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08/08/2026
 

Geral

Funcionárias da Trensurb se manifestam sobre assédio sexual

Redação

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em

O Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul, através de sua Secretaria da Mulher, divulgou, em forma de desabafo, caso sobre uma funcionária que teria sido prejudicada em uma situação envolvendo um caso de assédio sexual, quando se recusou a trabalhar no mesmo local ao de um profissional acusado de assediar outra colega. Segundo funcionárias, os assédios seriam frequentes no ambiente de trabalho.

Conversamos com uma funcionária, pertencente ao Sindicato, que preferiu não se identificar, que nos afirmou que existem muitos casos de assédio moral, e também sexual, mas que muitas vezes acabam não vindo à tona, porque também têm que contar com a coragem da mulher em denunciar, e que já se sabe de muitos casos de terceirizadas que acabaram sendo demitidas, onde houve caso de assédio de algum funcionário da Trensurb, que até tentaram denunciar, mas acabaram sendo desligadas da empresa.

Ainda segundo essa funcionária, “o caso mais recente, e que chegou a nós, de uma colega, que não vou citar nome, até porque envolve um processo administrativo, que sofreu um caso de assédio numa noite, de um colega nosso da segurança. Depois de cerca de um mês, ela conseguiu denunciar, falar com o controlador, que é o chefe imediato dela, e isso chegou até a ouvidoria da Trensurb, e se instaurou o processo administrativo. Diante disso, quando estava completando dois meses, resolvemos pressionar a empresa. Fizemos um ‘panelaço’ lá, um barulho, todas nós com camisetas, um abaixo-assinado online, onde tivemos uma ótima adesão das mulheres, tanto da linha, quanto do administrativo, como de toda a empresa. Porque a ideia é que a Transurb crie uma política contra esses assédios, isso não existe hoje. Para quem eu falo? Nem os controladores sabem o que fazer. Queremos uma política da Trensurb contra isso, que os colegas saibam que não ficarão impunes”.

Metroviária trocada de estação

Segundo as metroviárias, no sábado, 27 de março, ainda dentro do mês Internacional da Mulher, as mesmas teriam sofrido um duro golpe na sua luta contra o machismo e o assédio. A empresa teria reintegrado um metroviário denunciado por assédio sexual, sem concluir a investigação.

Dizia a matéria divulgada “Denunciado na polícia e na empresa, ele se afastou por três meses, enquanto corria a investigação interna do crime cometido contra uma colega. Para as metroviárias, esta reintegração sem o parecer da Comissão Permanente de Processos

Disciplinares (COPED) é uma decisão intolerável. Uma das colegas da vítima se recusou a trabalhar no mesmo ambiente do agressor, e comunicou sua decisão à chefia, que preferiu puni-la com a realocação para outra estação”.

A decisão do superior revoltou as metroviárias e causou uma grande comoção nas redes sociais: “Estamos indignadas. Isso é humilhante e revoltante”, declarou a diretora do Sindicato Diana Ferreira da Rosa.

“Isso só encoraja os abusadores a repetirem a atrocidade na certeza da impunidade”, disse a diretora adjunta Flaviani Castro.

O que diz a Trensurb

“O empregado em questão está respondendo à Comissão Permanente de Processos Disciplinares da Trensurb. Respeitando os prazos dessa Comissão e todo o Regulamento de Pessoal da empresa, ele não pode ficar afastado do trabalho por maior período que 30 dias, o que geraria ilegalidade. Como o processo ainda não foi concluído, ele retornou ao posto de trabalho. O procedimento administrativo impõe também o direito de defesa do funcionário e, até o final de qualquer que seja o processo (e o tema), o empregado não poderá sofrer uma sanção (qual seja, desde um ajustamento de conduta e/ou penalidades como advertência, suspensão, demissão). Nesse meio tempo, a empresa está buscando organizar suas escalas de modo que os empregados envolvidos não tenham que trabalhar juntos.”

Sobre a política de assédio da empresa

Conforme nos foi respondido pela assessoria de comunicação da Trensurb, em caso de denúncia de assédio, a Comissão Permanente de Processos Disciplinares trata da questão, analisando e tomando providências em relação a cada situação específica.

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Policial

Temporal derruba árvore e causa morte de motociclista na ERS-124, em Montenegro

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Crédito: Polícia Civil

Um motociclista de 33 anos morreu após ser atingido por uma árvore de grande porte durante o temporal que atingiu a região na noite de quinta-feira, 6, em Montenegro. O acidente aconteceu por volta das 21h, no km 41 da ERS-124, próximo ao trevo de acesso à empresa Arauto, nas proximidades do viaduto da BR-386 e da divisa com Triunfo.

A vítima foi identificada como Maicon Veríssimo Milk, natural de São Jerônimo e morador da localidade de Boa Vista, em Triunfo.

Conforme a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), Maicon trafegava em uma motocicleta Yamaha Lander XTZ250, com placas de Porto Alegre, no sentido Montenegro/Triunfo, quando uma árvore, que seria um eucalipto de grande porte, caiu sobre a pista e atingiu o veículo em razão dos fortes ventos provocados pelo temporal.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar atenderam a ocorrência, mas o motociclista morreu no local.

Na mesma rodovia, na altura do bairro Estação, outra queda de árvore atingiu um carro e bloqueou parcialmente a pista. Ninguém ficou ferido. Os bombeiros realizaram a remoção da árvore e do veículo para a liberação do trânsito.

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Geral

Agosto Lilás: Nova Santa Rita instala Bancos Vermelhos para alertar sobre a violência contra a mulher

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O Coletivo Uma Mulher Ajuda a Outra iniciou a implantação de Bancos Vermelhos em espaços públicos de Nova Santa Rita como parte das ações da campanha Dia do Bem Fazer, promovida pelo Instituto Intercement e pelo CDC Comitê de Desenvolvimento Comunitário (Community Development Committee). A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre a violência contra a mulher por meio da instalação de bancos em locais de grande circulação, transformando esses espaços em pontos de reflexão sobre o tema.

A ação também integra a programação do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Em 2026, a mobilização coincide ainda com os 20 anos da Lei Maria da Penha, marco da legislação brasileira de proteção às mulheres em situação de violência.

Além da instalação dos bancos, estão sendo realizadas oficinas de pintura e rodas de conversa para discutir a prevenção da violência de gênero e divulgar informações sobre a rede de proteção às vítimas.

De acordo com os organizadores, até o momento foram instalados nove Bancos Vermelhos: três no Parque Olmiro Brandão e um em cada uma das praças localizadas nos bairros Califórnia, Centro, Vila Esperança, Pedreira, Maria José e Loteamento Popular.

A previsão é de que a iniciativa seja ampliada para as 19 escolas municipais e três escolas estaduais do município.

Segundo os dados informados pelo coletivo, o Rio Grande do Sul registra atualmente 43 casos de feminicídio. A proposta dos Bancos Vermelhos é contribuir para a sensibilização da população e reforçar o debate sobre a prevenção da violência contra as mulheres.

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Geral

Nova Santa Rita inaugura nova sede de abrigo para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade

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A Prefeitura de Nova Santa Rita inaugurou, na quarta-feira, 5, a nova sede do Abrigo Municipal Meu Pé de Laranja Lima, destinado ao acolhimento institucional de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. O novo prédio possui 532m² de área construída e recebeu investimento de aproximadamente R$ 2 milhões.

O abrigo atende, de forma temporária, crianças e adolescentes de 0 a 18 anos, incluindo pessoas com deficiência, que foram afastados do convívio familiar por decisão judicial em razão de situações de violência, negligência ou maus-tratos. Atualmente, 23 crianças e adolescentes estão acolhidos na instituição.

Segundo a administração municipal, a nova estrutura foi planejada para oferecer ambientes mais amplos, acessíveis e adequados às necessidades dos acolhidos e das equipes que atuam no serviço.

Durante a cerimônia de inauguração, o prefeito Rodrigo Battistella afirmou que a entrega da nova sede representa um reforço na estrutura da rede de proteção à infância e à adolescência.

“Hoje entregamos muito mais do que um prédio. Estamos oferecendo um espaço preparado para acolher nossas crianças e adolescentes com dignidade, respeito e segurança. Cada ambiente foi pensado para proporcionar conforto e contribuir para um atendimento cada vez mais humanizado, fortalecendo a rede de proteção de Nova Santa Rita”, declarou.

A secretária municipal de Desenvolvimento Social, Solange Lewandoski Laubine, destacou que a nova sede oferece melhores condições para o atendimento e para o trabalho das equipes responsáveis pelo acolhimento.

“O acolhimento institucional exige uma estrutura adequada e um ambiente que transmita cuidado e segurança. Este novo espaço amplia nossa capacidade de atendimento e garante mais qualidade de vida às crianças e adolescentes, respeitando suas necessidades e promovendo um ambiente mais acolhedor durante esse período tão delicado”, afirmou.

A gestão do Abrigo Municipal é realizada em parceria com a Associação Beneficente Evangélica da Floresta Imperial (ABEFI), conforme previsto na Lei Federal nº 13.019/2014, que regulamenta as parcerias entre o poder público e organizações da sociedade civil.

A nova sede passa a integrar a estrutura da rede municipal de assistência social voltada ao atendimento de crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional.

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