo: Abmael Almeida de Oliveira (Solidariedade), Adriano Marques (PL), Alexandre Duarte Chaves (Republicanos), Aloísio Bamberg (Progressistas), Airton Souza (MDB), Cristiano Moraes (PV), Emílio Neto (PT), Gilson Oliveira (Avante), Jefferson Otto da Silva (PSD), Leandro Luiz Moreira (PSD), Cezar Mossini (MDB), José Carlos Patricio (Progressistas), Jozir Bernardes Prestes  – Patteta (PSD) e Eracildo Linck (MDB).

Votaram contra os projetos: Alexandre Gonçalves (PDT), Eric Douglas (PTB), Jonas Dalagna (NOVO), Juares Hoy (PTB) e Laércio Fernandes (PTB).


Enfraquecimento da representação sindical

Foi aprovado ainda o PLC 03/2021, que altera a Lei Complementar nº 4, de 17 de janeiro de 2011, que “Regulamenta o inciso II do art. 123 da Lei Orgânica Municipal” e dá outras providências.  Na prática, argumentando novas realidades orçamentárias, foi diminuída a cedência remunerada de quatro para um servidor por sindicato a partir das próximas eleições de cada entidade. Apenas o vereador Laércio Fernandes (PTB) votou contra o projeto, com 19 votos favoráveis.

 

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Política

Nova Santa Rita vota reforma da Previdência nesta terça e mobiliza servidores em protestos na cidade

Redação

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Nova Santa Rita vota reforma da Previdência nesta terça e mobiliza servidores em protestos na cidade

A Prefeitura de Nova Santa Rita encaminhou à Câmara de Vereadores o projeto de reforma da Previdência Municipal, que será votado às 18 horas desta terça-feira, 2. A proposta abre um debate sobre o equilíbrio financeiro do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores e já mobiliza diferentes setores do funcionalismo público no município.

Posição da Prefeitura

Segundo o Executivo municipal, a reforma é necessária para garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário e evitar o crescimento do déficit atuarial, que atualmente supera R$ 290 milhões. A administração argumenta que esse valor representa a diferença entre os recursos disponíveis e as obrigações futuras com aposentadorias e pensões.

De acordo com a Prefeitura, sem mudanças estruturais, o déficit tende a aumentar nos próximos anos, exigindo aportes crescentes do orçamento municipal. A gestão também afirma que os recursos destinados à Previdência vêm comprometendo a capacidade de investimento da cidade em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

O projeto foi elaborado com base em estudos atuariais e, segundo o Executivo, segue recomendações de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul. A administração também destaca que esta é a primeira reforma previdenciária da história do município e que outros entes públicos já realizaram ajustes semelhantes após mudanças na legislação nacional.

A Prefeitura projeta que a proposta possa reduzir o passivo atuarial para cerca de R$ 190 milhões, mesmo após alterações feitas ao longo do debate com servidores e entidades representativas.

Manifestantes contrários à proposta

Servidores públicos e entidades sindicais contrários ao projeto exigem regras mais brandas, e, em razão da votação do projeto nesta terça-feira, estão previstas manifestações em Nova Santa Rita. A mobilização deve ocorrer em dois momentos: às 11h30, em frente à Prefeitura, e às 17h, em frente à Câmara de Vereadores, onde o projeto será analisado e votado pelos parlamentares.

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Política

Projeto na Câmara de Canoas propõe isenção da tarifa de esgoto para imóveis sem ligação à rede pública

Redação

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O vereador Rodrigo D’Avila (NOVO) protocolou na Câmara Municipal de Canoas um projeto de lei que propõe a isenção da cobrança da tarifa de esgoto em casos em que o imóvel não consegue se conectar à rede pública por limitações técnicas.

Segundo o texto, a medida vale para residências e estabelecimentos que estejam em situação de desnível em relação à tubulação da rua, o que impede o escoamento natural do esgoto. Nesses casos, a ligação só seria possível com uso de sistemas de bombeamento, o que pode gerar custos considerados altos pelos moradores.

O projeto prevê que a isenção seja concedida mediante comprovação técnica da inviabilidade de ligação, por meio de laudo assinado por profissional habilitado ou declaração da concessionária responsável pelo serviço. O benefício deixaria de valer caso a conexão passe a ser possível com eventuais obras ou adequações na rede.

A proposta também abre a possibilidade de devolução ou compensação de valores pagos nos últimos cinco anos por consumidores que comprovarem que já estavam nessa condição de impossibilidade técnica no período.

Na justificativa, o vereador cita o contrato de concessão que prevê a não cobrança quando não há condições de ligação, além de princípios do Código de Defesa do Consumidor e decisões adotadas em outros municípios.

O projeto agora segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser apreciado pelos vereadores.

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Política

Vereador Jefferson Otto recorre à Justiça contra o PSD após alegar perseguição política

Redação

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O vereador de Canoas Jefferson Otto ingressou com uma ação judicial contra o Partido Social Democrático (PSD), alegando ter sido alvo de discriminação pessoal dentro da sigla.

Segundo o parlamentar, os problemas teriam começado após o partido passar a integrar a base do governo municipal, em meados de 2025. De acordo com Otto, desde então seu mandato teria sofrido restrições relacionadas ao exercício das atividades legislativas.

Entre os pontos citados pelo vereador estão a exclusão de comissões especiais, a impossibilidade de apresentar emendas a projetos incluídos na ordem do dia, dificuldades para protocolar pedidos de adiamento de votação e situações de exposição pública que, segundo ele, teriam causado constrangimento.

Em nota, Jefferson Otto afirmou que buscou a via judicial por considerar que não havia outra alternativa para enfrentar a situação.

“Desde que o partido entrou na base do Governo, em meados de 2025, eu passei a sofrer prejuízo das minhas prerrogativas parlamentares que culminaram, por exemplo, na exclusão de participação em comissões especiais, impossibilidade de apresentação de emendas em projetos que constam na ordem do dia, impossibilidade de apresentação de pedidos de adiamento de votação, exposição e constrangimento público, entre vários outros fatores. Dessa forma, não me restou outra alternativa que não buscar a via judicial. Sigo de cabeça erguida e com a certeza que a Justiça vai reparar esse prejuízo que o partido impõe ao meu mandato atualmente”, declarou.

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