Geral
Com biografia impressionante, Rafa Rafuagi lança seu primeiro livro

O potente jovem ativista social e MC da cultura Hip Hop Rafa Rafuagi vai lançar seu primeiro livro, intitulado “Teoria Prática, a história das juventudes na engenharia social”, no próximo dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, com prefácio do maior sociólogo de língua portuguesa vivo, Boaventura de Sousa Santos; posfácio do potente rapper Emicida; e comentários de Raull Santiago, do Coletivo Papo Reto, do RJ; Max Maciel, do Ruas do DF; Alex Barcellos, da Agência Solano Trindade, de SP, e Junior Torres, da Cufa RS, ambos amigos de longa data de Rafa Rafuagi.
“Este livro provoca a reflexão acerca da necessidade de um Plano de Década para as periferias e favelas sul-americanas, através do protagonismo juvenil continental. Buscamos fazer desta obra educacional um Best Seller das periferias brasileiras, criando pontos de leitura e literatura nas comunidades brasileiras, com distribuição gratuita do livro em projetos sociais”, destaca Rafa Rafuagi. Produzido pela editora Criação Humana, com apoio do Funproarte de Esteio-RS, a obra ainda contará como Rafa Rafuagi articulou redes em mais de 300 cidades espalhadas pelo mundo, com projetos em 10 países, e conquistou em seu portfólio parceiros do primeiro ao terceiro setor, como Organização Internacional do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, ONU Mulheres e Unesco, dentre outros.

Capa do livro / Divulgação
Biografia
Rafael Diogo dos Santos, vulgo Rafa Rafuagi, jovem negro de 33 anos de idade, nascido no dia 13 de setembro de 1988 em Porto Alegre/RS. Morador de Esteio/RS, completa em 2021 dezenove anos de atuação artística e social em âmbito nacional e internacional. É MC (mestre de cerimônias) do grupo de rap Rafuagi, premiado nome da Cultura Hip Hop do Brasil, reconhecido internacionalmente em países do continente americano e europeu, através dos Festivais Hip Hop Al Parque na Colômbia e Paris Hip Hop na França, onde é parceiro desde 2014, atualmente uma das principais referências da Cultura Hip Hop nacional em atividade, registrando mais de 1.000 shows em 300 cidades. Com 265 prêmios na carreira, destacam-se o Prêmio Hutúz 2006/2009, da Cufa; Prêmio Estadual de Direitos Humanos 2013 na categoria Garantia dos Direitos da Juventude, promovido pela Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos do Estado do Rio Grande do Sul/Brasil; Medalha Zumbi dos Palmares 2017, promovido pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul e Prêmio Destaque Bom Exemplo na Educação 2021 do Grupo Sinos. Membro do Comitê Gaúcho Impulsor do HeForShe (Eles Por Elas) da ONU Mulheres, atuou como Consultor de Articulação Social e Mobilização Comunitária do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Programa de Oportunidades e Direitos (POD). É fundador e atual coordenador de Autogestão e Sustentabilidade da Associação da Cultura Hip Hop de Esteio, gestora do projeto da Casa da Cultura Hip Hop de Esteio, equipamento que se configura como a maior casa independente da América Latina e primeira do Estado do Rio Grande do Sul, atendendo 4000 jovens anualmente. É também fundador do projeto Museu da Cultura Hip Hop RS, o primeiro da América Latina, a ser inaugurado em Porto Alegre no dia 14 de maio de 2022. É fundador e educador popular da Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS) Vozes da Periferia. Criador do projeto Partiu Aula nas escolas gaúchas, ganhou selo de parceiro da Organização Internacional do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul. Atuou como educador social de comunicação comunitária no projeto Guardiões da Água do Semae, da Prefeitura Municipal de São Leopoldo/RS. Formado no curso de Epistemologias do Sul pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra/Portugal em 2018, desde 2012 é técnico em Publicidade e Propaganda pelo Colégio Cristo Redentor em Canoas/RS e, atualmente, é acadêmico de Direito na Fundação Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul. É idealizador do projeto de lei que institui a Semana Hip Hop em sete municípios do estado do Rio Grande do Sul (Esteio, Canoas, Pelotas, Cidreira, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Montenegro) como eventos oficiais no período de 2011, 2012 e 2013. Foi o delegado mais jovem e único representante da Cultura Hip Hop na delegação gaúcha presente na III Conferência Nacional de Cultura, realizada em 2013 na cidade de Brasília/DF. Também foi delegado gaúcho na Conferência Nacional da Igualdade Racial realizada em 2017 na mesma cidade. Elaborou e desenvolveu os projetos Observatório Comunitário de Editais e Incubadora Social, na Casa da Juventude nos bairros Guajuviras e Mathias Velho, ambos no Território de Paz do Pronasci em Canoas/RS, atendendo mais de 800 jovens da região metropolitana de Porto Alegre. É militante do movimento negro nacional, por meio das ações do grupo Rafuagi e do grupo Unir Raças, do qual sua mãe, Maria Odete Diogo dos Santos, é fundadora e está como presidenta. Entre parcerias musicais, destacam-se nomes como Emicida, Rashid, Daniel Drexler, MV Bill, RAPadura Xique Chico, Rappin Hood, Lica Tito, Nitro Di, SNJ, Vitin Onze:20, a atriz Denise Fraga e o sociólogo Boaventura de Sousa Santos, entre muitos outros, já tendo dividido palco com Wu Tang Clan, Mos Def, Gavlynn, Afu-Ra, DJ Premier, Caetano Veloso, Jorge Drexler, dentre outros.
Rafa Rafuagi nas redes sociais: Facebook: /RafaRafuagiOficial Twitter: @rafuagi.brasil Instagram: @rafuagi Youtube: RafuagiRap Spotify: Rafuagi
Policial
Operação Nike apreende mais de 100 quilos de cocaína e prende suspeito em São Leopoldo

A Polícia Civil apreendeu cerca de 103 quilos de cocaína durante uma operação realizada na tarde de segunda-feira, 4, em São Leopoldo, no Vale do Sinos. A ação, batizada de Operação Nike, também resultou na prisão em flagrante de um homem de 34 anos e na apreensão de um veículo utilizado no transporte da droga.
A investigação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (DIN/Denarc) e começou há aproximadamente um mês, após denúncias indicarem a atuação de um grupo ligado ao tráfico na região. Conforme a apuração, os suspeitos utilizavam um Volkswagen Voyage para a distribuição de entorpecentes.
Com o avanço das diligências, os policiais identificaram o veículo e passaram a monitorar sua movimentação, o que levou à identificação de endereços possivelmente ligados à atividade criminosa. Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes abordaram o carro investigado, conduzido pelo suspeito preso. Dentro do veículo, foram encontrados cerca de dois quilos de cocaína.
Na sequência, os policiais foram até outro endereço ligado ao investigado. No local, perceberam uma área de terra recentemente mexida. Ao verificar o ponto, encontraram um tonel enterrado com mais de 100 quilos da droga.
Um terceiro endereço também foi alvo de buscas, mas nada de irregular foi localizado.
Segundo a Polícia Civil, a apreensão representa um prejuízo estimado em mais de R$ 3 milhões ao crime organizado. A investigação segue para identificar outros envolvidos no esquema.
Policial
Justiça aceita denúncia do MP e torna três réus por mortes e desaparecimento da família Aguiar em Cachoeirinha

A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus, no início da noite de segunda-feira, 4, três investigados no caso do desaparecimento da família Aguiar, ocorrido há cerca de 100 dias. O principal suspeito é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que responderá por oito crimes.
Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro.
Além de Cristiano, também se tornaram réus a atual esposa dele, Milena Ruppental Domingues, e o irmão, Wagner Domingues Francisco.
As defesas de Cristiano e Milena informaram que ainda não tiveram acesso à íntegra do processo e que irão se manifestar posteriormente. Já a defesa de Wagner afirmou que as acusações divulgadas até o momento são unilaterais e não passaram pelo contraditório, pedindo cautela na formação de conclusões.
Acusações
Cristiano responde por dois feminicídios, referentes às mortes de Silvana e Dalmira, e por um homicídio qualificado, no caso de Isail. Também é acusado de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. O Ministério Público pediu ainda a perda do cargo público e a suspensão do poder familiar. A acusação por falso testemunho, inicialmente apontada pela Polícia Civil, não foi mantida.
Milena é acusada de participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho. Segundo o Ministério Público, ela teria atuado no planejamento dos crimes, na criação de álibis e na manipulação de provas.
Wagner responde por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa.
Denúncia do Ministério Público
De acordo com o Ministério Público, Cristiano e Milena teriam agido por motivo torpe e mediante emboscada nos crimes contra Silvana e Dalmira. A acusação aponta que Milena não participou diretamente das mortes, mas teve envolvimento intelectual e organizacional.
Os dois também foram denunciados pelo homicídio qualificado de Isail e por furto de bens da residência de Silvana após o desaparecimento.
Ainda conforme o órgão, os três réus teriam atuado juntos na ocultação dos corpos e na alteração de provas para dificultar a investigação, o que fundamenta as acusações de fraude processual e associação criminosa.
Cristiano também responde por falsidade ideológica, por utilizar dados de terceiros na ativação de chips de celular.
Outros desdobramentos
O filho de Cristiano e Silvana está sob acompanhamento do Ministério Público e permanece com a avó paterna.
O Ministério Público recorreu da decisão que negou a prisão de Milena e Wagner. O pedido está em análise no Tribunal de Justiça.
Outros três investigados não foram denunciados por não terem, segundo o Ministério Público, participação direta nos fatos principais. Esses casos poderão ser tratados em processos separados.
Policial
MPRS denuncia policial militar por homicídio, duplo feminicídio e desaparecimento de família Aguiar

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou nesta segunda-feira, 4, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, por uma série de crimes graves ligados ao desaparecimento da família Aguiar, no fim de janeiro. Entre as acusações estão duplo feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, falsidade ideológica, fraude processual, furto, associação criminosa e abandono de incapaz.
Cristiano é ex-companheiro de Silvana de Aguiar e ex-genro de Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira German Aguiar, de 70. Os três seguem desaparecidos.
Segundo o Ministério Público, o crime contra Silvana teria ocorrido de forma premeditada, com emboscada dentro da própria residência. O órgão aponta ainda que a motivação estaria ligada a conflitos envolvendo a guarda do filho do casal e desentendimentos familiares.
O MP também pediu a perda do cargo público do policial e a declaração de incapacidade para exercer o poder familiar. Além disso, solicitou novas diligências sobre a guarda da criança, a atuação funcional do investigado e a quebra de dados bancários e telemáticos dos envolvidos.
Outros denunciados
A atual companheira de Cristiano, Milena Tainá Ruppenthal Domingues, de 28 anos, também foi denunciada. Ela responde por participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho. Segundo o MP, ela teria ajudado a montar álibis e manipular provas antes e depois dos crimes.
O irmão do policial, Wagner Domingues Francisco, de 31 anos, foi denunciado por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa, por suposta participação na tentativa de esconder os corpos e dificultar a investigação.
O promotor Caio Isola de Aro afirmou que a atuação da companheira de Cristiano teria incluído conhecimento técnico para atrapalhar a coleta de provas. Ele destacou ainda a crueldade dos crimes.
Já a subprocuradora-geral Alessandra Bastian da Cunha afirmou que o Ministério Público seguirá atuando, junto com a Polícia Civil, para localizar os corpos das vítimas e dar uma resposta às famílias.
Investigação e indiciamentos
Cristiano está preso desde fevereiro e já havia sido indiciado pela Polícia Civil em abril por duplo homicídio, feminicídio, ocultação de cadáver e outros crimes. A investigação aponta que as três vítimas foram mortas, mas os corpos ainda não foram encontrados. O policial e Silvana têm um filho de nove anos.
De acordo com a Polícia Civil, os crimes foram cometidos de forma planejada e com tentativa de ocultação de provas. O delegado Anderson Spier afirmou que o suspeito teria matado o casal para encobrir o assassinato de Silvana.
A apuração indica que as mortes ocorreram em locais diferentes e em momentos distintos. Um veículo usado na ação também não foi localizado.
Outros investigados
Em relação a outros suspeitos, o Ministério Público decidiu adotar medidas diferentes conforme o grau de envolvimento. As mães do policial e da companheira tiveram parte das acusações arquivadas, mas podem responder por fraude processual em apuração separada.
Já um amigo do casal teve o caso arquivado em parte, com possibilidade de investigação específica por falso testemunho.

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