Geral
Começa implantação das Aulas Remotas na rede estadual de ensino

A implantação das Aulas Remotas na rede estadual de ensino começou. A iniciativa da Secretaria da Educação (Seduc) compõe o modelo híbrido de ensino, que também compreende aulas presenciais, sem data de retorno em razão da pandemia de Covid-19. A ação, que segue ao longo do ano letivo de 2020, proporciona, por meio do Google Classroom, a criação de mais de 37 mil turmas espelhadas e mais de 300 mil ambientes virtuais divididos por componentes curriculares. O projeto ainda oferece internet patrocinada para alunos e professores. Acesse o hotsite clicando aqui.
De acordo com o secretário Faisal Karam, a prioridade à proteção da vida de alunos, professores e funcionários fez com que a Seduc acelerasse a implementação de recursos tecnológicos que assegurarão a continuidade do ano letivo aos alunos da rede estadual de ensino. “Diante da implementação das Aulas Remotas, garantiremos a preparação de professores e alunos para este novo momento. Faremos uma adaptação frente a esta nova realidade, oferecendo todo o suporte para professores e estudantes”, destaca.
Calendário de preparação
Para que todos estejam preparados para utilizar a plataforma, a Secretária da Educação capacitará durante junho e julho, em duas etapas, os professores e estudantes da rede.
A primeira etapa, chamada de Ambientação Digital, ocorrerá entre 1º e 13 de junho e envolverá o processo de inserção dos professores e alunos na plataforma Google Classroom. Nesse período, serão detalhadas as informações de acesso, como login e senha, para que todos possam começar o período de capacitação. Nessa fase, os estudantes e educadores iniciam o processo de aprendizado sobre a utilização dos recursos disponíveis na plataforma.
A segunda etapa, que começa em paralelo no dia 8 de junho, promoverá as capacitações em Letramento Digital, fornecendo aos professores o conhecimento para a preparação de aulas na forma não presencial. Os conhecimentos digitais dos alunos também serão avaliados nessa etapa, a fim de que seja possível compreender o nível de entendimento sobre a plataforma de ensino. A partir do resultado dessa avaliação, será possível reforçar aspectos que não estejam claros aos estudantes, para que, em seguida, possam iniciar as lições.
A partir do dia 29 de junho, iniciam-se as aulas que utilizam a Matriz de Referência, definida por componente curricular de cada ano. Ela será norteadora das aprendizagens para esse novo modelo híbrido (presencial e não presencial).
Recursos tecnológicos
Por meio da plataforma Google Classroom serão criadas todas as turmas por escola e disciplina com todos os alunos e professores alocados automaticamente. O espaço virtual ainda contará com recreio, sala dos professores, serviço de orientação educacional (SOE), coordenação pedagógica e salas exclusivas para capacitação dos educadores.
As formações dos professores serão divididas nos seguintes tópicos: Google Chrome, Google Gmail, Google Documentos, Google Planilha, Google Drive, Google Agenda, Google Forms, Google Meet, Google Apresentações, Google Classroom, Oficina de Práticas Pedagógicas sobre Aprendizagem Baseada em Problemas, Oficina de Práticas Pedagógicas sobre Sala de Aula Invertida e Oficina de Práticas Pedagógicas com TICs Educacionais (Tecnologias da Informação e da Comunicação).
Acesso à internet
A Seduc disponibilizará internet patrocinada no celular, exclusivamente para conteúdos educacionais, para alunos e professores que não dispõem de acesso.
Para aqueles que não têm aparelho celular, as escolas funcionarão em regime de plantão com agendamento, respeitando todos os protocolos de saúde, para que possam utilizar a estrutura da instituição.
Nos casos de alunos que não tenham nenhuma possibilidade de acesso digital, as coordenadorias e as escolas farão a entrega de conteúdo diretamente na casa dos estudantes.
Policial
Polícia prende suspeito e apreende armas em operação que investiga fraude em licitações de Guaíba

A Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira, 22, a Operação Pseudographos, em Guaíba. A investigação apura suspeitas de falsificação e uso de certificados de capacidade financeira atribuídos à Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE), apresentados por uma empresa de terceirização de mão de obra em licitações promovidas pelo município.
Ao todo, cerca de 25 policiais civis cumpriram sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre. As diligências ocorreram na sede da empresa investigada, em um escritório de assessoria contábil, em residências de investigados e em setores da administração municipal, incluindo a Procuradoria-Geral do Município.
Durante a operação, uma pessoa foi presa. Os policiais também apreenderam armas, munições e documentos.
A investigação apura possíveis crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso, fraude à licitação e associação criminosa. Os certificados investigados teriam sido utilizados para habilitar a empresa em pregões eletrônicos, que resultaram em contratos administrativos posteriormente aditados.
Certificados apresentavam indícios de falsificação
Conforme o delegado Augusto Zenon, titular da 2ª Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública Municipal (DIRCAPM/Dercap), a investigação começou após uma comunicação da própria CAGE, que identificou indícios de falsificação nos documentos.
Segundo o órgão, os certificados não foram emitidos pelo sistema oficial, apresentavam numeração já vinculada a outras pessoas jurídicas e continham datas de emissão correspondentes a dias em que os sistemas estaduais estavam indisponíveis em razão da calamidade pública provocada pelas enchentes de 2024. Os prazos de validade também divergiam do padrão adotado.
A perícia realizada pelo Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP/RS) apontou fortes indícios de falsidade.
“A perícia oficial do Instituto-Geral de Perícias (IGP/RS) concluiu pela existência de fortes indicadores de falsidade, constatando metadados incompatíveis com os certificados autênticos e sinais de elaboração em editor de texto, com posterior conversão para PDF”, esclareceu Zenon.
Investigação apura possível participação de agentes públicos
De acordo com a delegada Karoline Calegari, titular da Delegacia de Polícia de Guaíba, o inquérito começou na unidade policial do município, onde os fatos teriam ocorrido, e posteriormente foi encaminhado à delegacia especializada em crimes contra a administração pública.
As apurações incluíram depoimentos, exames periciais, análise de procedimentos administrativos municipais, materiais encaminhados anonimamente à Polícia Civil e um relatório de inteligência financeira.
Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos indicaram a necessidade de ampliar a investigação para além do escritório de contabilidade responsável por obter e encaminhar os certificados.
Entre os pontos ainda investigados estão a autoria da falsificação, os equipamentos e as contas utilizados na criação e no envio dos documentos, a circulação dos arquivos e o nível de conhecimento dos representantes da empresa beneficiada.
Também são analisados atos administrativos relacionados a pagamentos, aplicação de sanções e uma nova contratação da empresa. Conforme a investigação, algumas dessas decisões teriam divergido de manifestações das áreas técnicas da administração municipal.
“Também serão examinados atos praticados no âmbito da administração municipal em favor da empresa, em procedimentos de pagamento, de aplicação de sanções administrativas e de nova contratação, alguns deles em sentido divergente das manifestações das áreas técnicas, a fim de verificar a existência de ajuste prévio, divisão de tarefas e atuação coordenada entre particulares e agentes públicos, sem prejuízo da apuração de eventuais crimes de corrupção”, concluiu o delegado.
Objetivo da operação
Os mandados de busca e apreensão também tiveram como objetivo recolher computadores, celulares, mídias de armazenamento, arquivos originais e editáveis, comunicações e documentos físicos e digitais. O material deverá auxiliar na reconstrução do processo de produção e circulação dos certificados e na identificação da participação de cada investigado.
A Polícia Civil informou que as responsabilidades individuais serão apuradas com respeito ao contraditório e à ampla defesa.
O nome da operação, Pseudographos, tem origem grega e remete à expressão “escrita falsa”. A denominação faz referência aos documentos que teriam sido forjados com aparência de autenticidade oficial para comprovar uma capacidade financeira que não havia sido certificada regularmente, possibilitando, em tese, a habilitação da empresa em licitações públicas.
Policial
Condenada por assassinato de fotógrafo em Canoas entra na lista vermelha da Interpol

A gaúcha Paula Caroline Ferreira Rodrigues, de 31 anos, foi incluída na lista vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localizar pessoas procuradas pela Justiça. Ela foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão pelo assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, ocorrido em julho de 2015, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O nome de Paula está disponível no site oficial da organização, que divulga informações para auxiliar na identificação de pessoas procuradas, incluindo fotografias que mostram mudanças na aparência da mulher desde a época do crime.
Segundo o delegado João Paulo Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a inclusão na lista foi solicitada pela Delegacia de Capturas da Polícia Civil. As equipes seguem realizando diligências para localizar a condenada.
“A Polícia Civil vem realizando diversas diligências para a sua captura, entretanto, a colaboração da sociedade pode ser determinante para isso”, declarou o delegado.
Fotógrafo foi morto com 19 tiros
José Gustavo Bertuol Gargioni foi encontrado morto em julho de 2015, na região da Praia de Paquetá, em Canoas. Conforme as investigações, ele foi atraído para uma emboscada e atingido por 19 disparos de arma de fogo.
De acordo com a acusação, Paula mantinha um relacionamento com o fotógrafo e teria marcado um encontro para atraí-lo até o local do crime. Na época, ela também se relacionava com Juliano Biron da Silva, apontado como coautor do assassinato.
Biron foi condenado em 2020 a 20 anos e oito meses de prisão pela participação no crime.
Condenação ocorreu em segundo julgamento
Paula foi julgada pela primeira vez em dezembro de 2023, quando o Tribunal do Júri a absolveu da acusação de homicídio. O Ministério Público recorreu da decisão e, em abril de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou a realização de um novo julgamento, por considerar que a absolvição contrariava as provas do processo.
O segundo júri ocorreu em 10 de março de 2026, em Canoas. Na ocasião, Paula foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado, considerando motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
A mulher não compareceu ao julgamento e já era considerada foragida. Há um mandado de prisão em aberto contra ela. A inclusão na lista vermelha da Interpol busca auxiliar na localização da condenada.
Policial
Cerca de 40 cães são encontrados em meio a fezes e lama em Gravataí; homem é preso

Uma operação da Polícia Civil resgatou aproximadamente 40 cães em situação de maus-tratos em uma residência no bairro São Vicente, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação ocorreu na terça-feira, 20, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre comércio ilegal de munições.
No local, os policiais encontraram cães de diferentes raças mantidos em espaços reduzidos e em condições precárias de higiene. Conforme as informações da ocorrência, havia gaiolas enferrujadas, acúmulo de fezes, urina e lama, além de recipientes contaminados pelos dejetos dos animais.
Entre os cães resgatados estavam exemplares das raças pug e shih-tzu. Alguns apresentavam a pelagem suja e emaranhada. Os animais também não teriam acesso adequado a água limpa e alimentação.
Diante das condições encontradas, o responsável pelo imóvel foi preso em flagrante por suspeita de maus-tratos a animais domésticos. A ocorrência foi identificada durante uma investigação que tinha como objetivo inicial apurar o comércio ilegal de munições.
Após o resgate, a Polícia Civil informou que seriam adotadas medidas para garantir a triagem dos cães, o atendimento veterinário e os cuidados necessários. As condições de saúde dos animais deverão ser avaliadas.
A investigação segue os trâmites legais, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.

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