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22/01/2026
 

Geral

Parceria com Pecan visa ressocialização de apenados na confecção de utensílios hospitalares

Redação

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Desafiados pela pandemia do coronavírus, os municípios procuram alternativas para dar conta da demanda nos hospitais. Em Canoas, uma parceria entre a administração municipal, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e o Complexo Penitenciário de Canoas (PECAN) proporciona o fornecimento de aventais, uniformes e máscaras, confeccionados por ressocializandos às instituições de saúde.

Iniciativa

A iniciativa surgiu através de uma sugestão do Conselho da Comunidade de Canoas, que doou duas máquinas de costura para a Penitenciária, e desde então tem sido uma verdadeira troca. Todos os dias, às 8 horas da manhã, os participantes se direcionam até os fundos da lavanderia da PECAN, onde foi instalado um ateliê, para preparar o material concedido pelos hospitais Universitário (HU) e de Pronto Socorro (HPSC).

“A única certeza que temos é que em algum momento eles vão sair daqui”

O diretor da penitenciária, Loivo Machado, assim como o diretor adjunto Alexsander Mello, está orgulhoso do retorno obtido até então e promete a continuidade dos trabalhos após a pandemia. Iniciativas como a firmada com a Prefeitura de Canoas possibilitam que os presos cumpram a sentença com dignidade, fazendo cursos profissionalizantes e se preparando para obter um emprego decente no futuro. “A única certeza que temos é que em algum momento eles vão sair daqui. Então, nossa obrigação como operadores do sistema é proporcionar as condições mínimas e buscar parcerias para que o preso não volte a delinquir na rua”, comenta.

De acordo com o artigo 126 da Lei de Execução Penal, a remição pelo trabalho é um direito assegurado aos apenados do regime fechado e semiaberto, prevendo a redução de um dia de pena a cada três dias trabalhados. Além disso, os apenados recebem remuneração com o valor referente a 75% do salário mínimo. Para o secretário da Administração Penitenciária, Cesar Faccioli, “o trabalho prisional é fundamental para inserir o preso na sociedade, vamos intensificar essa prática nas casas prisionais, trazendo um benefício maior para toda a comunidade”.

Empresas estão convidadas a participarem do projeto

A vice-presidente do Conselho da Comunidade de Canoas, Fabiane Xavier, afirma que a participação da iniciativa privada é fundamental para a demanda existente nos hospitais. “Buscamos parcerias que possam nos ajudar, doando materiais e tecidos para os apenados, que devem fazer mais do que simplesmente cumprir suas penas aqui. Esse serviço prestado à comunidade faz toda a diferença e prepara esses indivíduos para ingressarem no mercado de trabalho e reiniciarem suas vidas”, conclui.

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Policial

Rio Grande do Sul tem sete feminicídios em menos de um mês e já supera total de dezembro de 2025

Redação

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Foto: DCS/PCRS

Em menos de um mês, o Rio Grande do Sul já registra um número de feminicídios superior ao contabilizado em dezembro de 2025. Até esta quarta-feira, 21, sete mulheres foram mortas por crimes motivados por gênero no Estado, o que representa, em média, um assassinato a cada três dias desde o início do ano. No mês anterior, conforme dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública, haviam sido registrados seis casos.

As vítimas tinham idades entre 15 e 59 anos e, ao menos cinco delas, eram mães. Porto Alegre concentra o maior número de ocorrências, com duas mortes, mas há registros também em municípios de pequeno porte, incluindo uma cidade da Serra com cerca de 2,8 mil habitantes. As investigações indicam que, na maioria dos casos, os suspeitos são companheiros ou ex-companheiros das vítimas, geralmente motivados por ciúmes ou pela não aceitação do fim do relacionamento.

Diante do avanço dos crimes, a Polícia Civil realizou uma força-tarefa que resultou na prisão de mais de 20 suspeitos em um intervalo de 24h. A operação integra um conjunto de ações voltadas ao enfrentamento da violência doméstica e à redução dos índices desse tipo de crime no Estado.

Entre os casos registrados está o da bombeira civil Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, de 31 anos, foi morta a facadas em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O ex-companheiro, de 44 anos, foi preso e é apontado como autor do crime. Segundo a polícia, ele tentou simular o suicídio da vítima. O relacionamento durou cerca de três anos e era marcado por crises de ciúmes. Gislaine deixou um filho de 10 anos.

Em Canguçu, na Região Sul do Estado, Letícia Foster Rodrigues, de 37 anos, foi encontrada morta em uma área de mata, com um ferimento no pescoço. O companheiro, de 36 anos, foi preso a mais de 200 quilômetros do local do crime. Ela era mãe de dois filhos e possuía medida protetiva contra o agressor.

No município de Santa Rosa, no Noroeste, Marinês Teresinha Schneider, de 54 anos, foi morta a tiros dentro da própria casa pelo ex-companheiro. O homem invadiu a residência e efetuou os disparos. Ele foi preso preventivamente no dia seguinte. Marinês tinha medida protetiva em vigor.

Em Porto Alegre, Josiane Natel Alves, de 32 anos, foi assassinada com golpes de faca. O suspeito, com quem ela havia mantido um relacionamento por cerca de um mês, se apresentou à polícia e foi preso. A filha adolescente da vítima teria presenciado o crime.

Também na capital, Paula Gabriela Torres Pereira, de 39 anos, foi morta durante o dia em uma parada de ônibus. O principal suspeito é o ex-companheiro, de 50 anos, com quem ela disputava judicialmente a guarda de um dos filhos. Ele foi preso.

Em Sapucaia do Sul, uma adolescente de 15 anos foi morta pelo namorado, de 25 anos. O crime ocorreu na terça-feira, 20, e o autor confessou o assassinato. O relacionamento durava cerca de oito meses. A jovem chegou a ser acompanhada pela Patrulha Maria da Penha.

Por fim, em Muitos Capões, na Serra gaúcha, Uliana Teresinha Fagundes, de 59 anos, foi morta a tiros dentro da casa onde havia morado com o ex-companheiro. Ela havia deixado o imóvel dias antes. Uliana era monitora de uma escola estadual e mãe de duas filhas.

Casos de violência doméstica podem ser denunciados. Em situações de emergência, a Brigada Militar deve ser acionada pelo telefone 190. Quando a violência já ocorreu, a orientação é procurar uma Delegacia da Mulher ou qualquer delegacia para registrar a ocorrência e solicitar medidas protetivas, inclusive pela Delegacia Online. A Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas pelo número 180, e a Defensoria Pública oferece orientações pelo telefone 0800-644-5556.

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Geral

Corsan afirma que água retorna aos bairros Igara e São José a partir do final da tarde

Redação

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A Corsan afirma que a retomada do abastecimento de água nos bairros Igara e São José, em Canoas, deve ocorrer de forma gradual a partir do final da tarde desta terça-feira, 20. A interrupção ocorreu em razão do rompimento de uma adutora de grande porte na avenida Getúlio Vargas.

Segundo a Corsan, a tubulação é responsável pelo transporte de água tratada para a região e equipes trabalham no local para concluir o conserto e iniciar a retomada do serviço. A normalização completa pode levar algumas horas, conforme a localização dos imóveis e a demanda da rede.

Para informações e solicitações, a Companhia orienta que os moradores utilizem os canais oficiais de atendimento, como o aplicativo Corsan, o site cliente.corsan.com.br, o WhatsApp pelo número (51) 99704-6644 ou o telefone 0800 646 6444, com ligações gratuitas.

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Geral

Estado registra mais de 11 mil emissões de identidade pelo sistema Identidade Fácil em 2025

Redação

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O governo do Estado contabilizou 11.466 emissões de carteiras de identidade por meio do sistema Identidade Fácil entre julho e dezembro de 2025. A plataforma digital é utilizada para a solicitação da Carteira de Identidade Nacional (CIN) e concentra parte do processo de forma on-line.

Disponível no site do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e também em aplicativo para celulares, o sistema permite que o cidadão preencha os dados pela internet e envie a versão digitalizada da certidão de nascimento ou casamento. Para acessar o serviço, é necessário ter conta ativa no gov.br.

Mesmo com a digitalização, a etapa presencial segue obrigatória para a coleta de biometria e fotografia, realizada mediante agendamento. Pessoas que já possuem documento emitido no Rio Grande do Sul podem solicitar a CIN de forma remota. Já quem não se enquadra nos critérios do sistema continua sendo atendido pelo modelo tradicional, com agendamento presencial nos postos do IGP.

A Carteira de Identidade Nacional unifica o número de identificação em todo o país, utilizando o CPF como registro único. O documento possui versão física e digital e é válido em todo o território brasileiro.

Para atendimento presencial, o portal do IGP disponibiliza os endereços das unidades no site: (https://igp.rs.gov.br/onde)

Documentos exigidos

CPF
Certidão de nascimento para pessoas solteiras
Certidão de casamento para casados ou viúvos
Certidão de casamento com averbação para separados ou divorciados

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