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03/03/2026
 

Política

Beth Colombo é absolvida no processo dos “R$ 500 mil” de 2016

Redação

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No último dia 21 de maio, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), reformou, por unanimidade (sete votos a zero), a sentença em que a ex-vice-prefeita de Canoas Beth Colombo (Republicanos) havia sido condenada e se tornado inelegível por oito anos, pelo juiz da 134ª Zona Eleitoral, no caso dos cerca de R$ 460 mil encontrados com o tesoureiro Guilherme Ortiz no comitê de campanha da chapa durante a corrida eleitoral de 2016, quando Beth e Mário Cardoso concorriam à Prefeitura.

Os desembargadores entenderam que ambos não tinham conhecimento da existência do dinheiro apreendido, nem responsabilidade pelo fato. A condenação, no entanto, foi mantida ao tesoureiro. Da decisão, cabe recurso ao TRE-RS.

Entrevista concedida

O Timoneiro entrevistou, com exclusividade, Beth Colombo, que falou sobre sua absolvição, projetos futuros e o desejo de não concorrer a cargo político neste ano.

Confira:


Jornal Timoneiro: Como foi receber a notícia da absolvição?

Beth Colombo: A absolvição com certeza foi um momento de muita alegria. Fiquei em paz, porque esse tema me perseguiu e me atormentou por quase quatro anos. E quando digo perseguiu é porque que de fato sempre permaneceu uma suspeita que tivesse cometido o equívoco, ou crime, como queiram chamar, naquele período da eleição de 2016. Até porque fui acusada de ter desviado recursos e, enfim, as acusações que foram feitas davam margem a várias interpretações para a opinião pública, este foi, para mim, o pior, pois passou a ser uma calúnia. Agora com a absolvição por unanimidade fica claro que não estive envolvida com absolutamente nada naquele período e que de lá pra cá só tive um objetivo em relação a isso, que era a justiça ser feita e ser revelada. Em quatro mil páginas de um processo, não havia uma palavra, uma linha, nada, que pudesse mostrar que eu tivesse participação nesse evento, nesse fato, então hoje estou muito tranquila, mas estive quatro anos atormentada.

Timoneiro: Desde que recorreste da sentença, parecia estar firme e segura. Em algum momento teve medo ou receio de que a justiça não fosse feita?

Beth: Tens razão, eu sempre me mantive muito firme em relação à minha postura, e na minha vida. Eu tinha a tranquilidade, a consciência e a certeza que não tinha qualquer culpa nesse sentido. Medo a gente tem sempre, olha bem: teve uma primeira instância que me condenou, que me tirou direitos eleitorais, que era o de menos, pois, pior de tudo é que havia uma condenação da minha pessoa, e isso me incomodava muito. Mas, com a equipe de advogados que estava cuidando do processo e a competência deles, me sentia esperançosa, e também com segurança e fé que a justiça chega, que ela acontece. Numa fala do Deputado Carlos Gomes, num momento de bastante aflição, ele me disse que não importa o tamanho da injustiça, quando a justiça chega e é feita, ela é muito maior que a injustiça. E eu acreditei sempre nisso, e de fato a justiça foi feita e foi muito maior: por unanimidade! Então, me mantive firme, nessa fé, nessa esperança e na certeza de que no final, tudo daria certo. Mas tive medo sim, e tenho muito medo das falsas notícias e acusações. Hoje nós vivemos num tempo de que quem acusa não precisa provar nada, e sim o acusado provar sua inocência, e isso, às vezes, requer tempo, dinheiro e muita serenidade. Enfim, eu consegui.

Timoneiro: Nos dias atuais, a senhora está trabalhando ou se dedicando a algum projeto dentro da política?

Beth: Atualmente, trabalho na Assembleia Legislativa, coordeno a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, que o Deputado Sergio Peres preside. Desde 2017, assumi a Secretaria Estadual das Mulheres Republicanas, e preparamos as eleições de 2018. Fortalecendo a sigla, mas especialmente motivando mulheres a se engajarem ao processo político. Fomos vitoriosos, porque nós conseguimos com 12 candidatas mais de 56 mil votos, e elegemos a primeira deputada mulher no Republicanos, Fran Somensi, e a primeira suplente a deputada, que sou eu. No próximo pleito teremos no estado mais de 600 mulheres concorrendo. É um grande projeto político, um resultado de maior engajamento de mulheres dentro do Republicanos, além de ser um trabalho que gosto muito de realizar.

Timoneiro: Quais são os seus projetos futuros?

Beth: Projetos eu tenho muitos, de trabalho ou na militância política. Mas, no futuro mais próximo é a candidatura à majoritária republicana dentro da cidade de Canoas. Vou caminhar ao lado dos nossos candidatos ao executivo, mobilizando nossa militância para um sucesso republicano, e junto, paralelo, a vereadores e vereadoras. Temos uma nominata de pré-candidatas forte. Esse é meu grande projeto político em curto prazo. Vamos estar juntos, e realizar esse desafio. Hoje o partido está pronto para concorrer.

Timoneiro: Pretende concorrer a algum cargo político?

Beth: Concorrer a um cargo político em 2020 não. Foi uma decisão pessoal minha, desde o começo do ano, quando começou-se a trabalhar a nominata. Conversei com a direção nacional e estadual do partido, e manifestei o desejo de ficar fora desse processo eleitoral, tinha minhas razões, continuo tendo, e são minhas. Uma das razões era – não que estivesse inelegível, porque a elegibilidade da condenação aqui em Canoas coube recurso, eu sou elegível -, que já havia decidido que em 2020 não iria disputar nenhum cargo político. Não concorro na majoritária, nem na proporcional, serei cabo eleitoral dos republicanos. Uma coisa é certa, estarei nas ruas, estarei nos portões das casas – se a pandemia acabar e permitir- falando dos nomes republicanos e aproveitando para mostrar minha absolvição.

Para o futuro, alguns dizem e é real, que a Deus pertence, e vou continuar trabalhando e fazendo meu trabalho político, que é o que me dá alegria, pois tenho o prazer de fazer parte do processo político na cidade que eu moro e no estado, para que a gente, através da política, tenhamos o resultado que tanto buscamos. Através da política que vamos poder transformar a vida das pessoas.

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Política

Cachoeirinha e Viamão terão novas eleições para prefeito e vice em 12 de abril de 2026; entenda

Redação

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Cachoeirinha e Viamão terão novas eleições para prefeito e vice em 12 de abril de 2026; entenda

Eleitoras e eleitores de Cachoeirinha e Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, voltarão às urnas no dia 12 de abril de 2026, um domingo, das 8h às 17h, para escolher os novos prefeitos e vice-prefeitos dos municípios.

Em Cachoeirinha, a convocação de novas eleições ocorre após a Câmara de Vereadores decretar a perda dos mandatos do prefeito Cristian Wasem Rosa e do vice-prefeito João Paulo Martins por infrações político-administrativas. A decisão foi formalizada por meio dos Decretos Legislativos nº 01 e nº 02, ambos de 3 de janeiro de 2026, resultando na vacância dos cargos.

Já em Viamão, a medida foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, que cassou os mandatos do prefeito e do vice-prefeito por conduta vedada. A decisão teve como fundamento a participação dos então candidatos em um evento realizado em 14 de setembro de 2024, no Parque Saint Hilaire, no município.

Dados eleitorais

Conforme dados de 2 de fevereiro de 2026, Cachoeirinha possui 101.601 eleitores aptos a votar, distribuídos em 34 locais de votação.

Em Viamão, são 159.893 eleitores aptos, com 78 locais de votação.

Estarão habilitados a participar do pleito os eleitores inscritos até 12 de novembro de 2025 — 151 dias antes da eleição, e que estejam com a situação regular perante a Justiça Eleitoral no momento da impressão dos cadernos de votação, realizada poucos dias antes do pleito.

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Política

Deputado Busato assume relatoria da “Lei Barbara Penna” que reforça punições contra agressores e amplia proteção às mulheres

Redação

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O deputado federal Luiz Carlos Busato (União Brasil-RS), membro da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, foi designado relator do Projeto de Lei nº 2.083/2022, conhecido como “Lei Barbara Penna”. A proposta amplia mecanismos de proteção a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, principalmente quando o agressor já foi condenado ou está preso provisoriamente.

O texto altera a Lei de Execução Penal, em vigor desde 1984, para endurecer as regras contra condenados que continuam ameaçando ou tentando se aproximar das vítimas mesmo durante o cumprimento da pena.

Entre as mudanças previstas está a classificação como falta grave do comportamento do agressor que, mesmo condenado por violência doméstica ou familiar, insiste em se aproximar da casa, do trabalho ou de familiares da vítima. Nesses casos, ele poderá perder benefícios como a progressão de regime, deixando de avançar para o semiaberto ou aberto. O projeto também prevê a possibilidade de inclusão no Regime Disciplinar Diferenciado, com regras mais rígidas, além da transferência para outro presídio, inclusive em outro estado, caso as ameaças persistam.

Outro ponto da proposta é a inclusão, no rol de crimes de tortura, da submissão repetida da mulher a intenso sofrimento físico ou mental no contexto de violência doméstica. A intenção é agravar a punição e ampliar a segurança das vítimas, sobretudo diante de ameaças reiteradas.

A matéria foi apresentada no Senado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e recebeu parecer favorável do senador Eduardo Braga (MDB-AM). Agora, o texto segue para análise na Câmara dos Deputados.

O projeto leva o nome de Barbara Penna, de Porto Alegre, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio em 2013. Na época, o ex-companheiro ateou fogo nela e no apartamento onde vivia, além de jogá-la da janela do terceiro andar. Barbara sobreviveu, mas perdeu os dois filhos no incêndio. O agressor foi condenado a 28 anos de prisão e, mesmo encarcerado, continuou a ameaçá-la.

Ao assumir a relatoria, Busato destacou que o combate à violência contra a mulher é uma pauta constante em sua trajetória política.

“Há muitos anos atuo firmemente pelo fim da violência contra as mulheres. Essa sempre foi uma prioridade nos meus mandatos como deputado e também durante o período como prefeito de Canoas. Seguiremos trabalhando para fortalecer leis, ampliar a proteção e garantir que nenhuma mulher fique desamparada.”

O parlamentar também ressaltou a importância da atuação conjunta com lideranças engajadas na causa.

“Ter ao nosso lado a ativista Barbara Penna é fundamental. Sua coragem e sua história dão voz a milhares de mulheres. Só no Rio Grande do Sul, somente entre janeiro e fevereiro deste ano, tivemos 20 casos de feminicídio. São números preocupantes. Essa proposta reforça a proteção à mulher vítima de violência doméstica e familiar”, afirmou o deputado.

Para Barbara Penna, o país já avançou na criação de políticas públicas e leis voltadas à proteção feminina, mas ainda há lacunas a serem enfrentadas.

“As leis de proteção às mulheres representam um grande avanço no nosso país. No entanto, ainda necessitam de modificações e melhorias para que cumpram plenamente o seu papel. A Lei Maria da Penha é fundamental, mas precisa ser cada vez mais punitiva e sem interpretações secundárias, para garantir a proteção das vítimas e cessar os feminicídios”, afirmou.

Ela também destacou a relevância do apoio masculino no enfrentamento à violência doméstica.

“Agradeço o compromisso do deputado federal Busato nessa luta. A participação dos homens na conscientização sobre a violência doméstica é um diferencial e demonstra que essa é uma causa de toda a sociedade.”

Ao final, Barbara reforçou a importância do projeto que leva seu nome.

“Tenho certeza de que o projeto que carrega o meu nome será um marco histórico no combate à violência psicológica reiterada, fortalecendo a proteção das mulheres e mostrando que o Estado brasileiro não tolera mais nenhum tipo de violência.”

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Política

Márcio Freitas se filia ao partido MDB e anuncia pré candidatura a Deputado Estadual

Redação

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Foto : Joel Souza/MDB-RS

O secretário municipal de Assistência Social de Canoas, Márcio Freitas, oficializou na quarta-feira, 25, sua filiação ao MDB e confirmou a pré-candidatura a deputado estadual. O ato ocorreu na Liga Canoense de Futebol, reuniu mais de mil pessoas, entre lideranças políticas da cidade e da região.

Participaram do evento o vice-governador do Estado, Gabriel Souza (MDB), os secretários estaduais Juvir Costella, da pasta de Logística e Transportes, e Beto Fantinel, de Desenvolvimento Social, além do ex-deputado Catarina Paladini. O presidente do diretório municipal do MDB em Canoas, Cezar Paulo Mossini, também esteve presente.

Freitas disputou uma vaga na Assembleia Legislativa nas últimas eleições e anunciou que voltará a concorrer ao cargo no pleito deste ano.

Aos 53 anos, iniciou a trajetória na vida pública como subprefeito. Foi eleito vereador por dois mandatos, período em que também presidiu a Câmara Municipal. Em 2024, concorreu à Prefeitura de Canoas. É formado em Gestão Pública pela Uniasselvi e cursa pós-graduação em Serviço Social.

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